Por Josias de Souza
Quatro entidades médicas divulgaram uma “carta aos brasileiros”. No texto, reiteram as críticas à medida provisória editada por Dilma Rousseff para implantar o programa ‘Mais Médicos’. E informam: “Nos próximos dias, deverá ser feito o questionamento jurídico da iniciativa do governo federal”. Por quê? Avalia-se que o plano “contraria a Constituição”.
Subscrevem a carta as seguintes entidades: AMB (Associação Médica Brasileira), ANMR (Associação Nacional de Médicos Residentes), CFM (Conselho Federal de Medicina) e Fenam (Federação Nacional dos Médicos). Para elas, o texto constitucional teria sido violado porque o governo criou “cidadãos de segunda categoria, atendidos por pessoas [médicos importados] cuja formação profissional suscita dúvidas.” Questiona-se a decisão de liberar os médicos estrangeiros do teste para aferição da capacidade técnica, o ‘Revalida’.
As entidades médicas se insurgiram também contra a ampliação do tempo de formação dos médicos. A partir de 2015, a duração do curso passará de seis para oito anos. Nos dois anos adicionais, para obter o diploma, os estudantes terão de trabalhar obrigatoriamente em unidades do SUS.
O serviço médico obrigatório é chamado no documento de “uma manobra, que favorece a exploração de mão de obra”. Os médicos realçam que “os estudantes já realizam estágios nas últimas etapas de sua graduação e depois passam de três a cinco anos em cursos de residência médica, geralmente em unidades vinculadas ao SUS.”
Na cotramão da corporação, os prefeitos estão adorando a medida provisória de Dilma. Acham que os brasileiros residentes nos fundões do país têm direito à assistência médica. Se os médicos nacionais não querem ocupar os postos, que venham os estrangeiros, afirmam. A batalha se transfere agora para o Congresso.
Aqui, a íntegra da “carta” das entidades médicas. Abaixo, o áudio de uma entrevista concedida pelo presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávila. Ele se refere às medidas anunciadas no Planalto como “paliativas, midiáticas e eleitoreiras.”
A criação de uma prova nos moldes da (dificílima) OAB seria dar um atestado de incompetência para o MEC (Isso mesmo o MEC da presidANTA), pois é ele que fiscaliza os cursos, libera a criação dos novos e atesta a qualidade da formação (deveria…). Agora, se começarem a abrir faculdade de medicina em toda a esquina a qualidade da formação vai cair e, o MEC q não da conta de fiscalizar nem os cursos existentes vai aliviar para os novos cursos da presidANTA, bem como liberar os estrangeiros do revalida.
Carlos, não sei se é de seu conhecimento mas para ser tornar médico nos Estados Unidos são preciso cursar 8 anos e depois fazer a residência. Outro ponto…. Vc citou os estudantes que prestam exame para residência , que não resta dúvida que é muito complicado passar. Portanto, vc seria capaz de explicar como é feita a avaliação dos alunos que decidem não fazer residência, e que começam a a traballha com clinio geral.
Sou a favor de uma "OAB" para medicos sim! Como para tds os outros cursos, engenharia, enfermagem, arquitetura e etc… Mas nao importando profissionais! Imagine q se formou nao sei em ql curso, engenharia por exemplo, e Dona Dilma Chegasse e falasse de umz hora pra outra sem condultar ninguem da classe e impusesse o seguinte: Agora seu curso sera de 7 Anos. Dois anos vc vai trabalhar pra mim fazendo casa pro minha casa minha vida. Isso td nao passa de uma jogada política, arbitárria!! Ou vc eh Alienada???? O Walfredo ta lá cheio de macas no chao, pcts nos corredores, falta fio de sutura, gase, e ela me vem com essa!! Pare e pense antes de falar besteira. Vai ver foi por isso q vc nao passou em Medicina!
Desculpe os erros de digitação. Estou no cel e respondi mto nervoso a essa sua alienação ridícula!
Vou resaltar vários pontos! O primeiro é que o "Revalida" é sim necessário. Em qualquer país sério do mundo é necessario fazer uma prova de revalidação de Diploma. Nos EUA por exemplo, não é somente uma prova, e sim 3 anos de curso e provas no final de cada ano. Aqui é só uma prova que é difícil sim! Aos mal entendidos que falam da OAB, peça a um advogado renomado, com mais de 15 anos formado, pra fazer a prova da OAB pra ver se ele vai passar. O outro ponto é o seguinte. O estudante de medicina geralmente leva 2-3 ou até 4-5 anos pra passar no vestibular. A especialização médica é uma prova muito difícil, e com pouquíssimas vagas, diferente da OAB, onde se tem apenas que atingir uma nota "X". Um Cirurgião Plástico por exemplo, tem que passar em 2 provas de residencia. A primeira é Cirurgia Geral (2 anos de residencia). A segunda é a de plastica mesmo, que tem que ter o pré-requisito de ter feito a residencia de cirurgia geral 2 anos anteriores. Ou seja, se a pessoa passar de primeira no vestibular, e nas duas residencias, o total vai ser de 9 anos. Se pegar a média geral, 2 anos pra passar no vest. mais 2 estudando pra passar em cada residencia, vai dá um total de 14 anos. O médico vai começar a ganhar dinheiro com 40 anos. Agora Dilma quer impor mais 2 anos???? Isso é uma ditadura!!! E os que pagam facul particular (350 mil o curso), vão ter que trabalhar pra Dillma tb????? Absurdooooo!!!!!!
Esses médicos são uma piada msm!!! querem ficar milionários da noite pro dia, não querem atuar nas periferias e nas grandes cidades batem o ponto em hospitais públicos e correm para as clínicas particulares. Sem contar que o atendimento é um desleixo só…
Interessante como os médicos são contra a vinda dos médicos estrangeiros….. realmente eles devem fazer o revalida. È impressionante como o Conselho de Medicina se preocupa apenas em permanecer com o revalida para os médicos de fora e nunca cogita a possibilidade de realizar um exame ( estilo prova da OAB) para os formados aqui no Brasil. Como é de conhecimento de todos, aqui no Brasil existem faculdades bem piores que as cuba, mas como tem muitos filhos de médicos que estudam nelas, e que jamais seriam aprovados num exame para medir seus conhecimentos…..
D. Regina, para seu conhecimento, nosso "Governo Estadual" gasta dinheiro público quase todos os anos com passagens e diárias, para enviar profissionais para aprender e copiar o sistema de saúde de Cuba, que é reconhecido mundialmente.