
O juiz Sérgio Moro deu prazo de três dias para a Polícia Federal refazer um relatório no qual afirmava que a família Bumlai “detinha uma influência política muito grande durante o período em que o Partido dos Trabalhadores (PT) estava no poder” e que “a influência não era somente em agentes políticos da Administração Pública, mas também na Suprema Corte, na pessoa do Ministro Tofffoli”.
O relatório, assinado por um agente da Polícia Federal, foi incluído num dos inquéritos que investiga Bumlai, sem sigilo. Ele foi feito com base em material apreendido com Maurício de Barros Bumlai, filho do pecuarista José Carlos Bumlai, já condenado na Lava-Jato, e referia-se ao arquivo do número de telefone de diversas autoridades públicas. Apesar da afirmação sobre a influência da família, o relatório ressalvava que “a simples menção a nomes e/ou fatos (…) por si só, não significa o envolvimento, direto ou indireto, dos citados em eventuais delitos objeto da investigação em curso”.
Moro considerou que, apesar da ressalva, a conclusão do relatório “não tem base empírica e é temerária”, pois o simples fato de um investigado ter em sua agenda número de telefone de autoridades não significa que ele possa ter influência sobre elas.
O juiz afirmou que o documento contém “afirmação leviana” e que os relatórios devem se resumir a fatos constatados. Recomendou ainda “devidas cautelas para evitar a repetição do ato”.
A intimação foi feita por telefone. Responsável pela investigação de Bumlai, o delegado Filipe Pace encaminhou despacho a Moro, afirmando que será feito um novo relatório para que seja retirado o trecho “manifestamente inserido por ocasião de erro material”. Pace confirma que “é faticamente e probatoriamente impossível” atribuir suposta influência Bumlai sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli.
O pecuarista José Carlos Bumlai é amigo do ex-presidente Lula. Ele foi condenado a nove anos de prisão por ter retirado no Banco Schahin, em seu nome, um empréstimo para o PT no valor de R$ 12 milhões. O valor não foi pago. A dívida foi quitada fraudulentamente quando o Grupo Schahin obteve um contrato de US$ 1,6 bilhão com a Petrobras. Bumlai confessou ter feito o empréstimo a pedido do PT.
O GLOBO
Hoje, Toffoli é amigo íntimo e pessoal de Gilmar Mendes, devendo o favor dele ter livrado um irmão seu de processo que tramitava no Tribunal Regional.
Como Gilmar manobrou para livrar o irmão de Toffoli?
Gilmar Mendes tornou-se relator do processo que investigava o irmão do ministro Dias Toffoli, José Ticiano Dias Toffoli, como candidato a vice-prefeito de Marília, em São Paulo, e o candidato a prefeito Joseph Zuza Somaan Abdul Massih, da coligação PT-PDT, por adquirirem dívidas em diversos pagamentos de gastos ilícitos de campanha de 2012.
Gilmar conseguiu paralisar os quase três anos de tramitação do processo, absolvendo o irmão de Toffoli, em agosto do ano passado.
Como isso, Toffoli, antes aliado do PT, ficou nas mãos de Gilmar Mendes, Ministro de Defesa Tucana. E agora, Moro, pupilo e coordenado por Gilmar, é absolvido com aparente aborrecimento do Juiz premiado pela Rede Globo em campanha santa para destruir o mal que encontrou encarnado num "Bode Expiatório" por demais conhecido de todos.
Esquecendo-se que os "Bodes Expiatórios" queimados em fogueiras durante a Santa Inquisição na Idade Média, eram apenas símbolos de uma sociedade corroída por uma Cultura cujo Câncer já atingiu a Metástase e ameaça destruir um povo cuja esperança de Justiça e Verdade, mergulham num mar de embromação e manipulação numa guerra de egos querendo se projetar para serem candidatos a líderes ensandecidos num fascismo crescente e estéril para resolver os mais profundos problemas do País.
Agora vão dizer que o Moro é petista. Minha nossa senhora.
Esse Tofoli, foi a pessoa mais beneficiada na gestão petista. Ganhou um cargo e poder vitalícios, sem nenhuma capacidade de esta naquele cargo, e foi dado assim de mão beijada, sem nada em troca?
Que é isso Moro, tá querendo deixar cheiro de pizza?
Esse Tofoli é um PTista inconteste, com certeza implicado mesmo nas safadezas dos ptralhas…
O negócio tá feio, é mais bandido do que gente, é do judiciário ao legislativo envolvido com maracutaias e vantagens absurdas, as leis precisam ser revistas.
Concordo com você Cardoso e fora que esse ministro tem que explicar a reforma na casa dele onde ele preferiu ficar calado e o ministro Gilmar Mendes foi quem veio em defesa dele. Em 2018 ele será o presidente do STF.
Moro de inveja desse omi…