Saúde

Mandetta diz que pais só viveu 1/3 da crise e deverá ter pelo menos mais 12 semanas “duras” e que ampliação do uso da cloroquina pode provocar mortes em casa

A exigência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a ampliação do uso de cloroquina para pacientes com quadro leve do novo coronavírus pode elevar a pressão por vagas em centros de terapia intensiva e provocar mortes em casa por arritmia, afirma o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

Em entrevista à Folha, ele afirma que resultados iniciais de estudos que recebeu ainda no governo já indicavam riscos no uso do medicamento.

“Começaram a testar pelos [quadros] graves que estão nos hospitais. Do que sei dos estudos que me informaram e não concluíram, 33% dos pacientes em hospital, monitorados com eletrocardiograma contínuo, tiveram que suspender o uso da cloroquina porque deu arritmia que poderia levar a parada [cardíaca].”

Ele diz ver na pressão de Bolsonaro pela cloroquina uma tentativa de estimular o retorno das pessoas ao trabalho. Para Mandetta, contudo, o país atravessou até o momento apenas 1/3 da crise e deverá ter pelo menos mais 12 semanas “duras” adiante.

O ex-ministro avalia que a situação mais complexa hoje esteja no Pará. “É um estado que provavelmente vem agora com um número muito alto de casos, dobrando muito rápido e com sistema de saúde que vai ter que se desdobrar.”

O sr. foi demitido no meio da pandemia. Seu sucessor não durou um mês no cargo. Qual deve ser o impacto da queda de mais um ministro?  Este último mês foi perdido, sem nenhuma ação positiva por parte do ministério. Tinha pedido para toda a minha equipe que permanecesse e ajudasse o ministro [Nelson Teich].

O natural numa situação dessa é o novo ministro colocar a visão dele e pedir para a equipe executar. Mas o que assistimos foi a demissão de todo o segundo e o terceiro escalão do ministério, sem colocar ninguém no lugar. Isso é o pior dos mundos. O Ministério da Saúde está hoje uma nau sem rumo. Foram 30 dias de um ministério ausente.

A que o sr. atribui isso? Falta de habilidade política de Teich ou interferência de Bolsonaro? Não dá para saber porque eu não estava no dia a dia. Vi a entrada de um número grande de militares. Eles têm conhecimento de logística, de operações. Mas não trabalham com o SUS. O sistema de saúde dos militares é de hospitais próprios, de baixa resolutividade e com plano de saúde. Não vi ninguém com experiência com o SUS na equipe nova. O próprio ministro não tinha experiência.

Divergências com o presidente levaram à sua saída. O que mais o incomodou? Era muito difícil. O Ministério da Saúde começou a falar sobre coronavírus em janeiro. No começo não era uma grande pauta da sociedade, mas a gente fazia boletim todos os dias.

A primeira sensação que tive era que o governo não estava tão interessado no assunto e não estava dando a devida dimensão. Só quando estávamos com vírus e casos acontecendo, na segunda quinzena de março, é que perceberam que a sociedade inteira estava muito ligada no Ministério da Saúde como principal ponto de referência.

Nisso, governadores e prefeitos começaram a tomar medidas de redução de mobilidade nos grandes centros. Uma discussão feita no sistema de saúde havia quase 60 dias. Quando começam essas medidas e o presidente começa a fazer uma leitura diametralmente contrária ao discutido no SUS, ficou difícil.

É difícil coordenar um sistema como ministro se o presidente dá outra mensagem.

Entre os ministros, tentávamos arrumar a situação. Mas passava um dia, três dias, e novamente tínhamos uma situação contraditória [do presidente], seja de aglomeração ou ida a estabelecimentos comerciais. Ele claramente entendia que a crise econômica advinda da saúde era inaceitável, por mais que alertássemos que era uma doença muito séria e que o número de casos poderia surpreender.

Nunca falei e nem vou falar quais, mas tínhamos nos nossos estudos cenários de número de casos e óbitos. Nada do que está acontecendo hoje é surpresa para o governo federal.

Para continuar lendo click aqui: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2020/05/ampliacao-do-uso-da-cloroquina-pode-provocar-mortes-em-casa-diz-mandetta.shtml

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Caro Ricardo Lúcido, como estou de fora da briga idiota esquerdista-direitista, mais uma vez te digo para não dar atenção a esta mídia decadente. Mandela tem mais tempo de política que de Medicina. E vai um alerta: uma patente de minha esposa, lulista de carteirinha, teve que se render à hidroxicloroquina quando um ente querido foi contaminado. Graças a Deus, melhorou. Fica a lição. Quem lucra com essa briga?

  2. Esse Mandetta ainda dando palpite e só fala em pico. Parece um viciado em droga. Mas a droga ele já é. Va se preocupar com o seu processo de corrupção e deixe de fazer medo ao povo menos esclarecido, cabra conversador.

  3. Mandetta falou que iriam morrer 150 mil pessoas de Covid-19 e então os seus aliados estão emitindo atestados de óbito até de bandido que quem morre baleado. Esse país só tem jeito de uma forma. Fechando somente o STF , assim as "hienas" entram em polvorosa e se sentam nas duas poltronas feito alunos do primeiro grau quando recebem um carão da professora.

  4. Essa entrevista na folha , mostra a posição de um homem firme e de conhecimento no que fala . Rogo que o ex-ministro esteja errado na suas previsões , mas por outro lado vejo muita segurança e embasamento no que fala . O presidente , votei nele e me arrependo , tinha e tem total conhecimento da gravidade do problema . Subjugou dados , boicotou ações preventivas e humilhou o ministro de forma totalmente irresponsável . Mandetta aguentou muito no cargo . Hoje o ministério está literalmente tomado por militares e esses só vão ajudar a colocar a catástrofe no colo das forças armadas .

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“O povo vai votar no 555”: prefeitos reconhecem trabalho de Zenaide em agenda por cinco cidades


Divulgação / Campanha

A agenda de Zenaide (PSD) movimentou o sábado em diferentes cidades do Rio Grande do Norte. A senadora começou o dia com uma carreata na Zona Norte de Natal e depois seguiu para Taipu, Pureza, Touros e Parazinho, onde participou de mobilizações e recebeu o reconhecimento de prefeitos pelo trabalho realizado em favor dos municípios.

Em Natal, Zenaide esteve ao lado do candidato a deputado estadual Eriko Jácome, presidente da Câmara Municipal em uma grande carreata. Ele destacou os investimentos destinados pela senadora à capital. Já são quase R$ 35 milhões para benfeitorias que melhoram a vida dos natalenses em diferentes regiões da cidade.

No interior, os prefeitos também destacaram a parceria com a senadora. Em Taipu, o prefeito Louvado agradeceu pelos mais de R$ 4,6 milhões destinados ao município. “Emendas que ajudam a melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.

Em Pureza, Ricardo Brito destacou a atuação de Zenaide na saúde. “Essa senadora que está nos possibilitando devolver a UBS de Itabaiana”, disse em referência a unidade de saúde construída com recursos destinados pela parlamentar.

Em Touros, Pedro Filho afirmou: “É com essa senadora que Touros vem avançando e vai continuar avançando”. Em Parazinho, a prefeita Rita de Luzier agradeceu pelo trabalho da senadora e resumiu o reconhecimento ao declarar: “O povo vai votar no 555”.

Ao longo do dia, a senadora reforçou a importância da parceria com os municípios e destacou que os investimentos destinados ao Rio Grande do Norte têm como objetivo melhorar diretamente a vida da população. A agenda também evidenciou o apoio de lideranças locais ao projeto político de Zenaide, que segue percorrendo o estado e apresentando resultados do trabalho realizado em favor dos potiguares.

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Mossoró abraça Álvaro e Onda 22 toma as ruas da cidade


Divulgação / Campanha

Ao lado do senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim (Podemos), do candidato ao Senado Coronel Hélio (PL), do candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) e do candidato a deputado estadual Jorge do Rosário (PL), Álvaro Dias (PL) participou neste sábado (5) da “Motociata dos Elementos”, que reuniu motociclistas, apoiadores e lideranças políticas em um percurso pelo bairro Boa Vista.

Por onde a Onda 22 passava, moradores saíam às ruas para acompanhar a mobilização. Ao som das músicas da campanha, apoiadores cantavam, faziam o 22 com as mãos e corriam para abraçar Álvaro, que seguiu parte do percurso cumprimentando as pessoas e recebendo manifestações de apoio.

Organizada e liderada por Cabo Deyvison e Jorge do Rosário, a mobilização ganhou clima de festa ao longo do percurso. Álvaro destacou a importância de Mossoró para o desenvolvimento do Estado e defendeu ações voltadas à geração de emprego e renda, ao fortalecimento da segurança pública e à melhoria da infraestrutura e dos serviços oferecidos à população.

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Lula diz a empresários não conhecer Augusto Cury, mas salto do adversário acende sinal amarelo no Planalto


Foto: Alex Pelicer / Estadão Conteúdo

A arrancada repentina do escritor e candidato Augusto Cury nas pesquisas eleitorais pegou o presidente Lula e sua equipe de surpresa. Em reunião com 16 empresários e banqueiros no Palácio da Alvorada, na última segunda-feira, Lula admitiu nunca ter ouvido falar do adversário e questionou os presentes sobre o fenômeno.

Horas antes, levantamento do instituto Nexus havia apontado um crescimento de nove pontos percentuais para Cury, que alcançou 11% das intenções de voto e garantiu a terceira colocação isolada. Inicialmente, o presidente minimizou o avanço, creditando-o exclusivamente ao impulsionamento nas redes sociais e defendendo que “candidato tem que ir pra rua”.

O ceticismo do Planalto, no entanto, durou pouco. Pesquisas presenciais divulgadas na mesma semana pela Quaest (10%) e pelo Datafolha (8%) confirmaram que o fenômeno digital transbordou para o eleitorado físico. Os dados revelaram que Cury disparou entre os eleitores independentes, nicho que é tratado como o fiel da balança de 2026, e que projetou o candidato a alcançar 24% nesse segmento, superando o próprio presidente.

Embora analistas ponderem a viabilidade de uma vaga no segundo turno, o novo peso político de Cury mudou drasticamente a rota da campanha petista. Diante da sinalização do Datafolha de que a maioria do eleitorado de Cury migraria para Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, operadores políticos de Lula já articulam canais de comunicação com o candidato para buscar ao menos a sua neutralidade.

Com informações do UOL.

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CRISE NO STF: Michelle Bolsonaro declara apoio a André Mendonça e o chama de “irmão em Cristo”


Reprodução / Redes Sociais

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou neste sábado (5/9) uma mensagem de forte apoio ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A manifestação pública ocorre em um momento de tensão na Corte, marcado por atritos públicos entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes.

Na postagem, que veio acompanhada de uma foto sorridente ao lado do magistrado, Michelle relembrou os bastidores da indicação de Mendonça por Jair Bolsonaro ao STF. Ela destacou a demora na marcação da sabatina no Senado e detalhou o envolvimento espiritual de aliados no processo.

“Meu irmão em Cristo, você recebeu uma palavra ainda jovem. Sua caminhada com Deus não teve atalhos”, escreveu a ex-primeira-dama, acrescentando que apenas ela, o ministro e intercessores teriam dimensão das orações realizadas em favor da nomeação.

Com informações do Metrópoles

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TRE-RN vê “grave descontextualização” e suspende propaganda de Allyson que afirmava que Cadu Xavier “assinou o aumento do próprio salário”

Fotos: Reprodução/Youtube

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) determinou a suspensão imediata de uma inserção de rádio e televisão da campanha de Allyson Bezerra contra o candidato Cadu Xavier.

A decisão de caráter liminar, assinada neste sábado (5) pelo desembargador eleitoral João Afonso Morais Pordeus, considerou que a propaganda pode ter apresentado fatos de forma falsa ou ‘gravemente descontextualizada’, com potencial para influenciar a percepção do eleitor.

A peça afirma que o candidato petista ao governo Cadu Xavier teria “assinado o aumento do próprio salário”, que a medida teria custado “R$ 13 milhões ao Rio Grande do Norte” e associa o episódio à investigação envolvendo o caso da compra dos respiradores pelo Consórcio Nordeste.

A decisão judicial apontou divergência entre os R$ 13 milhões mencionados na propaganda e os dados técnicos apresentados no processo, além de considerar que não foram demonstrados elementos que estabeleçam relação entre a questão da remuneração e a investigação relacionada ao caso dos respiradores.

Sobre a decisão da Justiça, Cadu Xavier afirmou que “a Justiça Eleitoral restabelece a verdade ao proibir esse jogo sujo. O eleitor do Rio Grande do Norte merece respeito, debate sério e futuro, não armações de marketing rasteiro e velhacaria política”.

Além da suspensão imediata da inserção, o TRE-RN determinou que os representados não veiculem novas peças que reproduzam essencialmente a mesma narrativa. O descumprimento da ordem poderá resultar em multa de R$ 5 mil por veiculação, limitada inicialmente a R$ 30 mil.

A decisão ainda determinou a comunicação às emissoras e a preservação das mídias e dos mapas de veiculação. Os representados terão prazo de dois dias para apresentar defesa, e o caso seguirá para manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral.

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Justiça Eleitoral dá 24 horas para Deltan Dallagnol explicar vazamento de sigilo fiscal do ministro do STF Cristiano Zanin

Foto: STF/Fernando Frazão – Agência Brasil

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deu prazo de 24 horas para que o candidato ao Senado Deltan Dallagnol (Novo) explique a divulgação de documentos com dados fiscais e bancários sigilosos do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os documentos foram anexados pela defesa de Deltan ao processo de registro de sua candidatura.

O material fazia parte de um procedimento sigiloso que tramitou no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e incluía dados de Zanin, da esposa, do sogro, de uma cunhada e do escritório de advocacia ligado à família.

Os documentos foram obtidos originalmente pela Lava Jato em 2019, quando Zanin ainda era advogado do então ex-presidente Lula. A quebra de sigilo determinada à época pelo juiz Marcelo Bretas foi posteriormente anulada pela Segunda Turma do STF.

O ministro Cristiano Zanin também acionou o TRE-PR e pediu medidas para retirar os dados de circulação e a responsabilização dos envolvidos, inclusive na esfera criminal.

O presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, determinou a atribuição imediata de sigilo aos documentos e informou que o episódio foi encaminhado ao Ministério Público para as providências cabíveis.

A defesa de Dallagnol afirmou que os documentos foram apresentados integralmente à Justiça Eleitoral para demonstrar sua elegibilidade e que não houve intenção de expor os dados pessoais de Zanin. Segundo os advogados, as informações seriam relevantes para a análise das impugnações apresentadas contra a candidatura.

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO: Justiça Eleitoral rejeita pedido para censurar personagem “Allyso Bizerro”, que faz sátira ao candidato Allyson Bezerra

A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte rejeitou a denúncia que pedia a retirada do ar do perfil no Instagram @allysobizerro22 que satiriza o candidato ao governo do RN Allyson Bezerra, utilizando um “sósia” do candidato, além de roupas, acessórios e elementos visuais associados à campanha. A decisão é do juiz da 3ª Zona Eleitoral, Cleanto Alves Pantaleão Filho.

A denúncia havia sido feita pelo aplicativo Pardal e questionava a existência do perfil “Allyso Bizerro”.

O autor dos vídeos de manifestou após a decisão da Corte Eleitoral favorável à continuidade do perfil. “O bom humor e a liberdade de expressão não podem ser censurados pela campanha de Allyson Bezerra”, disse João Paulo, que faz o personagem.

Para o juiz, o conteúdo tem caráter claramente humorístico, em forma de paródia, e está protegido pela liberdade de expressão. A decisão destaca o uso de trocadilhos no nome do perfil e de descrições caricatas, como “Governador de Mederi – PF” e “2x Prefeito TicToc”.

Segundo a Justiça Eleitoral, não foram identificados fatos gravemente falsos, uso irregular de inteligência artificial, impulsionamento pago ou rede coordenada de perfis falsos que justificassem uma intervenção de ofício.

O magistrado também ressaltou que a atuação da Justiça Eleitoral sobre conteúdos na internet deve observar o princípio da intervenção mínima, especialmente quando se trata de sátira e crítica política.

Com isso, a decisão afastou a existência de irregularidade eleitoral manifesta e não determinou a retirada do perfil. O magistrado ressaltou que questionamentos relacionados à honra, imagem ou abuso deverão ser apresentados pela via judicial própria.

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[VÍDEO] Flávio diz que Moraes escolhe “alvos pré-determinados” e depois “tenta construir uma narrativa para condenar a pessoa”

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado (5) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), escolhe previamente seus alvos e depois constrói uma narrativa para condená-los.

As declarações foram dadas após Flávio visitar Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, preso no Paraná e condenado a 21 anos de prisão no processo sobre a trama golpista, relatado por Moraes.

Flávio relacionou a condenação de Martins à atual crise no STF, envolvendo Moraes e o ministro André Mendonça. Na avaliação do senador, o ministro teria utilizado o inquérito das fake news para perseguir adversários políticos e estaria repetindo o mesmo procedimento no caso de Mendonça.

“Ele escolhe seus alvos pré-determinados e depois tenta construir uma narrativa para condenar a pessoa que ele já tem na mente que quer condenar”, afirmou Flávio.

O senador também chamou o gabinete de Moraes de “gabinete da perseguição” e disse que “já passou da hora” de o Senado pautar o impeachment do ministro.

Opinião dos leitores

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Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido em apuração sobre relatório pedido por Mendonça que cita o PGR

Foto: Victor Piemonte/STF

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu, neste sábado (5), que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a produção de um relatório da Polícia Federal envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo a associação, Gonet não deveria atuar na apuração por ser citado no próprio relatório. A ADPF também afirmou que os policiais responsáveis pelo documento apenas cumpriram uma determinação judicial de Mendonça e não cometeram irregularidades.

Em nota, a entidade também pediu o arquivamento do procedimento aberto pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados integralmente, sem distinção entre as autoridades envolvidas.

A PGR abriu um procedimento de controle externo para apurar se houve ordem ou interferência externa na elaboração do relatório. Gonet informou ao presidente do STF, Edson Fachin, que a PF deverá esclarecer se algum fator externo afetou o conteúdo do documento.

O caso envolve mensagens entre Moraes e Vorcaro, reveladas pelo Estadão. O material foi produzido após Mendonça determinar que a PF analisasse os contatos entre o ministro e o banqueiro.

A ADPF afirmou ainda que a apuração da PGR pode produzir efeito intimidatório sobre investigadores e alertou para possíveis prejuízos às investigações em andamento caso informações sigilosas tenham sido expostas.

Opinião dos leitores

  1. Esse sujeito e o diretor da PF, já deveriam estar afastados das suas funções, depois das conversas íntimas, pedidos, festinhas, provas de whisky, viagens, etc, qual a moral desses homens

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Relatório usado por Moraes contra Mendonça não poderia circular fora da Polícia Federal, diz chefe de entidade dos delegados

Foto: Divulgação/ADPF

O presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Edvandir Felix de Paiva, afirmou ao Estadão que o uso de um relatório de inteligência da PF pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no inquérito das fake news para acusar o ministro André Mendonça de abuso de autoridade foi “totalmente irregular”.

Segundo Paiva, documentos desse tipo são produzidos para circulação interna na Polícia Federal e não deveriam ser compartilhados com órgãos externos nem utilizados como elemento de acusação em processos criminais.

O relatório foi entregue ao STF pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, após determinação de Moraes. Embora o próprio documento informe que não possui valor probatório, o ministro o utilizou para acusar André Mendonça de abuso de autoridade.

A manifestação ocorreu após Mendonça determinar a elaboração de um relatório sobre conversas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. As mensagens mostram Vorcaro pedindo orientação ao ministro sobre se deveria deixar o país diante das investigações.

Paiva afirmou que a divulgação do documento causou “estranheza muito grande” entre delegados e alertou que sua exposição pode prejudicar investigações em andamento, inclusive ao revelar a alvos informações sobre diligências ainda não realizadas.

O presidente da ADPF também defendeu a atuação dos policiais que produziram o documento sobre as conversas entre Moraes e Vorcaro. Segundo ele, os agentes apenas cumpriram uma ordem judicial.

Opinião dos leitores

  1. Mas a canhotada. Ficou esperneando do por que o Mendonça não informava ao diretor os passos da investigação.

  2. Se o povo não votar para senadores que tenha coragem de peitar essa corja, o país só tende a piorar.
    Chega desses políticos velhos que estão querendo se reeleger mas nunca votaram para afastar o Moraes, nunca votaram para investigar o caso Master como também nunca votaram para investigar o caso do INSS

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