Os médicos plantonistas do município de Natal estão prontos para entrar em greve a partir da próxima semana. Isso porque eles estão com os salários atrasados desde setembro.
Os profissionais são os que fazem o atendimento de urgência nas Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs) e nos hospitais municipais.
Havia um acordo firmado entre a categoria e o executivo municipal, mas que, até aqui, não foi cumprido.
A previsão é de que a suspensão das atividades comece na terça-feira (4).
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) comparou a fake news envolvendo Nossa Senhora Aparecida à facada sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018. A declaração foi dada nesta segunda-feira (28), durante participação no SantoFlow Podcast.
“Eu tenho a convicção de que tentaram matar o meu pai porque viram que ele já era presidente do Brasil em 2018. Por isso foram para tentar eliminá-lo. Foi aquela facada, lá em Juiz de Fora… Eu acho que eu posso considerar uma espécie de facada essa fake news em mim”, afirmou.
Flávio voltou a atribuir ao PT a disseminação da informação de que ele e políticos de direita teriam a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
O senador contou que estava jogando futebol durante uma agenda de campanha em Minas Gerais quando viu a informação nas redes sociais. “Como é que isso foi propagado com tanta velocidade?”, questionou.
Durante a entrevista, Flávio também falou sobre a repercussão do episódio e disse que se apoia na fé. “Ajoelho e falo: ‘manda mais’. ‘Deus, é projeto seu? Se vira, é contigo agora para resolver, eu estou fazendo minha parte’”, declarou.
A jornalista Livian Asmar criticou, em vídeo publicado no Instagram, o presidente Lula por aparecer segurando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. A publicação já soma quase 300 mil visualizações até a manhã desta terça-feira (29).
“Se até eu, que nem católica sou, senti nojo com essa imagem do homem fazendo politicagem com a imagem da santa… Ele não sabe mais o que faz para apelar”, afirmou.
Lívia também acusou Lula de ter atacado cristãos e evangélicos e questionou: “Agora quer ganhar voto segurando a santa, gente, engana quem? Trouxa, né?”.
Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR
Quatro pesquisas divulgadas nesta terça-feira (29) colocam Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Lula (PT) em uma eventual disputa de segundo turno. Os levantamentos são dos institutos Gerp, AtlasIntel, Palver e Vox Brasil. Em três deles, porém, a diferença está dentro da margem de erro.
A maior vantagem aparece na pesquisa Gerp. Flávio registra 50% das intenções de voto, contra 43% de Lula, diferença de sete pontos percentuais. O instituto entrevistou 2.400 pessoas por telefone entre 24 e 28 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e a taxa de confiança, de 95,55%.
Na AtlasIntel, Flávio tem 47,7% e Lula, 47,6%. A diferença é de apenas 0,1 ponto percentual e os dois estão tecnicamente empatados. A pesquisa ouviu 5.005 eleitores entre 23 e 28 de setembro, por meio de recrutamento digital, e tem margem de erro de um ponto percentual.
A Palver mostra Flávio com 47% das intenções de voto contra 45% de Lula. Os dois também estão tecnicamente empatados, já que a margem de erro é de 2,4 pontos percentuais. O levantamento ouviu 5.000 eleitores de forma online entre 24 e 27 de setembro.
O Vox Brasil completa a sequência. Flávio aparece com 45,2% e Lula, com 44,7%, diferença de 0,5 ponto percentual. A pesquisa entrevistou 2.100 eleitores entre 26 e 28 de setembro, por meio de entrevistas presenciais domiciliares. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, configurando empate técnico.
O presidente Lula (PT) afirmou que homens são “covardes” quando o assunto é exame de próstata e disse que mulheres aprendem a “tomar toque” desde pequenas. A declaração foi feita durante comício em Belém (PA), nesta segunda-feira (28).
Ao falar sobre a primeira cirurgia robótica de próstata realizada no Pará e na região Norte, Lula relacionou o avanço do procedimento à resistência masculina aos exames. Ele lembrou a morte da mãe, Dona Lindu, vítima de câncer uterino. Segundo o presidente, os avanços no procedimento permitem recuperação mais rápida e reduzem riscos de incontinência urinária e impotência sexual.
“E por que que isso é importante? Porque o homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas. O homem não, ele é cheio de trejeito. Ele não sabe que, quando ele tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele”, declarou.
Na sequência, Lula questionou o que faria os homens perderem o medo do exame e continuou falando sobre os avanços no tratamento do câncer de próstata.
O bispo de Formosa (GO), Dom Adair José Guimarães, publicou na noite desta segunda-feira (28), diretamente do aeroporto de Atenas, na Grécia, um novo vídeo em meio à polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida no debate político brasileiro.
Dom Adair afirmou que, durante a peregrinação, rezou pelo Brasil e pediu a intercessão de Nossa Senhora Aparecida para que o país continue sendo livrado “da peste, da fome, da guerra e do comunismo”.
Na sequência, ao se referir à polêmica envolvendo a imagem da padroeira, declarou que “quem usa de Nossa Senhora Aparecida para proveito, seja de qual natureza for, não vai sair bem”.
O bispo não cita Flávio Bolsonaro, Lula, PT ou esquerda. Ao final, pediu que a Virgem Aparecida continue olhando pelo Brasil e não permita que o país caia “no esgoto da infelicidade e do sofrimento”.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 47,7% das intenções de voto contra 47,6% do presidente Lula (PT) em uma eventual disputa de segundo turno, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira (29). Os dois estão tecnicamente empatados.
Brancos, nulos e eleitores que não souberam responder somam 4,8%.
O levantamento também simulou Lula contra outros quatro nomes. O presidente aparece com 45,9% contra 43,4% de Ronaldo Caiado (PSD); 47,4% contra 41,2% de Romeu Zema (Novo); 46,2% contra 36,1% de Augusto Cury (Avante); e 46,4% contra 28,9% de Renan Santos (Missão).
A AtlasIntel ouviu 5.005 eleitores entre 23 e 28 de setembro, por recrutamento digital. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Contratada pela Bloomberg, a pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-04391/2026.
Impulsionados por novas medidas governamentais, os desembolsos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltados à tentativa de reeleição alcançaram a marca de R$ 328,9 bilhões ao longo do terceiro mandato. O dado foi contabilizado pelo Gastômetro, uma ferramenta inovadora desenvolvida pelo Estadão que monitora em tempo real os gastos do governo federal durante o ano eleitoral.
Em resposta à repercussão levantada pela ferramenta, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) emitiu uma nota oficial. No comunicado, o órgão argumenta que os desembolsos não possuem caráter eleitoral, classificando-os como iniciativas essenciais e indispensáveis.
Entre as justificativas apresentadas pelo governo estão a manutenção de jovens nas escolas, o combate ao crime organizado, a salvaguarda de empregos e empresas, o controle de pressões inflacionárias sobre os preços e o enfrentamento de calamidades agravadas por um forte fenômeno El Niño.
Levantamentos internos acenderam o sinal amarelo no QG da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seus marqueteiros. O cálculo é de que manobras recentes para impulsionar a candidatura, como a proibição repentina das bets e a decisão do ministro Flávio Dino de liberar publicações falsas sobre a Padroeira contra Flávio Bolsonaro (PL) sob o argumento de liberdade de expressão podem ter saído pela culatra. A avaliação nos bastidores é de que o excesso de oportunismo acabou empurrando eleitores indecisos e apoiadores de outros nomes diretamente para a base de Flávio Bolsonaro.
Efeito colateral e voto útil
A guinada inesperada no humor do eleitorado enfraquece a estratégia petista. A tendência de voto útil em curso ameaça encolher o desempenho esperado de candidatos nanicos da oposição (como Caiado, Zema, Cury e Renan Santos), que juntos pretendiam abocanhar de 11% a 13% dos votos no primeiro turno para desidratar Flávio Bolsonaro.
Calculada imprudência
No caso das bets, a equipe de marketing falhou ao não alertar o presidente sobre o impacto negativo de desagradar massivamente clubes de futebol e torcedores em todo o país. Além do desgaste com o esporte, críticos apontam miopia na medida: proibir as plataformas legais acabou entregando de bandeja um mercado estimado em R$ 100 bilhões para o setor clandestino e marginal.
Com informações da Coluna Cláudio Humberto/Diário do Poder
A maioria dos grandes clubes do futebol brasileiro, incluindo Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Santos e São Paulo decidiu boicotar ou não enviar representantes para a reunião convocada pelo governo federal nesta terça-feira (29) em Brasília. O encontro foi articulado pelos ministérios do Esporte, da Fazenda e do Planejamento, além da CBF, para debater os impactos da medida provisória publicada na última sexta-feira (25) que proibiu a exploração e a publicidade de casas de apostas (bets).
O clima de tensão aumentou após a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na véspera do encontro, segunda-feira (28), afirmando que os clubes “que se virem” para encontrar alternativas financeiras que compensem a perda bilionária de patrocínios. Dados da consultoria Sports Value apontam que, em 2025, as bets injetaram R$ 1,143 bilhão nos 20 clubes de maior receita do país, o que representava cerca de 36% da receita de marketing dessas equipes.
Entre os gigantes do esporte, apenas o Corinthians deve marcar presença. O clube paulista conduz negociações delicadas com a Caixa Econômica Federal em relação à dívida da Neo Química Arena e busca manter o presidente Lula, torcedor declarado da equipe próximo das tratativas.
Em contrapartida, o Palmeiras justificou sua ausência ao ponderar que está aberto ao diálogo, mas avalia o atual momento às vésperas das eleições de domingo (4) inadequado, além de classificar o tema como complexo demais para ser tratado com pressa e sem uma avaliação prévia aprofundada por parte do próprio governo.
Em uma nova reviravolta jurídica, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nessa segunda-feira (28) os efeitos da decisão de Flávio Dino que havia derrubado uma ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A determinação do TSE envolvia publicações falsas que associavam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro à intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Com a medida de Fux, as ordens originais da Justiça Eleitoral voltam a valer integralmente. As gigantes da tecnologia X, Meta (Facebook), ByteDance (TikTok) e Google têm prazo de 24 horas para restabelecer o cumprimento das determinações, sob pena de multa por ato atentatório à dignidade da Justiça e responsabilização por crime de desobediência caso descumpram o prazo.
A decisão atendeu a um pedido formulado pela defesa do próprio Flávio Bolsonaro. O senador ingressou como terceiro interessado no recurso extraordinário que discute a responsabilidade das plataformas digitais por conteúdos de terceiros (temas 533 e 987 da repercussão geral), processo do qual Fux é o relator.
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