
Consultor Júlio Camargo que intermediava pagamento de propinas no escândalo do petrolão (Reprodução/VEJA)
POR VEJA
O lobista Júlio Camargo, um dos delatores do esquema de corrupção na Petrobras, afirmou nesta quarta-feira em depoimento à Justiça Federal que pagou 15 milhões de reais em propina ao ex-diretor de Serviços da estatal, Renato Duque, e ao ex-diretor dea área de Abastecimento, Paulo Roberto Costa. É mais um pagamento de suborno confirmado por Camargo.
A propina, declarou ele, era uma recompensa do consórcio Ecovap – formado por Toyo, OAS e Setal Óleo e Gás – pela assinatura de um contrato na refinaria Henrique Lage, em São José dos Campos (SP). “Metade foi para a área de Engenharia e metade foi para a área de Abastecimento. A maioria dos pagamentos do Paulo (Roberto Costa) foi no exterior”, afirmou Camargo.
O delator foi uma das cinco testemunhas interrogadas em ação penal movida pelo Ministério Público Federal contra executivos da OAS, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor Paulo Roberto Costa. Além deste desembolso, o lobista tinha mencionado anteriormente inúmeros pagamentos de propina em depoimentos reservados ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, prestados em virtude de acordo de delação premiada fechado com os investigadores. O delator ainda apresentou comprovantes bancários das transações.
Camargo também confirmou que Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da Petrobras, também tratava dos pagamentos. O ex-gerente também fechou acordo de delação premiada e colaborou igualmente com as investigações em troca de punição mais branda. “Barusco normalmente indicava contas”, afirmou.
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