Militares e evangélicos têm feito uma romaria ao Palácio do Planalto para pedir um cargo para Marcus Vinicius Rodrigues, que foi demitido há dois meses da presidência do Inep, o órgão que organiza o Enem, após rusgas com o então ministro da Educação, o olavista Ricardo Vélez.
Querem que ele ganhe um posto de comando nos Correios, onde já trabalhou por 16 anos.
Rodrigues fez carreira na Fundação Getúlio Vargas.
Como a batuta das nomeações do governo passou recentemente de Onyx Lorenzoni para Alberto dos Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo, os entusiastas de Rodrigues preveem uma indicação em breve.
O ex-presidente do Inep está animadíssimo para voltar ao governo Bolsonaro.
O Globo
Um médico veterinário foi alvo da Operação Dose Dupla, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (24), em Natal, para investigar um esquema de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Segundo a PF, as investigações apontaram que o profissional adquiriu cetamina, anestésico de uso controlado, em volume e frequência incompatíveis com o exercício da atividade veterinária. A conclusão foi confirmada com apoio técnico do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
De acordo com a investigação, a substância era comprada sob aparente amparo da atividade profissional e, supostamente, desviada para o tráfico de entorpecentes.
Com o avanço das apurações, a PF identificou outros suspeitos que, em tese, seriam responsáveis pelo recebimento, distribuição e comercialização ilegal da droga.
Um dos mandados foi cumprido no bairro de Candelária, na Zona Sul de Natal. Os investigados poderão responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico. A operação segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos.
O vereador de Natal Fúlvio Saulo (Solidariedade) anunciou, nesta sexta-feira (24), o rompimento com a pré-campanha ao Governo do Estado de Allyson Bezerra (União Brasil). Segundo ele, a decisão foi motivada pelos acontecimentos que levaram à retirada da pré-candidatura de Kelps Lima a deputado federal. Fúlvio é o segundo vereador da capital a deixar o grupo de Allyson em dez dias. Antes dele, Herberth Sena também anunciou apoio a Álvaro Dias.
Em vídeo nas redes sociais, Fúlvio afirmou que sua decisão foi pautada por princípios como amizade, confiança, lealdade e respeito. Ele destacou que Kelps idealizou a Escola de Jovens Líderes, projeto que impulsionou a carreira política de Allyson e de outros nomes, e criticou a forma como o ex-deputado foi tratado e a quebra de compromisso atribuída à direção do União Brasil.
“Esse modelo de condução não representa o que eu acredito”, afirmou o vereador, acrescentando que ainda está dialogando sobre seus próximos passos políticos.
Natal registra duas vias intransitáveis e nove pontos com alagamentos considerados transitáveis desta sexta-feira (24), segundo relatório da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU). O monitoramento, divulgado às 12h, ocorre após as chuvas registradas na capital.
De acordo com a STTU, equipes seguem acompanhando a situação das vias por meio de agentes em campo e videomonitoramento. Os pontos afetados são classificados como transitáveis ou intransitáveis, conforme as condições de tráfego.
Entre as vias intransitáveis estão a Avenida Solange Nunes, em frente à Unimetais, em Cidade Nova, e o cruzamento da Avenida Xavantes com a Rua da Sorveira, próximo ao Posto SPX, em Cidade Satélite.
Já os pontos classificados como transitáveis incluem a Avenida Nevaldo Rocha, em frente à Feira do Carrasco, nas Quintas, e a Avenida Interventor Mário Câmara, na Lagoa de São Conrado. Nos dois casos, a passagem é parcial. Confira a lista completa no final da matéria.
Segundo a STTU, o trânsito fluía nos dois sentidos no acesso à Ponte Newton Navarro, na Avenida Senador Salgado Filho e na Avenida Felizardo Moura.
O relatório também registrou um sinistro com vítima na Rua Trairi, número 810, em Petrópolis. Além disso, houve pane semafórica na Avenida Hermes da Fonseca com a Rua Jundiaí, também em Petrópolis, provocada por falta de energia. A Neoenergia Cosern estava no local.
Vias intransitáveis:
Avenida Solange Nunes, em frente à Unimetais, em Cidade Nova
Avenida Xavantes com Rua da Sorveira, próximo ao Posto SPX, em Cidade Satélite
Vias transitáveis:
Avenida Nevaldo Rocha, em frente à Feira do Carrasco, nas Quintas
Avenida Adolfo Gordo com Avenida Capitão-Mor Gouveia
Avenida Interventor Mário Câmara, na Lagoa de São Conrado
Avenida Ayrton Senna com Avenida das Alagoas
Avenida Rio Branco, por trás do Centro Clínico da Ribeira
Rua Sampaio Correia, em frente ao Condomínio Sampaio Correia
Rua Dr. José Gonçalves com Poty Nóbrega, em Lagoa Nova
Avenida João Medeiros Filho com Avenida Moema Tinoco
Avenida Coronel Estevam com Avenida Antônio Basílio
O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu, nesta quinta-feira, um importante reforço à sua pré-candidatura em Mossoró. O vereador Wiginis do Gás (União Brasil) oficializou apoio ao projeto político liderado por Álvaro, ampliando sua base de sustentação na segunda maior cidade do estado.
Reconhecido como uma importante liderança política de Mossoró, Wiginis do Gás integrou a base de apoio de Allyson Bezerra durante sua gestão como prefeito do município. Agora, passa a somar forças ao projeto encabeçado por Álvaro Dias para o Governo do Estado.
O apoio foi formalizado durante reunião realizada em Mossoró com o pré-candidato a vice-governador Babá Pereira, que cumpre agenda política na capital do Oeste potiguar.
Ao receber a adesão do vereador, Babá Pereira destacou a importância da chegada de Wiginis ao projeto.
“É uma alegria muito grande e uma honra ter um vereador do seu quilate e da sua capacidade. Eu sei o quanto você ama o povo do Aeroporto e toda Mossoró. Vamos juntos endireitar o Rio Grande do Norte e a cidade de Mossoró.”
A adesão de Wiginis do Gás reforça o avanço da pré-candidatura de Álvaro Dias em Mossoró e amplia o diálogo com lideranças políticas da região Oeste.
Os levantamentos divulgados em julho pelos institutos Consult/Tribuna do Norte, Exatus e Data Census apontam o mesmo cenário: Benes Leocádio aparece como o primeiro colocado da nominata da União Progressista (União Brasil/PP) na disputa por uma vaga na Câmara Federal. A repetição desse desempenho em pesquisas de diferentes institutos reforça a consolidação de sua pré-candidatura.
O resultado reflete um mandato presente nos municípios do Rio Grande do Norte. Com atuação constante, presença nas votações em Brasília e destinação de recursos para diversas cidades potiguares, Benes chega ao período eleitoral como um dos principais nomes da disputa e com a confiança demonstrada pelos eleitores nas pesquisas divulgadas até o momento.
O Supremo Tribunal Federal autorizou que a Polícia Federal investigue o ministro do Superior Tribunal de Justiça Marco Buzzi no inquérito que apura um suposto esquema de venda de sentenças.
A autorização foi dada pelo ministro Cristiano Zanin, que determinou a inclusão do magistrado nas investigações conduzidas pela PF.
Marco Buzzi está afastado cautelarmente das funções no STJ desde fevereiro deste ano. O magistrado é alvo de um processo administrativo disciplinar por denúncias de assédio sexual, instaurado pelo próprio tribunal, que decidiu manter o afastamento até a conclusão das apurações internas.
Agora, além desse procedimento, Buzzi também passa a ser investigado no inquérito que apura o suposto esquema de venda de sentenças.
👉🏿PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha.
🚨🚨🚨 Só não tem gente pra investigar o LULINHA 👺👺💩💩 Esse é o Brasil da esquerda.
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) atendeu, na noite desta quinta-feira (23), uma ocorrência de desabamento estrutural em um estabelecimento comercial localizado no Centro de Portalegre, no Alto Oeste potiguar.
Ao chegar ao local, as equipes encontraram parte da platibanda e da marquise do imóvel desabadas sobre duas pessoas. A ocorrência contou com o apoio da Polícia Militar, da concessionária de energia elétrica, que realizou o desligamento da rede para garantir a segurança da operação, além da Polícia Civil e Polícia Científica.
Após a estabilização do cenário e a remoção dos escombros, os bombeiros localizaram as duas vítimas, que infelizmente já estavam sem sinais vitais. A área permaneceu isolada para os trabalhos periciais, e as circunstâncias do desabamento serão investigadas pelos órgãos competentes.
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte lamenta profundamente a morte das duas vítimas e se solidariza com seus familiares e amigos neste momento de dor.
A Corporação reforça que ocorrências envolvendo desabamentos apresentam riscos elevados, como novos colapsos estruturais, queda de materiais e comprometimento da estabilidade da edificação. Em situações como essa, a recomendação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (23), um homem de 21 anos e uma mulher de 18 anos, suspeitos dos crimes de estelionato e fraude eletrônica, no bairro Nova Esperança, em Parnamirim/RN.
De acordo com as investigações, o casal é suspeito de aplicar golpes contra farmácias e outros estabelecimentos comerciais da Grande Natal. O esquema consistia na realização de pedidos de produtos, principalmente artigos infantis, mediante o envio de comprovantes bancários falsos gerados por aplicativo, simulando o pagamento das compras.
Após a comunicação de uma nova tentativa de golpe em um estabelecimento comercial de Macaíba, as equipes iniciaram diligências e acompanharam a entrega da mercadoria. A abordagem ocorreu no momento em que a suspeita recebia os produtos em uma residência localizada em Parnamirim.
Durante as buscas, os policiais apreenderam diversos produtos obtidos por meio das fraudes, entre eles fraldas descartáveis, latas de leite em pó, lenços umedecidos, pomadas, sabonetes líquidos, shampoos, artigos de enxoval, um nebulizador, aparelhos celulares e dinheiro em espécie.
Ainda durante as diligências, o segundo suspeito foi localizado em seu local de trabalho e preso.
Os suspeitos foram conduzidos à unidade policial para os procedimentos legais e, posteriormente, encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.
Na manhã desta sexta-feira (24), o BLOGDOBG recebeu um apelo da Associação Humanização e Apoio aos Transplantados de Medula Óssea do Rio Grande do Norte (HATMO RN) denunciando a falta de ciclosporina na rede pública de saúde do estado.
Segundo a entidade, o medicamento, indispensável para evitar a rejeição da medula óssea após o transplante, está em falta em todas as suas apresentações: cápsulas de 25 mg, 50 mg e 100 mg, além da versão em xarope.
A HATMO RN alerta que a ausência da medicação coloca em risco a vida de pacientes transplantados, já que a ciclosporina é essencial para o sucesso do tratamento e para evitar complicações graves decorrentes da rejeição da medula.
Em um post divulgado nas redes sociais, a associação faz um apelo às autoridades de saúde. “Essa caixa não deveria estar vazia. Ela deveria estar cheia de ciclosporina. O remédio que mantém um transplantado de medula óssea vivo”.
Ex-presidente do Banco Central, um dos economistas mais respeitados do Brasil e com grande trânsito no exterior (foi convidado no início de julho por Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, para coordenar o grupo de trabalho que revisará a comunicação da instituição americana), Arminio Fraga não esconde a preocupação com o país. Os mais de 80 milhões de brasileiros inadimplentes e as dificuldades das empresas em rolar dívidas são sintomas de problemas no mercado de crédito que costumam anteceder a períodos recessivos. “O próprio governo encurta o perfil de sua dívida, o que é um sinal claríssimo de que a situação está difícil”, diz. De acordo com Fraga, que é CEO e sócio-fundador da Gávea Investimentos, o presidente Lula é um dos responsáveis pelos problemas. “Dizem que já temos austeridade fiscal demais, mas que austeridade é essa que fez a dívida pública crescer?”, questiona o economista, para quem cortar os gastos requer um compromisso dos três Poderes.
Qual é o aspecto econômico que melhor representa o terceiro mandato de Lula? As estatísticas de emprego e de crescimento foram boas até agora, mas os ingredientes para que o Brasil possa crescer a um ritmo mais acelerado e sustentável ainda não foram acionados. A taxa de investimento continua muito baixa. Sem isso e sem ganhos de produtividade, o país não vai andar. Nesse meio-tempo, as fragilidades da economia estão crescendo.
Que fragilidades são essas? A situação fiscal é bastante grave. Embora o governo tenha criado o arcabouço fiscal, chutou o pau da barraca logo de cara e os resultados estão aí. Em termos médicos, o Brasil está com uma baita febre, representada pelo fato de o país pagar uma taxa muito alta de juro para tomar dinheiro emprestado. Esse “febrão” não pode ser confundido com questões de curto prazo, cíclicas ou de inflação, porque os juros de longo prazo também estão altíssimos. Desde 1994, o crescimento per capita do Brasil foi de 1,3%, que é muito modesto, para não dizer medíocre.
“A situação fiscal é bastante grave. Embora o governo tenha criado o arcabouço fiscal, chutou o pau da barraca logo de cara e os resultados estão aí, na forma de juros altos”
Como o desequilíbrio fiscal agrava esse quadro? Do lado fiscal, as metas que foram definidas no início do mandato nasceram modestas e não foram cumpridas. O fato é que a situação não é sustentável. O mercado de crédito também dá sinais muito preocupantes. Há, pelo menos, 80 milhões de pessoas inadimplentes. Muitas empresas que se endividaram utilizaram instrumentos de securitização e hoje têm dificuldades de rolar suas dívidas. O próprio governo está encurtando o perfil de sua dívida, o que é um sinal claríssimo de que a situação está difícil. Eu entendo que o governo não queira emitir papel de trinta anos pagando inflação mais 8% ao ano, mas, por outro lado, assim ele aumenta o risco de sua própria rolagem.
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Ainda que muitos problemas acompanhem o país há décadas, há também a resistência de Lula em cortar gastos. Diante disso, o que se pode prever de um eventual quarto mandato dele? O presidente mantém uma liderança relevante nas pesquisas e é o favorito hoje para vencer as eleições. A pergunta que deve ser feita é qual será o Lula que teremos em um quarto governo. Sei que é difícil para o presidente aceitar, mas há uma certa semelhança com o governo de Dilma Rousseff, quando foi feito um grande esforço para vencer a eleição, estourando as contas de uma maneira espetacular. A situação atual do Brasil requer muito mais um governo do estilo Lula 1, do que do Lula 3 ou da Dilma. Não tem como tapar o sol com a peneira.
Tudo indica que o adversário de Lula na eleição será o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O que se pode esperar de um eventual governo dele? O que se pode levar em conta é o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, que foi imensamente problemático, a começar pela própria questão da sobrevivência da democracia, para mim inegociável. Seu pai trouxe um economista liberal para o governo, mas ele próprio não é um liberal, nem do ponto de vista econômico, nem do político. Aquilo criou várias tensões que não podemos esquecer. Foi um governo que não apoiou vacinação, facilitou a venda de armas e munições e não esteve à altura dos desafios sociais do país.
Recentemente, o senhor afirmou que romper a polarização política é essencial para o país voltar a crescer. Há condições de surgir uma terceira via nesta eleição? Entre os nomes mais conhecidos, eu diria que os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema talvez pudessem oferecer respostas que contassem com o apoio do Congresso para tirar o Brasil dessa situação. Quero crer que um Congresso que, apesar de alguns traços ideológicos confusos, pode ser visto como de centro-direita se sentiria mais responsável pelo país ao trabalhar com um governo da mesma linha política.
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Em março, o senhor declarou apoio à pré-candidatura de Eduardo Leite, ex-governador do Rio Grande do Sul. Sem ele na corrida eleitoral, o senhor pretende apoiar outro nome? Não pretendo. Eu me expus muito nos últimos anos e não me arrependo. Sou partidário de procurar o melhor voto possível para o Brasil. Eu tenho votado na linha original do PSDB, onde eu a encontrar. Sou um pouco órfão daquele PSDB histórico, pois é o que representava a melhor chance de o país se desenvolver e oferecer mais oportunidade a todos. O governador Eduardo Leite certamente se apresentava nessa linha geral. O governador Caiado tem um histórico mais conservador, mas fez um governo de qualidade em Goiás. Pode ser uma boa opção.
Que temas econômicos estão travados pela polarização política e merecem um debate menos apaixonado e mais racional? É saudável haver um pêndulo político que oscile um pouco para o conservadorismo e, depois, para a esquerda, mas ele precisa ser curto. O Brasil é um país muito desigual, por isso é difícil construir soluções, e é natural que haja essa oscilação, mas o pêndulo não precisa ser uma bola de demolição. Há alguns grandes blocos de soluções para o país se desenvolver. O primeiro é promover uma reforma importante da previdência, hoje deficitária a perder de vista. Outro aspecto tem a ver com a qualidade do Estado. Nenhum país se desenvolve sem um Estado que funcione bem, que entregue serviços de qualidade à população. Daí vêm ganhos de produtividade e sociais. Um terceiro bloco são os gastos tributários. Quando se somam todos os subsídios e benefícios fiscais, incluindo os estaduais, em parte injustificáveis, chega-se a 9% do PIB. Não é possível que a gente não consiga cortar pelo menos uns 3 pontos percentuais disso. O Brasil precisa passar por uma boa peneirada, porque o quadro geral é desastroso. Uma verdadeira vergonha. Por outro lado, há muito espaço para melhorar em todas as áreas, o que viabilizaria um crescimento acelerado e inclusivo.
O senhor concorda com quem diz que, sem um forte ajuste fiscal, o Brasil para em 2027?Eu não diria que o país vai parar, mas pode ser até pior. Acho que podemos entrar em uma recessão. O mercado de crédito dá sinais preocupantes e, quando isso acontece, geralmente acaba mal. Se o pior cenário se materializar, não tem muita mágica que se possa fazer.
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Em que ponto o atual governo mais errou?Há quem diga que o Brasil já tem austeridade fiscal demais, mas que austeridade é essa que fez o gasto público sair de um quarto do PIB para um terço nos últimos quarenta anos? Não houve austeridade nenhuma. Faltou prioridade. Faltou encarar esses gastos e também os gastos tributários que levam o governo a renunciar a receitas. Hoje, alguém pode ser tributado em 8% e outra pessoa com a mesma renda, em 27%.
“Não descarto uma recessão em 2027. Por isso, tenho recomendado às empresas e às pessoas que tomem muito cuidado com as dívidas. Preservem o caixa e não peguem empréstimos”
Mas o senhor já trabalha, de fato, com um cenário de recessão no ano que vem?Trabalho, sim. Acho até provável. Por isso, tenho recomendado às empresas bastante cuidado com o endividamento. É preciso preservar o caixa. Às vezes, pessoas perplexas com o que estão vendo me perguntam o que fazer agora. Em geral, eu começo dizendo para não tomarem dinheiro emprestado. O empréstimo será um paliativo, mas o custo é fatal. Não o tome. É o ponto principal. Tente organizar a sua vida. Reconheço que, para uma parcela enorme da população, é impossível se planejar financeiramente, porque as pessoas vivem na linha d’água e qualquer problema as quebra. Mas, para quem pode, tome cuidado.
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Após o Plano Real, havia a sensação de que o Brasil enfim decolaria. Em que ponto o país perdeu o rumo? O Plano Real foi um marco. Na sequência, o país enfrentou algumas crises que revelaram problemas antes ocultos pela inflação. Houve a crise bancária, a crise fiscal e depois a crise cambial. Elas foram resolvidas antes do primeiro governo Lula, que enfrentou uma crise de desconfiança. Lula e o PT tiveram uma atuação excelente no primeiro mandato e superaram a crise. No meio do Lula 1, eu realmente achava que o Brasil daria certo, mas logo a coisa começou a se perder. A disciplina fiscal foi desaparecendo, ideias velhas e fracassadas foram recicladas. Por várias razões — algumas externas, como a pandemia —, o Brasil saiu dos trilhos e não voltou até agora. É um problema de natureza política. Não é um problema tecnocrático. A pergunta que me faz perder o sono é por que a gente não aprende com esses erros do passado?
Sendo um problema político, quanto o Legislativo, que também pressiona por mais gastos, e o Judiciário, que defende os penduricalhos, são responsáveis por essa situação crítica nas contas públicas? Em termos econômicos, os penduricalhos do Judiciário têm algum peso e, sobretudo, são um absurdo ético. Mas a maior responsabilidade cabe ao Executivo e ao Legislativo. Cortar os gastos requer um grau de negociação que tem se mostrado difícil, mas é um fato que, sem o Legislativo, isso não andará. O maestro dessa orquestra é o Executivo, mas não se pode atribuir a ele toda a responsabilidade.
O presidente da Argentina, Javier Milei, é o modelo de parte da direita e promoveu grandes cortes de gastos. Como o senhor o avalia? Ele encontrou um país destruído por oitenta anos de peronismo. O grande mérito de Milei foi encarar essa questão de frente, ainda que do jeito dele. Sua visão libertária da economia tem feito muito bem à Argentina. Parte de seu ajuste foi meio tosco, mas não tinha jeito. Havia muito o que fazer nesse caso. Não vejo nele nenhuma inclinação ditatorial, como apontam alguns críticos, e, por isso, torço muito para que dê certo. Seria muito bom. Veja
Que isso cumpanhêro Arminio, na eleição passada você defendeu o cumpanhêro Lule, agora quer posar de inocente em relação a esse desgoverno ptista? Quanto a terceira, quarta ou quinta via ela não existe, o único candidato com chance real de derrotar o Lule e sua quadrilha é o nosso futuro presidente Flávio Bolsonaro, o resto não passa de especulação.
Famoso discursinho tentando convencer algum jumento votar na famosa “terceira via” que, nada mais é, do que o mesmo padrão do governo Lula. São todos farinha do mesmo saco. Observem que, além de criticar Lula, espalha um monte de mentiras sobre Bolsonaro. Desde quando Bolsonaro dificultou a sobrevivência da democracia, canalha? Agora sim, estamos numa ditadura.
Um dos caras que ajudou a empurrar o Brasil para esse abismo junto com o esquerdismo, agora está chocado com o que está por vir? Ou o povo se educa mais, ou o Brasil vai continuar andando em círculos…
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