Em constante litígio na Câmara, PT e PMDB uniram-se na reta final da CPI da Petrobras. Juntaram-se para aprovar o relatório final do petista Luiz Sérgio (RJ), que blindou congressistas e se absteve de citar autoridades dos governos Lula e Dilma.
O deputado Carlos Marum (PMDB-MS) informou que votaria contra o texto do relator. Sem alarde, foi convidado a se retirar da comissão pelo líder da bancada peemedebista, Leonardo Picciani (RJ). No lugar de Marum, votou Édio Lopes (PMDB-RR), primeiro suplente na CPI —a favor do texto de Luiz Sérgio.
Marum chegou a comparecer à sessãoda CPI. Sugeriu a adoção de um texto alternativo. Nele, estava escrito que o que houve na Petrobras foi “corrupção sistêmica”. Algo que o relator não admitia. De resto, Marum sugeria providências negligenciadas pelo petista Luiz Sérgio.
Numa, propunha que a CPI anotasse em seu relatório final os nomes de todos os políticos mencionados em condições suspeitas por depoentes ouvidos na comissão. Noutra, sugeria a inclusão no texto da proposta de revogação imediata do decreto que instituiu o atual modelo de licitações da Petrobras, cuja flexibilidade tornou-se, no dizer de Marum, “um convite à formação de cartel”.
Por que o líder do PMDB lhe pediu que se retirasse da CPI?, perguntou o blog a Marum. E ele: “O Picciani me disse que a rejeição do texto do Luiz Sérgio poderia abrir caminho para a aprovação do relatório do PSDB, que era muito radical.” O repórter estranhou, já que o texto do relator prevaleceu com folga: 17 votos a 9. “Creio que eles não tinham a perspectiva de um placar tão elástico.”
O relatório paralelo do PSDB, que o líder Picciani tachou de “radical”, pedia o aprofundamento das investigações em relação a Dilma, Lula e ao ministro Edinho silva (Comunicação Social). Solicitava à Procuradoria a abertura de novos inquéritos contra os ex-ministros Antonio Palocci, José Dirceu, Guido Mantega, Gilberto Carvalho e Ideli Salvatti.
De resto, o tucanato pregava a apuração do envolvimento de 49 políticos citados na Lava Jato. A lista do PSDB inclui quase todos os parlamentares que respondem a inquéritos no STF, entre eles o já denunciado Eduardo Cunha. Excluíram-se os nomes dos senadores tucanos Abtonio Anastasia (MG), cujo processo foi arquivado a pedido da Procuradoria; e Aloysio Nunes Ferreira (SP), que é processado por suspeita de caixa dois, não relacionado com a Lava Jato.
JOSIAS DE SOUZA
A situação política brasileira é vergonhosa, depois dos escândalos do mensalão e do petrolão a classe política vem sendo passada a limpo e pelo que se vê, não vão sobrar muitos desses eleitos sem ficar provado a existência do famoso e popular rabo de palha, que taxa todos aqueles que se vendem de alguma forma para encobrir situações vexatórias, reprováveis e ilegais de outros políticos.
O povo vota mal, escolhem o pior dos representantes, através do voto direcionado daqueles que sabem manipular a necessidade dos carentes sociais.
Essa hipocrisia de todos terem direito ao voto, causa a distorção necessária para que o ruim, péssimo e oportunista se candidate e saia eleito para lançar ao povo brasileiro o mar de lema podre que estamos sendo obrigados a engolir
Esse congresso é vergonha! Com raríssimas exceções.
Se olharmos bem, temos uma grande oportunidade de mudar a política brasileira, mas os políticos não querem, estes eram pra dar o exemplo, eram… Governam para eles mesmo, para se manterem la em Brasília sugando, não interessa o quanto foi roubado ou quem esteja envolvido. Enquanto isso, o trabalhador brasileiro só apanham, e é quem sustenta eles… Sinceramente, vergonha da política nesse país, vergonha da justiça nesse país… Talvez se a população se unir e ir as ruas seja o melhor mesmo…