Política

“Michel Temer não é machista”, diz primeira delegada da mulher do Brasil

Por interino

18mai2016---rosmary-correa-a-delegada-rose-em-seu-gabinete-no-conselho-estadual-da-condicao-feminina-no-centro-de-sao-paulo-1463700996142_615x300Foto: Guilherme Azevedo/UOL

Rosmary Corrêa tem seu nome inscrito na história da luta pelos direitos da mulher, muitos deles ainda em fase de conquista ou consolidação no Brasil, segundo sua própria avaliação.

Mais conhecida como delegada Rose, ela foi a primeira delegada da primeira Delegacia da Mulher do mundo, criada em agosto de 1985, por iniciativa de um grupo de mulheres ativistas e do então governador do Estado de São Paulo, Franco Montoro, e de seu secretário da Segurança Pública, Michel Temer. Uma estrutura protetiva hoje disponível em todos os Estados, somando mais de 400 unidades.

Em entrevista ao UOL, em seu gabinete de trabalho num edifício antigo no centro histórico de São Paulo, a hoje presidente do Conselho Estadual da Condição Feminina, órgão de política e ações para mulheres vinculado ao governo paulista, defende o presidente da República interino das acusações de machismo e minimiza a ausência de mulheres nos ministérios dele: “Competência independe de gênero”. Mesmo argumento que ela utiliza para concordar com o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República: “Pisou na bola”.

Rosmary relembra a história da criação daquele marco de proteção à mulher: “A delegacia foi o primeiro canal oficial aberto para mostrar a violência que existia contra a mulher principalmente dentro de casa”.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista:

Michel Temer e as mulheres

Sob o risco de que algumas companheiras possam até fazer críticas bem contundentes ao meu respeito, eu diria que competência independe de gênero. Michel Temer precisava nesse momento se cercar dessas pessoas e foi buscar essas pessoas. Eu vou pegar uma mulher só porque eu quero que tenha uma mulher? Vou pegar um negro só porque é politicamente correto que eu tenha um negro no meu ministério? Gente, não é assim.

Não teve no primeiro escalão, tudo bem. Mas e a Flávia Piovesan, que ele escolheu [para secretária de Direitos Humanos]? Quer pessoa mais competente do que ela? É uma constitucionalista, uma feminista maravilhosa. A Maria Helena [Guimarães, agora secretária-executiva do Ministério da Educação e Cultura], que foi nossa secretária estadual de Desenvolvimento Social, tem extrema competência. A Maria Silvia [Bastos Marques], que foi agora para a presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), foi presidente da CSN. O currículo dela é muito melhor do que o de uma dúzia de mulheres que esteve nos ministérios da Dilma [Rousseff]. A chefe de gabinete do Michel é mulher, e quer cargo mais importante do que uma chefia de gabinete da Presidência da República? O pessoal exagerou um pouquinho. Não vejo retrocesso.

Poxa, ele não é uma pessoa machista de forma nenhuma; e não o considero retrógrado. Ele está pegando um país que está numa situação gravíssima

Recatada e do lar?

Outra coisa que achei de extremo mau gosto: o que fizeram com a Marcela [Temer], mulher do Michel Temer. Se eu quiser ser recatada e do lar, é um direito meu. [Ela se refere à polêmica iniciada com a publicação de um perfil de Marcela pela revista “Veja”, intitulado “Bela, recatada e do lar”.] Aí vem nas redes sociais essa maledicência, achincalhando a moça. Não gostei. Se nós mulheres lutamos [por nossa liberdade], e tem o slogan “Lugar de mulher é onde ela quiser”, se eu quero ser recatada e do lar, ninguém pode me criticar. Mas eu é que jamais seria. Nem cozinhar eu cozinho, em casa quem cozinha é meu marido.

Impeachment de Dilma, uma questão de gênero?

A gente tem de aprender a separar as coisas. Só porque ela [a presidente afastada Dilma Rousseff] é mulher, estando num cargo e independentemente do que faça, tem de ficar? Não é correto. As mulheres, tanto quanto os homens, têm de mostrar a sua capacidade ao assumir determinados cargos, quaisquer que sejam. Você conseguiu chegar? Então tem que procurar fazer o seu melhor. Aí, tanto o homem quanto a mulher, se não fez o seu melhor, se deixou a desejar, não pode ficar. Isso independe do gênero. É uma pena, no caso específico da nossa presidente afastada, porque nós todas, independentemente do partido político, vibramos com a ascensão de uma mulher. Isso é muito importante, uma vitória. Na minha opinião, ela deixou a desejar. Usando um termo um pouco chulo, pisou na bola. E vai ter de sair, não tem jeito.

Pioneirismo: a criação da primeira delegacia da mulher do Brasil (e do mundo)

Em 1985, eu fazia parte de um grupo que trabalhava a questão da violência contra a mulher. Grupo do qual fazia parte a Zulaiê [Zulaiê Cobra, advogada e ex-deputada federal], a Cida Medrado [ativista], mulheres que eram daquela época do Conselho Estadual da Condição Feminina, que existe desde 1983. Aí surgiu a ideia no grupo de ter um atendimento especial para a mulher. Michel Temer era então o secretário da Segurança, Franco Montoro era o nosso governador. Eles abraçaram a ideia e ficaram imaginando o que seria.

Ninguém falou em delegacia, se falou em criar um espaço especial para a mulher que fosse vítima de violência física ou sexual fazer a sua denúncia com mais tranquilidade. Michel lembrou que havia na França um Ministério da Mulher e aí se chegou à Delegacia da Mulher. Uma delegacia como outra qualquer, a única diferença é que seria dirigida apenas por mulheres e atenderia só mulheres vítimas de violências. Uma ideia que deu certo. Foi a partir da delegacia que se tomou conhecimento das verdadeiras tragédias que existiam dentro daqueles chamados “lar, doce lar”. As próprias mulheres não tinham noção de que elas poderiam (ou deveriam) denunciar as violências que sofriam. A delegacia foi o primeiro canal oficial aberto para mostrar a violência principalmente dentro de casa.

Nós começamos esse trabalho, e o trabalho repercutiu internacionalmente, porque foi a primeira no mundo. No início nós tivemos uma resistência muito grande. A imprensa nos deu muito espaço, mas dentro da instituição da polícia em geral encontrou-se uma resistência enorme. Talvez pelo modo como foi colocada (de que a delegacia era necessária, de que os homens atendiam muito mal, o delegado era machista) tenha ferido algumas suscetibilidades. Mas depois do primeiro mês da delegacia, quando se mostrou o resultado, com aquelas filas intermináveis, com gente que vinha até de outros Estados para fazer queixa, nossa polícia começou a perceber a necessidade da existência dessa delegacia.

Trinta anos de luta depois: evolução?

Tem muito a ser feito, mas nós caminhamos muito. A partir da primeira Delegacia da Mulher, que para mim foi a primeira política pública desse país para a mulher, surgiram outras, como os abrigos para mulheres que corriam risco de ser mortas pelos maridos. Também surgiu convênio com a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], principalmente, para o atendimento jurídico dessas mulheres. Foi criado um núcleo para atender a mulher também na parte psicológica e sociológica e outras formas de atendimento. Nessa batalha nós tivemos também a Lei Maria da Penha, que completa agora dez anos [foi criada em 7 de agosto de 2006], a melhor lei do mundo no tocante ao atendimento da mulher, porque ela cobre todas as necessidades.

Ela está sendo utilizada, está em vigor, mas ainda falta que nossas autoridades entendam e façam com que possa ser executada na sua totalidade. Ainda sentimos dificuldade. Contudo, todos os poderes acabaram criando nichos específicos de atendimento à mulher vítima de violência. E, por final, ano passado houve mudança no Código Penal, com a criação do artigo do feminicídio (assassinato de mulheres em função da violência doméstica). Foi uma grande vitória. Mas falta muita coisa. Nosso problema de assassinatos de mulheres é muito grande ainda. Até um ano atrás, o Brasil era o sétimo país do mundo em assassinato de mulheres, hoje somos o quinto. São dados oficiais, da ONU (Organização das Nações Unidas) [O Mapa da Violência no Brasil mostra que, entre 1980 e 2013, foram registradas 106.093 mulheres vítimas de homicídio no Brasil. O número de vítimas passou de 1.353 mulheres em 1980, para 4.762 em 2013, aumento de 252%].

A experiência na Assembleia Legislativa de São Paulo

Em função do trabalho da delegacia da mulher, percebi que não adiantava ficar só fazendo aquilo. As leis são injustas, precisava melhorar isso. Por causa disso, achei que poderia me candidatar a deputada estadual. No primeiro mandato éramos apenas sete deputadas, no meio de 94 deputados. Talvez pelo fato de eu ser delegada não acontecia nenhum tipo de discriminação. Eu estive por 16 anos na Assembleia [de 1991 a 2005] e nunca vi crescer o número de mulheres deputadas, o máximo a que se chegou, até hoje, foi 11. No Congresso Nacional não se tem nem 11% de mulheres.

A Assembleia é um pouco frustrante para quem quer tentar legislar. Os deputados ficam ensanduichados no meio do vereador e do deputado federal, com uma perspectiva legal muito pequena. De qualquer forma, sempre achei que nós temos leis demais, o que nós precisamos é fiscalizar as leis existentes. O deputado também tem essa prerrogativa.

Pouca representatividade feminina

Na hora de votar, você é engolida pelos homens, e muitos não têm o menor interesse de votar determinadas leis que possam corrigir essas injustiças. E por que acontece isso, se nós somos 51% de quem vota e somos mãe da outra metade? Será que a mulher não confia na própria mulher? E não é votar na mulher por ser mulher, mas porque nós temos muitas mulheres competentes, que nos dariam orgulho de estar nos representando nos Parlamentos.

Mas elas não têm chance. Os partidos políticos correm atrás dela apenas para cumprir a cota [partidária], aí vão atrás da diretora de escola, da líder comunitária, porque precisam preencher a cota e fazer a lista de candidatos. Preencheu a cota, esquecem que a mulher existe. Hoje se percebe que as mulheres estão tentando se colocar dentro dos partidos, mas ainda há muita resistência e muito machismo por parte dos líderes partidários.

E as mulheres não têm apoio, não têm orientação, não têm dinheiro para fazer campanha e é muito difícil conseguir competir. Tem jeito de corrigir isso? Tem. Em vez de ter 30% [do número total de candidatos de um partido] de mulheres candidatas, tem de aprovar 30% de mulheres eleitas. As mais votadas vão para lá. É uma forma de se corrigir isso e fazer com que as mulheres tenham chance de chegar.

UOL

Opinião dos leitores

  1. DIZER QUE ESSE MAL CARÁTER NÃO É MACHISTA É PISAR NA BOLA MINHA SENHORA. UM CORRUPTO DESSE QUE IGNOROU ÀS MULHERES E DEPOIS QUIS SE DESCULPAR AO BRASIL. É DEMÊNCIA OU É MUITA IDIOTICE. VOCÊ PISOU FEIO NA BOLA….TÁ QUERENDO O QUÊ ? ALGUM CARGO.

    1. Falou-se tanto tanto na igualdade de gênero, pq um homem não pode nos representar, sendo qualificado para o cargo, não existe problema entre ser homem ou mulher !!!

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Poder Judiciário registra gasto recorde de R$ 164,6 bilhões em 2025, aponta CNJ

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Poder Judiciário gastou R$ 164,6 bilhões em 2025, segundo o relatório Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O valor é o maior desde o início da série histórica, em 2009. Do total, R$ 148,5 bilhões foram destinados a salários, benefícios e outras despesas relacionadas a pessoal, o equivalente a 90,2% dos gastos da Justiça.

As chamadas verbas indenizatórias somaram R$ 9,8 bilhões no ano passado. O valor inclui diárias, passagens, auxílio-moradia e outros benefícios, alguns dos quais podem elevar os pagamentos de magistrados acima do teto constitucional.

Os tribunais também gastaram R$ 4,4 bilhões com tecnologia, incluindo equipamentos, sistemas e ferramentas de inteligência artificial.

A arrecadação do Judiciário foi de R$ 68,2 bilhões em 2025, equivalente a 41% das despesas. O valor representa queda de 8,9% em relação ao ano anterior e inclui custas, taxas, emolumentos, execuções fiscais e impostos relacionados a inventários.

O custo total da Justiça correspondeu a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e a 2,7% das despesas da União, estados, Distrito Federal e municípios.

Em nota, o CNJ afirmou que os gastos com pessoal refletem a necessidade de manter a estrutura responsável pela prestação jurisdicional e ressaltou que as despesas seguem a legislação fiscal. Sobre a arrecadação, o órgão destacou que o Judiciário não funciona com objetivo de gerar receita, mas de garantir direitos.

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CRISE NO STF: Congresso retoma avanço de PECs sobre mandatos e decisões monocráticas


Foto: Igo Estrela/Metrópoles

A crise recente que expôs divergências públicas entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a colocar na mira do Congresso Nacional uma série de propostas que visam alterar o funcionamento da mais alta Corte do país.

Atualmente, parlamentares discutem diversas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e Projetos de Lei (PLs) que preveem desde restrições a decisões individuais de ministros até a implementação de mandatos fixos e a alteração nos critérios de escolha para os assentos no tribunal.

O Estopim da Nova Tensão

O debate no Legislativo ganhou novo fôlego após a tensa sessão do STF realizada na última terça-feira (15), que foi marcada por bate-bocas entre os magistrados durante a análise de questões ligadas ao caso Banco Master.

Durante os trabalhos, o ministro Flávio Dino classificou o episódio como “desastrosa” e apresentou um pedido de vista, interrompendo o julgamento que avaliava a possibilidade de reunir os procedimentos conduzidos pelos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Como o plenário não entrou no mérito dos processos, a questão permaneceu suspensa.

O episódio serviu para intensificar discussões que já tramitavam nos corredores do Congresso, levantando questionamentos cruciais sobre: os limites do poder individual exercido pelos ministros da Corte, a necessidade de novas regras para a composição do tribunal e o estabelecimento de critérios fixos para a permanência dos integrantes no cargo.

Com informações do Metrópoles

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Campanha de Lula pede suspensão da “TV Celular” de Flávio Bolsonaro por falta de identificação eleitoral

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Andressa Anholete/Agência Senado

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar a suspensão da “TV Celular”, plataforma de vídeos do adversário Flávio Bolsonaro (PL). O motivo da representação é a suposta ausência de identificação exigida pela legislação eleitoral para conteúdos de campanha.

De acordo com a coligação de Lula, a ferramenta transmite uma programação ao vivo e ininterrupta com políticos e apoiadores de Flávio, permitindo que os materiais sejam baixados e compartilhados nas redes sociais. Na prática, a acusação aponta que o canal funciona como uma “biblioteca de propaganda de campanha” sem a devida transparência.

Um levantamento anexado pela coligação petista indica que apenas 15 dos 883 conteúdos disponíveis na plataforma identificam o candidato, o vice e o partido de forma correta.

Na avaliação jurídica da campanha, a falta de dados claros induz o eleitor ao erro, fazendo parecer que se trata de uma manifestação de apoio espontâneo quando, na verdade, é material oficial produzido pela campanha. Os advogados ressaltam que as regras do TSE determinam que toda propaganda eleitoral exiba a legenda partidária e o nome do vice em proporção não inferior a 30% do titular.

A representação também aponta que a plataforma está registrada em nome da empresa F.A.R.O Propaganda e Publicidade, que já recebeu R$ 13,1 milhões da campanha de Flávio Bolsonaro, figurando como a maior despesa financeira registrada até o momento

A coligação exige a suspensão integral da “TV Celular” até que todo o acervo esteja adequado às normas. Caso o tribunal não atenda o pedido de paralisação total, os advogados requerem o bloqueio do recurso de download dos vídeos e a aplicação de multas.

Com informações do G1

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Caravana 22 percorre sete municípios do Agreste e Litoral Sul com carreatas, motociata e passeata reunindo multidões


Foto: Divulgação/Campanha

A Caravana 22 percorreu, neste sábado (19), sete cidades do Agreste e do Litoral Sul potiguar, em uma agenda de carreatas, motociata, passeata e encontros com lideranças. Por onde passou, Álvaro e seus apoiadores foram recebidos por multidões. O roteiro incluiu Baía Formosa, Canguaretama, Montanhas, Nova Cruz, Santo Antônio, São José de Campestre e Passa e Fica, onde o candidato encerrou o dia com um comício no centro da cidade.

Em Baía Formosa, Álvaro esteve com o presidente da Câmara Municipal, vereador Rodrigo Cipriano; o empresário e ex-candidato a prefeito Dr. Queiroga; o suplente de vereador Almeida Júnior; e conversou com o ex-prefeito Nivaldo Melo. Em Canguaretama, encontrou os ex-prefeitos Wellinson Ribeiro e Wilsinho Ribeiro. Já em Montanhas, contou com a presença do ex-prefeito Manoel Gustavo e dos vereadores Dado e Aída.

Em Nova Cruz, conhecida como Rainha do Agreste, uma carreata percorreu as principais ruas da cidade, com moradores acompanhando a passagem da comitiva das portas de suas casas. Álvaro esteve ao lado do prefeito Joquinha Nogueira e do ex-prefeito Flávio de Berói.

A Caravana 22 seguiu para Santo Antônio, onde Álvaro percorreu as ruas em carro aberto e recebeu manifestações de apoio ao longo do trajeto. Na cidade, esteve com o empresário Gil do Feijão.

Em São José de Campestre, uma motociata reuniu apoiadores pelas ruas da cidade. Álvaro contou com o apoio do prefeito Eribaldo Pinguim e de lideranças locais.

A agenda terminou em Passa e Fica, com uma passeata pelas ruas e um comício no centro da cidade. Álvaro esteve com o prefeito Flaviano Lisboa, o vice-prefeito Elsinho e os ex-prefeitos Celú Lisboa, Pepeu Lisboa e Léo Lisboa, além de vereadores e lideranças locais.

Também acompanharam Álvaro Dias durante a Caravana 22 o deputado estadual Adjuto Dias, candidato à reeleição, e os candidatos a deputado estadual Sargento Manassés e Anne Lagartixa.

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[VÍDEO] MAIS UM ATO FALHO: Lula chama Janja pelo nome de Marisa durante comício em São Paulo


Vídeo: Rádio Transamérica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cometeu mais um ato falho na noite da última sexta-feira (19) ao chamar a atual esposa, Janja, pelo nome de sua antiga companheira, a ex-primeira-dama Marisa Letícia (1950-2017), com quem foi casado durante 43 anos. O petista já havia trocado o nome da atual esposa pelo da ex-mulher no mês passado.

A gafe ocorreu durante um ato político em Guarulhos (SP), enquanto Lula, que é torcedor do Corinthians, criticava o jogador Memphis Depay pela perda do pênalti que eliminou o clube da Copa Libertadores da América na última quarta-feira (16). Durante o desabafo, o presidente também confundiu a nacionalidade do atacante holandês, referindo-se a ele como “argentino”.

“Eu vou chamar o Corinthians para discutir como é possível o Memphis ganhar milhões e perde aquele maldito pênalti! Gente, eu não vou morrer do coração! Eu cheguei em casa, estava 1 a 0 para o adversário, faltavam 30 segundos para acabar o jogo, a bola na mão do argentino”, desabafou Lula no palanque.

Em seguida, o presidente cometeu o deslize ao narrar o momento em que assistia à partida. “Falei: ‘P… m…! ‘Marisa’, vou tomar um uisquezinho porque o Corinthians vai marcar o gol, ‘Marisa’! Fui sentar na cadeira para ver o pênalti. Estou lá eu sentado, e o Memphis erra a bola! E bota a bola, sai correndo e dá um chute lá para cima! A bola até agora não caiu, gente!”, ironizou.

Enquanto o presidente discursava, Janja coçou a testa aparentando evidente desconforto e se aproximou do marido para tentar alertá-lo sobre a confusão de nomes. No entanto, Lula seguiu com o seu discurso para os apoiadores presentes no evento político.

Com informações da Rádio Transamérica

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[VÍDEO] NOCAUTE POTIGUAR: Patrício Pitbull atropela sul-coreano no primeiro assalto e brilha no card principal do UFC 331


Vídeo: Reprodução/Parnamout

A experiência e o poder de nocaute falaram mais alto na divisão dos pesos-penas (66 kg) no UFC 331, realizado neste sábado (19), em Los Angeles (EUA). Atual 15º colocado no ranking da mídia especializada, o lutador potiguar Patrício Pitbull precisava de uma atuação convincente para se afirmar na organização e cumpriu o objetivo ao nocautear Doo Ho Choi ainda no primeiro assalto.

O duelo era importantíssimo para ambos os atletas. Consagrado como uma das maiores lendas da história do Bellator, Pitbull vinha de um início instável no Ultimate, somando duas derrotas e apenas um triunfo. Do outro lado, Choi vivia momento de reabilitação na carreira: após uma sequência negativa de três reveses, o sul-coreano havia recuperado o ritmo e subiu ao octógono embalado por três vitórias consecutivas.

Após a luta, em entrevista ainda no octógono, o potiguar provocou o adversário seguinte. “Jean Silva, você é o próximo”, disparou Pitbull. 

A Luta

Desde os primeiros segundos de combate, Patrício Pitbull adotou uma postura agressiva e tomou a iniciativa das ações, priorizando combinações de boxe para encurtar a distância. O brasileiro foi o primeiro a conectar um golpe contundente, vazando a guarda do adversário com um uppercut preciso. Na sequência, um direto de direita atingiu Choi em cheio, embora o sul-coreano tenha absorvido o impacto sem balançar imediatamente.

Tentando fazer valer sua maior envergadura, Choi buscou responder na trocação, mas continuou encontrando dificuldades para conter o volume do representante do Rio Grande do Norte. A pressão constante de Pitbull surtiu efeito definitivo minutos depois, quando uma nova sequência pesada de golpes encontrou o queixo do sul-coreano, levando-o ao solo. Atento à oportunidade, o brasileiro avançou rapidamente no ground and pound e desferiu ataques potentes no chão até a interrupção do árbitro.

Com informações da ESPN

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CRISE NA PGR: Nikolas Ferreira pede ao STF afastamento do Procurador-Geral Paulo Gonet após foto e mensagens com Daniel Vorcaro


Foto: Reprodução

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) enviou um ofício ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, neste sábado (19), solicitando o afastamento cautelar de Paulo Gonet do cargo de procurador-geral da República. A representação ocorre após a divulgação de uma fotografia e de mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

A imagem, localizada pela PF durante as investigações do caso Banco Master, mostra Gonet com um charuto nas mãos ao lado de Vorcaro, em uma mesa com copos de uísque. O registro foi feito em 25 de abril de 2024, em uma degustação no George Club, em Londres.

A representação aponta que o registro e os novos diálogos colocam em dúvida a declaração feita por Gonet ao STF na última terça-feira (15/9), quando afirmou não ter tido relação de proximidade com o ex-banqueiro e que o único encontro havia ocorrido na presença de várias autoridades. A PGR confirmou a veracidade da foto de 2024, mas reiterou que o evento contou com a participação de outras autoridades, contando com o respaldo de declarações anteriores do ministro André Mendonça sobre a ausência de irregularidades.

Mensagens e Contatos em 2025

Para o deputado Nikolas Ferreira, os registros extraídos do celular de Vorcaro demonstram contatos adicionais intermediados pelo advogado Ciro Soares ao longo de 2025. Entre os episódios citados na representação estão: encontros e ligações de março de 2025, quando Ciro Soares enviou a Vorcaro uma foto ao lado de Gonet com os dizeres “Liga aqui” e “Ele quer falar com você”, seguidas por quatro chamadas telefônicas e uma viagem a Londres, também planejada em março do mesmo ano, com discussões a respeito do custeio das despesas do filho do procurador-geral, Pedro Gonet, por parte de Vorcaro.

Apesar das tratativas detalhadas no documento, a assessoria de Ciro Soares afirmou que não houve irregularidade nas conversas e ressaltou que o evento planejado para 2025 acabou não ocorrendo. Diante dos fatos revelados pela PF, o deputado pede que Fachin encaminhe a representação ao órgão competente do STF para a devida análise do afastamento cautelar do procurador-geral da República.

Com informações do Estado de Minas

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[VÍDEO] Flávio Bolsonaro rebate Lula em SC e diz que presidente é ameaça ao agro


Vídeo: Reprodução/Metrópoles

O senador  e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante evento político em Santa Catarina, onde acusou o chefe do Executivo federal de perder completamente o senso de realidade e de representar um “perigo” para a economia e, em especial para o setor agropecuário do país.

O tom inflamado da fala ocorreu após declarações de Lula em solo catarinense envolvendo o setor. De acordo com Flávio, o petista teria sugerido que o agronegócio brasileiro “deveria se ajoelhar aos seus pés”. O parlamentar classificou a postura como inaceitável e afirmou que o presidente atual resgatou o perfil político e sindicalista radical da década de 1990.

“Ele voltou a ser aquele Lula da década de 90, um sindicalista que fala bobagem todo dia, uma pessoa com ideias velhas e atrasadas que tem fixação por implementar um regime comunista e ditatorial no Brasil”, disparou o senador.

Flávio Bolsonaro aproveitou a oportunidade para lembrar que Lula se referiu ao estado de forma pejorativa. “Hoje ele estava aqui em Santa Catarina, ameaçando quem produz, que é o nosso agro dizendo que o agro deveria se ajoelhar aos seus pés. Isso foram palavras de uma pessoa que já havia dito que Santa Catarina é composta por nazistas”, alfinetou o senador. 

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Relatório da Abin vê nível crítico de interferência dos EUA nas eleições


Alexandre Meneghini/REUTERS

Um relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), enviado no fim de agosto à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça, elevou ao “nível de criticidade” a possibilidade de interferência externa dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro de 2026.

O texto vê uma “tendência de escalada de pressão sobre o Brasil” e alerta que “observa-se intensificação seletiva e reconfiguração da pressão exercida pelos EUA” sobre o país, “sem ruptura de um padrão estrutural de influência já existente”.

A Abin destaca que o Brasil virou alvo prioritário por manter um governo com autonomia estratégica e disposição para resistir às exigências de alinhamento geopolítico. Embora tenha havido episódios de recuo e distensão diplomática, a escalada se intensificou desde maio, impulsionada por dois fatores principais: classificação de organizações criminosas como terroristas pelo governo norte-americano e retaliações econômicas contra o Brasil, brasileiros e empresas com vínculos na América Latina e Europa por suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC.

Com informações da Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. Onde estava a Abin em 2022? Não criaram nenhum rascunho relatório com relação a USAID que mandou dinheiro para campanha da esquerda?

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Presidente do PT cobra nome de Lula em materiais de campanha e ameaça pedir devolução do fundo eleitoral a candidatos a deputado

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, determinou que candidatos a deputado pelo partido incluam Lula e os demais candidatos majoritários apoiados pela legenda em seus materiais de campanha. Em caso de descumprimento, ele defendeu até ações por infidelidade partidária e a devolução de recursos do fundo eleitoral.

Edinho tomou conhecimento da circulação em grupos petistas de materiais de campanha sem o nome ou o número de Lula e, em alguns casos, sem candidatos a governador e ao Senado apoiados pelo partido.

Em áudio enviado à Executiva Nacional, Edinho afirmou que a eleição de Lula deve ser prioridade e que os materiais precisam refletir as decisões coletivas do PT. A Executiva aprovou resolução orientando que as candidaturas proporcionais incluam Lula e os candidatos majoritários nas peças impressas e digitais, além de ações de rua e redes sociais.

“Se a nossa militância informar a direção do PT sobre a existência de materiais que não traduzam a nossa tática eleitoral, eu penso que temos […] que encaminhar ações por infidelidade partidária, pedindo a devolução do Fundo Eleitoral”, afirmou Edinho.

Opinião dos leitores

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