ESTADÃO CONTEÚDO
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) criticaram nesta terça-feira (22) a criação de um fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas e defenderam o barateamento das eleições.
“Não sou a favor de um fundo de quase R$ 4 bilhões. Todos nós já pagamos a democracia – e devemos pagar. O horário eleitoral gratuito tem isenção de impostos para quem cede, o Fundo Partidário é um dinheiro que poderia ir para o contribuinte, então, isso (a criação do novo fundo) não é possível. A meu ver, não seria o razoável”, disse o ministro Alexandre de Moraes, ao chegar para a sessão da Primeira Turma.
O ministro defende a implantação do voto distrital misto e o fim das coligações já em 2018.
“O que temos de fazer é baratear a campanha. Por que a campanha política precisa ser cinematográfica? Existem campanhas, principalmente majoritárias, em que a gravação é melhor que de minissérie. Com o voto distrital misto vai ser muito mais barato”, completou Moraes.
Inspirado no exemplo alemão, o distrital misto é um modelo em que metade da Câmara dos Deputados seria eleita pelo voto majoritário e a outra metade, pelo voto partidário em lista fechada. Dessa forma, o eleitor teria dois votos: primeiro, elegeria um candidato do seu respectivo distrito, uma área dividida dentro do Estado; depois, faria um voto no partido pelo sistema de lista.
O modelo distrital misto também é visto com simpatia pelo ministro Ricardo Lewandowski, que reconhece que o sistema atual com voto proporcional e coligações provou-se “falho”. “O distrital misto fortalece os partidos políticos. É o momento de fortalecermos os partidos políticos junto com uma cláusula de barreira”, comentou Lewandowski.
“O voto proporcional com coligações tem apresentado distorções reconhecidas pelos especialistas e isso precisa ser modificado. O distrital misto é um sistema consagrado porque ao mesmo tempo fortalece os partidos políticos e dá uma maior possibilidade de o eleitor concentrar seus votos em nome de um determinado distrito. Tem dado certo na Alemanha”, completou Lewandowski.
Segundo Marco Aurélio Mello, a melhor propaganda é a feita “em viva voz”, quando o candidato revela a sua plataforma e informa o que pensa fazer uma vez ocupando o cargo.
“Que haja (a reforma política). Eu vejo como muito dinheiro (o fundo de R$ 3,6 bilhões), mas vamos esperar pra ver o que ocorrerá”, disse o ministro Marco Aurélio Mello.
DESAFORO. Em entrevista ao Estado publicada no último domingo (20), o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, disse considerar um “desaforo” a criação de um fundo público com R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas, como está sendo discutido na Câmara. Barroso defendeu um valor menor, chegando, no máximo, a R$ 1 bilhão.
“A alternativa que se cogita, de R$ 3,6 bilhões, na atual conjuntura brasileira, é um desaforo, e, portanto, é compreensível a reação da sociedade. Um número mais compatível com a realidade brasileira, R$ 800 milhões, por exemplo, até R$ 1 bilhão, é uma discussão razoável, considerando a transição do modelo que nós temos para o do distrital misto, que é muito mais barato”, disse Barroso à reportagem.

Sera que eles querem mais dez reais do que ja tiraram do salario minimo do povo, pras eleicoes,?,?
O MANDATO DO POLITICO DEVERIA SER DE CINCO ANOS PRORROGAVEL SOMENTE UMA VEZ E A CAMPANHA DEVERIA SER BANCADA POR ELE MESMO, SE NAO TEM DINHEIRO, O QUE EU ACHO DIFICIL, USE O CELULAR E AS REDES SOCIAIS !!! SIMPLES!! AGORA PEGAR O DINHEIRO DO POVO PRA SAIR PASSEANDO E SE AMOSTRANDO É QUE NAO PODE NÉ, POIS O POVO NAO É MAIS BESTA!!!
Que tal destinar R$ 01 bilhão a confirmação do voto, através de impressão nas eleições de 2018??
Falta dinheiro para tudo, menos para política. A classe política precisa acordar para o fato que o povo brasileiro hoje está muito mais ligado, antenado e ciente dos fatos que as versões soltas ao vento pelos políticos. Hoje 75% o povo sabe ver e entender a realidade, não se ilude com versões política.
Quem não encarar essa realidade, por mais proteção que tenha, vai sair da política.
Os políticos, tem que usar recursos proprios para financiar suas campanhas, e não utilizar o dinheiro da população para custea-las.
Com esse dinheiro dava pra terminar toda duplicação da reta tabajara a barragem de oiticica etc.etc.etc. Como é que dizem que não dinheiro???? Com a palavra os políticos aloprados.