O Ministério da Saúde prorrogou para o dia 7 de dezembro o prazo de inscrição de profissionais brasileiros e estrangeiros com registro no Brasil que queiram participar da nova seleção do Programa Mais Médicos.
Segundo a pasta, a medida foi tomada devido à instabilidade no site do programa causada por ataques cibernéticos, que foram identificadas desde o primeiro dia de inscrição. O prazo para as inscrições terminaria no próximo domingo (25).
A prorrogação já havia sido anunciada mais cedo pelo ministro da Saúde, Gilberto Occhi, em Petrolina, Pernambuco. Com a mudança, o prazo para apresentação dos médicos nos municípios para a homologação do contrato também foi estendido. Agora os inscritos terão até o dia 14 de dezembro para entregar a documentação no município escolhido e iniciar o trabalho.
Além disso, a data prevista para início da apresentação dos médicos já inscritos nos municípios foi adiantada. Os médicos poderão se apresentar a partir de amanhã (23).
Sobre a instabilidade do site, o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS) informou que está atuando para melhorar o sistema de inscrições. “O setor já identificou a maior parcela dos robôs e máquinas programadas que estão promovendo os ataques à página do Mais Médicos”, diz nota divulgada pela pasta.
Balanço das inscrições
De acordo com o Ministério da Saúde, até as 17h desta quinta-feira (22), segundo dia de inscrições, o número de candidatos ao programa com registro em Conselho Regional de Medicina (CRM) brasileiro chegou a 11.429. Desse total, 5.212 profissionais efetivaram a inscrição e 3.648 médicos já selecionaram o município de atuação. Os profissionais podem se inscrever no site do programa.
O edital do programa, publicado na última terça-feira (20), oferece 8.517 vagas para trabalhar em 2.824 municípios e 34 distritos sanitários especiais indígenas. Essas vagas eram ocupadas por médicos cubanos.
O programa Mais Médicos foi criado em 2013 para ampliar a assistência da população na atenção básica, levando médicos para regiões carentes de profissionais. Segundo o Ministério da Saúde, o programa tem 18.240 vagas em mais de 4 mil municípios, além de 34 distritos sanitários especiais indígenas, e atende a cerca de 63 milhões de brasileiros.
Os profissionais do Mais Médicos recebem uma bolsa-formação no valor de R$ 11,8 mil e uma ajuda de custo inicial de R$ 10 e R$ 30 mil para deslocamento para o município onde vão trabalhar. Os profissionais que atuam no programa também têm a moradia e a alimentação custeadas pelas prefeituras.
Agência Brasil

Nobre Pato Amarelo, mesmo com certeza consistência dos seus argumentos, não tenha dúvidas de que o Brasil está mais que preparado para resolver seus problemas, lembre-se que temos um contingente de mais de 458.000 profissionais de saúde; em menos de 48, mais de 11.000 médicos procuraram se inscrever, mesmo com a tentativa de sabotagem, sabe-se lá de onde vem.
O grande problema é que os jovens médicos brasileiros se negam a atuar nos rincões do Brasil e nas pequenas cidades do interior. Independentemente de qualquer questão ideológica, o fato é que quem vai sofrer mais uma vez é o povão que mais necessita de médicos e não os pode pagar ,
Caro Pato Amarelo, como um médico prestará uma boa assistência em saúde em localidades onde não tem um hemograma para pedir, um rx para fazer?
E a responsabilidade desses médicos se um paciente vai à óbito?
É o quê, segundo a indústria dos processos médicos?
Falta de visão de super homem?
Basta nos “ rincões “ chegar um paciente com tosse!
É o quê?gripe? Pneumonia? Virose?simulação?
Precisa de médicos e de infraestrutura mínima para trabalhar!