
Thiago Herdy, O Globo
Um contrato de projeto de publicidade com o objeto fictício de “aproximar o governo de Angola e a população do país” foi a saída encontrada pela Odebrecht e pelo marqueteiro do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Paulo Vasconcelos, para justificar uma contribuição de R$ 3 milhões em caixa 2 para a campanha do tucano à Presidência, em 2014. O pagamento — realizado em duas parcelas de R$ 1,5 milhão — foi repassado pela empreiteira diretamente na conta da PVR Marketing e Propaganda Ltda., empresa do marqueteiro, e não foi declarado à Justiça Eleitoral.
A informação consta dos depoimentos do diretor de Infraestrutura da Odebrecht, Benedicto Júnior, e do superintendente da Odebrecht em Minas Gerais, Sérgio Neves. Segundo os delatores, não foi a primeira vez que isso ocorreu: em 2009 e em 2010, a Odebrecht pagou R$ 1,8 milhões a Vasconcelos, em parcelas mensais de R$ 150 mil, como colaboração para a pré-campanha de Antonio Anastasia (PSDB-MG) ao governo de Minas. Os valores também não passaram pelas contas oficiais. De acordo com os delatores, a época foi criado um contrato com “escopo fictício”, no caso, um “plano estratégico de comunicação da Odebrecht”.
Falou bem, Roberto. Pobre enganados. Duvido que hoje, a imensa maioria destes, apoiem ou defendam esse indivíduo. Já os burros encantados vermelhos, estes sim, continuam a defender, com unhas e dentes, um certo corrupto barbudo.
O depoimento de Henrique Valladares, ex-vice-presidente da Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato, tem uma série de implicações.
Em primeiro lugar, atinge Aécio Neves: de acordo com Valladares, o Mineirinho recebeu R$ 50 milhões da Odebrecht e da Andrade Gutierrez. A grana teria sido embolsada numa conta secreta em Cingapura (porque os tucanos são contra a corrupção no Brasil), em nome do empresário Alexandre Accioly.
Accioly, aliás, é personagem de outro ponto do depoimento. Valladares cita que o empresário participou de um jantar no restaurante Gero, no Rio de Janeiro, com o próprio Aécio Neves e o jornalista (segundo as definições de Sergio Moro) Diogo Mainardi.
Moro, cuidado com lula, ele tem historico com desafetos.
Onde estão os pobres enganados que defendiam tanto esse "cidadão de bem"?
ACORDA BRASIL!
Acho que estão ao lado daqueles que defendiam a "alma mais honesta do Brasil".
Realmente, ACORDA BRASIL!
O Brasil ACORDOU,
viu que era feriado e voltou a dormir.