Dois torcedores mexicanos foram condenados a pagar três salários mínimos por desacato a delegado na partida Brasil x México, na Arena Castelão. Emilio Arroyo Garcia e Diego Alberto Hernandes Vazquez desacataram um delegado da Polícia Civil na última terça-feira (17).
De acordo com o processo, por volta das 17h, o delegado, acompanhado por outros quatro policiais, se aproximou de Diego Alberto por estar causando tumulto e atrapalhando os demais torcedores de assistir à partida. O policial pediu que ele ocupasse o setor correspondente ao estabelecido no ingresso.
Rindo, o mexicano disse que não ia se retirar e, em seguida, atirou copo de cerveja no rosto do delegado. Os outros policiais intervieram, mas ele passou a agredi-los. As autoridades, então, o levaram para outro local do estádio. Nesse momento, Emilio Arroyo apareceu e tentou impedir que Diego fosse conduzido à delegacia. Ambos foram levados e, ao chegar no local, Emilio também agrediu verbalmente o delegado.
Em seguida, foram conduzidos ao Juizado do Torcedor. Segundo o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), por tratar-se de crime de menor potencial ofensivo, a juíza Maria José Bentes Pinto condenou Emilio a pagar três salários mínimos em benefício da Santa Casa de Misericórdia. Após a comprovação da transferência, será expedido alvará de cumprimento do acordo e declarada extinta a punibilidade do estrangeiro.
Já Diego Alberto, por ter desacatado autoridade e resistido à prisão, não pôde ser beneficiado somente com o acordo pecuniário. Ele foi denunciado pelo promotor de Justiça Francisco Xavier Barbosa Filho, que propôs a suspensão do processo por dois anos, sob a condição de que o acusado efetue o pagamento também de três salários mínimos, destinado ao Instituto do Câncer do Ceará.
O acusado aceitou a proposta do Ministério Público do Ceará (MP/CE). A magistrada determinou que até a comprovação do depósito, Diego Alberto fique impedido de deixar a cidade. Além disso, durante o período de suspensão do processo, não deverá retornar ao Brasil e terá que se apresentar periodicamente perante autoridade processante mexicana, procedimentos que serão atendidos mediante carta rogatória (requisição feita à Justiça de outro país para a prática de uma diligência judicial).
A audiência ocorreu às 14h de quarta-feira (18), porque os estrangeiros estavam sem passaporte.
Tribuna do Ceará

Justiça não foi lenta… mas foi "lerda"…Esse dinheiro de 3 salários minimos eles gastariam em um puteiro no ceará e o policial ficou desacatado e desmoralizado…
Tem que levar uma camada de pau e jogar no primeiro avião de carga que vá para o méxico e seu nome em uma lista da policial federal para que ele não entre no país por 10anos…
Concordo com a camada de pau, tem que doer no lombo e no bolso!!