Os serviços de segurança investigam a lista de passageiros do voo MH370 após descobrirem que pelo menos dois deles viajavam com passaportes falsos e haver suspeitas sobre a identidade de pelo menos outros dois.
“Estamos investigando a lista inteira de passageiros, não só desses quatro”, disse Hishammuddin em entrevista coletiva no aeroporto de Kuala Lumpur.
“Ao mesmo tempo nosso serviço de inteligência foi ativado e certamente as unidades antiterroristas de todos os países relevantes foram informadas”, acrescentou o ministro.
O italiano Luigi Marald e o austríaco Christian Kozel aparecem na lista de 227 passageiros que viajavam de Kuala Lumpur para Pequim no sábado, mas nenhum dos dois estava na Malásia nesse dia.
Marald teve o passaporte roubado há um ano durante férias na Tailândia, e Kozel estava na Áustria e, como ao primeiro, teve o passaporte na Tailândia dois anos antes, comprovaram as autoridades.
Os Estados Unidos enviaram uma equipe de especialistas do Conselho Nacional de Segurança no Transporte, acompanhados de assessores técnicos da Boeing, a fabricante do avião, e da Administração Federal de Aviação americana para ajudar nos trabalhos de investigação sobre o que aconteceu com a aeronave.
Os passaportes roubados, unido ao avião ter desaparecido em uma região sem problemas meteorológicos, alimentaram as especulações sobre um possível ataque terrorista.
Além disso, o diretor da Administração da Aviação Civil do Vietnã, Lai Xuan Thanh, qualificou de “estranho” que o equipamento eletrônico do avião da Malaysia Airlines não tenha enviado automaticamente sinais por satélite.
Voo pode ter dado volta antes de sumir
As equipes de resgate ampliaram a área de busca nas águas do Golfo da Tailândia após informarem que o avião da Malaysia Airlines pode ter dado um giro na rota antes de desaparecer.
O ministro da Defesa e de Transportes, Hishammuddin Hussein, disse que as autoridades estudam todas as possíveis razões de uma meia-volta deste tipo, sem descartar a possibilidade de um ataque terrorista.
“O desaparecimento do MH370 não é algo que possamos analisar superficialmente e não podemos descartar nenhuma possibilidade. As agências de inteligência de países relevantes foram informadas e compartilharemos a informação à medida que a investigação avançar”, disse Hishammuddin.
Em entrevista coletiva posterior, autoridades da Aviação Civil e das Forças Armadas malaias disseram que os radares confirmam que o avião realizou essa manobra de giro, mas que não houve nenhuma comunicação do piloto como o protocolo estabelece.
Também não foi recebida nenhuma mensagem de alerta ou emergência vinda do avião antes de desaparecer, acrescentaram.
Hishammuddin confirmou a presença de manchas de óleo no mar entre Malásia e Vietnã, mas ressaltou que, por enquanto, não foi encontrado nenhum destroço da aeronave.
UOL

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