Ministros Dario Durigan (esq.), da Fazenda, e Alexandre Silveira, de Minas e Energia | Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
O Ministério de Minas e Energia enfrenta dificuldades financeiras para manter despesas básicas e serviços essenciais, segundo documentos obtidos pela Folha de S. Paulo.
A pasta, responsável pelos setores de energia, petróleo, gás e mineração, afirma que falta dinheiro até para obras simples, como a construção de uma escada de incêndio na sede do ministério, em Brasília, além do pagamento de contratos terceirizados.
Um dos principais impactos atinge o programa Gás do Povo, que distribui auxílio para compra de botijão de gás. Atualmente, apenas dois servidores cuidam da operação do programa, que atende milhões de brasileiros e gerencia cerca de 60 mil revendas de gás no país.
O ministro Alexandre Silveira pediu ao governo a contratação de mais funcionários e alertou para riscos na execução do programa por falta de pessoal.
O ministério informou que precisa de pelo menos 158 novos profissionais, mas solicitou inicialmente a contratação de 75 servidores.
Além disso, o MME pediu ao Ministério da Fazenda a antecipação de R$ 22 milhões do orçamento deste ano para conseguir pagar despesas atuais.
Na semana passada, a pasta também solicitou mais R$ 48,5 milhões em recursos extras para evitar paralisações e manter serviços considerados essenciais.
Parte desse valor seria destinada a órgãos e estatais ligados ao ministério, como a Nuclebrás Equipamentos Pesados, o Serviço Geológico do Brasil, a Empresa de Pesquisa Energética e a Pré-Sal Petróleo.
Segundo o ministério, a falta de recursos ameaça contratos, estudos estratégicos, operações no setor energético e atividades de monitoramento geológico e prevenção de desastres.
O orçamento autorizado do MME para 2026 é de R$ 566,2 milhões. Mesmo após receber um reforço de R$ 43 milhões, a pasta afirma que ainda enfrenta dificuldades para manter suas atividades.
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