Educação

MEC autoriza que atividades remotas passem a valer como carga horária

Foto: Pixabay

O Ministério da Educação (MEC) homologou parcialmente o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) com regras sobre a educação na pandemia, suspendendo o trecho que falava sobre avaliações e exames, e mantendo a autorização para que as atividades remotas passem a valer como carga horária.

Para repor a carga horária no retorno às aulas, o documento homologado pelo MEC sugere o uso de períodos como férias, sábados e também o aumento do horário de atividade escolar. Para a educação infantil, são recomendadas atividades educativas para que as famílias e as crianças não percam o contato com a escola. Já nos primeiros anos do ensino fundamental, foi recomendado o acompanhamento da família, e atividades que não pressuponham a substituição dos professores pelos responsáveis pelo estudante. O documento pede que as escolas levem em consideração a situação de cada estudante e da família, para evitar o aumento da desigualdade e da evasão escolar. Mas com a suspensão do trecho de avaliações e exames, as redes de ensino seguem sem definição sobre como vão mensurar a aprendizagem dos alunos durante e depois da quarentena.

Desde março, as aulas estão suspensas em todo o Brasil. Um levantamento do G1 apontou que 16 estados planejam considerar atividades remotas como carga horária do ano letivo – equivalendo-as às aulas presenciais: AC, AP, AM, CE, GO, MA, MG, MS, PB, PR, PI, RN, RS, RR, SP e SC. Com isso, pretendem cumprir o mínimo de horas letivas exigidos por lei. Em 1º de abril, uma medida provisória assinada estipulou que em 2020 as escolas deverão cumprir o mínimo da carga horária, mas não o de dias letivos.

O documento do CNE havia sido aprovado em 28 de abril, mas a validação ocorreu mais de um mês depois. O despacho está no “Diário Oficial da União” desta segunda-feira (1º).

De acordo com o despacho, o MEC deixou de homologar o item 2.16, e submeteu para reexame do CNE. O item fala que as avaliações e exames deverão levar em conta “os conteúdos curriculares efetivamente oferecidos aos estudantes, considerando o contexto excepcional da pandemia, com o objetivo de evitar o aumento da reprovação e do abandono no ensino fundamental e médio” (leia trecho completo mais abaixo).

Aulas suspensas

A decisão de suspender as aulas presenciais foi tomada pelas redes de ensino entre 11 e 23 de março. Desde então, cada estado e município tem se organizado para oferecer atividades remotas aos estudantes, mas sem que haja uma coordenação nacional que garanta isonomia de aprendizagem.

Alguns estados e municípios adquiriram conteúdo de empresas privadas que fornecem educação a distância, seja por meio de plataformas online, ou até televisão e via rádio. Em outros casos os próprios professores viraram youtubers e passaram a produzir aulas online, sem que antes recebessem treinamento.

Um levantamento nacional feito pelo G1 e publicado em 21 de maio aponta o cenário da educação do Brasil durante a pandemia. Apesar dos esforços das redes e dos docentes para manter o ensino e a aprendizagem, estudantes relatam falta de acesso a computadores, internet, falta de espaço adequado para estudar em casa e, mesmo quando há toda a estrutura, eles dizem ter dificuldade de acompanhar as aulas. Graciela Fell, que tem uma filha matriculada na rede estadual de Santa Catarina, relatou à reportagem que “está sendo uma educação de faz de conta.” Já a professora Tassiane Barreto, de Sergipe, avalia: “A rede pública parou”.

Enem sem data

Em meio ao cenário de incertezas, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) segue sem data para ser aplicado – a prova é usada como critério de seleção em diversas universidades públicas e particulares. O cronograma deverá ser definido em uma enquete com os candidatos inscritos através da página do participante.

A decisão ocorreu após a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) entrarem com um mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça (STJ), pedindo que o Enem fosse adiado; e depois de o Senado aprovar o adiamento de exames de acesso ao ensino superior, entre eles o Enem.

Neste ano, 6,1 milhões de pessoas se inscreveram no Enem. As inscrições precisam ser validadas após pagamento da taxa de inscrição, cujo prazo se encerrou na quinta-feira (28). O MEC ainda não divulgou um novo balanço com o número de candidatos esperados para a prova.

Leia a íntegra do trecho que não foi homologado:

Sugere-se que as avaliações e exames nacionais e estaduais considerem as ações de reorganização dos calendários de cada sistema de ensino para o estabelecimento de seus cronogramas. É importante garantir uma avaliação equilibrada dos estudantes em função das diferentes situações que serão enfrentadas em cada sistema de ensino, assegurando as mesmas oportunidades a todos que participam das avaliações em âmbitos municipal, estadual e nacional.

Neste sentido, as avaliações e exames de conclusão do ano letivo de 2020 das escolas deverão levar em conta os conteúdos curriculares efetivamente oferecidos aos estudantes, considerando o contexto excepcional da pandemia, com o objetivo de evitar o aumento da reprovação e do abandono no ensino fundamental e médio.

Sugere-se também que os sistemas de ensino desenvolvam instrumentos avaliativos que podem subsidiar o trabalho das escolas e dos professores, tanto no período de realização de atividades pedagógicas não presenciais como no retorno às aulas presenciais, a saber:

criar questionário de autoavaliação das atividades ofertadas aos estudantes no período de isolamento;

ofertar, por meio de salas virtuais, um espaço aos estudantes para verificação da aprendizagem de forma discursiva;

elaborar, após o retorno das aulas, uma atividade de sondagem da compreensão dos conteúdos abordados de forma remota;

criar, durante o período de atividades pedagógicas não presenciais, uma lista de exercícios que contemplam os conteúdos principais abordados nas atividades remotas;

utilizar atividades pedagógicas construídas (trilhas, materiais complementares etc.) como instrumentos de avaliação diagnóstica, mediante devolução dos estudantes, por meios virtuais ou após retorno das aulas;

utilizar o acesso às videoaulas como critério avaliativo de participação através dos indicadores gerados pelo relatório de uso;

elaborar uma pesquisa científica sobre um determinado tema com objetivos, hipóteses, metodologias, justificativa, discussão teórica e conclusão;

criar materiais vinculados aos conteúdos estudados: cartilhas, roteiros, história em quadrinhos, mapas mentais, cartazes; e

realizar avaliação oral individual ou em pares acerca de temas estudados previamente.

G1

 

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Geral

VÍDEO: Nikolas Ferreira convoca manifestações para 1º de março com críticas a Lula e ministros do STF

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram

O deputado federal Nikolas Ferreira publicou um vídeo nas redes sociais convocando a população para manifestações no próximo dia 1º de março. Na gravação, o parlamentar faz críticas ao governo federal e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de afirmar que o ato será o início de uma sequência de mobilizações no país.

Durante o vídeo, Nikolas afirma que o Brasil vive um ciclo repetido de “corrupção, escândalos e promessas não cumpridas” e convoca apoiadores a irem às ruas. Ele cita diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendendo protestos com o mote “Fora Lula”, e também direciona críticas aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, usando as expressões “Fora Toffoli” e “Fora Moraes”.

O deputado também menciona investigações e decisões judiciais envolvendo aliados do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, além de citar o caso do Banco Master como exemplo de escândalos que, segundo ele, precisam ser apurados com rigor.

Na gravação, Nikolas afirma que o movimento não se trata apenas de eleições, mas de mobilização nacional. “Essa não será a última manifestação, é apenas o começo”, declarou, convocando apoiadores conservadores e patriotas a participarem dos atos.

A expectativa é que os atos ocorram em diferentes capitais do país no dia 1º de março.

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Geral

Campeã em 2025, Malandros do Samba é desclassificada do Carnaval de Natal

Foto: Reprodução

A tradicional Malandros do Samba, campeã de 2025, foi desclassificada da edição 2026 do Carnaval de Natal. O anúncio foi feito no início da apuração realizada nesta terça-feira (25), na sede da Fundação Capitania das Artes. A agremiação informou que pretende recorrer da decisão.

A desclassificação ocorreu após recurso apresentado pela escola Balanço do Morro, que alegou que a rival utilizou, no desfile do último sábado (21), alegorias e fantasias já apresentadas no ano anterior, além de adereços e figurinos oriundos de uma quadrilha junina.

Mais antiga escola de samba da capital potiguar e detentora do maior número de títulos, a Malandros entrou na avenida às 4h20, ainda com público presente, apostando na mistura de samba e forró. O enredo deste ano foi “Quando o samba acende a fogueira, a Malandros celebra os 28 anos do Arraial Coração Nordestino, que não para de pulsar”, em busca do 38º troféu.

O título de 2026 ficou com a Batuque Ancestral, nova campeã do Carnaval de Natal.

Com informações da Tribuna do Norte

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Economia

Haddad diz que imposto sobre eletrônicos não é para arrecadar e estima impacto de R$ 14 bilhões

Foto: Reuters/Jorge Silva

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (25) que o aumento do imposto de importação sobre produtos eletrônicos tem caráter regulatório, e não arrecadatório. Segundo ele, a medida busca equilibrar a concorrência entre empresas estrangeiras e fabricantes instalados no Brasil.

De acordo com Haddad, o objetivo é impedir que companhias que não produzem em território nacional concorram em vantagem com indústrias brasileiras. “Essa medida impede que uma empresa estrangeira consiga concorrer com uma empresa que está instalada aqui”, declarou. Questionado sobre o impacto fiscal, o ministro confirmou estimativa de R$ 14 bilhões, mas afirmou que o efeito não deve ser sentido pela população.

O ministro ressaltou que cerca de 90% dos celulares vendidos no país são fabricados na Zona Franca de Manaus, o que, segundo ele, protegeria a maior parte da produção nacional da nova tributação. Haddad também afirmou que, caso o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio identifique empresas produzindo no Brasil ou itens não fabricados internamente sendo taxados, a alíquota poderá ser revista.

A decisão foi formalizada por meio de resolução do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), que elevou as alíquotas de importação para cerca de 1.250 produtos. As novas taxas variam entre 7,2% e 25%, com parte das mudanças entrando em vigor a partir de 1º de março.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida ocorre em meio à redução do superávit comercial nos últimos anos e ao aumento do déficit nas contas externas. O governo sustenta que a iniciativa busca proteger a indústria nacional e enfrentar práticas consideradas desleais no comércio internacional.

Com informações do Metrópoles

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Geral

VÍDEO: Natal finalmente recebe sua 1ª Ferrari

Foto: Divulgação/Ferrari

A capital potiguar entrou de vez no mapa dos superesportivos. Natal agora tem oficialmente sua primeira Ferrari registrada por um morador da cidade. Até então, nenhum cidadão residente na capital havia adquirido um veículo da tradicional marca italiana.

Fundada em 1947 por Enzo Ferrari, a Ferrari é símbolo mundial de luxo, velocidade e exclusividade. Os modelos da marca costumam ultrapassar facilmente a casa dos milhões de reais, dependendo da versão e dos opcionais escolhidos.

 

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Supercarros da Ferrari são conhecidos não apenas pelo desempenho — com motores que podem superar os 300 km/h — mas também pelo design marcante e pelo ronco inconfundível.

O fato marca um novo capítulo no mercado de alto padrão da capital. Se antes a Ferrari era vista apenas em viagens ou grandes centros como São Paulo, agora ela também pode ser vista circulando pelas avenidas de Natal.

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Geral

Decisão de Mendonça restringe acesso da PF e tira Lula do eixo de influência no inquérito do Banco Master

Foto: Luiz Silveira/STF

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de restringir o acesso interno da Polícia Federal às informações do inquérito envolvendo o Banco Master reacendeu o debate sobre o controle institucional da investigação. A medida impede o compartilhamento amplo de dados com superiores hierárquicos fora da equipe diretamente vinculada ao caso.

Nos bastidores do STF, a avaliação de integrantes da Corte é que a decisão preserva a autoridade do relator e evita que a condução prática da investigação se desloque para estruturas subordinadas ao Poder Executivo. Nesse contexto, interlocutores apontam que, sem a restrição, haveria risco de influência indireta do governo sobre o fluxo de informações.

A discussão ganhou peso político porque a Polícia Federal é vinculada ao Ministério da Justiça, integrante do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A interpretação de aliados do ministro é que a limitação reforça a independência do Judiciário no comando do inquérito.

O caso ficou ainda mais sensível após a PF apresentar pedido de suspeição envolvendo o ministro Dias Toffoli, ampliando a tensão entre diferentes esferas institucionais. Relatórios e despachos internos passaram a ser analisados sob forte escrutínio político.

Com a decisão, Mendonça redefine o fluxo da investigação e eleva o grau de tensão entre Judiciário e Executivo, em um caso que já mobiliza o Congresso e amplia o embate nos bastidores de Brasília.

Com informações do Diário do Poder

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Geral

Anotações de Flávio Bolsonaro revelam estratégia para o RN

Foto: Reprodução

Uma anotação manuscrita do senador Flávio Bolsonaro revelou parte da estratégia do Partido Liberal (PL) para as eleições no Rio Grande do Norte. O documento, intitulado “situação nos estados”, foi discutido na sede nacional da legenda, em Brasília, e obtido por jornalistas durante entrevista coletiva. Flávio confirmou a autoria, afirmando que as anotações reúnem sugestões debatidas internamente.

A matéria é da jornalista Hellen Jambor, da 96FM. No trecho referente ao RN, consta que Álvaro Dias deve se filiar ao PL para disputar o Governo do Estado. Para o Senado, aparecem dois nomes: o senador Styvenson Valentim, com a anotação “eleito”, e Coronel Hélio, identificado como “com chance” – veja abaixo:

Foto: Reprodução

Caso as articulações avancem, a chapa da direita no estado tende a ser majoritariamente formada por integrantes do PL, incluindo ainda Babá Pereira como pré-candidato a vice-governador. Styvenson seria o único nome fora do partido na composição majoritária.

O anúncio oficial é esperado para o dia 21 de março, em Natal, durante evento estadual do PL com a presença de Flávio Bolsonaro. Styvenson informou que ainda não confirmou presença, pois sua agenda de março não está fechada.

A movimentação faz parte da estratégia nacional do PL de fortalecer palanques no Nordeste, região considerada decisiva nas disputas presidenciais, ampliando espaço tanto nos governos estaduais quanto no Senado.

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Política

VÍDEO: CPI do Crime Organizado mira STF e abre nova frente de tensão em Brasília, aponta Waack

 

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Vídeo: Reprodução/CNN

A frase clássica dos bastidores de Brasília volta a ganhar força: sabe-se como começa uma CPI, mas nunca como termina. A recém-criada CPI do Crime Organizado já iniciou seus trabalhos em meio a forte tensão institucional — e com potencial explosivo.

A informação é do jornalista William Waack, da CNN. Logo na largada, a comissão aprovou convites para que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) compareçam ao colegiado. Entre os nomes estão Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Também foram convidados o atual e o ex-presidente do Banco Central, além de ex-ministros da Fazenda e um ministro do Palácio do Planalto.

Como se tratam de convites — e não convocações — os magistrados não são obrigados a comparecer. Ainda assim, o gesto político elevou o clima em Brasília. Integrantes do Judiciário avaliam que a iniciativa carrega forte simbolismo e pode representar uma tentativa de constrangimento público à Corte.

Banco Master no centro da disputa

Um dos focos da CPI é o escândalo envolvendo o Banco Master, acusado de fraudes e de manter amplo trânsito político em diferentes esferas de poder. A comissão pretende investigar possíveis conexões entre o banqueiro e autoridades públicas.

Segundo a leitura de analistas, o movimento inicial da CPI busca quebrar o sigilo de uma empresa ligada a um dos ministros do STF. Caso avance, a medida pode aprofundar o embate entre Legislativo e Judiciário.

Risco institucional

Nos corredores do Congresso, há dúvidas sobre até onde a comissão estará disposta a ir. Parlamentares reconhecem que o tema envolve interesses sensíveis e figuras influentes. O histórico recente de CPIs que terminaram sem consequências práticas também pesa na avaliação política.

Para o STF, no entanto, o simples fato de ter ministros formalmente convidados já representa um ponto de desgaste. A depender dos próximos passos — como eventuais pedidos de quebra de sigilo ou convocações mais duras — o embate pode ganhar proporções institucionais mais amplas.

Em Brasília, uma coisa é certa: a CPI começou sob forte tensão. E, como diz a máxima da capital, ninguém sabe como vai terminar.

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Geral

PT reage e pede que TSE enterre ação do PL contra desfile em homenagem a Lula

Foto: Clara Radovicz | Riotur

A federação formada por PT, PCdoB e PV pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que rejeite a ação apresentada pelo Partido Liberal contra o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A legenda de oposição quer apurar possível propaganda eleitoral antecipada e eventual abuso de poder político e econômico.

No pedido, os advogados da federação alegam que não há risco de desaparecimento de provas e classificam a iniciativa do PL como “busca especulativa”, prática conhecida como fishing expedition. Segundo o argumento, as informações citadas seriam públicas e já disponíveis em portais de transparência, não havendo necessidade de produção antecipada de provas.

O PL sustenta que o desfile na Marquês de Sapucaí teria extrapolado o campo cultural e se transformado em ato político-eleitoral. A sigla pretende reunir elementos para, futuramente, embasar uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que poderia resultar até em inelegibilidade, em caso de condenação.

O caso está sob relatoria do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira. O TSE já havia negado pedido anterior para barrar o desfile, mas deixou aberta a possibilidade de analisar eventuais irregularidades posteriormente.

Nos bastidores, aliados da oposição avaliam que o embate pode render dividendos políticos para 2026, com nomes como Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas explorando o episódio. Já o PT afirma que o desfile foi manifestação artística legítima e nega qualquer participação no financiamento ou organização do evento.

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Esporte

ABC cai na estreia da Copa do Brasil e perde quase R$ 1 milhão

Foto: Guilherme Drovas/ABC F.C.

O ABC Futebol Clube voltou a tropeçar fora de casa e está eliminado da Copa do Brasil 2026. O alvinegro foi derrotado por 1 a 0 pelo Madureira Esporte Clube, na noite desta quarta-feira (25), e deu adeus à competição logo na estreia — repetindo o roteiro frustrante da temporada passada.

O gol da partida saiu na segunda etapa. Após bela jogada do lateral Matheus Julião, o goleiro Matheus Alves fez a defesa, mas a bola sobrou limpa para Wallace, que, sozinho, apenas empurrou para as redes. Castigo para um ABC que, embora ligeiramente superior na partida, falhou na eficiência.

O atacante João Diogo chegou a balançar as redes duas vezes, mas em ambas as oportunidades estava em posição irregular. Os impedimentos anularam os gols e impediram o que poderia ter sido outro rumo para o confronto.

O cenário lembra 2025, quando o Mais Querido também caiu na estreia, derrotado pelo Olaria por 1 a 0, igualmente em solo carioca. A última vitória do ABC com bola rolando nos 90 minutos pela Copa do Brasil foi em 2023, na goleada por 5 a 0 sobre o Tuntum.

Além da frustração esportiva, a eliminação pesa no bolso: o clube deixa de faturar cerca de R$ 950 mil, valor que faria diferença significativa no planejamento da temporada. Mais uma vez, o sonho da Copa termina cedo demais para o torcedor alvinegro.

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Política

PL PARTE PRA CIMA: Deputada pede prisão de Lulinha e Frei Chico na CPMI do INSS

Foto: Reprodução

A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) protocolou, nesta quarta-feira (25), pedidos para que a CPMI do INSS solicite a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, filho e irmão do presidente Lula (PT).

No caso de Lulinha, a parlamentar alega “risco concreto de fuga” e de frustração da aplicação da lei penal. Ela cita notícias de que ele viajou para Madri, na Espanha, onde mora atualmente, e menciona informações sobre possíveis pedidos de medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica e retenção de passaporte.

Já em relação a Frei Chico, Coronel Fernanda aponta risco de influência sobre testemunhas, destruição de provas e continuidade delitiva para justificar o pedido de prisão preventiva. A deputada também protocolou requerimento contra Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pedindo que a prisão domiciliar seja convertida em preventiva.

No pedido, a parlamentar afirma que a manutenção da domiciliar comprometeria a aplicação da lei penal, permitindo possível influência sobre testemunhas ou dissipação de patrimônio em um esquema de fraudes com repercussão nacional e com quebras de sigilo já determinadas pela CPMI.

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