
O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou ontem mais um militar para compor o seu ministério: o almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior, que vai assumir a pasta de Minas e Energia. Com isso, já são cinco os militares que ocuparão a Esplanada a partir de janeiro. Nos três últimos governos da ditadura, encerrada em 1985, apenas o presidente João Batista Figueiredo teve tantos ministros militares. Seus antecessores, Ernesto Geisel e Emílio Garrastazu Médici, contaram com quatro militares em seu governo.
Dos cinco ministros militares de Figueiredo (15 de março de 1979 a 15 de março de 1985), dois ocuparam cargos em parte do mandato: o general Rubem Ludwig (que comandou a Educação entre novembro de 1980 e agosto de 1982) e o coronel Jarbas Passarinho, que respondeu pela Previdência Social entre novembro de 1983 e março de 1985. Passarinho também exerceu cargos eletivos (senador e governador do Pará). Os três militares que comandaram pastas durante o governo Figueiredo foram: Golbery do Couto e Silva (Gabinete Civil), César Cals (Minas e Energia) e Mário Andreazza (Interior).
No governo Geisel (15 de março de 1974 a 14 de março de 1979) foram nomeados ministros os militares Golbery do Couto e Silva (Gabinete Civil), Ney Braga (Educação), Euclides Quandt de Oliveira (Comunicações) e Dyrceu Araújo Nogueira (Transportes). Já o governo Médici (30 de outubro de 1969 a 15 de março de 1974) teve Jarbas Passarinho na Educação, Hygino Caetano Corsetti nas Comunicações, José Costa Cavalcanti no Ministério do Interior, e Mário Andreazza na pasta de Trabalho e Previdência Social.
Ontem, após participar de agenda em Guaratinguetá (SP), Bolsonaro afirmou que poderá escolher mais militares e que as indicações ocorrem com base no currículo dos indicados.
A nomeação de Costa Lima, de 60 anos, para Minas e Energia deve fortalecer o desenvolvimento da tecnologia nuclear no país. O almirante ocupa o cargo de diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha. Passou os últimos dois anos concentrado no projeto do submarino de propulsão nuclear que tem sido desenvolvido pelo Brasil em parceria com a França. O submarino, que já teve seu projeto básico aprovado, é avaliado em cerca de R$ 35 bilhões, a preços atuais. A expectativa é que sua construção se inicie em 2022.
“(Costa Lima) É um almirante, só ver o currículo dele. Ele é físico, uma pessoa honrada e que está com muita vontade de buscar soluções para questões graves que temos pela frente, entre as quais a de energia. Não podemos esperar um novo apagão para tomar providência”, disse Bolsonaro.
No governo, o almirante deverá dar um destino às obras paralisadas da usina de Angra 3. Projeto do período militar, Angra 3 começou a ser erguida em 1984. Suas obras ficaram paralisadas por 25 anos, até serem retomadas em 2009 pelo ex-presidente Lula. O empreendimento travaria novamente em 2015, por causa de denúncias da Lava-Jato.
Até agora, Bolsonaro anunciou 20 ministros. Na campanha, ele dizia que faria um governo com apenas 15 pastas. O número de ministérios pode, no entanto, chegar a pelo menos 22. Além da pasta de Direitos Humanos, Família e Mulheres, o presidente eleito deve anunciar o escolhido para o Meio Ambiente. Bolsonaro ainda analisa se mantém como ministérios Trabalho e Indústria e Comércio.
DIREITOS HUMANOS Depois de rejeitar nomes defendidos pela bancada evangélica para o novo Ministério da Cidadania, Bolsonaro convidou a advogada e pastora Damares Alves para chefiar o a futura pasta de Direitos Humanos, Família e Mulheres. O detalhe é que Damares é assessora lotada no gabinete do senador Magno Malta (PR-ES), um dos políticos mais próximos de Bolsonaro na campanha, que espera um convite para compor o primeiro escalão. O parlamentar não conseguiu se reeleger em outubro.
Para boa parte dos 88 deputados federais e quatro senadores da bancada evangélica, a escolha de Damares “atravessou” os lideres do grupo e foi uma “afronta” e “ingratidão” a Magno Malta. Em Cachoeira Paulista (SP), onde visitou o Santuário da Canção Nova, Bolsonaro disse a jornalistas que Malta não ficará “abandonado”, mas que não deve assumir um ministério. “Ele tem como participar do governo em outra função”, disse. Essa função, no entanto, não está definida.
“Infelizmente, os ministérios estão se esgotando”, declarou o presidente eleito. “Não fiz campanha prometendo absolutamente nada para ninguém, pretendemos aproveitar as boas pessoas, agora não podemos dar ministério para todo mundo”, disse. O senador enfrenta forte resistência do núcleo militar do governo de transição. O grupo reitera que o senador não agrega à equipe ministerial.
Estado de Minas
Se ele somente expulsar os petistas, já tá bom demais. Podem chorar.
E acusados de corrupcao também. Só dp PFL já tem quatro.
kkkkkkkkkkkkkkkk
Não cabe sequer comparação BG. Nessa época o Brasil era outro, eramos 90 milhões, hoje já passa de 200 milhões de habitantes, portanto sem nexo.
O Mico, q sempre foi um mediocre como político, micou seus eleitores abduzidos
Kkkkkkk
Será porque 100% dos ministros civis de luladrão/dilmanta a corrupção foi também em 100%? num é que talvez dê certo, se der, só vou contratar milico e ex milico pra minha empresa.
Ansisoso para ver o desespero de quem votou nele pediu sua saida, o legal é que o desastre vai afundar a corja toda….
Vale lembrar, ao que tudo indica, que são Ministérios Técnicos, criados longe do balcão de negócios, do toma lá dá cá.
Ministério técnico, sei
VINTE E DOIS MINISTÉRIOS, KKKKKKKKKKKK
Sei que a redução de ministérios gera uma economia ínfima, mas passei aqui só pra dar uma risada das palhaçadas do Bozo e dos seus Bozonetes.
Mais uma viúvinha de Lula.
Viva ao governo teocrático militarizado do Brasil hehehehe
a viuvinha do vagabundo presidiário tá rindo a toa….agora pode chorar mortadela sebosa
É Ailton, melhor ter 100 ministérios, assim mais gente riem com mordomias, cargos comissionados, cartão corporativo, gabinetes pomposos, viagens aéreas, gratificações, corrupções, superfaturamento… Dinheiro saindo pelo ralo aos borbotões. E os ministros rindo da cara do povo, igualzinho a você.kkkkk