Jornalismo

Liberdade de expressão tem limite se conteúdo busca acabar com instituições e desonrar pessoas

A demarcação dos limites da liberdade de expressão protegida pela Constituição envolve um exame do potencial destrutivo dos conteúdos transmitidos por aqueles que exercem esse direito, segundo especialistas ouvidos pela Folha ao analisarem o inquérito das fake news em andamento no STF (Supremo Tribunal Federal).

Para eles, à medida que se passa da intenção de derrubar um argumento ou ideia e se vai para o caminho do aniquilamento de instituições e das ofensas para destruir a reputação de pessoas, é ultrapassada a fronteira da conduta legítima e se chega ao campo dos crimes.

As conclusões poderão variar do direito de criticar decisões do STF de soltar réus, em um exercício legítimo, até a prática de crimes contra a honra e a integridade física dos ministros do Supremo e contra o funcionamento do Poder Judiciário.

Após o despacho do ministro do STF Alexandre de Moraes pelo qual determinou diligências de busca e apreensão no inquérito das fake news, a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), que é professora da Faculdade de Direito da USP, fez uma série de críticas à medida em uma rede social.

Em uma das postagens ela afirmou que, apesar de não considerar comportamentos corretos “os xingamentos, as ofensas, os ataques” feitos por muitos dos investigados, vê com preocupação “a tendência crescente de equiparar a palavra (falada ou escrita) a atos criminosos. Pessoas verbalmente agressivas vêm sendo tratadas como partes de organizações criminosas. Penso que o Direito Penal Mínimo não pode conviver com isso!”.

As postagens mencionadas na decisão de Moraes têm conteúdos e tons diferentes.

Algumas trazem ameaçam aos ministros do STF, como a seguinte publicação feita pela deputada federal Carla Zambelli, em março de 2019: “Recado aos Ministros do STF: não brinquem com a LavaJato, ou nós vamos derrubar CADA UM DOS SENHORES”.

Outras mensagens trazem críticas de cunho ideológico, como a do deputado federal Luiz Phillipe Orleans e Bragança (PSL-SP): “”O ativismo judicial se aplica mais ao próprio STF que a qualquer outro poder. A maioria dos juízes nunca foi juiz, todos da mesma ideologia, não querem se reformar e ignoram seu descrédito”.

Ao tratar do tema liberdade de expressão, as leis brasileiras proíbem a censura prévia. Porém, o direito de livre manifestação do pensamento traz consigo a responsabilidade criminal pelo teor do que é expressado, segundo o professor de direito penal da USP e presidente do Iasp (Instituto dos Advogados de São Paulo), Renato Silveira.

Segundo Silveira, ataques em redes sociais podem configurar, por exemplo, crimes contra a honra.

“Uma pessoa pode ser responsabilizada quando ataca a honra de outra pessoa. Ela pode atacar a honra imputando a essa pessoa crime que não existe.” O delito descrito pelo professor da USP no jargão técnico é chamado de calúnia.

Ana Carolina Moreira Santos, advogada criminalista e conselheira da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em São Paulo explica que, apesar de ser uma garantia constitucional, a liberdade de expressão não é um direito absoluto.

“No direito brasileiro não há nenhum direito absoluto. Ocorre a mesma coisa com a liberdade de expressão, existem outras garantias e, se uma é colocada ao lado da outra, se a garantia da liberdade de expressão está violando outro [direito], como a proteção da honra e da vida privada, isso deve ser analisado caso a caso”, afirmou.

Conforme aponta a professora de direito constitucional da PUC-SP Maria Garcia, a Constituição determina que “é livre a expressão da atividade intelectual (…) e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

No entanto, segundo ela, a manifestação estará sujeita a punição caso desrespeite, por exemplo, o inciso da Constituição que prevê que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas (…)”.

De acordo com Rodrigo Nabuco, advogado criminal e conselheiro da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), caberá ao juiz de uma eventual ação decidir se determinado conteúdo é ou não ofensivo à honra. Para ele, os limites são ultrapassados quando ao invés de críticas à atuação dos ministros, elas passam a constituir ofensas à sua pessoa.

“Ele ali é representante de um poder constituído que tem exatamente a função de julgar. Então quando ele se manifesta nos autos, a pessoa dele não está em jogo. Está em jogo a função dele de magistrado. Ofensas pejorativas a pessoa, ao seu passado, isso não é liberdade de expressão, isso é ofensivo.”, afirmou.

O diretor da Faculdade de Direito da USP, Floriano Peixoto de Azevedo Marques Neto, diz que é preciso analisar também quando a ofensa é dirigida a uma pessoa especificamente ou chega a atingir a própria instituição da qual faz parte.

“Quando há como vítima um ministro, além da violação subjetiva pode ocorrer uma violação à incolumidade da instituição, o que pode tipificar crime previsto na Lei de Segurança Nacional.”

A Lei de Segurança Nacional mencionada por Azevedo Marques foi promulgada em 1983 pelo presidente João Baptista Figueiredo, o último da ditadura militar.

Esse texto legal prevê a prática de crimes em casos de atos contra “o regime representativo e democrático”, a “Federação e o Estado de Direito” e “a pessoa dos chefes dos Poderes da União”.

De acordo com a presidente da comissão de direito penal do Iasp, Heidi Rosa Florêncio Neves, os ministros do STF vêm alegando que estão defendendo a instituição e não a eles próprios, mas cada magistrado poderia adotar medidas judiciais individuais para responsabilizar aqueles que os ofendem.

Não há diferença entre as limitações ao direito da liberdade de expressão quando se trata de manifestação a respeito de uma pessoa comum ou de uma autoridade, como explica o jurista Carlos Ari Sundfeld. No entanto, ele pontua que há um problema quando as manifestações atacam os valores da Constituição.

“A manifestação pública pode ser um instrumento, e aí envolverá também uma associação criminosa, de produzir destruição dos nossos valores constitucionais, para armar golpes, incitando o desrespeito a instituições, desmoralizando as instituições com um objetivo por trás que é o de abrir caminho para ruptura institucional.”​

 FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Estou preocupado com Ceará Mundão, acho que ele foi reduzido a pó de traque nos porões da ditadura miliciana. Isto mesmo: "Ceará Mundão presente!"

  2. A Folha, como sempre, contando piada. Querendo criar uma narrativa para a censura, não a dela, mas a que lhe interessa.

    1. BG
      O maior assalto a uma Nação foi cometida pelos meliantes que estiveram no poder do Brasil e não foram fiscalizados devidamente pelas redes sociais. Sem as redes sociais os ladrões ficam a vontade para roubar, estamos vendo agora com toda fiscalização da população e orgãos fiscalizadores (PF/MPF/MPE,etc) e mesmo assim os quadrilheiros continuam em ação. Estão ai governadores e prefeitos sendo descobertos com a mão na massa $$$$$$$. Coisa ruim são os ladrões atacando os cofres públicos.

  3. DEVAGAR COM O ANDOR CARA PÁLIDA!

    Podemos dizer ou fazer o que quisermos, quando queremos e com qualquer um em qualquer lugar?
    Não devemos confundir LIBERDADE DE EXPRESSÃO com CALÚNIA, INJÚRIA E DIFAMAÇÃO.
    Calúnia, difamação e injúria são crimes contra a honra das pessoas.
    … A calúnia ofende a honra enquanto cidadão. Já a difamação ataca a honra objetiva que é a reputação; enquanto a injúria ofende a honra subjetiva, que trata das qualidades do sujeito.
    É esse tipo de mundo e modelo de educação que vcs ainda defendem?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

WÁLTER MAIEROVITCH: Decisão de André Mendonça que afastou chefe da PF é “inconstitucional, arbitrária e ilegal”

Foto: Breno Esaki/Metropoles – Gustavo Moreno/STF

O jurista e colunista Wálter Maierovitch criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Em entrevista ao UOL News, Maierovitch classificou a decisão como “perigosa, inconstitucional, arbitrária e ilegal” e afirmou que Mendonça teria ultrapassado os limites da atuação do Judiciário ao interferir diretamente em um órgão ligado ao Poder Executivo.

De acordo com o jurista, embora a Polícia Federal exerça funções de polícia judiciária, isso não significa que esteja subordinada ao STF. Para ele, existe uma relação de coordenação e auxílio entre as instituições, mas não de subordinação. “Não há relação de subordinação. Existe relação de coordenação, relação de auxílio, mas não de subordinação”, afirmou.

Maierovitch também apontou uma contradição dentro do próprio STF. Enquanto Mendonça considerou grave um relatório de inteligência da PF utilizado no caso, o ministro Edson Fachin teria dado andamento a uma representação que também levou o documento em consideração.

A Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento de Andrei Rodrigues. A Advocacia-Geral da União (AGU), porém, pretende recorrer e levar a discussão ao plenário da Corte.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] “Moraes será um dos principais atores para derrotar Lula em 2026”, comenta BG

BG avaliou, durante o programa Meio-Dia RN desta terça-feira (8), que o ministro Alexandre de Moraes, que teve papel central na derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, será um dos principais atores para uma eventual derrota do presidente Lula nas eleições de 2026.

Para BG, a atuação de Alexandre de Moraes e a crise envolvendo o STF estão provocando um sentimento de indignação e impotência em parte da população. “Flávio Bolsonaro está todo enrolado, mentiu, também teve relação com Daniel Vorcaro. O negócio do dinheiro do filme deve ser verdade, ele está todo enrolado. O problema é o sentimento de impotência e de injustiça. O problema é a perseguição que o Brasil está assistindo. Alexandre Moraes, que foi um dos principais atores para derrotar Bolsonaro em 2022, será um dos principais para derrotar Lula em 2026. Aguardemos”, comentou BG.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Número 2 da PF defende Andrei Rodrigues: “Não nos deixaremos abalar por ataques”

O diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad, número 2 na hierarquia da corporação, fez nesta terça-feira (8) uma defesa pública do diretor-geral afastado Andrei Rodrigues, após decisão do STF. Andrei Rodrigues era esperado para abrir oficialmente o curso, mas não compareceu à solenidade.

Durante a cerimônia de abertura do curso de formação de novos agentes, na Academia Nacional de Polícia, em Brasília, Murad afirmou que a instituição não se deixará abalar por pressões.

“Não nos deixaremos abalar por ataques, venham de onde vier. E aqui, reafirmamos, reafirmo, nossa total confiança na direção geral, no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O momento exige serenidade, mas saberemos atravessar essa tempestade como tantas vezes o fizemos”, declarou.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lula reúne ministros para discutir afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal

Foto: Brenno Carvalho/O Globo

O presidente Lula (PT) reuniu, nesta terça-feira (8), ministros e auxiliares no Palácio da Alvorada para avaliar a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que afastou preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada.

Entre os presentes estão o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o titular da Secom, Sidônio Palmeira.

Mendonça determinou ainda que a Corregedoria da PF abra investigações penais e administrativo-disciplinares para apurar suspeitas relacionadas à produção de relatórios de inteligência.

A decisão está ligada às investigações sobre o Banco Master e ocorre em meio a suspeitas de que integrantes da cúpula da PF teriam conhecimento, participado ou se omitido na elaboração de documentos que monitoravam Mendonça e Messias.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Namorada de Andrei Rodrigues fez lobby para Ambipar, grupo alvo da PF em operação que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master

Foto: Reprodução

A jornalista Renata Varandas, namorada do diretor-geral afastado da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, participou de ao menos quatro reuniões com autoridades federais em 2026 representando empresas do grupo Ambipar, alvo de investigações relacionadas à Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.

Em três dos encontros, registros oficiais da CGU identificam Renata como diretora de Relações Governamentais da Ambipar. As reuniões envolveram autoridades como os ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), além do então presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, e um representante do Banco Central.

A atuação de Renata para a empresa ocorre no momento em que a PF e a CVM investigam negócios envolvendo a Ambipar e o grupo ligado ao Banco Master.

Nesta terça-feira (8), o ministro André Mendonça, do STF, determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. A decisão não cita Renata Varandas nem sua atuação para a Ambipar.

Procurada pela reportagem do Poder 360, Renata não respondeu aos questionamentos sobre seu vínculo com a empresa e se Andrei tinha conhecimento da atuação.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Acusações contra chefe da PF de Lula são mais graves do que as que levaram à condenação e prisão de Silvinei Vasques, ex-chefe da PRF no governo Bolsonaro

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

As acusações que pesam contra o diretor-geral da Polícia Federal do governo Lula (PT), Andrei Rodrigues, alvo de uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, nesta terça-feira (8), para ser afastado do cargo por espionagem, elaboração de relatório apócrifo e vazamento de informações, são muito mais graves do que os fatos que levaram à condenação e à exoneração do ex-diretor geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Silvinei Vasques.

No fim de 2025, Silvinei foi condenado a uma pena de 24 anos e 6 meses de prisão pela Primeira Turma do STF. Ele foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ordenar o bloqueio de estradas e blitzes no segundo turno das eleições de 2022, principalmente na região Nordeste, para supostamente dificultar o acesso de eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, adversário de Jair Bolsonaro, aos locais de votação.

No dia 21 de agosto de 2026, o ministro Alexandre de Moraes determinou a cassação da aposentadoria de Silvinei Vasques no cargo de Policial Rodoviário Federal. Ele cumpre pena na ala especial do Complexo Penitenciário da Papuda, conhecida como “Papudinha”, localizada em Brasília (DF).

Já Andrei Rodrigues, atual diretor-geral da PF, segundo a decisão do ministro André Mendonça, encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Inquérito das Fake News, ao menos seis “relatórios de inteligência” produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026.

André Mendonça também cita que foi alvo de um “monitoramento sistemático e ilegal” da Polícia Federal durante mais de 30 dias. Além de Mendonça, o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, também foi alvo de monitoramento e de “coleta dirigida” de informações.

Mendonça cita também o “relatório apócrifo” que teria sido produzido pela PF e usado pelo ministro Alexandre de Moraes para questionar sua atuação no caso do Banco Master. Na decisão, o magistrado afirma que o documento contém “elevadas abstrações, elucubrações estapafúrdias e juízos subjetivos de toda ordem”.

Outro ponto considerado de extrema gravidade pelo relator foi o vazamento de informações sigilosas decorrente da publicização desses relatórios. O material continha detalhes sobre investigações em andamento e pendentes de decisão judicial envolvendo o presidente Nacional do União Brasil Antônio Rueda e o candidato ao Governo da Bahia ACM Neto. Mendonça enfatizou que a divulgação prévia revelou as potenciais medidas cautelares aos alvos, “frustrando completamente a sua eficácia e prejudicando efetivamente as investigações”.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

GUERRA DECLARADA: Alexandre de Moraes chama André Mendonça de “inimigo” e escala crise no STF

Foto: Nelson Jr./STF

O ministro Alexandre de Moraes se referiu ao colega do STF, André Mendonça, como “inimigo” durante uma conversa com aliados, segundo apurou a coluna de Paulo Cappelli no jornal Correio da Manhã.

De acordo com o relato de interlocutores que participaram da conversa, a referência a Mendonça foi feita na presença dos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. A fala escancara a guerra declarada entre Alexandre de Moraes e André Mendonça após o ministro-relator do caso do Banco Master levantar o siligo do relatório da PF que revelou a troca de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O embate, segundo o colunista, extrapolou do campo jurídico e político para a esfera pessoal. No domingo (6), André Mendonça enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, o processo em que pede que o Plenário da Corte analise as suspeitas da Polícia Federal envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

“MEDIDA ME CHEIRA COMO ELEITORAL”: Ministro das Relações Institucionais do Governo Lula reage a decisão de Mendonça de afastar diretor-geral da PF

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O ministro das Relações Institucionais do governo Lula, José Guimarães, reagiu nesta terça-feira (8) à decisão do ministro André Mendonça, do STF, que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Em publicação no X, Guimarães classificou a decisão como “descabida” e afirmou que a medida representa uma “intromissão onde não lhe cabe”.

“Ninguém está acima da lei. Com base nessa referência, a decisão do ministro André Mendonça no que tange o pedido de afastamento do delegado da Polícia Federal é descabida e uma intromissão onde não lhe cabe”, escreveu.

O ministro do governo Lula disse considerar correta a apuração de eventuais crimes, mas levantou suspeitas sobre a motivação do afastamento. “Apurar eventuais indícios de delitos está correto. Mas essa medida me cheira como eleitoral. Isso não pode! O STF precisa tomar providências”, afirmou.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Suspeita de abuso contra filhos teria motivado mulher a decepar órgão genital do companheiro na PB

Vídeo: Reprodução Instagram @reporterbetinho

A suspeita de que um homem de 33 anos teria abusado sexualmente dos filhos da companheira teria motivado uma agressão em Campina Grande, na Paraíba. A vítima foi encontrada com as mãos e os pés amarrados e o órgão genital decepado na noite do domingo (6), no bairro da Catingueira.

Segundo a Polícia Militar, o próprio homem apontou a companheira como autora da agressão e relatou que ela desconfiava que ele havia praticado atos sexuais contra as crianças, de 9 e 10 anos de idade. A denúncia de abuso ainda não foi confirmada pela polícia.

O homem contou ainda que a mulher, que fazia curso de bombeiro civil, teria pedido para testar tipos de nós antes de amarrá-lo.

A vítima foi encontrada em frente à própria casa e socorrida pelo Samu para o Hospital de Trauma de Campina Grande. Ele permanece internado, consciente e orientado. O órgão decepado não foi localizado.

A mulher e as crianças não foram encontradas pela Polícia Militar. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

GRANDE IRMÃO: Mendonça cita livro ‘1984’, de George Orwell, em decisão que afastou diretor-geral da PF

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro André Mendonça, do STF, citou o livro “1984”, de George Orwell, na decisão desta terça-feira (8) que afastou Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal e Leandro Almada da Costa da Diretoria de Inteligência Policial.

Ao tratar de relatórios de inteligência produzidos pela PF, Mendonça comparou a situação ao universo do livro, marcado pela vigilância do “Grande Irmão”.

“Diante do quadro ora apresentado, que mais se assemelha ao cenário concebido por George Orwell em sua célebre distopia, intitulada ‘1984’”, escreveu o ministro.

Publicado há 77 anos, o livro retrata uma sociedade submetida à vigilância permanente do “Grande Irmão”, que acompanha o que as pessoas fazem e dizem. Na obra, o “Ministério da Verdade” controla a circulação de informações e a propaganda oficial do regime.

Mendonça afirmou que a produção dos relatórios, a ciência prévia dada ao ministro Alexandre de Moraes e a posterior divulgação dos documentos revelam fatos de “extrema gravidade”.

Além dos afastamentos, o ministro determinou a suspensão da produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência da PF destinados a analisar atos praticados no exercício das funções de ministros do STF, da advocacia pública e da polícia judiciária.

Na decisão, Mendonça também afirmou ter sido alvo de monitoramento da PF por pelo menos 30 dias e classificou os relatórios como um “nada jurídico”.

Com informações do g1

Opinião dos leitores

  1. Para livrar a pele de Morais e Gonet no caso so Master e Lulinha no esquema do INSS, a meta do STF será engavetar as 2 investigações, anulando tudo e devolvendo todo o $ que já foi recuperado…A corrupção vai vencer o trabalhador de novo, aguardem!!!

  2. Eita mexeu na PFL (PF do Lule) é isso aí bota prá torar em quem não cumpre com suas obrigações institucionais.

  3. A ciência prévia das informações eram passadas ao ministro Alexandre de Moraes e a posterior divulgação dos documentos revelam fatos de “extrema gravidade”, ou seja, esse Alexandre de Morais espionava todo mundo que se levantasse contra ele. UMA VERGONHA. E ainda tentou inverter dizendo que o ministro André Mendonça está vigiando os colegas da corte. Será que quem fazia isso era só o Alexandre de Morais ? Ele passava as informações para os do grupo dele ?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *