Judiciário

Moro revoga a prisão temporária do ex-ministro Guido Mantega; juiz disse que autoridades não sabiam do estado de saúde da esposa

mantegaO juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, revogou a prisão do ex-ministro Guido Mantega nesta quinta-feira (22). Mantega foi preso temporariamente na 34ª fase da operação, que investiga contratos da Petrobras para construção duas plataformas e repasse financeiro em benefício do Partido dos Trabalhadores (PT).

Moro afirmou que a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e ele mesmo não tinham conhecimento do estado de saúde da esposa do Mantega. O ex-ministro estava com a esposa no hospital Albert Einstein no momento da prisão.

A Polícia Federal afirmou que, nas proximidades do hospital, agentes ligaram para Mantega, que se apresentou espontaneamente na portaria. “De forma discreta e em viatura não ostensiva, o investigado acompanhou a equipe até o apartamento e, já tendo feito contato com seu advogado, foi então iniciado o procedimento de busca”, diz trecho de nota oficial emitida pela Polícia Federal. (Veja a íntegra no fim da reportagem)

Sergio Moro citou que foi informado que o ato foi praticado com discrição, sem ingresso no hospital. Para decidir pela liberação do ex-ministro, ele argumentou que as buscas começaram e que Mantega, uma vez solto, não deve oferecer riscos ou interferir na colheita das provas.

“Procedo de ofício, pela urgência, mas ciente de essa provavelmente seria também a posição do MPF e da autoridade policial. Assim, revogo a prisão temporária decretada contra Guido Mantega, sem prejuízo das demais medidas e a avaliação de medidas futuras”, declarou o juiz.

Durante entrevista coletiva, na qual a força-tarefa detalhou a 34ª fase da Lava Jato, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou a prisão do ex-ministro teve como base “o fundamento foi a ordem pública”.

“Estamos falando de valores bilionários desviados dos cofres públicos”, disse. Ele afirmou que foi pedida a prisão preventiva do ex-ministro, mas o juiz recusou e deferiu prisão temporária. Carlos Fernando classificou de “coincidência infeliz” o fato de a prisão ter acontecido no momento em que Mantega acompanhava a mulher no hospital.

A prisão

Durante o cumprimento do mandado, nesta manhã, a PF foi até a casa de Mantega, mas o ex-ministro não estava. Ele estava no hospital Albert Einstein, no Morumbi, Zona Sul de São Paulo, onde a mulher passa por uma cirurgia. Do hospital, os policiais levariam Mantega até seu apartamento em Pinheiros, na Zona Oeste, para também cumprir um mandado de busca e apreensão.

34ª fase

A 34ª fase da Lava Jato, batizada de Arquivo X, investiga a contratação, pela Petrobras, de empresas para a construção de duas plataformas de exploração de petróleo na camada do pré-sal, as chamadas Floating Storage Offloanding (FSPO´s). O valor do contrato foi de US$ 922 milhões, de acordo com os investigadores.

Segundo a PF, as empresas Mendes Júnior e OSX – da qual Eike era presidente do Conselho de Administração – se associaram na forma de consórcio para obter os contratos de construção das duas plataformas, mesmo sem possuir experiência, estrutura ou preparo para tanto.

Os investigadores afirmam que houve fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes da Petrobras.

De acordo com a PF, em 2012 Mantega “teria atuado diretamente junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha de partido político da situação”.

“Estes valores teriam como destino pessoas já investigadas na operação e que atuavam no marketing e propaganda de campanhas políticas do mesmo partido”, continua a PF.

As investigações apontam a transferência de cerca de R$ 7 milhões, entre fevereiro e dezembro de 2013, pela Mendes Júnior para um operador financeiro ligado a um partido político e à diretoria Internacional da Petrobras, já condenado no âmbito da Operação Lava Jato, segundo o MPF.

Os repasses foram viabilizados mediante a interposição de empresa de fachada, que não possuía uma estrutura minimamente compatível com tais recebimentos, segundo os procuradores da Lava Jato.

Ao longo das investigações também foi identificado o repasse de mais de R$ 6 milhões pelo Consórcio Integra Offshore com base em contrato falso firmado em 2013 com a Tecna/Isolux. O valor, ainda segundo o MPF, teria sido transferido no interesse de José Dirceu, que está preso pela Lava Jato, e de pessoas a ele relacionadas.

Os procuradores declararam também que empresas do grupo Tecna/Isolux repassaram cerca de R$ 10 milhões à Credencial Construtora, já utilizada por Dirceu para o recebimento de vantagens indevidas.

Bloqueio de bens

No despacho em que autorizou o cumprimento dos mandados da atual fase, Moro decretou o bloqueio de até R$ 10 milhões das contas bancárias do ex-ministro e de mais sete investigados.

“Não importa se tais valores, nas contas bancárias, foram misturados com valores de procedência lícita. O sequestro e confisco podem atingir tais ativos até o montante dos ganhos ilícitos. Considerando os valores da propina paga, resolvo decretar o bloqueio das contas dos investigados até o montante de dez milhões de reais”, declarou o juiz.

Leia a decisão do juiz Sérgio Moro
DESPACHO/DECISÃO

1. Decretada, a pedido do MPF, medidas de busca e apreensão e prisões temporárias, envolvendo pagamentos, em cognição sumária, de propinas em contrato da Petrobrás com o Consórcio Integra.

Entre os fatos, há prova, em cognição sumária, de que Eiken Fuhrken Batista teria pago USD 2.350.000,0 em 16/04/2013 a João Cerqueira de Santana Filho e a Mônica Regina Cunha Moura mediante depósito, comprovado documentalmente nos autos, em conta da off-shore Shellbill Financeira mantida no Heritage Bank, na Suíça.

Segundo o próprio depositante, tais valores seriam destinados a remunerar serviços por eles prestados ao Partido dos Trabalhadores e teriam sido solicitados pelo investigado Guido Mantega, então Ministro da Fazenda e Presidente do Conselho de Administração da Petrobrás.

O pagamento estaria vinculado ao esquema criminoso que vitimou a Petrobrás e a propinas também pagas a agentes da Petrobrás no âmbito do contrato da Petrobrás com o Consórcio Integra.

Com base nesses fatos e para preservar as buscas e apreensões, acolhi, em 16/08/2016 (evento 3), pedido do MPF para decretação da prisão temporária dele e de outros investigados.

Sem embargo da gravidade dos fatos em apuração, noticiado que a prisão temporária foi efetivada na data de hoje quando o ex-Ministro acompanhava o cônjuge acometido de doença grave em cirurgia.

Tal fato era desconhecido da autoridade policial, MPF e deste Juízo.

Segundo informações colhidas pela autoridade policial, o ato foi praticado com toda a discrição, sem ingresso interno no Hospital.

Não obstante, considerando os fatos de que as buscas nos endereços dos investigados já se iniciaram e que o ex-Ministro acompanhava o cônjuge no hospital e, se liberado, deve assim continuar, reputo, no momento, esvaziados os riscos de interferência da colheita das provas nesse momento.

Procedo de ofício, pela urgência, mas ciente de essa provavelmente seria também a posição do MPF e da autoridade policial.

Assim, revogo a prisão temporária decretada contra Guido Mantega, sem prejuízo das demais medidas e a avaliação de medidas futuras.

Expeça-se o alvará de soltura. Encaminhe-se para cumprimento. Ciência ao MPF e à autoridade policial.

2. Defiro o pedido de habilitação da Petrobras neste processo, eis que suposta vítima dos crimes aqui investigados (evento 66).

Cadastrem-se e intimem-se os advogados da Petrobras.

Curitiba, 22 de setembro de 2016.

Leia a nota da Polícia Federal sobre a prisão do ex-ministro

“Sobre o cumprimento de mandados durante a 34ª fase da Operação Lava Jato, a Polícia Federal informa:

1 – Ao comparecer hoje, às 6hs, na residência do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o cumprimento de ordens judiciais, constatou-se que apenas o filho adolescente do investigado e uma empregada doméstica estavam presentes no local;

2 – Ao serem informados pelos ocupantes do apartamento que Mantega encontrava-se no Hospital Albert Einstein, a PF dirigiu-se ao local;

3 – Nas proximidades do hospital, policiais federais fizeram feito contato telefônico com o investigado, que se apresentou espontaneamente na portaria do edifício;

4 – De forma discreta e em viatura não ostensiva, o investigado acompanhou a equipe até o apartamento e, já tendo feito contato com seu advogado, foi então iniciado o procedimento de busca.

5 – Tanto no local da busca como no hospital todo o procedimento foi realizado de forma discreta, sem qualquer ocorrência e com integral colaboração do investigado.”

G1

Opinião dos leitores

  1. Não sabiam?
    A polícia que investiga?
    Em uma operação policial coordenada, planejada e que sabia onde estava o indivíduo?
    Deveriam ser exonerados então.

  2. Prisão Ilegal, com toda a qualificação nazista.
    O Fascismos com seus idiotas adeptos não passará.

  3. Em curso temos um revolução da classe média, liderada por políticos ladrões, que conseguiram tirar outros ladrões do poder

  4. Qual é o problema de bandido ser preso, com alguém da família no hospital? Cachorro deste deve mofar na cadeia, não quer ser preso, seja honesto.

    1. Só pode PRENDER quem é PROCESSADO.
      Vou desenhar: Renan tem FORO PRIVILEGIADO, Moro não pode prender;
      Não tem NINGUÉM do PSDB sendo processado com Moro;
      Os processos de Cunha ainda não foram remetidos a Moro;
      95% dos processos com Moro são de pessoas do PT ou ligadas ao PT, assim ele não pode prender quem não tem processo. APRENDEU FRANK?

    2. Frank podemos ver que você é mais um zumbi do PT, vou explicar rapidamente para não cansar sua leitura, espero que seja capaz de entender:

      A – Moro não investiga o PSDB e o PMDB porque ele julga, não investiga.
      B – Moro não pode julgar Aécio, Serra ou Temer porque eles possuem foro privilegiado.
      C -Quem julga pessoas com foro privilegiado é o STF.
      D – 08 dos 11 ministros do STF foram indicados por Dilma e por Lula.
      E – Ainda não julgou Cunha porque os processos não saíram do STF para ele. Conseguiu entender?

    3. Mim engana que eu gosto……Entao vou mudar a pergunta,, Guando Cunha,Rennan,Serra,Aércio e as demas turma do Psdb e Pmdb vai ser presos ??? Ou sò no PT tem Ladrão ???? O pior Cego é aquele q não quer ver…

    4. Esse é PETISTA com FORÇA, eita meninu que não sabe desenhar um o com uma quenga…
      Vá meu fio, defenda us cumpanheiro, e se preocupi cum Moro. Ele vai atrás de tu tubem… Intendeu?

    5. Respondendo as perguntas do Frank, vamos tentar salvar essa alma…
      "Entao vou mudar a pergunta,, Guando Cunha,Rennan,Serra,Aércio e as demas turma do Psdb e Pmdb vai ser presos ??? Ou sò no PT tem Ladrão ????"
      > Resp1: Rennan,Serra,Aércio quando o STF onde 08 de 11 ministros foram colocados pelo PT julgar, e demora é por isso que Lula queria ser julgado por eles também…
      > Resp2: Não é só o PT que tem Ladrão, tem em praticamente todos os partidos e principalmente no PMDB e PSDB como todos vem acompanhando, más foi o PT que pregava que era o partido da Moralidade e da Anticorrupção, e sua grande maioria e principalmente os lideres se envolveram na roubalheira…
      Tiver mais alguma dúvida é só perguntar…

    6. Deixando de lado o radicalismos do "contra" e "a favor" de Lula e do PT e analisando os fatos concretos, dou certa razão ao Frank. Realmente os vários "delatores" falaram ao MPF os nomes de vários políticos que receberam alguma propina ou se envolveram em negócios escusos. A imprensa mostrou vários vezes, com mais ou menos detalhes. Mas basta acompanhar as matérias na TV e internet para observar que as delações só viraram denúncias, operações, prisões e indiciamentos quando o alvo foi o PT e alguns poucos de outros partidos que fizeram parte de seu governo. As delações contra caciques do PMDB, PSDB, DEM e outros sequer geram uma simples investigação. Nada.
      Para alguns a "presunção de inocência" para outros a "presunção de culpa". E assim caminha a política, a mídia e a justiça brasileira.

    1. Analisando friamente, essa foi a ÚNICA CONTRIBUIÇÃO DO PT ao Brasil, expor o modus operandi dos políticos e o quanto se pode corromper nesse país.

    2. Lindolfo Câmara… concordo, discordando, do cara internauta, se me permite. Quem expõe o "modus operandi dos políticos e o quanto se pode corromper nesse país" foi a imprensa e apenas porque tinha interesse nesse momento. E o interesse da mídia e suas contantes e grandes matérias influenciam a opinião pública e os órgãos de investigação, a justiça. O resultado é o que se vê hoje. Quando não há interesse, vai rolar muita corrupção e grana por baixo das mesas e nada vai ser divulgado, nada vai acontecer, nada será investigado. Era assim antes e voltará a ser em breve. Este foi um breve momento de"luz" sobre a escuridão da corrupção.

    3. Perfeito JPedro. Vc disse tudo com pouca palavras. A Imparcialidade e a Isenção que desejamos construir como instrumentos anti arbítrio e abusos de qualquer poder ou império, estão sendo feridos de morte.
      A impressão confirmada e ratificada a cada dia é que estamos diante de uma santa Inquisição perseguindo apenas, eu disse apenas, alguns, que são lançados a fogueiras como "Bodes Expiatórios" para pagar pelos pecados de todos que continuam confortavlmente em suas giroflex sob a omissão e até da permissão dos honestos guaridiões da moral e dos bons costumes de nossa honrada sociedade dividida em classes e com muitas exclusões sociais declaradas.

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Polícia

Justiça decreta prisão preventiva de dupla suspeita de atentado contra Cabo Deyvison; Sesed atualiza investigações do caso

Foto: Reprodução

A Justiça do Ceará determinou, nesta quinta-feira (18), a prisão preventiva de dois homens suspeitos de participação no atentado contra o vereador Cabo Deyvison (PL), ocorrido em Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte.

José Antônio da Costa e Vinicius Gabriel da Silva Freitas foram detidos após uma operação conjunta das polícias militares do Rio Grande do Norte e do Ceará. As equipes localizaram a dupla em um trecho da CE-040, no município de Beberibe.

Além disso, o 7º Núcleo Regional de Custódia e Garantias do Ceará informou que a Justiça do Rio Grande do Norte conduzirá o processo.

NOTA DA SESED

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte informa que seguem em andamento as investigações relacionadas ao atentado ocorrido na noite da última segunda-feira (15), em frente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no município de Mossoró, ocasião em que o vereador Cabo Deyvison realizava uma transmissão ao vivo pelas redes sociais. Na ação criminosa, o vereador foi atingido por disparos de arma de fogo nas pernas, permanecendo internado com quadro de saúde estável. Já o assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, foi atingido nas costas e não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito ainda no local.

Logo após o crime, foi desencadeada uma ampla força-tarefa integrada entre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte, a Polícia Militar do Ceará, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Civil do Ceará, a Polícia Científica (PCI) e demais órgãos de segurança pública. O trabalho coordenado e ininterrupto permitiu a rápida identificação da dinâmica criminosa, da rota de fuga dos suspeitos e o monitoramento de seus deslocamentos, resultando em respostas céleres e efetivas por parte das forças de segurança.

As investigações apontam que, após a prática do atentado, os suspeitos empreenderam fuga em um veículo Toyota Corolla utilizado na ação criminosa. Durante o deslocamento, o automóvel apresentou problemas mecânicos, fazendo com que os investigados abandonassem o veículo e adentrassem uma área de mata. Na manhã do dia seguinte (16), os suspeitos invadiram a residência de um casal, subtraíram o automóvel da família e sequestraram um dos moradores. A vítima foi mantida sob grave ameaça, com a cabeça coberta, no banco traseiro do veículo, sendo libertada posteriormente nas proximidades do distrito da Maísa, em Mossoró.

Os dois suspeitos, identificados como José Antônio da Costa e Vinicius Gabriel da Silva Freitas, foram localizados e presos na tarde da última terça-feira (16), no Estado do Ceará, após serem abordados por equipes da Polícia Militar cearense na CE-040, na altura do distrito de Parajuru, município de Beberibe, quando trafegavam em um táxi vindo de Mossoró. Os dois suspeitos e o taxista foram conduzidos à unidade policial da região para os procedimentos cabíveis. No momento da abordagem, um dos investigados tentou destruir um aparelho celular, possivelmente com o intuito de eliminar provas relacionadas ao crime. Um colete balístico também foi localizado durante as diligências realizadas na rota de fuga.

As prisões em flagrante foram homologadas pela Justiça do Estado do Ceará. Na tarde desta quinta-feira (18), após representação fundamentada nos elementos reunidos durante a investigação, a Justiça decretou a prisão preventiva dos dois investigados.

Os suspeitos passaram a responder pelos crimes de homicídio qualificado consumado contra Alyson Dyego de Oliveira Morais, tentativa de homicídio qualificado contra o vereador Cabo Deyvison Thalles Martins do Nascimento e sequestro e cárcere privado. Ambos permanecem custodiados e à disposição da Justiça.

Outro importante avanço ocorreu na manhã desta quinta-feira (18), quando equipes da Polícia Militar do Rio Grande do Norte localizaram um esconderijo utilizado pelos investigados no bairro Maísa, em Mossoró.

A ação foi realizada a partir de informações produzidas pela Polícia Civil e compartilhadas no âmbito da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mossoró (FICCO/Mossoró) e Polícia Militar, refletindo o trabalho contínuo de integração e troca de informações entre as forças de segurança. No local, foram apreendidos um fuzil calibre 5.56, acompanhado de munições compatíveis, uma pistola calibre .40 e 19 munições do mesmo calibre. As armas apresentam características compatíveis com aquelas utilizadas na ação criminosa e serão submetidas aos exames periciais cabíveis. A apreensão representa relevante avanço investigativo, fortalecendo os indícios já reunidos quanto à autoria e à materialidade dos fatos.

A Polícia Civil destaca, ainda, a imprescindível atuação integrada das forças de segurança envolvidas. Merece especial reconhecimento o trabalho inicial realizado pela Polícia Militar do Rio Grande do Norte, responsável pelo rápido isolamento e preservação da cena do crime, medida fundamental para impedir a contaminação dos vestígios e assegurar a adequada atuação pericial.

Tal procedimento foi determinante para que a Polícia Científica pudesse desenvolver seus trabalhos com segurança e eficiência, possibilitando a coleta de evidências que vêm contribuindo decisivamente para a elucidação do caso.

Além disso, exame pericial realizado pela Polícia Científica do Rio Grande do Norte permitiu a identificação positiva dos investigados no veículo utilizado na ação criminosa, um automóvel Toyota Corolla. O resultado representa importante elemento técnico-científico produzido no curso da investigação e demonstra a elevada capacidade operacional e especializada da perícia oficial do Estado.

A identificação foi possível graças ao trabalho minucioso, célere e altamente qualificado desenvolvido pelos peritos da Polícia Científica, desde o processamento da cena do crime e dos vestígios coletados até a produção do resultado pericial. A prova técnica obtida reforça os demais elementos informativos reunidos pelas equipes de investigação, contribuindo de forma decisiva para o avanço das apurações e para o fortalecimento dos indícios de autoria.

As diligências continuam em andamento, com a análise de materiais apreendidos, laudos periciais e demais elementos probatórios, visando ao completo esclarecimento dos fatos, à identificação de eventuais coautores ou partícipes e à responsabilização de todos os envolvidos.

Por fim, a autoridade judicial responsável pela audiência de custódia declinou da competência para apreciação do mérito da investigação, determinando a remessa dos autos à Justiça do Rio Grande do Norte, onde o caso seguirá tramitando perante o juízo competente.

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Política

Zenaide garante R$ 2,5 milhões e inaugura nova escola em São Gonçalo

Foto: Divulgação

Com recursos destinados pela senadora Dra. Zenaide Maia, foi inaugurada nesta quinta-feira (18) a Escola Municipal Maurício Fernandes de Oliveira, no Conjunto Regomoleiro III, em São Gonçalo do Amarante.

A parlamentar destinou R$ 2,5 milhões para a obra. A Prefeitura entrou com contrapartida de R$ 721,7 mil. A unidade conta com oito salas de aula, biblioteca, pátio coberto e estrutura acessível para pessoas com deficiência.

“Educação não é gasto. É investimento. Somente a educação previne a violência e reduz as desigualdades sociais. Isso é vontade política do gestor e desta senadora, o que permitiu que esse sonho se realizasse”, afirmou Zenaide.

O prefeito Jaime Calado destacou a parceria que viabilizou a obra. “A senadora mandou esse dinheiro, que foi fundamental. A Prefeitura cedeu o terreno e entrou com contrapartida. Mas o principal é que tudo isso fica para a comunidade. Esse trabalho da gente, da senadora, fica para vocês. Quem recebe a confiança do povo não pode retribuir só com palavras. Tem que ser assim, com muito trabalho”, disse.

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Política

Jaques Wagner rebate acusações e crava: “minha candidatura está absolutamente mantida”

Foto: Reprodução

O senador Jaques Wagner (PT) se pronunciou na tarde desta quinta-feira (18), após ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal. Ao comentar os US$ 55 mil e 33 mil euros – o equivalente a cerca de R$ 471 mil em valores atuais – encontrados em endereços ligados a ele, o parlamentar afirmou que os recursos têm origem em diárias recebidas durante sua atuação no Congresso e em valores adquiridos para viagens ao exterior.

“Estou absolutamente tranquilo. Nunca recebi dinheiro de ninguém do Master. Estou absolutamente à vontade”, declarou em entrevista à BandNews TV.

Wagner também minimizou sua relação com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo ele, os dois se encontraram apenas duas vezes. Em uma dessas ocasiões, afirmou ter apresentado ao banqueiro o nome do ex-ministro Ricardo Lewandowski.

A investigação da Polícia Federal aponta suspeitas de que o senador tenha recebido um imóvel avaliado em R$ 2,5 milhões e pagamentos que somariam R$ 3,5 milhões, supostamente repassados pelo Banco Master por meio de uma empresa ligada a um familiar. De acordo com os investigadores, a estrutura teria sido utilizada para ocultar vantagens indevidas no contexto das fraudes apuradas na Operação Compliance Zero.

Ao rebater as acusações, Wagner afirmou que o imóvel citado é um apartamento ainda em construção, cuja aquisição negociava para sua filha. O senador também confirmou que teve celulares apreendidos durante a operação.

Questionado sobre os impactos políticos da investigação, Wagner revelou ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o assunto não envolveu uma eventual saída da liderança do governo no Senado. De acordo com o parlamentar, Lula manifestou solidariedade diante da situação.

“Continuo na liderança até que o presidente Lula peça para me retirar. Não acho que ele faça isso, mas, se fizer, é um direito dele”, afirmou, ao salientar também que sua pré-candidatura ao Senado está mantida.

“Em relação à minha candidatura, está absolutamente mantida. Estou muito seguro de tudo que fiz”, ressaltou.

Correio 24h

 

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Geral

Política é acusada de desviar R$ 41 mil para pagar mãe de santo por ‘amarração amorosa’

Foto: Reprodução

A vice-prefeita de Ribeira (SP), Juliana Maria Teixeira da Costa, está afastada do cargo desde agosto e pode enfrentar consequências mais severas caso seja condenada pelas acusações apresentadas pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Uma eventual sentença desfavorável pode resultar na perda definitiva do mandato, na devolução de recursos públicos e até em pena de prisão.

Juliana foi denunciada pelo MP-SP sob suspeita de utilizar verba pública para contratar uma mãe de santo com a finalidade de realizar um ritual de amarração amorosa. A defesa da vice-prefeita não comentou a acusação, segundo reportagem do G1.

Além dela, também foram denunciados Lauro Olegário da Silva Filho, então coordenador municipal de Saúde, e Willian Felipe da Silva, proprietário da empresa W.F. Da Silva Treinamentos, que prestava serviços à prefeitura.

Segundo a denúncia, os três teriam integrado uma associação criminosa entre 2021 e 2024 para fraudar licitações da área da Saúde em Ribeira. O Ministério Público aponta irregularidades em contratos, emissão de notas fiscais falsas e desvio de recursos públicos.

De acordo com a promotoria, Juliana teria desviado R$ 41,2 mil para custear o suposto ritual, com o objetivo de afastar Lauro da esposa e iniciar um relacionamento com ele. O pagamento à mãe de santo teria sido realizado por intermédio da empresa W.F. Da Silva Treinamentos.

Em razão das suspeitas, a Justiça determinou a suspensão dos contratos relacionados aos pregões investigados. A mãe de santo envolvida no caso, conhecida como Mentora Samantha, afirmou ter sofrido prejuízo superior a R$ 300 mil.

“O valor do trabalho ficou R$ 380 mil. Expliquei para ela que era um sacrifício muito forte, que a espiritualidade ia dar ele por inteiro para ela”, declarou.

Correio 24h

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Política

Única parlamentar do RN, Carla Dickson participa de homenagem nacional aos 122 anos da Assembleia de Deus no Brasil

Foto: Divulgação

A deputada federal Carla Dickson (PL-RN) participou, nesta quarta-feira (17), no Congresso Nacional, da solenidade festiva em homenagem aos 122 anos Evangélica Assembleia de Deus no Brasil. O evento reuniu pastores, lideranças evangélicas e parlamentares, para celebrar a trajetória da igreja, reconhecida pelo trabalho de evangelização, assistência social e fortalecimento da fé cristã no país. A celebração faz referência à fundação da Assembleia, em 18 de junho de 1911, em Belém (PA), pelos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren.

Carla Dickson foi a única representante da bancada federal do Rio Grande do Norte presente na solenidade, reforçando sua proximidade com o segmento evangélico e seu compromisso com a defesa da liberdade religiosa e dos valores cristãos.

“Foi uma honra representar meu Estado nesse momento tão significativo para milhões de brasileiros. A Assembleia de Deus tem uma história centenária de evangelização, acolhimento e transformação social, levando esperança às famílias e desenvolvendo um trabalho que ultrapassa os templos e chega nas comunidades em todo o país”, destacou a parlamentar.

A solenidade também prestou homenagem ao pastor-presidente das Assembleias de Deus no Brasil, Wellington da Costa Júnior, em reconhecimento à liderança e à contribuição para o fortalecimento da obra pentecostal no país. O evento marcou a celebração da história, expansão e relevância social da igreja, considerada uma das maiores denominações evangélicas do Brasil e do mundo.

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Mundo

CENSURA ILEGAL: Rumble e Trump Media pedem julgamento de Moraes à revelia nos EUA

Foto: Rosinei Coutinho

As empresas Rumble e Trump Media, esta última ligada ao presidente americano Donald Trump, pediram à Justiça Federal da Flórida que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), seja julgado à revelia no processo movido contra ele nos Estados Unidos.

Em petição apresentada nesta quinta-feira (18), as empresas afirmam que Moraes foi citado por meio de um procedimento autorizado pela própria Justiça americana e tinha até o dia 15 de junho para se manifestar. Segundo os autores da ação, o ministro não apresentou resposta, não pediu prorrogação do prazo e tampouco constituiu defesa no processo.

A Rumble e a Trump Media sustentam que tentaram notificar Moraes por meses pelos canais previstos na Convenção da Haia e não obtiveram sucesso.

Diante disso, a Justiça da Flórida autorizou a citação de Moraes por e-mail.

De acordo com a petição, os documentos foram enviados a dois endereços eletrônicos vinculados ao STF, e houve confirmação de entrega em um deles.

Caso a Justiça dos EUA acolha o requerimento, o processo seguirá para uma nova etapa, em que a Rumble e a Trump Media poderão tentar obter uma decisão favorável mesmo sem uma manifestação de Moraes sobre o mérito das acusações.

Em publicação nas redes sociais, o advogado das empresas, Martin De Luca, declarou que a ação poderá definir até que ponto decisões de autoridades estrangeiras podem produzir efeitos sobre plataformas, conteúdos e usuários localizados nos Estados Unidos.

Entenda o caso

Em maio, Moraes foi notificado judicialmente, por e-mail, para responder ao processo movido pela rede social Rumble e pela Trump Media & Technology Group, nos Estados Unidos.

O processo foi aberto em fevereiro no Tribunal Federal da Flórida sob a acusação de que o magistrado brasileiro teria promovido censura ilegal contra discursos políticos de usuários alinhados à direita brasileira, como o influenciador Allan dos Santos.

Segundo as empresas, decisões do ministro obrigando a Rumble a remover contas de figuras brasileiras violariam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão.

Os autores da ação também afirmam que Moraes determinou que a plataforma mantivesse representação legal no Brasil para cumprimento de ordens judiciais.

Embora a Trump Media não tenha sido alvo direto das decisões do STF, a empresa argumenta que depende da infraestrutura tecnológica da Rumble para funcionamento da Truth Social.

Como mostrou a CNN Brasil, a AGU (Advocacia-Geral da União) pediu, na segunda-feira (15), que a Justiça dos Estados Unidos suspenda a ação movida contra Moraes.

Para a AGU, as decisões questionadas pelas empresas foram proferidas pelo ministro no exercício de suas funções no Supremo Tribunal Federal e, por isso, estão protegidas pela imunidade de jurisdição, não podendo ser submetidas à análise de um tribunal estrangeiro.

CNN

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Geral

Após receber alta, Cabo Deyvison diz ter tenho plena confiança de que a verdade será esclarecida

Foto: Divulgação

O vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL-RN) informou nesta quinta-feira, 18, que recebeu alta hospitalar depois de ser alvo de um atentado. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar agradeceu as mensagens de apoio recebidas durante o período de internação e afirmou que pretende retomar as atividades em breve.

“Gratidão a Deus por ter me dado mais uma oportunidade de continuar minha missão”, escreveu.

Deyvison também agradeceu aos familiares, amigos, profissionais de saúde e agentes das forças de segurança que atuam na investigação do caso. Segundo ele, a apuração segue avançando.

“As investigações seguem avançando e tenho plena confiança de que a verdade será esclarecida”, afirmou.

O vereador fez ainda uma homenagem ao assessor, que morreu durante o atentado. “Um amigo, um irmão, que perdeu a vida e cuja memória continuará viva entre todos nós”, declarou.

ATENTADO

O atentado ocorreu na noite da última segunda-feira 15, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel, em Mossoró. Alyson Dyego filmava uma transmissão ao vivo quando criminosos passaram pelo local em um veículo e efetuaram diversos disparos. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Já Cabo Deyvison foi atingido nas pernas e encaminhado inicialmente à UPA. Depois, foi transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia, onde passou por cirurgia. De acordo com sua equipe, o estado de saúde é estável.

Durante a manifestação, o vereador agradeceu as mensagens de apoio recebidas e elogiou a atuação dos profissionais de saúde que atenderam as vítimas. Ele destacou os servidores da UPA do Alto de São Manoel, do Hospital Regional Tarcísio Maia e do Hospital da Polícia e afirmou que os profissionais mantiveram o equilíbrio para prestar socorro “naquele cenário horrível de terror”.

A Polícia Civil potiguar informou que o vereador era o alvo do atentado. As investigações apuram se o crime tem relação com denúncias feitas por Deyvison sobre a atuação de facções criminosas na cidade de Mossoró. Depois do ataque, os policiais localizaram o carro suspeito abandonado no bairro Alameda dos Cajueiros.

No local do crime, os investigadores recolheram um carregador de munição calibre 5.56, utilizado em fuzis. O delegado responsável pelo caso, Renato Oliveira, classificou o atentado como “bárbaro” e afirmou que a ação colocou em risco pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde que estavam na unidade.

 

Com informações da Revista Oeste

 

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Geral

Flávio cobra CPMI do Banco Master após operação da PF contra Jacques Wagner: “Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder”

Foto: reprodução/X

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrou a instalação de uma CPMI para investigar o Banco Master após a Polícia Federal deflagrar uma operação que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

“Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder. CPMI do Banco Master já!”, escreveu Flávio em publicação nas redes sociais.

Durante um evento em São Paulo, o senador também comentou a operação e afirmou que “o PT da Bahia acaba de ser implodido pela Polícia Federal”.

A 9ª fase da Operação Compliance Zero cumpre 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A investigação apura possíveis crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Além de Jaques Wagner, o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, também é alvo da operação. Segundo decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), há indícios de que o parlamentar possa ter recebido vantagens econômicas indevidas, direta ou indiretamente.

Durante as diligências, a Polícia Federal apreendeu cerca de US$ 49 mil, o equivalente a aproximadamente R$ 248 mil, em um endereço ligado ao senador em Brasília.

A defesa de Augusto Lima negou irregularidades e afirmou que as medidas adotadas pela PF ajudarão a comprovar a legalidade dos fatos investigados. A defesa de Jaques Wagner ainda não havia se manifestado até a última atualização.

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Política

“Minha relação com Vorcaro é praticamente zero”, diz Jaques Wagner

Foto: Divulgação/PT

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse, nesta quinta-feira (18/6), que sua relação com Daniel Vorcaro é “praticamente zero”. Depois de ter sido alvo de nova fase da operação Compliance Zero, o senador baiano voltou a dizer que esteve com o dono do Banco Master apenas duas vezes e centralizou o contato com Augusto Lima, também alvo da PF.

Mais cedo, o senador foi alvo de mandados de busca e apreensão em Salvador e em Brasília. Durante a operação, os agentes apreenderam US$ 55 mil e 33 mil euros. Segundo a corporação, Jaques Wagner atuou a favor dos interesses do Banco Master no Senado e, em troca, teria recebido propina, incluindo um apartamento de luxo.

“Minha relação com Daniel Vorcaro é praticamente zero. Nunca tive maiores entendimentos com o Daniel. O entendimento foi na venda do Credcesta, o Augusto Lima comprou a rede de supermercados junto com um fundo espanhol. Depois, ele procurou um banco para ter fluxo de caixa e empréstimos. É ali que entra o Banco Máxima e depois o Master”, disse.

O petista disse que esteve com o dono do Master apenas duas vezes, sempre tendo como intermediário Augusto Lima, ex-sócio do Master e quem Jaques se referiu como “Guga”. Em um desses encontros, inclusive, disse que apresentou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, antes dele ir para o Ministério da Justiça.

“Estive com ele duas vezes, na primeira veio se apresentar como sócio do Augusto Lima, e uma segunda vez quando o Augusto me pediu indicação queria elevar o nível do banco e queria uma indicação jurídica”, declarou.

Metrópoles

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Política

TÁ FEIO: Deputado do PT defende que Jaques Wagner deixe liderança do governo

Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) defendeu nesta 5ª feira (18.jun.2026) que o senador Jaques Wagner (PT-BA) deixe a liderança do governo no Senado. A declaração se deu depois de Wagner ser alvo da Polícia Federal na operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro relacionados ao Banco Master.

Ao Poder360, Correia afirmou que a declaração não indica movimento dos congressistas, mas uma posição individual dele. Em entrevista à BandNews, Jaques Wagner afirmou que falou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depois das investigações e que ele não mencionou sua saída do posto. Wagner disse não ter intenção de deixar a liderança.

Segundo Correia, Wagner deve se afastar do posto “para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência”. “O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim! Com as novas informações reveladas pela Operação Compliance não seria diferente”, escreveu Correia nas redes sociais.

O deputado relacionou as investigações à gestão do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Essas novas informações não mudam a gênese do escândalo do Banco Master, que é o BOLSOMASTER! Foi Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro para o Banco Central, que autorizou o Banco Master a funcionar, em 2019”, declarou.

Segundo Correia, o Banco Central recebeu alertas e omitiu-se diante de irregularidades sob a gestão de Campos Neto, o que, segundo ele, permitiu perdas no crédito consignado. O deputado afirmou ainda que o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), tentou usar o BRB (Banco de Brasília) para socorrer a instituição financeira de Daniel Vorcaro.

 

Poder 360

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