
Por Claudio Magnavita *
Quando o juiz Sergio Moro resolveu deixar 20 anos de magistratura e aceitar um cargo em um governo eleito por uma onda de direita, que ele próprio ajudou criar, sabia bem onde estava se metendo.
O convite foi aceito por representar um degrau, ou melhor, uma verdadeira escadaria ao Olimpo do poder. Deixou o aquário em que estava confinado em Curitiba, com uma imagem pública muito maior do que a função que ocupava, para o primeiro escalão do Governo Federal. Sem dúvida um degrau importante .
Neste caso há um paradoxo: ele fez muito mais para combater a corrupção como juiz da Lava Jato no Paraná do que como Ministro da justiça. Com a sua saída, houve na prática uma retração das ações. No ministério, nestes 14 meses, e tendo o comando da Polícia Federal, que grande ações de combate à corrupção foram feitas?
O clima do lavajatismo foi fundamental para a eleição do Bolsonaro. Indiretamente, Moro foi seu principal eleitor. Para quem quiser conhecer realmente Sérgio Moro é só seguir as redes sociais da sua esposa, Rosangela. Esta tudo lá, ou estava. A postagem de apoio ao Mandetta foi apagada, por exemplo.
As redes sociais da primeira dama da Lava Jato é o espelho da vaidade do casal. Aliás, este um dos poucos pecados capitais do agora ex-ministro.
Os seus bastidores e forma agir fora dos holofotes foram revelados depois pelo The Intercept Brasil. O conteúdo foi duro e respaldou tudo que vinha sendo levantado pela esquerda saqueadora.
Por duas vezes, Moro detonou a candidatura de Lula: quando vazou o áudio da nomeação do ex-presidente para a Casa Civil, o que lhe daria foro privilegiado, e quando, como confessou agora na coletiva da sua demissão , o superintendente da Polícia Federal desacatou a ordem de liberar Lula, expedida por um juiz, classificado na mesma coletiva por Moro ser incompetentemente. Foi uma manobra que manteve o candidato preso.
Para o casal Sérgio Moro, os próximos passos são previsíveis, como o sub-texto das suas sentenças nas quais mandava mensagens subliminares e certeiras. Técnica que usou agora na sua fala para acertar flechas verbais no Presidente. Tudo medido e minuciosamente pensado, inclusive nos desdobramentos jurídicos e políticos.
Apesar de terminar dizendo que vai procurar emprego, ele vai aceitar um dos inúmeros convites que possui para lecionar no exterior e ganhar dinheiro honestamente fazendo palestras, aliás como Lula fazia e o procurador Dellagnol resolveu fazer. Vai fazer um pé de meia de R$ 10 a 20 milhões, muito mais do que ganharia em toda uma vida como magistrado, e se preparar para 2022.
Ele sai no melhor momento que poderia sair. Com Bolsonaro em conflito com parte da mídia e com os presidentes da Câmara e do Congresso, e sufocado pelo descarrilhamento financeiro do Governo, causado pela pandemia. Busca agora novos degraus: o do enriquecimento lícito e o da disputa de 2022. Faz o contraponto ao presidente, ganha a simpatia da mídia de oposição. Assim, cada frase de efeito da coletiva foi pinçada pela GloboNews e estarão no Jornal Nacional etc.
O verdadeiro Sérgio Moro iremos conhecer no dia da assinatura da sua ficha de filiação partidária. Moro candidato é o pesadelo dos governadores João Dória e Wilson Witzel. O ex-juiz carioca vira imitação paraguaia junto de um Moro candidato.
O curioso é que, ao acusar o Presidente de querer saber detalhes de investigações e até acesso a relatórios de inteligência, o ex-ministro fala sobre práticas que o The Intercept Brasil revelou, e que ocorriam em Curitiba. Moro teve, como juiz e com seus homens de ouro, o comando e o acesso à Polícia federal que nenhum outro Ministro da Justiça possuiu.
Além de ter se colocado no mercado, dizendo que vai procurar emprego (ele tem direto a quarentena, como ex-ministro), de agradecer ao Presidente e, na frase final, quebrar a senha do futuro: “continuarei à disposição do país”. Parte agora para os degraus mais importantes da sua vida. Passos milimetricamente calculados na trajetória de continuar a construir a imagem de herói nacional. Para ele estava na hora de sair, este Governo já lhe deu o que tinha de dar.
* Cláudio Magnavita é diretor de redação do Correio da Manhã
Então quer dizer que, à luz do raciocínio do articulista, ele deveria, não obstante ter constatado as intenções espúrias do PR JB e seu grupo íntimo (através de um longo processo de fritura e tentativa de desestabilização e esvaziamento – há, pelo menos, 6 meses interlocutores do Presidente assediavam-no), permanecer no governo até o final (como a história do apagar o interruptor) porque, afinal, aceitou ser ministro? É isso mesmo, Arnaldo?
Só sei que o Brasil tem um marco histórico. Brasil antes e depois do MORO. E há muita gente que detesta o Brasil depois do MORO, eles têm saudades do tempo que só pretos e pobres eram presos. Eles têm ódio de MORO.
O Texto claramente da pra ver que é de alguém que idolatra o PT.
Bem no meu ponto de vista Moro mostra que é um democrata de direito e que seu ponte e vista e personalidade e quase que incorruptível e que se ele for sair candidato a Presidente provavelmente será eleito.
Por outro lado Bolsanaro mais uma vez mostrou ser intransigente e que se acha no direito de tudo com Presidente.
Bem, acho que o problema dele e quer proteger demais os filhos, principalmente o Flávio que bem evidente está envolvido na rachadinha, prática como por políticos o azar dele e que foi pego.
Não sou a favor de afastamento do presidente pois pra o Brasil seria uma pancada grande, junto com o que estamos passando com essa pandemia seria o fim de muitos empregos pois a estabilidade no país ficaria mais abalada ainda.
"No ministério, nestes 14 meses, e tendo o comando da Polícia Federal, que grande ações de combate à corrupção foram feitas?"
Acho que ele escreveu esse texto morando na Coreia do Norte.
O foco do texto não foi Moro nem Bolsonaro, mas saudades de Lula. Notaram?
Um carreirista oportunista Tucano que milimetricamente, planejou, dominou e controlou sua Ascenção, saindo no momento em que está vendo o barco afundando.
Bolsonaro colhe o que plantou e logo, logo Moro também vai colher o dele.
"O plantio é livre, mas a colheita é obrigatória."
Quem não calculou foram os CORRUPTOS, pensavam que Sérgio Moro era um juizeco, e se deram mal, estavam lidando com alguém determinado a acabar com a impunidade, seja de empresários, de intermediários, de 1o ao último escalão. o mesmo aconteceu com Bolsonaro, pensava que mandando ele pedir demissão do cargo de juiz e entregando um cargo de ministro deixava-o refém, ao ponto de encobrir desmandos e corrupção da sua família, lêdo engano, tomou um drible do reserva moral do Brasil. Moro não se vende, jamais vai se render pra CORRUPTOS, passa nescessidade, mas sua determinação pela coisa certa não fica desfacelada. Agora, o país vai dizer se aprova pessoas íntegras e sem mácula, ou é melhor manter o tipo de políticos que ao longo dos anos, comandam os nossos destinos. Eu tô com MORO 2020 e 2022!
TEXTO FRACO E SEM CONTEÚDO, ESCRITO POR UM ESQUERDINHA, NÃO ADIANTA ESTREBUCHAR, VÃO SER OITO ANOS, BOLSONARO SE REELEGE FÁCIL.
Essa cachaça que vc está bebendo nesta quarentena, é de péssima qualidade.
Recomendo PITU.
Pega o doido… os doidos … kkkkkkk
Todas as crises desse governo são criadas por eles mesmos e seus aliados . A oposição está imóvel. Eles não tem nem em quem colocar a culpa, só resta acusar os desertores se traíra e comunista .
Texto perfeito!
Com este texto muito bem elaborado é chegando o momento de viramos a página e seguimos em frente, pois toda essa contenda entre Moro x Bolsonaro, realmente só tem um único objetivo que é as urnas 2022, todavia, é importante dizer que caso o PR não mude o seu comportamento e lembre sempre que está administrando um país e não uma casa com três moleques levados, quê fazem de um tudo na rua e depois correm para casa para pedir proteção a ele, já com relação a o "ex" o tempo trará com clareza os reais interesses.
Agora, só uma pergunta? Quando voltaremos a ver o país funcionar dentro de sua normalidade.
O autor do artigo é sem dúvidas um puxadinho da política que se coaduna com Lula, Bolsonaro, Cirola e cia. É parte de tudo o que não presta. Sérgio Moro não vai se envolver objetivamente com partidos políticos.
Concordo e discordo.
Concordo com o puxadinho esquerdista. Todavia, discordo quando fala que Sérgio Moro não se envolverá com partidos políticos. Penso que Moro será candidatíssimo num pleito futuro, mas para tanto, deverá se filiar a um partido. Se fopara presidente terá oportunamente meu voto.
Sou 100% SÉRGIO MORO, o país deve muito a esse senhor.