Um tiro acidental deflagrado por uma menina de 12 anos, na zona rural do município de Piranhas, provocou a morte do pai dela, o agricultor Antônio Aleixo da Silva, 52, na tarde da última quinta-feira. Até o início da tarde de ontem, o corpo da vítima continuava no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca (Alagoas). Segundo funcionários, a necropsia já havia sido realizada, mas ainda não havia chegado ao local parentes com a documentação necessária para a liberação do corpo.
Segundo a polícia, Antônio Aleixo estava no quintal da sua casa, localizada no Sítio Dois Riachos, próximo ao distrito de Piau, no início da tarde, enquanto a fazia limpeza e inseria balas em uma arma de caça, uma espingarda calibre 28, na presença das filhas menores. A polícia ainda não tem informações sobre como a arma foi parar nas mãos da menina, identificada pelas iniciais A.L.S., e sobre como o disparo aconteceu.
O acidente foi presenciado por outra filha do agricultor, uma adolescente que não teve a identidade divulgada, que confirmou para a família que o disparo foi acidental. Antônio Aleixo foi atingido na cabeça e morreu na hora. Parentes informaram que, após perceberem que o pai havia morrido, as meninas ficaram desesperadas e foram levadas para casa de outro parente.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Pleonexia II para desarticular um núcleo suspeito de lavar dinheiro ligado a uma organização criminosa investigada por fraudes em investimentos no Rio Grande do Norte. A ação teve como foco a ocultação e a dissimulação de bens e valores obtidos de forma ilegal, segundo as apurações.
Foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de bens e valores. As ordens partiram da Justiça Federal e foram executadas no RN, em São Paulo e no Rio Grande do Sul, ampliando o alcance da operação.
A investigação é desdobramento de uma fase anterior que apurou a captação de recursos de investidores com promessas de rendimentos incompatíveis com o mercado, supostamente ligados à produção e à comercialização de energia. Com o avanço das apurações, a PF identificou novos investigados responsáveis por operar e auxiliar a lavagem do dinheiro do grupo.
Foto: Divulgação/PF
Segundo a Polícia Federal, o esquema usava empresas de fachada, contratos e negociações simuladas para esconder o patrimônio ilícito e recolocar os valores no mercado formal, inclusive por meio da compra e revenda de bens de alto valor.
Veículos, dispositivos eletrônicos, documentos e anotações foram apreendidos e passarão por análise para aprofundar as investigações, identificar outros envolvidos e viabilizar o ressarcimento das vítimas.
Mossoró está na contramão do Rio Grande do Norte e do Brasil na geração de empregos. A segunda cidade do Estado perdeu 1.393 vagas de trabalho em 2025, o que faz dela a capital potiguar do desemprego graças ao setor de serviços que fechou 2.594 postos de trabalho anulando o crescimento em setores como agropecuária, indústria e construção civil.
O professor Leovigildo Cavalcanti, do Departamento de Economia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), explicou que o tombo puxado pelo setor de serviço se deve a um processo de reestruturação do mercado. “O mercado está exigindo cada vez mais mão de obra qualificada e nós não temos. Ou seja, nós temos volume, esse volume está se adequando diante das demandas, seja no setor industrial, agropecuário, seja de serviços, mas ainda está faltando o ‘up’”, explicou.
O professor avalia que Mossoró está deixando de gerar postos de trabalho por falta de mão-de-obra qualificada. “Se você for verificar, Mossoró está tendo um crescimento vertiginoso em determinadas áreas que até então não existia. Desde o setor de gastronomia de alta qualidade, do setor da construção civil também, do setor da prestação de outros serviços de uma forma geral, com necessidade principalmente na área de mecânica, de eletrotécnica, na área de biossegurança”, analisou.
“Então, essas áreas deixaram de ser preenchidas justamente por falta de qualificação. Então, o que justifica o não crescimento do setor — ou seja, nos números do CAGED — diz respeito à necessidade de mão de obra mais qualificada por conta dessa mudança estrutural que Mossoró está passando”, concluiu.
Além dos números do Caged, o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN, Hugo Fonseca, explicou que o resultado de Mossoró pode estar ligado à perda relativa de competitividade da circunscrição municipal frente a outros polos da região, especialmente em setores estratégicos.
“Atividades ligadas à cadeia de petróleo e gás, historicamente relevantes para a economia mossoroense, passaram a se instalar em municípios vizinhos, reduzindo a capacidade local de geração de emprego e renda”, disse.
Em nota, a Prefeitura de Mossoró disse acompanhar de perto os dados e afirmou que “continua trabalhando para incentivar o crescimento econômico, apoiando os empreendedores, visando ampliar as oportunidades de emprego na cidade”.
A capital potiguar encerrou 2025 na liderança estadual da geração de empregos, com saldo positivo de 7.108 novas vagas, resultado de 106.671 admissões e 99.563 demissões. O grande destaque foi a indústria, que registrou saldo de 3.724 novas vagas na cidade.
Com informações Blog do Barreto e Tribuna do Norte
Foto: Ramiro Lucena/Camâra dos Deputados/Reprodução
O reajuste aprovado para servidores da Câmara dos Deputados e do Senado deve provocar um impacto de R$ 790,4 milhões nas contas públicas já em 2026, segundo projeções previstas na Lei Orçamentária Anual. As propostas foram aprovadas em votação simbólica e preveem mudanças salariais, reestruturação de gratificações e novos benefícios para categorias do Legislativo.
A informação é do Metrópoles. Pelos textos, os aumentos variam entre 8% e 9,25% até 2029, mas algumas gratificações podem chegar a 100%, abrindo espaço para que a remuneração total ultrapasse o teto do funcionalismo, hoje vinculado ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Um dos pontos mais criticados é a criação de folgas por dias trabalhados que podem ser convertidas em indenizações fora do limite constitucional.
Na Câmara, o impacto estimado é de R$ 592 milhões, enquanto no Senado chega a R$ 198,4 milhões. Apesar dos valores, os projetos afirmam que as despesas continuam dentro das regras da Lei de Responsabilidade Fiscal e representam uma pequena fatia da receita corrente líquida. Com o fim de uma gratificação antiga, o salário inicial de analista legislativo, por exemplo, deve saltar de cerca de R$ 5,7 mil para mais de R$ 14 mil.
Para entrar em vigor, a proposta da Câmara ainda precisa passar pelo Senado, enquanto o texto aprovado pelos senadores aguarda sanção do presidente Lula. Representantes sindicais defendem que há espaço no orçamento das duas Casas para bancar o reajuste, destacando que a Câmara costuma devolver centenas de milhões de reais não utilizados ao fim de cada ano.
Alguns brasileiros começaram a receber pelos Correios cheques em dólar enviados pela Amazon, com valores que podem chegar a US$ 51 (cerca de R$ 269). O pagamento faz parte de um acordo judicial de US$ 2,5 bilhões firmado nos Estados Unidos após acusações de que a empresa teria inscrito consumidores no Amazon Prime de forma enganosa e dificultado o cancelamento do serviço.
O ressarcimento é voltado a clientes que assinaram o Prime pelo site norte-americano entre junho de 2019 e junho de 2025. Segundo a empresa, além dos cheques enviados pelo correio, parte dos valores também será depositada automaticamente por aplicativos de pagamento digital. A Amazon Brasil confirmou o envio das cartas e orientou consumidores a buscar informações no site oficial do acordo.
Um dos contemplados foi o brasileiro Luan Melito, que recebeu apenas US$ 1,99 após ter utilizado o site internacional em uma compra para entrega nos Estados Unidos. Ele afirmou que inicialmente pensou se tratar de um golpe e relatou dificuldades para resgatar o valor, já que o sistema exige um PIN que não aparece no documento recebido.
Nas redes sociais, outros brasileiros dizem ter recebido quantias maiores, variando entre US$ 12 e US$ 51, mas muitos ainda não sabem como descontar os cheques em bancos nacionais. O prazo para depósito, segundo a carta enviada aos consumidores, vai até 21 de fevereiro de 2026.
O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do liquidado Banco Master, esteve ao menos 17 vezes nas sedes do Banco Central, em Brasília e São Paulo, ao longo de 2025, em reuniões com áreas estratégicas da autarquia. Registros obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram que ele acumulou mais de 34 horas dentro do BC justamente durante o período mais crítico da tentativa de salvar a instituição financeira.
As visitas ocorreram enquanto o Master buscava recuperar liquidez, negociava ativos com o BRB e enfrentava o avanço das investigações que culminariam na liquidação do banco. Parte dos encontros foi diretamente com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, inclusive em datas sensíveis, como abril e maio, quando decisões relevantes sobre o banco foram tomadas.
Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu em 22 de julho, quando Vorcaro permaneceu mais de oito horas nas dependências do Banco Central. Dois dias depois, a autarquia autorizou a venda do Banco Voiter, ligado ao conglomerado do Master, a um ex-sócio do banqueiro — operação que posteriormente entrou no radar da Operação Compliance Zero.
A defesa de Vorcaro sustenta que ele nunca foi alertado sobre risco iminente de liquidação, enquanto a área de fiscalização do BC afirma ter identificado indícios de irregularidades e acionado rapidamente Ministério Público e Polícia Federal. Procurados, nem o Banco Central nem os advogados do empresário comentaram os registros das visitas.
O PT iniciou articulações para tentar levar o MDB à chapa presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro. A principal proposta seria a vaga de vice, atualmente ocupada por Geraldo Alckmin (PSB), que poderia ser deslocado para disputar cargos em São Paulo. Apesar de ocupar três ministérios no governo, a cúpula emedebista ainda resiste a um alinhamento nacional com o petista.
Entre os nomes citados como possíveis vices estão o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o governador do Pará, Helder Barbalho, embora ambos tenham planos eleitorais próprios em seus estados. O histórico de divisões regionais dentro do MDB também é visto como um obstáculo, já que alianças nacionais nem sempre se traduzem em apoio uniforme nos diretórios estaduais.
Nos bastidores, o entorno de Lula avalia que oferecer a vice seria a única forma de atrair o partido de centro, sobretudo após o PSD indicar que terá candidatura própria. Ainda assim, a resistência de lideranças como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que mantém postura crítica ao governo, evidencia o tamanho do desafio para fechar a aliança.
Aliados do presidente dentro do MDB defendem a aproximação, mas reclamam da demora nas negociações. Caso não haja consenso, a decisão pode acabar sendo levada à convenção nacional da sigla, onde as alas pró e contra o apoio a Lula afirmam ter força para vencer a disputa interna.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu um jantar com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líderes da base aliada na noite da quarta-feira (4), na Granja do Torto, em Brasília. O encontro ocorreu a portas fechadas e contou com discursos apenas de Lula, Motta e da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
A informação é do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. Segundo relatos de deputados presentes, Lula destacou indicadores econômicos positivos e chegou a mencionar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao falar sobre possíveis parcerias internacionais no combate ao crime organizado. O petista também avaliou que o início da gestão de Motta foi turbulento, mas afirmou que o cenário político já está mais estável.
Apesar da repercussão recente, Lula evitou comentar o aumento de benefícios salariais aprovados pela Câmara para servidores, tema que gerou críticas nos bastidores. Durante o jantar, o presidente reforçou que disputará a reeleição em outubro e demonstrou confiança em uma nova vitória nas urnas.
A reunião contou ainda com a presença da primeira-dama Janja, que convidou parlamentares para o Carnaval do Rio, onde Lula será homenageado pela escola Acadêmicos de Niterói. O evento durou cerca de três horas e teve pirarucu no cardápio, preparado pelo chef paraense Saulo Jennings.
A tensão no Supremo Tribunal Federal ganhou novos capítulos após ministros passarem a divergir publicamente sobre a necessidade de um Código de Conduta para a Corte. A discussão ocorre em meio à repercussão do caso envolvendo o banco Master, que ampliou críticas externas e acirrou o debate interno sobre limites éticos e comportamento dos magistrados.
A informação é da coluna de William Waack, da CNN. Dois dias depois de o presidente do STF, Edson Fachin, defender autocontenção e avançar na criação de regras formais, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli reagiram durante sessão no plenário. Em tom crítico, ambos afirmaram que os integrantes do Supremo já são suficientemente fiscalizados e que não haveria necessidade de novas normas específicas.
Nos bastidores, a avaliação é que o embate expõe uma divisão rara dentro da própria Corte. Enquanto Fachin tenta responder ao desgaste de imagem e à pressão pública, parte dos ministros sustenta que as críticas são motivadas por má-fé ou desconhecimento sobre o funcionamento do Judiciário.
A troca de posicionamentos ampliou a percepção de crise institucional no STF, que enfrenta questionamentos sobre credibilidade e transparência. O cenário evidencia um racha político interno e coloca em evidência a disputa sobre como a Corte deve reagir às cobranças externas e preservar sua imagem perante a opinião pública.
Os ministros toffoli e xandão tem razão. Eles são muito fiscalizados. MAS NÃO RESPONDEM A NINGUÉM PELAS COISAS ERRADA QUE FAZEM
Assim sendo para que fiscalizar
ESSA SITUAÇÃO COMEÇOU COM O PRÓPRIO EDSON FACHIN, QUANDO DESCONDENOU O LULADRÃO PARA COLOCÁ-LO NA PRESIDÊNCIA.
O QUE ESTAMOS ASSISTINDO É UM FILME ANUNCIADO HÁ ALGUNS ANOS.
FAZ O JANJO
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, cancelou a reunião marcada para o próximo dia 12 que discutiria a criação de um Código de Ética para a Corte. A decisão foi comunicada aos demais ministros nesta quarta-feira (4) e ocorre em meio à falta de consenso interno e à baixa adesão ao encontro, que ainda não tem nova data definida.
O adiamento acontece em um momento de pressão sobre o tribunal, principalmente após debates envolvendo o caso do Banco Master. Durante sessão recente, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli fizeram comentários indiretos sobre a discussão de regras de conduta, defendendo limites já existentes e criticando questionamentos feitos à atuação dos magistrados.
Sem citar casos específicos, Moraes afirmou que há críticas feitas “de má-fé” e reforçou que ministros não podem julgar processos nos quais tenham vínculos pessoais ou familiares. Já Toffoli destacou a importância da autocontenção e afirmou que magistrados têm direito a atividades privadas, desde que respeitados os limites legais.
A proposta de criação de um código de ética ganhou força após episódios recentes que colocaram o STF no centro de debates sobre transparência e conduta. Na última segunda-feira (2), Fachin anunciou a ministra Cármen Lúcia como relatora da iniciativa, que ainda depende de articulação interna para avançar.
Apesar de ter mantido um contrato de consultoria jurídica no valor de R$ 250 mil mensais com o banco Master, o escritório ligado ao ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski não aparece como representante da instituição financeira em nenhum processo judicial. O acordo foi firmado em agosto de 2023 e seguiu em vigor até setembro de 2025, período que inclui parte da passagem de Lewandowski pelo governo Lula.
A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. O contrato estava em nome da Lewandowski Advocacia, escritório registrado em nome da esposa do ex-ministro, Yara de Abreu Lewandowski, e do filho, Enrique de Abreu Lewandowski. Nenhum dos dois, no entanto, atuou formalmente em ações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro ou às empresas do grupo Master, segundo registros nos tribunais.
Em nota, Ricardo Lewandowski confirmou que o escritório foi contratado para prestar serviços de consultoria jurídica, mas sem atuação direta em processos ou representação do banco junto a órgãos do Poder Executivo. Durante o período do contrato, há registro de apenas uma reunião de Enrique Lewandowski com autoridades públicas, em maio de 2024, na Advocacia-Geral da União, para tratar de um tema relacionado a seguros habitacionais — sem qualquer menção ao Master.
A revelação do vínculo entre Lewandowski e o banco reacendeu pressões políticas sobre o governo federal, especialmente em torno da possível instalação de uma CPI para investigar o Master. Parlamentares da base aliada passaram a recolher assinaturas para tentar controlar a comissão, caso ela seja criada, após virem à tona as conexões envolvendo o banqueiro e lideranças do governo.
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