Pesquisa PoderData mostra que 54% dos brasileiros são a favor do retorno dos mais jovens ao trabalho, desde que estejam usando máscaras. A taxa teve variação positiva de 3 pontos percentuais em relação ao último levantamento, realizado de 3 a 5 de agosto. É o maior percentual desde abril, quando a divisão de pesquisas do Poder360 começou a série de levantamentos quinzenais sobre a pandemia.
Há pouco mais de 2 meses, 42% dos entrevistados defendiam a volta ao trabalho dos jovens.
O percentual dos que avaliam que todos ainda devem ficar em casa manteve-se estável, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais. Passou de 39% para 37%. A proporção tem diminuído gradualmente nos últimos 2 meses.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é realizada em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.
Os dados foram coletados de 17 a 19 de agosto, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 481 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.
De acordo com os dados do Ministério da Saúde divulgados às 18h30 desta 2ª feira (24.ago), o Brasil registra 3.622.861 casos confirmados de covid-19 e 115.309 mortes pela doença.
ESTRATIFICAÇÃO
O PoderData analisou a percepção de risco do retorno dos jovens ao trabalho em cada grupo dividido por sexo, idade, escolaridade, região e renda.
Em duas semanas, diminuiu o número dos mais jovens (pessoas de 16 a 24 anos) que acham que podem retornar ao trabalho com o uso de máscaras. Passou de 61% para 49% –queda de 12 pontos percentuais. O percentual de indecisos nesse grupo aumentou. Foi de 7% para 17%. A proporção dos que acham que todos devem ficar em casa subiu de 32% para 35%.
Eis os outros dados:
- Quem mais apoia o retorno dos mais jovens ao trabalho: homens (62%); pessoas de 25 a 44 anos (57%); os que têm só ensino fundamental (60%); moradores do Norte (61%) e Centro-Oeste (60%); desempregados e sem renda fixa (57%);
- Quem mais defende que todos ainda devem ficar em casa: mulheres (42%); pessoas de 45 a 59 anos (40%); os que têm ensino superior (58%); moradores do Sul (42%); os que recebem mais de 10 salários mínimos (50%).
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