O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), devolveu nesta quarta-feira (30) à Procuradoria Geral da República (PGR) a delação premiada do doleiro Lúcio Funaro para ajustes.
Ainda não dá detalhes sobre as mudanças pedidas pelo ministro, mas, com isso, a homologação da delação poderá atrasar. A expectativa era de validação ainda nesta semana. O conteúdo da colaboração de Funaro está sob sigilo.
A delação chegou ao Supremo nesta terça (29). O acordo foi remetido à Corte porque Funaro citou nos depoimentos nomes de pessoas com foro privilegiado, entre os quais o do presidente Michel Temer.
Cabe a Fachin homologar (validar) a delação de Funaro.
Antes disso, juízes auxiliares do ministro ouvirão o delator, como é a praxe, para confirmar se ele assinou o acordo de livre e espontânea vontade ou se foi pressionado.
Depois de homologada, a delação voltará para análise da PGR, que poderá usar as informações em inquéritos já em andamento ou pedir novas investigações.
É possível que os dados fornecidos por Funaro sejam usados em uma eventual nova denúncia contra o presidente Michel Temer.
G1

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