
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou liminar ao pedido feito por 102 deputados para anular a aprovação na Câmara da proposta de emenda constitucional (PEC)que reduziu a maioridade penal de 18 para 16 anos. De acordo com o ministro, como a proposta ainda precisa ser analisada em segundo turno pela Câmara, não há dano que justifique uma liminar suspendendo a decisão. Celso de Mello levou em consideração argumentação apresentada na sexta-feira pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que não há urgência na matéria, porque o segundo turno da votação da PEC só acontecerá no segundo semestre deste ano. A ação ainda será julgada pelo plenário do tribunal.
“Esse dado oficial permite vislumbrar a descaracterização do requisito concernente à ocorrência de qualquer dano potencial, especialmente se se considerar que o início iminente do recesso parlamentar parece efetivamente afastar a possibilidade de o procedimento ritual concluir-se de imediato na Câmara – afirma Celso de Mello em sua decisão.
As informações prestadas por Cunha, diz Mello, gozam da presunção da veracidade. O ministro afirmou ainda que não existe risco de irreversibilidade da decisão, que ainda pode ser alterada em nova votação na Câmara. Mello conclui sua decisão afirmando que, por ora, indefere o pedido dos parlamentares.
Na ação assinada por 102 deputados de 14 partidos, os parlamentares alegam que houve uma manobra regimental do presidente da Casa para aprovar o texto. Eles afirmam que a votação violou o artigo 60 da Constituição, o qual impede que uma proposta de “emenda rejeitada ou havida por prejudicada seja objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa”, que é de um ano.
Para colocar novamente em votação a tese da redução da maioridade penal no dia seguinte a derrubada da proposta no pelnário, o presidente da Câmara e líderes partidários aliados recorreram a uma manobra regimental de votar a chamada emenda aglutinativa. Trata-se de um expediente usado para reunir trechos de outros textos apresentados durante a tramitação da proposta. A estratégia, segundo seus defensores, tem base no regimento da Câmara. Mas críticos de Cunha dizem justamente o oposto: é um recurso antirregimental usado por quem não aceita perder. O ministro Celso de Mello, porém, não se posicionou sobre a manobra regimental.
O Globo
A estratégia do Eduardo Cunha foi brilhante.
Esses abiscoitados da esquerda querem que uma criança de 12 anos decida se quer mudar de sexo mas não querem que um jovem de 16 anos decida se quer puxar uma cadeiazinha caso cometa algum crime contra a vida de alguém. São uns Zé ruela mesmo!
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