Política

Mapa das privatizações: governo tem 119 projetos anunciados e prevê realizar mais 22 leilões até fim do ano

Leilão da BR-364/365, realizado em 27 de setembro, foi o primeiro do governo Bolsonaro no setor de rodovias — Foto: Divulgação/Ministério da Infraestrutura

Apesar das persistentes incertezas sobre o processo de venda de estatais, a agenda de privatizações e concessões avançou em 2019 e foi ampliada. Somados os projetos iniciados ainda no governo Michel Temer e os anunciados na gestão do presidente Jair Bolsonaro, o número atual de ativos listados para serem oferecidos em leilões para a iniciativa privada está em 119, contra 69 no começo do ano.

Levantamento do G1 a partir dos dados disponibilizados pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) mostra que 29 leilões já foram realizados em 2019 e que outros 22 estão previstos para ocorrer até o final do ano.

O avanço das parcerias com a iniciativa privada e a privatização de estatais e serviços de aeroportos, rodovias, ferrovias, portos, entre outros ativos, é tratada pelo governo como fundamental para aumentar o nível de investimentos no país e também para liberar recursos públicos, uma vez que União e estados passam por uma gigantesca crise financeira em meio ao rombo das contas públicas.

Dos 119 projetos da carteira atual, 56 são concessões, sobretudo na área de transportes e energia, e 16 são privatizações (venda de controle ou desestatização), mas praticamente todas as estatais listadas ainda estão em fase de estudos, sem cronograma ou modelagem definidos e dependem também de aval do Congresso.

O PPI reúne também projetos de arrendamento, PPPs (parceria público-privadas), investimento cruzado, prorrogações de contratos e parcerias para conclusão de obras inacabadas.

Além de ampliar a lista de estatais a serem privatizadas, incluindo empresas como Correios, Telebras e Ceagesp, o governo também anunciou projetos em áreas novas como parques nacionais, o licenciamento ambiental de 4 novas hidrelétricas, obras em seis rodovias, a desestatização de portos públicos e estudos para viabilizar a conclusão de obras como a da usina termonuclear de Angra 3.

O que já saiu do papel e foi anunciado

Em 2019, já foram tirados do papel 29 projetos de transferência de ativos para a iniciativa privada, incluindo 12 aeroportos, 13 terminais portuários, leilões de energia e de óleo e gás, além da concessão da ferrovia Norte-Sul e da BR-364/365, realizado na última sexta-feira (27). Segundo o governo, com esses leilões já foram contratados mais de R$ 11 bilhões em investimentos a serem realizados ao longo das próximas 3 décadas, garantindo também uma arrecadação de cerca de R$ 6 bilhões aos cofres públicos.

Dos leilões que já foram realizados este ano, praticamente todos foram formatados ainda no governo anterior. Em janeiro, o Mapa das Privatizações do G1 mostrou que 15 projetos foram concluídos no ano passado e que 69 foram herdados pela gestão atual. Desta carteira, 27 ativos foram leiloados em 2019, 38 seguem em andamento e 4 foram retirados do PPI (a venda da participação da Infraero nas concessões de Guarulhos, Galeão, Confins e Brasília será conduzida diretamente pela estatal).

O governo Bolsonaro, por sua vez, anunciou a inclusão de outros 83 projetos. Em maio, o Conselho do PPI anunciou a inclusão de 59 e, em agosto, outros 24, além de estudos para desenvolver com estados e municípios projetos para creches, presídios, saneamento básico, iluminação pública e cabotagem.

Paralelamente, a Petrobras também tem avançado com seu programa de venda de ativos e subsidiárias com o objetivo de reduzir sua dívida, e estatais como BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal também já anunciaram que pretendem colocar à venda parte das suas subsidiárias ou participações em outras empresas.

Balanço divulgado nesta quinta-feira (4) pelo Ministério da Economia informou que, considerando os desinvestimentos feitos diretamente pelas estatais, a União já levantou em 2019 R$ 96,2 bilhões (US$ 23,5 bilhões) em privatizações, desinvestimentos, concessões e venda de ativos neste ano. O valor ultrapassa a meta estabelecida pelo governo, de US$ 20 bilhões em 2019. A pasta não soube informar, no entanto, quanto do total efetivamente já entrou no caixa da União.

Próximos leilões

O cronograma do programa de privatizações e concessões prevê a conclusão de mais 22 projetos até o final do ano. Se isso for efetivado, o número de projetos concluídos em 2019 deve passar de 50.

Nesta quinta-feira (10), será realizado o leilão da 16ª Rodada de licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás. O mais aguardado do ano, porém, é o megaleilão do excedente da cessão onerosa, com o qual o governo espera arrecadar R$ 106,5 bilhões. O leilão está marcado para 6 de novembro, mas ainda não há uma definição sobre a divisão dos recursos com estados e municípios.

Além da arrecadação com bônus de outorga, o governo esperar garantir com o leilão US$ 1 trilhão em investimentos ao longo dos próximos 35 anos. “É o maior leilão de óleo e gás já feito no mundo em termos de potencial de exploração de petróleo, de recursos investidos e de arrecadação com as áreas”, disse em entrevista ao G1 a secretária especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha Seillier.

Veja abaixo os próximos leilões previstos:

16ª Rodada da ANP – leilão de 36 blocos em bacias marítimas: marcado para 10 de outubro;

Geração de energia nova A-6: 18 de outubro;

Direitos minerários de Palmeirópolis (TO): 21 de outubro;

Loteria instantânea Exclusiva (Lotex): 22 de outubro (será a 3ª tentativa após o governo não atrair interessados em licitações anteriores);

Rodada do excedente da cessão onerosa: 6 de novembro;

6ª Rodada de Partilha do pré-sal: 7 de novembro;

PPP da Rede de Comunicações integrada do Comaer: 9 de dezembro;

12 lotes de linhas de transmissão de energia: 19 de dezembro

Renovação das ferrovias Rumo Malha Paulista, Estrada de Ferro Vitória-Minas e Estrada de Ferro Carajás: assinatura de contrato prevista para o 4º trimestre.

O PPI foi criado em 2016 e desde então já foram leiloados 153 projetos, que já garantiram uma arrecadação de mais de US$ 52 bilhões para o governo, além de uma estimativa de mais de R$ 264 bilhões em investimentos, de acordo com os números oficiais.

Novas áreas e mudanças para próximos leilões

Segundo Martha Seillier, que assumiu em julho a chefia do PPI, o objetivo é transformar o programa em uma “fábrica de projetos” e prospectar novas áreas para parcerias com a iniciativa privada.

“A carteira é um fluxo. O ideal é conseguir tirar projetos da carteira e incluir outros. Até agora o grande enfoque era transportes, energia e óleo e gás. A ideia é evoluir numa curva de aprendizado, leilão após leilão, também em outros setores, para chegar ao nível de fábrica de projetos”, afirma a secretária.

A perspectiva é que governo inclui mais estatais no grupo das que poderão ser vendidas. Segundo ela, uma nova reunião de qualificação e anúncio de novos projetos deve ser realizada ainda neste ano. “Já temos na carteira pilotos para a estruturação de PPPs de creches, estamos em tratativas com o Ministério da Saúde para termos PPPs de hospitais e estamos estruturando com os governos estaduais PPPs para presídios, iluminação pública e resíduos sólidos”, adiantou.

O governo Bolsonaro também anunciou mudanças na modelagem dos próximos leilões de aeroportos e rodovias. Na próxima rodada de aeroportos, prevista para o final de 2020, os 22 terminais foram divididos em 3 blocos. Ou seja, os investidores terão que fazer ofertas para assumir a administração de todos aos ativos de cada bloco. Já na área de rodovias, o governo irá introduzir um modelo híbrido, que prevê também o pagamento de outorga ao governo.

Para 2020, o PPI projeta tirar ao menos outros 45 projetos do papel, incluindo leilões de 22 aeroportos, 6 rodovias, 4 ferrovias, 3 direitos minerários. Veja quadro abaixo:

Expectativas e incertezas

Analistas e economistas consultados pelo G1 destacam que, apesar das promessas do governo Bolsonaro e da equipe do ministro Paulo Guedes de acelerar a agenda de concessões e privatizações, ainda há inúmeras incertezas. Essas são em relação não ao cronograma dos projetos como também de viabilidade econômica e de capacidade de articulação e negociação para superar os obstáculos políticos e conseguir apoio do Congresso Nacional.

O advogado especialista em infraestrutura e Direito Administrativo, Maurício Zockun, lembra que o tempo médio para levar um projeto à leilão costuma levar entre 1 ano e meio a 3 anos. Esse tempo depende não só de estudos de viabilidade como, também, audiências públicas, aprovação do Tribunal de Contas da União e, em alguns casos, autorização legislativa.

“Todos esses grandes projetos que o Bolsonaro e o Paulo Guedes estão tentando levar adiante só devem sair de 2021 em diante”, avalia.

Por decisão do Supremo Tribunal Federal, é proibida a privatização de estatais sem aprovação do Congresso. Há casos ainda, dependendo do setor, em que a desestatização depende até mesmo mudança na Constituição, como é o caso dos Correios, que detêm por lei o monopólio da prestação do serviço postal no país.

“Os investidores estão com apetite e têm interesse nesses projetos. O receio é que o ambiente político acabe atrapalhando um pouco digamos a fome econômica. Essa instabilidade, com a cada hora ele [Bolsonaro] se esbarrando com o Congresso, cria um ambiente não amistoso para o investimento”, afirma Zockun.

O especialista em infraestrutura e sócio do escritório VGP Advogados, Fernando Vernalha, avalia que será difícil o governo concluir toda a carteira de projetos neste mandato.

“O avanço dessa agenda dependerá, em boa medida, da qualidade de interlocução do governo com o Congresso. Outro fator que pode dificultar esse agenda é a participação do TCU na aprovação dos estudos e na condução das privatizações. Como se tem visto com os últimos projetos de concessão, o TCU tem sugerido uma série de adaptações no conteúdo dos documentos, o que acarreta atrasos no cronograma inicialmente concebido”, diz Vernalha.

Alberto Sogayar, sócio da área de infraestrutura do L.O. Baptista Advogados, vê um ambiente de negócios “muito favorável” para o avanço da agenda de privatizações, mas destaca que muitos dos projetos sequer possuem a modelagem de licitação definida. Para o especialista, as estatais com maior potencial de atratividade são Eletrobras, Porto de Santos, Ceagesp e Serpro.

Já a privatização dos Correios (ECT) é apontada pelos analistas como a mais complexa.

“A privatização da ECT exigiria não apenas a atualização de algumas leis que tratam do serviço postal e da própria empresa, mas a alteração da própria Constituição. Isso tornaria o programa de desestatização da empresa moroso e com maior dependência do Congresso, Daí que as chandes de que esse processo se conclua ainda dentro do mandato atual são pequenas”, diz Vernalha.

Segundo a secretária especial do PPI, os comitês técnicos para avaliar as alternativas para empresas como Correios, Telebras, Serpro e Dataprev estão sendo estruturados e deverão apresentar o primeiro relatório de trabalho num prazo de 6 meses. “Após os estudos, os projetos voltam para o conselho de ministros para que eles tomem a decisão em relação a cada uma delas. Por isso é difícil falar hoje de cronograma”, diz.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. E os cargos dos partidos??? E a gestão orçamentária da empresa, vai sair das mãos dos políticos? Nosso congresso jamais permitirá isso!!!! Querem alienar nosso país, essas empresas são patrimônio do povo!!! kkkkkkk

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Eriko Jácome se destaca em pesquisa e está entre os principais pré-candidatos do RN

O presidente da Câmara Municipal de Natal, Eriko Jácome, vem consolidando seu nome no cenário político do Rio Grande do Norte e já desponta como um dos principais pré-candidatos à Assembleia Legislativa. Pesquisa recente realizada entre os dias 23 e 26 de março de 2026 aponta o parlamentar entre os 15 nomes mais citados na disputa estadual.

O levantamento ouviu possui um nível de confiança de 95%. Em um cenário com grande número de pré-candidatos, o desempenho de Eriko Jácome chama atenção e reforça a tendência de crescimento de sua projeção política para além do ambiente municipal.

Com atuação destacada à frente da Câmara de Natal e histórico de ações voltadas principalmente para a área social e da saúde, o parlamentar tem ampliado sua presença em diferentes regiões do estado, consolidando apoios e fortalecendo sua pré-candidatura.

“Fico muito honrado em estar entre os nomes mais citados em uma pesquisa com tantos pré-candidatos. Isso mostra que o trabalho que temos desenvolvido está sendo reconhecido e nos dá ainda mais motivação para seguir em frente, com responsabilidade e compromisso com o nosso estado”, afirmou Eriko Jácome.

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ABC perde em casa para o Sport pela Copa do Nordeste

Foto: Alexandre Lago

O ABC perdeu neste domingo (29) para o Sport, em confronto pela segunda rodada da Copa do Nordeste. Biel marcou fora da área o único gol do jogo e assegurou a vitória pernambucana no Estádio Frasqueirão.

Agora com seis pontos, o Sport assume a liderança do Grupo C. O ABC, com um ponto, é o terceiro colocado da chave D.

O Mais Querido volta a campo no sábado, 4 de abril, contra o Maguary, em Bonito-PE. Será a estreia do Alvinegro na Série D 2026. Pela Copa do Nordeste, o próximo compromisso é no dia 7 de abril, no clássico contra o América-RN, na Arena das Dunas.

Com informações de ge

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EUA já têm mais de 50 mil soldados no Oriente Médio, e Pentágono se prepara para semanas de operações terrestres no Irã

Imagem: reprodução

Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio para mais de 50 mil soldados, com o envio de cerca de 5 mil militares adicionais, incluindo fuzileiros navais e marinheiros. A informação foi divulgada por veículos como The New York Times e The Washington Post.

O reforço ocorre enquanto o presidente Donald Trump avalia os próximos passos na guerra contra o Irã, que já dura cerca de um mês. Entre as possibilidades analisadas estão ataques de maior escala e até uma operação terrestre limitada.

Segundo o Pentágono, há planos em estudo que incluem a tomada de áreas estratégicas, como a ilha de Kharg, importante para a exportação de petróleo iraniano. O objetivo seria pressionar o país e garantir o fluxo no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Apesar do aumento de tropas, especialistas avaliam que o contingente ainda é insuficiente para uma operação terrestre de grande escala em um país do tamanho e complexidade do Irã.

O cenário segue indefinido. Enquanto a Casa Branca sinaliza abertura para negociações, também mantém o discurso de possível intensificação do conflito, caso o Irã não recue em questões nucleares.

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VÍDEO: Briga entre torcedores na área externa do Frasqueirão

Uma briga entre os torcedores do ABC foi registrada no final da tarde deste domingo (29), em frente ao Frasqueirão.

Nas imagens da 98FM Natal, é possível observar uma confusão generalizada, correrias, balas de borracha e a cavalaria da polícia tentando conter a briga.

A confusão aconteceu enquanto o jogo do ABC e Sport, pela Copa do Nordeste 2026, ainda segue rolando.

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Pedro Filho aparece entre os mais citados para deputado federal na pesquisa Media

Levantamento do instituto Media Inteligência em Pesquisa questionou os eleitores do RN em quem eles votariam para deputado(a) federal se as eleições fossem hoje. O resultado foi divulgado neste domingo (29).

Único nome do Vale do Açu a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, Pedro Filho aparece entre os mais citados na pesquisa. Vereador de Assú e líder evangélico, Pedro Filho tem de destacado na nominata do PL, sendo apontado como uma das prováveis surpresas no pleito que se aproxima.

A pesquisa foi realizada de 23 a 26 de março de 2026 e ouviu 2.000 eleitores, possui margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, com o seguinte regitro no TSE: RN-07240/2026.

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Operação contra Vorcaro teve indícios de vazamento antes do cumprimento de mandados, aponta PF

Imagem: reprodução

A segunda fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal do Brasil, apresentou indícios de vazamento de informações antes do cumprimento de mandados, segundo documentos obtidos pelo UOL.

Em diversos endereços, agentes encontraram imóveis vazios, sinais de saída às pressas e ausência de celulares e computadores — principais alvos das buscas. A operação investigava crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Na casa de familiares na Bahia, suspeitos teriam saído antes da chegada da PF e não retornaram. No Rio de Janeiro, um apartamento ligado ao investidor Nelson Tanure estava sendo esvaziado. Em Minas Gerais, agentes encontraram imóveis revirados e até um arsenal de armas.

Ao todo, foram cumpridos 42 mandados em cinco estados, com bloqueio de mais de R$ 5,7 bilhões em bens. Ainda assim, a maioria das buscas teve pouco resultado prático.

A PF não comentou os indícios de vazamento. Parte das dificuldades também é atribuída a endereços desatualizados, após negativa do ministro Dias Toffoli para prazo adicional nas investigações.

A defesa de Vorcaro negou irregularidades e afirmou que a presença de advogado antes da operação foi preventiva, após a prisão de um familiar no dia anterior.

Com informações de UOL

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EUA já lançaram contra o Irã mais mísseis Tomahawk do que na guerra contra o Iraque

O destróier USS Spruance, dispara um míssil de ataque terrestre Tomahawk em apoio à Operação Epic Fury, em local não divulgado | Foto: Marinha dos EUA/Divulgação via REUTERS

O jornal Washington Post informou que navios e submarinos da Marinha dos Estados Unidos lançaram mais de 850 mísseis Tomahawk contra o Irã nas primeiras quatro semanas da Operação Epic Fury. Isso é mais do que todo o estoque usado na operação militar americana no Iraque, em 2003.

Para o think tank Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), repor o estoque após a campanha atual levará tempo, o que cria um risco de curto prazo para os Estados Unidos.

Fonte: CSIS

Segundo centro de estudos, esses 850 mísseis corresponderiam a cerca de metade dos lançadores disponíveis na região — que incluem dois submarinos lançadores de mísseis guiados com Canisters Múltiplos “All-Up-Round” (Multiple-All-Up-Round Canisters), além dos destróiers com células do sistema de lançamento vertical (VLS).

Como as células VLS também são carregadas com outros tipos de mísseis — por exemplo, os usados em defesa aérea — essa quantidade pode representar a maior parte dos Tomahawks em operação na área.

Um problema adicional é que esses lançadores não podem ser reabastecidos no mar. Os navios precisariam retornar a um porto com a infraestrutura necessária assim que ficarem sem mísseis.

As informações são de que a Marinha dos EUA deve receber 110 Tomahawks no ano fiscal de 2026. Estima-se que os estoques existentes estejam na faixa baixa dos 3.000 mísseis. Embora existam munições suficientes para travar a guerra em curso, o alto consumo de Tomahawks e outros mísseis na Operação Epic Fury cria riscos para os Estados Unidos em outros teatros de operação — particularmente no Pacífico Ocidental.

Os Tomahawks são mísseis de longo alcance, altamente capazes, que têm sido amplamente utilizados nas operações de guerra dos EUA desde a Primeira Guerra do Golfo. Eles continuam sendo uma munição-chave para possíveis guerras futuras, incluindo um conflito no Pacífico Ocidental.

Também é destacado pelo think tank que os Tomahawks são caros, custando US$ 3,6 milhões por disparo, de acordo com os documentos mais recentes do orçamento da Marinha.
InfoMoney

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Apreensões de canetas emagrecedores disparam e crescem mais de 10 vezes em um ano

Canetas injetáveis para emagrecimento apreendidas com um único passageiro no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu — Foto: Receita Federal

A apreensão de canetas emagrecedoras ilegais cresceu mais de dez vezes no Brasil em 2025, acompanhando o aumento da demanda, segundo dados da Receita Federal do Brasil obtidos pelo jornal O Globo.

Em 2024, foram registradas 2.766 unidades apreendidas. Em 2025, esse número saltou para 32.860, um aumento superior a dez vezes. Já em 2026, considerando apenas os meses de janeiro e fevereiro, foram contabilizadas 25.429 apreensões.

Em relação aos valores, as apreensões somaram R$ 7,519 milhões em 2024. Em 2025, o montante subiu para R$ 33,867 milhões. Em 2026, até fevereiro, o valor já chega a R$ 10,409 milhões.

Desde 2024, o total acumulado das apreensões atinge R$ 51,8 milhões.

As canetas, usadas originalmente para tratamento de diabetes, ganharam popularidade pelo efeito de perda de peso. Entre os produtos apreendidos estão medicamentos como Ozempic, Mounjaro e Wegovy. Apesar de muitos conterem substâncias permitidas, a entrada no país exige prescrição médica.

Transporte em condições inadequadas, dentro de bichos de pelúcia 

Segundo a Receita, os produtos chegam de forma irregular por aeroportos, fronteiras terrestres e remessas internacionais, muitas vezes escondidos em objetos ou transportados sem condições adequadas de armazenamento, o que representa risco à saúde.

Os registros dos agentes da Receita mostram que as canetas, que precisam ser conservadas em baixas temperaturas, chegam ao país nas piores condições: dentro de bichinhos de pelúcia, de embalagens de creme, aparelhos de som de carro ou enroladas nos braços e pernas de “mulas” nos aeroportos.

O avanço do contrabando também está ligado ao alto lucro e à baixa punição em comparação com outros crimes. As ações de fiscalização têm como foco desarticular grupos criminosos e impedir a circulação de medicamentos sem controle sanitário.

Todos os itens apreendidos passam por análise técnica e, quando irregulares, são destruídos.

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VÍDEO: Jovem trans diz viver ‘pesadelo’ após ser convocada para servir no Exército

Uma jovem trans de 18 anos usou as redes sociais para relatar o medo após ser convocada para o serviço militar obrigatório. Victória Mendes afirma que foi aprovada no processo seletivo do Exército mesmo após explicar, durante a seleção, que é uma mulher trans e tentar reverter a situação.

Em vídeos publicados na internet, nessa terça-feira (24/03) a jovem aparece chorando e diz que teme o tratamento que pode receber dentro da instituição. Segundo ela, a possibilidade de servir nas Forças Armadas têm causado forte angústia. “Eu estou com muito medo do que vou ouvir ou do que podem fazer comigo lá dentro. Vou estar totalmente insegura por quem eu sou”, desabafou.

Victória também relatou que tentou buscar ajuda para contestar a convocação. Ela afirma que chegou a ir a uma delegacia acompanhada de uma amiga, mas foi orientada a procurar a Defensoria Pública da União, já que o caso envolve um procedimento federal.

A jovem explicou ainda que não possui o nome retificado em documentos oficiais nem iniciou formalmente o processo de transição hormonal, fatores que, segundo ela, podem ter influenciado na manutenção da convocação para o serviço militar.

Após a repercussão do caso, Victória afirmou que também passou a receber ataques nas redes sociais. Em outro vídeo, pediu apoio e disse estar sendo alvo de comentários ofensivos. “O povo estão pegando meu vídeo, fazendo chacota. Independente de qualquer coisa, eu sou um ser humano. Eu só queria ajuda”, afirmou.

A coluna da jornalista Mirelle Pinheiro, no Metrópoles, entrou em contato com o Exército, mas não teve retorno até a publicação desta matéria.

Opinião dos leitores

  1. Ninguém sabe se ela(o) quer engajamento ou se está preocupa(o) mesma. Eita mundão velho sem fronteiras!

    1. Tá querendo aparecer, ninguém é obrigado a servir. Mentira!!!!

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Geral

Novas regras do Pix: veja como evitar bloqueios e transtornos

Foto: Luis Lima Jr/Foto Arena/Estadão Conteúdo

O Pix ganhou novas camadas de segurança para evitar fraudes, o que pode levar ao bloqueio ou à retenção de algumas transferências. As medidas foram adotadas pelo Banco Central do Brasil e exigem mais atenção dos usuários.

Como funciona o limite para novos aparelhos

Ao trocar de celular ou acessar a conta em um dispositivo novo, o banco pode limitar temporariamente o valor das transferências. A liberação geralmente exige validação de identidade ou um período de carência. A recomendação é cadastrar o aparelho com antecedência, especialmente antes de operações de alto valor.

O bloqueio cautelar e a análise de transações

Transferências podem ficar “em processamento” por até 72 horas em caso de suspeita. Esse bloqueio cautelar serve para evitar fraudes, principalmente em contas com comportamento considerado atípico. Na maioria dos casos, a liberação ocorre após verificação automática.

Cuidados com o agendamento e chaves aleatórias

No Pix agendado, é essencial ter saldo disponível na data da transação, caso contrário o pagamento não será realizado. Já as chaves aleatórias são mais seguras, pois evitam a exposição de dados pessoais. Conferir os dados do destinatário antes de confirmar também é fundamental para evitar erros.

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