Ontem noticiamos aqui que estava no Diário Oficial com a devida dispensa de licitação, processo de contratação da empresa CAW Distribuidora de Peças LTDA para a recuperação do calçadão de Ponta Negra. Pois bem, matéria da Tribuna do Norte de hoje esclarece que esse processo de licitação era apenas para pagar a empresa que forneceu os sacos para a contenção. R$ 464 mil de saco.Se foram realmente só 400 sacos, a prefeitura pagou mais de R$ 1 mil por cada Big Bag colocado? Convenhamos, é para deixar qualquer um de saco cheio…
Segue reportagem da Tribuna:
A Prefeitura do Natal divulgou no Diário Oficial do Município (DOM) de ontem, um contrato no valor de R$ 464.500,00 com a empresa CAW Distribuidora de Peças LTDA. A negociação, firmada com dispensa de licitação, tem como objeto a “locação de equipamentos e fornecimento de Big Bag para serviços de contenção e recuperação do calçadão da orla de Ponta Negra”. Apesar da divulgação ontem, não há novidades no passeio público destruído pela força das marés. O contrato é referente aos 400 sacos de areia colocados na praia mais famosa da cidade em julho passado.

O fato do termo de dispensa de licitação ter sido divulgado após dois meses do início dos trabalhos é visto com normalidade pela titular da secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi), Teresa Cristina Vieira Pires. De acordo com a secretaria, “a burocracia impede que as coisas acontecem com mais celeridade. É até normal que isso aconteça na administração pública”, disse. “Big bag” é o nome técnico dos sacos de areia que medem 90 cm de largura por 90 cm de comprimento, tem altura de 1,20 m, e comporta mais de uma tonelada de areia.
Gostaria de informar que o contrato citado não se refere apenas aos
Sacos de areia que equivocadamente foi mencionado pela matéria contabilizando 400 sacos a um custo de 1000,00 por saco. De fato seria absurdo. O contrato visa atender aos servicos de contenção mecânica com locacao de maquinario adequado ao servico, bem como de colocação de 1000 – mil sacos-os big bags. As ações empreendidas pela SEMOPI, em caráter emergencial, visam minimizar os riscos de novos desabamentos.