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O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciou nesta quinta-feira (13) a criação de uma comissão do Mercosul para combater o crime organizado. Segundo ele, a ideia é montar uma estratégia permanente contra facções transnacionais — um discurso que tenta responder à pressão crescente sobre o avanço de grupos como PCC e Comando Vermelho no país.
O anúncio vem em meio ao impasse no Congresso sobre o projeto do governo para ampliar o combate às facções, enviado depois da megaoperação no Rio que terminou com 121 mortos. Lewandowski prometeu até montar um banco regional de dados sobre criminosos, mas admitiu que “não existe bala de prata” para enfrentar o problema. A nova comissão deve atuar na troca de informações, integração policial e articulação entre governos e setor privado.
Além disso, os ministros assinaram um acordo de cooperação contra o tráfico de pessoas, considerado pelo próprio governo como um “flagelo”. O tema ganhou destaque internacional e é tratado como prioridade pelos países do bloco.
Lewandowski disse que houve avanço nas discussões sobre o corredor bioceânico, estrada que vai ligar o Atlântico ao Pacífico e promete impulsionar exportações, inclusive para a China. O ministro afirmou que os países acertaram medidas de segurança para garantir o fluxo de cargas e pessoas. Outro ponto discutido foi o combate a crimes ambientais, com promessa de adesão a marcos legais internacionais — pauta que o governo Lula costuma usar como vitrine no exterior.
lei que proponho estabelece que cidadãos acima de 70 anos não poderão assumir cargos públicos. A justificativa é simples: o funcionamento do Estado exige rapidez, julgamento apurado e capacidade de adaptação constante. A ciência mostra que, com o avanço da idade, aumenta significativamente o risco de lentidão cognitiva, redução da memória operacional, menor velocidade de processamento e dificuldade de responder a cenários complexos — fatores decisivos na administração pública.
Não se trata de desrespeito, mas de responsabilidade. A máquina pública não pode depender de decisões tomadas com tempo de reação reduzido, menor tolerância ao estresse e limitações naturais que surgem com o envelhecimento. Cargos públicos exigem atenção contínua, raciocínio veloz, resistência física e mental, além de capacidade de absorver informações em grande volume diariamente.
Por isso, esta lei defende a renovação, a eficiência e a segurança administrativa. Ela reconhece o valor dos mais experientes, mas estabelece que, acima dos 70 anos, o risco de declínio cognitivo mesmo que moderado já é suficiente para comprometer o desempenho em funções que afetam toda a população. Renovar não é excluir: é garantir que a gestão pública esteja sempre alinhada às exigências do presente.
Sempre assim, quando não se quer resolver nada, se cria uma comissão.