Judiciário

“VÍTIMA DA CRISE”: “Sou um desempregado e tenho uma cliente só”. Cardozo conta como é ser defensor de Dilma

7jul2017---o-advogado-jose-eduardo-cardozo-pedala-em-frente-ao-palacio-da-alvorada-em-brasilia-onde-esta-a-presidente-afastada-dilma-rousseff-1467927030618_615x300O advogado José Eduardo Cardozo pedala em frente ao Palácio da Alvorada, “quartel-general” da presidente afastada, Dilma Rousseff

“Posso responder perguntas a tarde inteira. Eu sou um desempregado e tenho uma cliente só.” O aviso, dado em tom de piada a jornalistas ao fim de longa entrevista no último dia 30 de junho no Palácio da Alvorada, em Brasília, mostra que o processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), não afetou o humor do advogado José Eduardo Cardozo.

A noite anterior marcara o fim de uma maratona de 45 depoimentos realizados em 13 sessões da comissão especial que julga o processo no Senado. As reuniões para ouvir as testemunhas –39 delas convocadas pela defesa– duraram o equivalente a quase quatro dias completos.

Ministro da Justiça por pouco mais de cinco anos e advogado-geral da União nos últimos dois meses da gestão da petista, entre março e maio, Cardozo, 57, diz estar trabalhando mais fora do governo do que dentro.

“Nunca trabalhei tanto assim numa causa”, declara o advogado, que em 2016 completa 35 anos na profissão e é procurador licenciado do município de São Paulo.

O ritmo é uma loucura. É uma coisa completamente alucinada. Você não ouve quatro, cinco testemunhas em um dia, por três ou quatro horas cada uma. Isso não existe

José Eduardo Cardozo, advogado de Dilma Rousseff

Para o ex-ministro, dois fatores explicam a intensidade do caso: a complexidade de um processo de impeachment de uma presidente da República e “toda uma pressão” exercida por atores políticos para acelerá-lo. “Isso exigiu muito da defesa. Você tem que acompanhar as sessões, fazer recursos, preparar perguntas. Tem sido uma coisa absolutamente exaustiva”, relata.

“Então você imagina ter que ajustar 370 páginas em 72 horas… Naquelas noites, por exemplo, eu cheguei a dormir só duas, três horas. E no dia da entrega da defesa no Senado a impressora do Alvorada [residência oficial da Presidência da República] ainda pifou”, lembra.

Nos dias dos depoimentos das testemunhas, a equipe trabalhou em torno de 12 horas por dia. “Além das sessões, tem as reuniões em que você tem que analisar todas as situações possíveis”, explica o advogado.

A rotina do Legislativo não lhe é estranha. Depois de três mandatos consecutivos como vereador de São Paulo, tendo presidido a Câmara Municipal, foi deputado federal, pelo PT, por oito anos, de 2003 a 2011.

De graça

Envolvido na defesa de Dilma desde março, quando se tornou ministro-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), o ex-ministro da Justiça anunciou em abril que pretendia continuar à frente da defesa da petista, de graça. “Não cobraria nada dela”, disse, na ocasião.

“Não tinha cabimento deixar a causa. Acabaria com a defesa dela. Não seria justo nem correto”, analisou Cardozo, na semana passada, em entrevista ao UOL. O único “honorário” que recebeu de Dilma pelo trabalho, conta o advogado entre risadas, foi o empréstimo de uma bicicleta, já que ele perdeu o direito de usar carro oficial ao deixar o governo.

“Comprei um capacete e, quando eu venho encontrar com ela [no Alvorada], pego a bicicleta e venho numa reta”, diz o ex-ministro, que mora a pouco mais de dois quilômetros do palácio –aproximadamente dez minutos de pedaladas. “Só não uso quando estou de terno e gravata.”

O momento do “pagamento” foi presenciado pelo advogado Gabriel de Carvalho Sampaio, que está sempre ao lado de Cardozo durante o processo.

“Foi engraçadíssimo. Estava chegando para a reunião e de repente vi a presidenta chegando com uma bicicleta. Até ajudei a segurar para ela colocar a cestinha, ver se o pneu estava bom. Ela falou que era um empréstimo”, relata Sampaio, que foi secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e chegou a chefiar a pasta temporariamente durante viagem do ex-ministro, no ano passado.

Logo após o afastamento de Dilma, no dia 12 de maio, Comissão de Ética Pública da Presidência da República autorizou que Cardozo cumpra “quarentena” de seis meses e continue recebendo o salário de ministro –R$ 30,9 mil– durante o período. A ele foi permitido permanecer defendendo a presidente afastada “em caráter excepcional, como advogado particular”.

Segundo a lei que regula o benefício, as autoridades públicas têm naturalmente, conforme as funções que exercem, acesso a informações que não são de conhecimento público e devem se abster de usar tais dados em suas atividades profissionais ou empresariais. A comissão analisa cada caso individualmente.

Além do ex-ministro, outros cinco advogados participam do processo. Flávio Crocce Caetano foi coordenador jurídico da campanha de Dilma nas eleições de 2014 e é professor da PUC-SP. Breno Bergson Santos e Marthius Sávio Lobato também atuaram como advogados de Dilma. Lobato também defendeu o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no julgamento do mensalão.

Já Bruno Espiñeiro Ramos é procurador licenciado do Estado da Bahia e foi advogado do ex-governador e ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner (PT). Renato Ferreira Moura Franco é especialista em direito penal.

“São todos voluntários. Ninguém ganha absolutamente nada para isso, nem um centavo. São colegas que têm trabalhado muito. Nem despesa de táxi a gente paga”, declara Cardozo. Segundo ele, os advogados se “aproximaram por conta da causa”.

Advogados acostumados a atuar em grandes casos, que pediram à reportagem para falar sob a condição de anonimato, estimaram que uma causa como a do impeachment custaria pelo menos centenas de milhares de reais, mas provavelmente entraria na casa dos milhões.

“Por ser ex-ministro e ex-advogado-geral da União, Cardozo teria condições de cobrar R$ 5.000 por hora de trabalho. O processo todo poderia sair por R$ 8 milhões, contando com os auxiliares”, disse uma fonte. “Mas, pela projeção e notoriedade que um caso como esse podem dar, tenho certeza que haveria uma fila de grandes advogados dispostos a trabalhar de graça”, completou.

O processo, entretanto, tem o seu preço para os auxiliares. “Considerando que, quando acabam as sessões, têm tarefas para fazer, em semanas de audiência eu posso cravar 20 horas de trabalho por dia. E nos fins de semana também temos trabalho”, conta Gabriel Sampaio.

No dia 17 de junho, ele renunciou da condição de advogado de Dilma para se tornar assistente parlamentar na liderança do PT no Senado, com salário de R$ 9.456,13, e fazer a defesa jurídica de lá. É neste local que muitas vezes a equipe se reúne antes ou depois das sessões da comissão do impeachment.

Sampaio disse ainda que antes de assumir o cargo no Congresso atuava pro bono (de graça) por “total identificação com o projeto da presidenta e com a democracia”. “Só não continuei nesta condição por uma questão profissional, para conseguir me manter em Brasília. Os outros colegas [do processo] já têm uma situação advocatícia mais estável.”[

Cardozo, por sua vez, diz confiar na decisão dos senadores, apesar de fazer ressalvas à atuação dos parlamentares. “Eu tenho que estar confiante porque a razão está do nosso lado. Mas muitas vezes alguns senadores não quiseram nem ouvir o que as testemunhas falavam. A testemunha fala ‘A’ e eles dizem que ela acabou de dizer ‘B’. Isso demonstra uma motivação puramente política, e com esse quadro eu não sei dizer o que vai acontecer. Se fosse um julgamento comum, em condições normais de justiça, seria caso para absolvição sumária”, declara.

Durante o processo, o ex-ministro tem falado com Dilma “quase diariamente” na residência oficial da presidente. “Só não consigo quando as sessões são muito alongadas.” Segundo ele, a presidente afastada assiste a algumas audiências – “não dá para ser todas porque aquilo ali é interminável”–, dá opiniões e faz sugestões.

Retórica e gafe

Reconhecido por sua eloquência, o advogado tem sido elogiado até mesmo por senadores favoráveis ao impeachment de Dilma. “Ele tem uma retórica terrível… Se jogasse futebol, doutor [José] Eduardo [Cardozo] seria Ronaldinho. Ele olha para um lado, toca pro outro. É um verdadeiro maestro”, declarou José Medeiros (PSD-MT), em uma sessão da comissão de impeachment.

Opositores do PT e parlamentares que defendem o impeachment, no entanto, não dão trégua à atuação de Cardozo. O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) reclamou que o advogado estava se excedendo e precisava ser disciplinado pelo presidente da comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB). Já a senadora Ana Amélia (PP-RS) disse ter ouvido que o ex-ministro parecia estar comandando a reunião do colegiado.

José Medeiros disse ter pedido a sua equipe que analisasse as notas taquigráficas de uma determinada sessão e afirmou que o advogado chegou a intervir 183 vezes na ocasião “Qual é o papel do advogado da presidente? É ou extinguir este processo de impeachment, ou delongá-lo ao máximo, de forma que volte a sua cliente ao posto. Para isso, ele já mostrou que tem habilidade de sobra, para isso ele tem feito o possível e o impossível”, declarou.

O ex-ministro frequentemente alega que está apenas exercendo o direito de defesa da presidente afastada. Para garantir o número desejado de depoentes arrolados pela defesa, apresentou recurso a Lewandowski –que preside o processo de impeachment– e teve o requerimento aprovado, apesar das queixas de senadores pró-impeachment.

Em uma das intervenções, no entanto, Cardozo cometeu uma gafe que repercutiu dentro e fora da comissão. Enquanto listava nomes de pessoas que apoiavam a causa da presidente, acabou citando o “ilustre jurista” “Thomas Turbando Bustamante” –em vez de Thomas da Rosa Bustamante.

Tratava-se de uma brincadeira da equipe de advogados, que incluiu a citação em um dos documentos da comissão. O papel com o nome fictício, que gera uma cacofonia de conotação sexual, não deveria ter sido levado à sessão, mas foi incluído por engano pelo advogado de Dilma.

Dias depois, o ex-ministro foi alvo de uma brincadeira enquanto almoçava com o ex-advogado-geral da União Luís Inácio Adams em um restaurante de Brasília.

Um cliente que estava na mesa ao lado pagou a conta –de R$ 300– da mesa dos ex-integrantes do governo Dilma e escreveu um bilhete na nota: “Cardozo, uma cortesia do ilustra jurista Thomas Turbando. “Se eu soubesse, teria tomado um vinho mais caro”, brincou Cardozo.

Pós-impeachment

Questionado se gostaria de voltar a chefiar um ministério ou ocupar qualquer posto no governo federal, Cardozo não precisa pensar duas vezes: “Sinceramente, não”. Após o desfecho do impeachment, ele diz pretender se associar a um escritório em São Paulo e voltar a investir na carreira acadêmica.

O advogado, que também é professor da PUC-SP, conta que tem uma tese de doutorado para escrever em Salamanca, na Espanha, pela USP (Universidade de São Paulo).

Na proposta apresentada por ele em 2014, depois das eleições, quando “nem imaginava o que ia acontecer”, o tema do trabalho seria a crise na separação de poderes no século 21. E um dos tópicos, o impeachment.

“É como se eu tivesse adivinhado. Minha orientadora reclama que eu ainda não consegui fazer nada, mas pelo menos a parte do impeachment já está pronta”.

UOL

Opinião dos leitores

  1. Engraçado são os coxinhas/trouxinhas colocarem a culpa de tudo que é ruim num só partido. E agora apoiam o PMDB que estava junto de todas as desgraças que aconteceram no País nos últimos anos. É muita hipocrisia.

  2. Como uma pessoa q recebe quase R$ 30.000,00 (trinta mil reais) do Governo Federal (por conta da quarentena) solta uma piada dessa??!!

  3. O ADVOGADO DO PODEROSO CHEFÃO SÓ TINHA UM CLIENTE, E QUEM ? O DOM CORLEONE. PORTANTO ADVOGADO DE MAFIOSO SÓ ORECISA DE APENAS UM CLIENTE. HÁ LADRÃO!!!!!!!!!!!!!

  4. Não é só ele que tá desempregado, são quase 12 milhões de brasileiros. Viva o Partido dos Trabalhadores.

  5. Pela incompetência vai ficar só com ela como cliente. O símbolo dos governos petistas realmente é a bicicleta. Ia esquecendo que quando Lula for preso, poderá ser seu cliente também.

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Geral

Droga apreendida após tiroteio no Aeroporto de Guarulhos valeria R$ 3,6 bilhões na Europa

Foto: reprodução

A carga de 400 quilos de cocaína apreendida durante a operação policial no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na última sexta-feira (31), está avaliada em R$ 3,6 bilhões no mercado europeu, segundo estimativas das autoridades.

A droga foi interceptada após traficantes invadirem a área das pistas por meio de uma obra próxima ao aeroporto, provocando uma troca de tiros com forças de segurança. Apesar da gravidade da ocorrência, ninguém ficou ferido e nenhum voo precisou ser interrompido.

VEJA TAMBÉM: VÍDEO: Criminosos trocam tiros com policiais federais em área do Aeroporto de Guarulhos

Durante a ação, dois homens foram presos. Um deles afirmou que receberia dinheiro para transportar a carga até o aeroporto. O outro, funcionário terceirizado do terminal, foi detido pela Polícia Federal. As investigações seguem para identificar e prender outros integrantes da organização criminosa responsável pela tentativa de envio da droga ao exterior.

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Geral

Bandeira amarela é mantida em agosto e conta de luz seguirá com cobrança extra pelo 4º mês seguido

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para o mês de agosto. Com isso, os consumidores continuarão pagando um adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A cobrança extra está em vigor desde abril e será aplicada pelo quarto mês consecutivo.

Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira ocorre devido à redução das chuvas durante o período seco, o que diminui o nível dos reservatórios das hidrelétricas e aumenta a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que têm custo mais elevado.

Na prática, uma residência que consumir 200 kWh no mês terá um acréscimo de R$ 3,77 na conta de luz. Para um consumo de 300 kWh, o adicional será de aproximadamente R$ 5,66.

O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza mensalmente o custo da geração de energia. Atualmente, a bandeira verde não tem cobrança extra, enquanto as bandeiras amarela e vermelha aplicam valores adicionais conforme as condições de geração elétrica no país.

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ANDREZA MATAIS: André Mendonça apura se diretor-geral da PF obstruiu justiça em caso do INSS

Fotos: Luiz Silveira/STF e Brenno Carvalho / Agência O Globo

Por Andreza Matais, Metrópoles

Uma das principais investigações em curso no país abriu uma grave crise institucional entre dirigentes dos órgãos que comandam o processo.

Há mais de um mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, responsável pelo caso, determinou que a Polícia Federal submetesse a ele todos os documentos brutos referentes às apurações da Farra do INSS, revelada pelo Metrópoles.

André Mendonça também ordenou que qualquer alteração na equipe que investiga o caso fosse previamente autorizada por ele.

Um dos escândalos mais rumorosos da atualidade, as fraudes no INSS impactaram o país pelo alcance de vítimas, amplo envolvimento de personagens poderosos e volume de dinheiro desviado de aposentados. Entre os investigados, está Lulinha, o filho do presidente da República.

A determinação do ministro André Mendonça, no entanto, foi mal recebida na PF. Por lei, o delegado de polícia tem autonomia para conduzir a investigação.

A PF alega que o procedimento habitual seria analisar documentos apreendidos, dados extraídos de celulares, elaborar um relatório e encaminhá-lo ao gabinete do ministro. A PF também dispõe de uma cadeia de custódia das provas.

A decisão do ministro se ampara em dois objetivos. O primeiro é preservar a autonomia da polícia federal e evitar que haja interferência política ou seletividade no curso das investigações. Além disso, garantir o acesso à defesa dos elementos já produzidos e das diligências já encerradas, nos termos da Súmula Vinculante 14 do Tribunal.

O ministro foi informado de que depoimentos já colhidos não estariam sendo juntados aos autos, assim como não estariam sendo apresentados os relatórios periódicos sobre o andamento das investigações, conforme determinado pelo relator.

A PF tem resistido em cumprir a ordem de Mendonça. A coluna apurou que o ministro reagiu e determinou o esclarecimento da questão, que pode ensejar desobediência processual e obstrução de justiça.

As providências de Mendonça chegaram ao conhecimento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que manteve sua posição de não compartilhar os dados e remeteu a contenda para a Advocacia-Geral da União (AGU). A interlocutores, o diretor-geral da PF diz que só falta chegar a ordem de prisão.

O caso transformou-se em uma batata quente. O chefe da AGU, ministro Jorge Messias, é próximo de André Mendonça e contou com o apoio dele em sua indicação ao Supremo, posteriormente rejeitada pelo Senado.

Há uma promessa de Lula de que, se reeleito, repetirá a indicação. Nesse cenário, criar um atrito com um amigo e possível futuro colega de tribunal não é algo que Messias deseje. O ministro da AGU, inclusive, está de férias.

O episódio também gerou desapontamento no Palácio do Planalto com a postura do ministro da Justiça, Wellington César Lima, que se manteve neutro diante do embate. Para delegados da PF, na qualidade de chefe da Polícia, o ministro deveria ter saído em defesa da autonomia da PF para conduzir as investigações.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também evitou se envolver na crise. De um lado, avisou que não pretende questionar a ordem do ministro André Mendonça. De outro, sinalizou que não concorda com pressão sobre o diretor-geral da PF.

O choque decorre de uma divergência de entendimento. Por um lado, Andrei Rodrigues questiona a determinação de Mendonça, porque o ministro não teria indicado no despacho fatos que comprovassem a atuação irregular da PF para justificar uma medida que soa para os delegados como intervenção. Por outro lado, o ministro André Mendonça tem afirmado publicamente que vai garantir a qualquer custo uma investigação republicana sobre o escândalo, sem vazamentos ou interferências políticas.

Por Andreza Matais, Metrópoles

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Navio de guerra da Marinha do Brasil terá visitação gratuita no Porto de Natal neste sábado (1º) e no domingo (2)

Fragata da Marinha abre para visitação pública gratuita no Porto de Natal — Foto: Divulgação

A Fragata “Independência” (F44), da Marinha do Brasil, estará aberta à visitação pública neste sábado (1º) e domingo (2), das 14h às 17h, no Terminal Marítimo de Passageiros, no Porto de Natal.

A entrada é gratuita, mas é necessário fazer agendamento prévio devido ao número limitado de vagas, clicando aqui.

A embarcação chega ao Rio Grande do Norte após participar da Operação FLEETEX 250, exercício multinacional realizado nos Estados Unidos com a participação de marinhas de mais de 20 países.

Incorporada à Marinha em 1979, a Fragata “Independência” tem 129,5 metros de comprimento, desloca 3.300 toneladas e é equipada com mísseis Exocet e Aspide, além de canhões de 4,5 e 40 milímetros.

Serviço

  • Data: 1º e 2 de agosto
  • Horário: 14h às 17h
  • Local: Terminal Marítimo de Passageiros, Porto de Natal
  • Entrada: Gratuita, mediante agendamento prévio (FAÇA AQUI)

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Multidão em Grossos reforça apoio da prefeita Cinthia para Zenaide, autora de quase R$ 2 milhões em investimentos no município

Uma verdadeira multidão participou, na noite desta sexta-feira, de um encontro político promovido pela prefeita Cinthia Sonale, em Grossos, que reafirmou apoio à candidatura da senadora Dra. Zenaide Maia à reeleição para o Senado. O ato reuniu lideranças e apoiadores e reforçou a parceria construída entre o mandato da senadora e o município.

“Esse encontro renova a nossa esperança e fortalece a certeza de que vale a pena continuar trabalhando por uma cidade cada vez melhor”, afirmou a prefeita. Ao longo do mandato, Zenaide já destinou mais de R$ 1,7 milhão para Grossos, com investimentos em saúde, aquisição de veículos e obras de infraestrutura.

Ao agradecer a recepção, a senadora destacou a importância da união em favor dos municípios. “Seguimos juntos, com trabalho, diálogo e compromisso, construindo um futuro cada vez melhor para Grossos e para todo o Rio Grande do Norte”, disse Zenaide.

O encontro também contou com a presença do candidato a governador Allyson Bezerra, do deputado federal Benes Leocádio e do deputado estadual Ivanilson Oliveira.

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Careca do INSS visitou cinco vezes à pasta de assessor de Lula

 

O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, informou ter visitado cinco vezes a secretaria-executiva do Ministério da Saúde, então comandada por Swedenberger Barbosa, o Berger – atual chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do presidente Lula (PT).

A Polícia Federal (PF) suspeita que as negociações envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tenham sido intermediadas por uma pessoa descrita como de “grande influência” no gabinete presidencial. Berger é figura histórica do PT, tem ótima relação com o Lula e também com o filho, agora investigado pela PF por corrupção e tráfico de influência. Lulinha teria atuado em conjunto com a amiga e empresária Roberta Luchsinger para ampliar os negócios de cannabis medicinal do Careca do INSS. O inquérito foi aberto após autorização do ministro do STF André Mendonça.

As visitas do Careca do INSS aconteceram entre 2024 e 2025, enquanto Berger estava na Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde. Foi o próprio lobista quem informou na portaria do prédio qual seria o seu destino na pasta. Somente um encontro, contudo, foi registrado na agenda oficial de Berger. Ele admitiu à coluna que o tema tratado na reunião foi justamente negócios relacionados a cannabis medicinal.

Em meio às visitas, o Careca do INSS recebeu uma mensagem, na qual encaminhou a um interlocutor. “Berger já está com aquela orientação em mãos”, diz o texto repassado pelo lobista, em 6 de novembro de 2024, segundo material obtido pela coluna que está em posse da Polícia Federal.

Esse diálogo aconteceu entre duas visitas do lobista ao então número dois do Ministério da Saúde. Documentos mostram que, naquele ano de 2024, ele deu entrada três vezes no prédio da pasta: nos dias 6 de março, 13 de agosto e 20 de dezembro. Naquele ano, ele se apresentou três vezes como diretor de uma empresa de telemedicina. Em uma dessas idas, estava acompanhado da lobista Roberta Luchsinger – amiga de Lulinha.

Metrópoles 

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Mais três fugitivos de Alcaçuz foram detidos pela polícia

Tiago Silva foi um dos três recapturados pelas forças policiais entre a madrugada de sexta (31) e sábado (1°). Foto: Divulgação Seap

As forças de segurança mobilizadas na operação de buscas pelos foragidos da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga recapturaram, entre a noite da sexta-feira (31) e a madrugada deste sábado (1º), mais três fugitivos: Issac Deodato Rodrigues, Tiago da Silva Maia Braga e Diogo da Luz Silva. Este último foi baleado durante a ação após resistir à prisão.

Com as três recapturas, quatro dos 11 fugitivos já foram detidos e reintegrados ao sistema prisional. Sete permanecem sendo procurados pelas forças de segurança.

Diogo da Luz Silva foi localizado em uma área de mata no município de Nísia Floresta, durante um cerco realizado pela Polícia Militar. Ao resistir à prisão, ele foi baleado, recebeu atendimento no local e foi encaminhado ao Hospital Regional Deoclécio Marques, em Parnamirim, onde permanece internado com quadro de saúde estável.

Na continuidade das diligências, já durante a madrugada deste sábado, Issac Deodato Rodrigues e Tiago da Silva Maia Braga também foram localizados e recapturados na zona rural de Nísia Floresta, mas em locais diferentes.

Participam da operação equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Guarda Municipal de Parnamirim e Polícia Rodoviária Federal, que seguem atuando de forma integrada nas buscas pelos demais foragidos.

Ainda durante o dia de ontem, o primeiro fugitivo, identificado como Julianderson Francisco Nogueira, conhecido pelos apelidos de “Boladão” e “Mucaia”, foi localizado na região de Pium. 

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Líder de Lula na Câmara tem crescimento de patrimônio em R$ 1,68 milhão em quatro anos

Reprodução / Câmara dos Deputados

O líder do governo Lula na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio de R$ 1,8 milhões em 2026, um aumento de R$ 1, 6 milhões em relação aos R$ 192,8 mil de 2022. Com a atualização patrimonial, os bens declarados por Pimenta ficaram cerca de 9,7 vezes maiores do que os informados há quatro anos, quando se elegeu deputado federal. Agora, ele concorre a uma vaga ao Senado.

Pela análise da lista enviada ao Tribunal Superior Eleitoral, a alta é puxada pela inclusão de alguns bens, o principal deles é 50% de um imóvel residencial em Brasília, declarado em R$ 815 mil.

Pimenta também declarou um Toyota Hilux 2022, avaliada em R$ 292 mil, aplicações financeiras de R$ 170,9 mil, investimentos em ações de R$ 178,7 mil, R$ 130 mil em espécie e R$ 123 mil em créditos decorrentes de empréstimo.

O apartamento do deputado em Porto Alegre, declarado em 2022 por R$ 97,4 mil, permaneceu na relação de bens com um aumento mínimo de R$ 0,06 centavos.

O que diz Pimenta

Em nota enviada à coluna, Pimenta disse que os valores declarados em correspondem à atualização de bens informados à Receita Federal.

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Rachadinhas de Janones: PGR pede que parlamentar comprove pagamentos das parcelas finais do acordo

Reprodução / Câmara dos Deputados

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o deputado federal André Janones (Avante-MG) seja intimado para comprovar o pagamento das parcelas finais de acordo fechado após o parlamentar admitir a prática de “rachadinha“.

Janones fechou Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público e se comprometeu a pagar R$ 131.511, a título de reparação de danos à Câmara dos Deputados, bem como ao pagamento de prestação pecuniária no valor de R$ 26.302, correspondente a 20% do dano ao erário. O valor total ajustado é de R$ 157.813,00.

O pagamento foi organizado em uma parcela única de R$ 80 mil mais 12 parcelas R$ 6.484,48. No entanto, a PGR alega que os boletos vencidos nos meses de fevereiro, março e abril não têm comprovação de que foram quitados.

Além da cobrança relativa ao acordo financeiro, a PGR informou ao STF que não se opõe ao pedido de cópia dos autos feita pela Comissão Permanente de Disciplina da Câmara dos Deputados.

A PGR destacou que existe “legítimo interesse” por parte da Câmara na obtenção dessas informações para a instrução de procedimentos correcionais internos.

A manifestação da PGR foi emitida em atenção a um despacho do ministro Luiz Fux, relator do caso de Janones do STF, em 30 de junho de 2026.

O acordo firmado entre Janones e o MPF foi homologado pelo ministro Luiz Fux na investigação que apurou a prática popularmente conhecida por “rachadinha”, enquadrada como crime de peculato.

No ANPP, introduzido no Código de Processo Penal (CPP) pelo Pacote Anticrime, os envolvidos reconhecem a culpa e cumprem condições ajustadas, como prestação de serviços e multa, para não serem presos.

No caso, Janones admitiu a “rachadinha” em seu gabinete. A prática consiste no desconto ou na devolução de parte do salário de assessores para o parlamentar. Ele disse que pagou despesas pessoais em 2019 e 2020 com o cartão de crédito de um auxiliar, que arcou com as faturas.

Metrópoles 

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PT teme ataques à campanha de Lula diante de investigações contra Lulinha e Jacques Wagner

Ricardo Stuckert / PR

A convenção do Partido dos Trabalhadores (PT) que oficializa a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição acontece neste domingo (2), sob perspectiva de preocupação entre os integrantes da campanha. Essa é a avaliação de um dos aliados do presidente, de acordo com o site Infomoney.

O receio dos aliados é que os desdobramentos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o senador Jaques Wagner (PT-BA) pode oferecer ‘munições’ à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para atacar a candidatura petista em um momento que o opositor busca reorganizar sua estratégia eleitoral.

O temor não decorre de um impacto direto das investigações sobre a candidatura de Lula, mas do efeito político que elas podem produzir na disputa. A estratégia petista vinha sendo manter o debate concentrado na economia, na comparação entre governos e na recuperação dos índices de aprovação do presidente.

Com informações do Infomoney

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