Diversos

Limite de 80 km por hora nas cidades é alto, diz coordenadora da OMS

CcZx88zXEAAtCD3A taxa de mortes no trânsito no Brasil é alta: 23,4 para cada 100 mil habitantes em 2013, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Está acima da média mundial e entre as mais altas da América. Mas a coordenadora de Prevenção de Lesões Não Intencionais da (OMS), Margie Peden, é otimista em relação ao Brasil. Segundo ela, o país tem boas leis de trânsito e, se continuar aplicando-as, conseguirá reduzir as mortes. No entanto, ela critica limite de velocidade de 80 km por hora – considerado alto – vigente em muitas vias das cidades brasileiras.

Peden avalia que o Brasil precisa melhorar em muitos aspectos. Como exemplo, cita o uso do cinto de segurança no banco de trás. Embora seja obrigatório, apenas 37% das pessoas fazem isso no país. Ela defende ainda investimentos no transporte público em substituição aos carros, além de medidas que tornem estradas e veículos mais seguros.

Como exemplo, ela sita o controle eletrônico de estabilidade (ESC, na sigla em inglês). Ele é ativado automaticamente quando o motorista muda repentinamente de direção, como por exemplo para evitar uma batida, acionando os freios de cada roda individualmente. Isso permite que o motorista possa fazer o desvio sem perder o controle. No Brasil, segundo resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o sistema será obrigatório em 2020 para os modelos novos de carro. Os modelos antigos terão até 2022 para se adequarem.

O GLOBO: Países de baixa renda em geral têm altas taxas de mortes no trânsito. Países de alta renda em geral tem taxas baixas (ao menos quando comparados com os países de baixa renda). O aumento na renda é suficiente para reduzir as mortes?

MARGIE PEDEN: Infelizmente não. É verdade que, à medida que os países se desenvolvem e se motorizam, há um aumento nas mortes e, em seguida, uma estabilização após a adoção de medidas de segurança no trânsito. Porém, em muitos países europeus, a renda continua a aumentar, assim como o número de veículos, mas o número de mortes (em alguns países) têm diminuído. Na região do Mediterrâneo Oriental (que inclui países do Oriente Médio e norte da África), os países de alta renda têm taxas de morte muito mais altas que nos países de baixa e média renda.

. Há muitos carros no planeta?

O problema é mais de gerenciamento de trânsito. De fato, muitas cidades tem um alto número de carros enquanto nós tentamos reduzir emissões (de gases), congestionamento e outros desafios relacionados. Isso também pode ser problemático para a segurança no trânsito e outros aspectos da vida urbana. Uma mudança em direção a opções de transporte sustentáveis, como BRTs (corredores de ônibus), monotrilho, etc. deveriam ser incluídos nas estratégias de segurança no trânsito de todos os países.

. O investimento em transporte público reduz acidentes e mortes?

Pode reduzir, mas o transporte público tem que ser seguro, de preço razoável, e acessível. Em resumo, tem de atender as necessidades de transporte do povo. Bogotá é um exemplo de cidade que conseguiu levar a população do transporte motorizado individual para o transporte público.

. Nos últimos dez anos, muitos brasileiros que não tinham dinheiro para comprar um carro finalmente puderam comprar um. Como dizer a eles, num país onde o transporte público tem sérias deficiências, que não comprem um carro ou, ao menos, não o usem todos os dias?

Isso exige que os governos descubram as necessidades de transporte de sua população (incluindo os custos) e construam um sistema de transporte público que atenda essas necessidades. Também é preciso fazer com que a população sinta que o transporte público é uma opção melhor que um carro, com os custos associados à sua manutenção, congestionamento, impostos, etc.

. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil teve 23,4 mortes no trânsito por 100 mil habitantes em 2013. É uma taxa elevada?

A taxa está acima da taxa global de 17,5 por 100 mil habitantes e também acima da taxa regional (da América) de 15,9, e entre as mais altas da região. Há países na África com taxas entre 20 e 30, mas isso é considerado alto.

.O Brasil está fazendo o suficiente para reduzir essa taxa?

Embora ainda não seja evidente que o Brasil tenha feito muito progresso para reduzir as mortes no trânsito, se você olhar a legislação, você verá que há leis de segurança no trânsito em linha com as melhores práticas para a maioria dos fatores de risco. Porém, limites de velocidade em áreas urbanas ainda são de 80 km/h, o que não está de acordo com as melhores práticas. Se o Brasil continuar a aplicar rigorosamente boas leis de segurança no trânsito, os números vão começar a cair.

.O que o país já fez de positivo?

Nos últimos cinco anos, houve progresso em relação à velocidade, à direção sob efeito de álcool. Novos níveis de punição foram definidos para o excesso de velocidade, dependendo da gravidade da transgressão. Novos níveis de penalidade foram definidos para quem dirige após beber. Seguindo revisões da legislação, não apenas o nível de álcool no sangue deve ser igual a zero, como agora as pessoas que se recusam a serem testadas podem ser punidas como se tivessem bebido. A lei do cinto de segurança está de acordo com as melhores práticas, mas as taxas de uso poderiam ser melhores. É de 73% no banco da frente e apenas 37% no banco de trás. No geral, a aplicação da lei a todos os fatores de riscos poderiam melhorar.

.Que países reduziram as mortes no trânsito e são exemplo para o Brasil e para o mundo?

Os líderes no mundo são Austrália, Espanha, França, Suécia, Holanda, Reino Unido, no nível nacional. Porém, muito pode ser feito no nível subnacional ou municipal. Por exemplo: Bogotá (que criou áreas de pedestre) e Cidade do México (na legislação e aplicação da lei para dirigir sob efeito do álcool).

.Até que ponto a redução dos acidentes de trânsito diminui os custos do sistema público de saúde?

Não são apenas os acidentes, mas as lesões resultantes de acidentes graves que pressionam o sistema público de saúde. Para cada morte no trânsito, muitos mais vão acabar no hospital, ocupando leitos e exigindo recursos humanos. Lesões no trânsito põem famílias e comunidades sob pressão, ao perderem o chefe da família ou necessitarem de apoio para deficientes por anos após a colisão.

. A segurança no trânsito é uma questão de lei, de aplicação da lei, ou de cultura?

Todos são importantes. Segurança no trânsito precisa ser abordada de maneira abrangente. Legislação é um primeiro passo importante, mas se não por aplicada de pouco vale. De forma parecida, ter boas leis que são aplicadas podem mudar o comportamento relacionado à segurança no trânsito e conduzir à uma cultura de segurança no trânsito, mas isso leva tempo. Por exemplo, dirigir embrigado era considerado aceitável em alguns países (Austrália, Reino Unido) há muitos anos, mas agora é considerado socialmente inaceitável.

. Que outras medidas são necessárias para um trânsito mais seguro?

Para as estradas se tornarem seguras (e lesões e mortes diminuírem), infraestrutura e veículos também precisam ser abordados. Similarmente, são necessários esforços onde a prevenção não dá certo, como por exemplo, depois do acidente, para minimizar a gravidade das consequências. O cuidado pós-acidente é fundamental. E melhorar a infraestrutura viária e ter veículos mais seguros não podem ficar de fora da equação.

. Como lidar com aplicativos que ajudam os motoristas a infringir as leis?

Desafios tenológicos podem, provavelmente, ser mais bem enfrentados com tecnologia, especialmente no nível do próprio veículo. Mas também é preciso aplicação da lei e a sensibilização (dos motoristas), pelo fato de que esses aplicativos são ilegais e põem em risco a segurança da população. Um dos fatores importantes em relação à legislação e às penas é que a população entenda porque elas existem – por exemplo, para sua segurança. Isso pode ser alcançado por meio de intensos esforços de marketing social e campanhas nos meios de comunicação. Leva tempo para que a cultura de uma população mude do não fazer uma coisa porque será pego para a política do não fazer uma coisa porque a população entende que isso é o melhor para sua saúde – ou, neste caso, vai evitar colisões e lesões. Intensas campanhas educacionais associadas à aplicação da lei lentamente mudam essa percepção.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Quero ver a coordenadora da OMS criticar a velocidade na Autobahn na Alemanha.
    Já que ela esteve com a Dilma, ela deveria ter tido a coragem de criticar as péssimas condições das rodovias brasileiras.
    Muitas dessas rodovias não possuem pistas duplicadas, o que aumenta muito a ocorrência de acidentes fatais.
    Um exemplo é a nossa BR-304.

  2. ACHO QUE ESSA SENHORA NÃO CONHECE AS AUTO ESTRADAS DA EUROPA ONDE A VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA É SUPERIOR AOS 80 KM AO QUAL ELA SE REFERE AQUI NO BRASIL

    1. Espertão quer comparar as vias da Europa com as brasileiras?! Fala sério..`´Obviamente as vias e estradas europeias comportam velocidades bem superiores a 80km…

  3. Vamos respeitar o que a O.M.S está dizendo. Agora tem erros nessas placas que autoriza a fiscalização. Aqui no perímetro urbano de Natal até o início da Salgado Filho, pra quem vem da BR 101 ou 304 e 226 o limite de velocidade é 80 KM . Beleza! Mas tá errado quando se trafega em direção a o Serido ou Mossoro nessa mesma velocidade. Com os veículos de hoje é praticamente impossível, os carros parece nem andar nessa velocidade, os motoristas nem precisa acelerar para atingir 80KM, o razoável era 110km para veículos leves e 80km para caminhão, desse jeito, só servi para alimentar a indústria da multa. Ai, depois de um feriadao vem o inspetor presta contas a população, no viaduto de ponta negra, mostrando números abusivos de multas por exceço de velocidade. Claro! o carro não pode passar de 110. Só pode dar muitas infrações mesmo.

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Política

“BATEU EM RETIRADA”: Caiado acusa Lula de provocar cancelamento do debate da Globo

Ronaldo Caiado (PSD) acusou Lula (PT) de provocar o cancelamento do debate da TV Globo, que seria realizado na noite desta quinta-feira (1º). Para ele, as decisões judiciais que mudaram as regras do programa foram uma “afronta à democracia brasileira”.

“O Lula provocou tudo isso. Ele foi provocado pelo Flávio na minha cidade, em Goiânia, dizendo: ‘Vai lá que eu vou lhe enfrentar’. E bateu em retirada”, declarou Caiado.

A Globo cancelou o debate após receber decisões do TSE e do STF que alteraram regras previamente acordadas. Lula já havia recusado o convite, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) desistiu horas antes e alegou “censura”.

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Política

[VÍDEO] Multidão lota o largo do Atheneu para o último comício de Álvaro Dias no 1º turno em Natal

Em clima de festa e emoção na reta final da campanha, Álvaro Dias (PL) realizou, nesta quinta-feira (1º), seu último comício em Natal antes do primeiro turno. Com o Largo do Atheneu lotado, o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte chegou caminhando no meio do povo, abraçando apoiadores e sendo recebido por caravanas e lideranças de várias regiões do Estado.

Ao lado de Álvaro estavam o prefeito Paulinho Freire, a vice-prefeita Joanna Guerra, o candidato ao Senado Coronel Hélio e os candidatos a deputado federal General Girão, Carla Dickson, Coronel Brilhante, Sargento Gonçalves e Nina Souza, além de candidatos a deputado estadual, prefeitos, vereadores e outras lideranças.

Ao falar sobre a decisão de realizar o último comício, Álvaro destacou a importância de encerrar a campanha perto da população. “As pessoas me aconselharam a não fazer o último comício, e eu disse: eu tinha que fazer. Eu não podia encerrar essa campanha política sem fazer o que fiz hoje aqui: chegar abraçado à população, apertar as mãos dos nossos amigos da cidade de Natal”, declarou.

Emocionado, Álvaro falou da caminhada eleitoral e da esperança que encontrou nas ruas. “Não poderia sair dessa campanha sem ver a esperança do povo do Rio Grande do Norte, abraço por abraço, sorriso por sorriso. Vamos juntos mudar o Estado do Rio Grande do Norte”, afirmou.

Ao final, Álvaro agradeceu aos apoiadores que o acompanharam durante a campanha e encerrou a noite em meio às manifestações de carinho do público.

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Geral

CENSURA: Globo afirma que “decisões judiciais” que levaram a cancelamento do debate “representam uma interferência indevida na liberdade dos veículos de imprensa”

Foto: Reprodução / Jornal Nacional

A Globo afirmou que “as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate” com os candidatos a presidente, previsto para esta quinta-feira (1º), “causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa tem de organizar os debates eleitorais”.

“Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite”, informou a emissora, que lembrou da sua “longa tradição na organização de debates eleitorais”.

“Nosso propósito é promover a discussão de ideias para o Brasil. Oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar projetos. Nosso dever é o de promover a democracia”, destacou a Globo.

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Política

[VÍDEO] “NÃO VOU COMPACTUAR COM A CENSURA”: Flávio Bolsonaro denuncia interferência do Judiciário nas eleições de 2026

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não vai “compactuar com censura e interferência do Judiciário nas eleições [de 2026]”. A declaração se deu depois que ele anunciou a decisão de não participar do debate que estava previsto para ocorrer nesta quinta-feira (1º) na TV Globo.

O candidato convocou os eleitores a decidirem a disputa presidencial já no primeiro turno. “Vamos resolver esse negócio já nesse domingo agora para que a gente possa dar um recado claro de que o Brasil tem jeito e ninguém aguenta mais essa situação de sequestro que a nossa democracia enfrentou”, disse ele.

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Brasil

URGENTE: Globo cancela debate presidencial após decisões do TSE e STF e desistência de Flávio

Reprodução

A TV Globo cancelou o debate entre os candidatos à Presidência de República que seria realizado na noite desta quinta-feira (1º). O encontro seria o último antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).

O cancelamento ocorreu após uma sequência de decisões judiciais. A ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu a emissora de mostrar o púlpito vazio de Lula (PT), enquanto Gilmar Mendes, do STF, determinou a inclusão de Renan Santos (Missão), contrariando decisões anteriores de Cármen Lúcia e Kassio Nunes Marques.

Lula já havia informado que não compareceria. Depois da decisão sobre o púlpito, Flávio Bolsonaro (PL) também desistiu e alegou “censura”. Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) estavam confirmados.

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Política

EDITORIAL BG: A toga tomou o lugar dos candidatos no debate da Globo

Arte Metrópoles

O debate presidencial da TV Globo, marcado para a noite desta quinta-feira (1º), foi atropelado pelo Judiciário antes mesmo de começar. Em poucas horas, decisões de ministros passaram a determinar o que a emissora poderia mostrar e até quem deveria estar no palco. A Justiça deixou de garantir as regras da eleição para interferir diretamente na organização de um programa jornalístico.

Primeiro, a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha, proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente Lula (PT), que decidiu não comparecer ao último debate antes do primeiro turno. A magistrada entendeu que a imagem poderia pressionar candidatos a participar, embora o comparecimento seja facultativo.

O argumento não convence. Mostrar o lugar vazio de um candidato convidado não é censura, punição nem constrangimento ilegal. É informar ao eleitor que aquele candidato escolheu não estar ali. Lula tem o direito de faltar, mas a emissora e o público também têm o direito de registrar sua ausência. Depois da decisão, Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de participar e classificou a medida como “censura”.

Para piorar ainda mais, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, determinou que a Globo incluísse Renan Santos (Missão) no debate. A decisão contrariou entendimentos anteriores da ministra Cármen Lúcia e do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.

O Missão possui apenas um deputado federal, enquanto a legislação assegura a participação aos candidatos de partidos ou federações com pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. As regras da Globo permitiam que a emissora, diante da desistência de um convidado, chamasse outro candidato bem colocado na pesquisa Quaest, mas deixavam claro que isso ocorreria a seu exclusivo critério. Gilmar transformou uma possibilidade editorial em obrigação judicial.

Gilmar passou por cima dos dois colegas de STF e decidiu, sozinho, quem deveria participar de um debate promovido por uma empresa jornalística. Isso não é um detalhe jurídico. É uma interferência direta na liberdade de imprensa e no processo democrático.

Hoje, um ministro determina quem entra no debate. Outro decide qual imagem pode aparecer. Amanhã, o que impedirá o Judiciário de estabelecer as perguntas, escolher os temas ou definir o formato mais conveniente?

Em defesa da liberdade de imprensa e por respeito à democracia, a emissora deveria cancelar o debate. Essa seria uma resposta dura, mas necessária, diante de decisões que desmontaram as regras acertadas previamente e transformaram um encontro entre candidatos em um espetáculo comandado por ministros.

Debate eleitoral deve ser decidido por regras públicas, pela lei e pela autonomia jornalística, não pela vontade de uma toga.

 

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Política

[VÍDEO] DESESPERO: Robério expõe estratégia esquerdista para tentar barrar avanço da direita no RN


Em um pronunciamento após retirar sua candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte, Robério Paulino (PSOL) explicitou o cálculo eleitoral que levou a esquerda a concentrar forças em torno de Cadu Xavier (PT) para tentar impedir o avanço da direita no Estado. De olho na eleição presidencial, o partido preferiu deixar de lado suas convicções na disputa pelo Governo.

A declaração de Robério nas redes sociais deixa exposta a estratégia de transferência de votos para Cadu com o objetivo de impedir que Álvaro Dias, que Robério classificou como candidato da “direita radical”, chegue ao segundo turno e funcione como palanque para Flávio Bolsonaro no RN.

O pronunciamento revela a dimensão nacional que a esquerda atribui à disputa no RN.

 

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Política

Interferência cruzada do Judiciário esvazia regras, transforma debate da Globo em circo e impõe o cancelamento

Reprodução

A sucessão de intervenções diretas da Justiça Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal transformou o aguardado debate presidencial da TV Globo em um cenário de completa insegurança jurídica, restando à emissora apenas uma alternativa viável para preservar sua autonomia: o cancelamento do confronto marcado para esta quinta-feira (1).

O colapso do formato começou a se desenhar quando a ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu a emissora de utilizar o tradicional púlpito vazio para representar a ausência do presidente Lula (PT), determinando ainda que os demais concorrentes pudessem direcionar perguntas ao petista mesmo sem a sua presença física no estúdio. Em paralelo, o STF determinou a inclusão do candidato do Missão, Renan Santos, no debate, atropelando critérios jornalísticos e normas estabelecidas previamente pelo canal.

Diante de um cenário onde regras são reescritas de última hora em Brasília e o principal candidato da oposição, Flávio Bolsonaro (PL), já havia anunciado sua desistência em protesto contra a censura.

Com informações do Metrópoles 

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Política

[VÍDEO] ESCULHAMBAÇÃO TOTAL: Atropelo jurídico no STF implode regras do debate da Globo

A reta final da corrida presidencial foi sacudida nesta quinta-feira (1) por uma sequência de manobras jurídicas que transformou o debate da TV Globo em um verdadeiro imbróglio institucional. O ponto de ruptura ocorreu quando o ministro Gilmar Mendes determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no confronto televisivo, rasgando entendimentos firmados anteriormente pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal. Com regras alteradas à revelia e critérios atropelados na véspera do evento, o candidato Flávio Bolsonaro (PL), bateu o martelo e anunciou que não participará da sabatina.

A decisão de última hora gerou forte repercussão na imprensa e entre comentaristas políticos, que não hesitaram em classificar a reviravolta como uma clara engenharia política nos bastidores. Analistas apontam que a ingerência sobre as normas eleitorais escancara a fragilidade das garantias institucionais e expõe o desespero de setores que tentam moldar o tabuleiro do primeiro turno a qualquer custo.

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Política

A três dias das Eleições, duas pesquisas apontam Walter Alves na liderança da nominata do MDB e entre os mais citados para deputado estadual

Reprodução

A três dias das Eleições Gerais, o candidato a deputado estadual, Walter Alves (MDB), aparece liderando a nominata do partido em duas grandes pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta quinta-feira (1º).

Além de liderar a nominata, nas duas pesquisas — Perfil/Blog do BG e Consult/Tribuna do Norte — Walter aparece entre os mais citados pela população. Esses dois novos levantamentos reforçam uma tendência que vem se mantendo desde o início da campanha: que Walter Alves deve ser eleito como primeiro deputado do MDB e que o partido deve conseguir fazer mais de uma cadeira na Assembleia Legislativa.

“As pesquisas desta quinta-feira, tão perto da eleição e feitas por institutos tão respeitáveis, não deixam dúvida de que o nosso trabalho lá atrás, como deputado, tem o reconhecimento da população, que nos coloca como o nome mais citado do MDB”, disse.

Pesquisas

A pesquisa Perfil/Blog do BG foi realizada entre os dias 26 e 29 de setembro de 2026, com 2.000 entrevistados no Rio Grande do Norte. Nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,19 pontos porcentuais. Registrada sob o número RN-08009/2026.

A pesquisa Consult/TRIBUNA DO NORTE foi realizada entre os dias 24 e 26 de setembro e utilizou uma amostra probabilística de 1.700 entrevistas. O erro amostral máximo da pesquisa é de 2.37%, e a confiabilidade de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o seguinte número: BR 04825/2026 RN 02343/2026.

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