Trânsito

Mortes caem 21,7% em trechos de estradas federais após radares

Levantamento da Folha mostra que a redução média de mortes foi de 21,7% nos quilômetros de rodovias federais em que o dispositivo eletrônico foi colocado. Os dados apontam ainda para uma redução de 15% nos índices de acidentes após a instalação dos radares.

Segundo Bolsonaro, os aparelhos serão retirados das estradas conforme seus contratos de operação terminem. Novos contratos não serão firmados, diz. Procurado pela Folha, o Ministério da Infraestrutura não fala em fim dos radares, mas em reavaliação.

O governo federal deveria estar assinando os novos contratos dos radares que substituem as antigas contratações. Após a declaração do presidente, alguns trechos de estradas ficaram sem controle de velocidade, segundo as empresas do ramo.

Na quarta-feira (10), uma liminar da Justiça Federal determinou que nenhum radar fosse retirado de rodovias federais e que o governo prorrogasse por 60 dias os contratos perto de expirar. A decisão diz que não há dados técnicos que justifiquem o fim do serviço.

Para especialistas, a retirada dos radares aumentará a insegurança em um país em que já morrem 37 mil pessoas no trânsito por ano.

O cálculo da Folha sobre a eficácia dos equipamentos considerou os acidentes e mortes registrados pela Polícia Rodoviária Federal entre 2007 e 2018 nos quilômetros de estradas que até o fim do ano tinham radares.

Foram analisados os índices de acidente em cada um desses quilômetros antes e depois da colocação dos radares. No total, foram computados 1.530 pontos.

O cruzamento dos dados permitiu verificar que, em 72% dos quilômetros onde houve a implantação de radares, caiu o número de mortes.

A rodovia que teve a maior queda nominal da taxa de mortes por ano foi a BR-470, em Santa Catarina. Os trechos analisados da rodovia tinham em média 21 mortes por ano e passaram a ter 11 após os radares (queda de 49%).

Em 28% dos pontos de medição, houve aumento de mortes depois da chegada dos radares. O pior desempenho foi da BR-364, no trecho de Mato Grosso. Ali, antes da colocação de radares, ocorriam 8,4 mortes por ano; depois, 12 mortes (alta de 42%).

Pedro de Paula, coordenador da Iniciativa Bloomberg para Segurança Global no Trânsito, diz que elementos locais como má sinalização ou maior fluxo de veículos podem aumentar o risco da via.
“É esperado que uma política pública tenha ineficiências. É preciso olhar para os pontos ineficientes e melhorá-los e não abandonar o sistema inteiro, que é positivo”, avalia.

O ano de 2019 deveria ser um marco para fiscalização nas estradas federais sob responsabilidade do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), órgão vinculado ao Ministério da Infraestrutura.

O governo federal deveria terminar de assinar os contratos da segunda fase do Programa Nacional de Controle de Velocidade. A primeira fase do programa, criado em 2009, foi responsável pela instalação e manutenção de cerca de 3.700 aparelhos pelo país.

Em 2017, um novo pregão definiu as empresas que prestariam o serviço nos próximos anos. O custo geral dos 24 contratos é de R$ 1 bilhão (o edital do pregão previa um custo de R$ 2,2 bilhões).

Parte dos contratos foi assinada e está funcionando. Outra parte aguarda assinatura. Uma terceira parte já está assinada, mas tem equipamentos desligados aguardando aval federal para funcionarem. Segundo empresas do ramo, há uma suspensão extraoficial dos contratos e atrasos nos pagamentos.

Pelas regras, as empresas são pagas mensalmente de acordo com o serviço prestado, ou seja, instalação e manutenção dos radares –não há remuneração pela quantidade de multas aplicadas.

O dinheiro das multas é recolhido e convertido pelo Dnit em sinalização, engenharia de tráfego e programas de educação de trânsito.

Para Diumar Bueno, presidente da CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Anônimos), entidade que representa caminhoneiros, a proposta do governo federal é louvável, pois tende a reduzir o número de motoristas que são pegos de surpresa e multados por radares que considera “caça-níqueis”.

“Existem outras formas de se reduzir a velocidade dos motoristas, como a colocação de lombadas fixas [de asfalto], que não tem o caráter arrecadatório”, defende ele. Para Bueno, o custo dos radares é elevado frente à sua eficácia. “E não vejo uma contribuição relevante na redução de acidentes e de mortes”.
Bueno disse ainda ter sido consultado por membros do governo sobre a posição de apoio da confederação à proposta de retirada dos radares.

Já Silvio Medici, diretor da Abeetrans, que representa as empresas de radares, diz que a proposta de substituir radares por lombadas fixas é completamente ultrapassada.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Até ano passado se via muitas críticas a tão famigerada "indústria da multa" agora com o novo governo federal querendo diminuir os "pardais" aí é muito blá blá blá, agora durma com um barulho desses……

  2. Com certeza, se os veículos automotores fossem erradicados, a quantidade de mortes nos trânsito cairia ainda mais. Só que a questão não não deve ser analisada com tanta simplicidade. Esses "pardais" são caça-niqueis. Muitos foram instalados em locais desnecessários, não há qualquer padronização lógica para as velocidades determinadas (é comum haver velocidades distintas para equipamentos próximos, denotando a clara intenção de confundir os motoristas), falta sinalização adequada da sua existência, muitas vezes coexistem com lombadas físicas e são instalados com a parceria de empresas privadas, que se tornam "sócias" das autuações por eles realizadas. Se o objetivo realmente fosse a segurança do trânsito, seria muito mais coerente focar na conservação e na sinalização das estradas.

  3. Essa oposição nojenta e inconsequente defenderá tudo que for proposto pelo governo Bolsonaro. De tal forma que, se ele lançar um programa de combate à dengue, esses canalhas arrumarão uma forma de defender o mosquito. A forma de atuação dessa corja é asquerosa. Anti Brasil, anti povo.

  4. Parece ser muito forte o lobby, da indú$tria de equipamento$ de e$pionagem, os tai$ radare$ que o pe$$oal do Denit parece adorar. Tem fedentina ne$$e negócio. Abaixo o "pungui$mo" no bol$o do contribuinte que preci$a tran$itar. A$ rodovia$ $ão do povo brasileiro. Denit, PRF, o$ $enhore$ $ão brasileiro$ e quem paga seu$ $alário$ é a população de$te paí$. $erá que não perceberam, ainda, que e$$e "cuidado" com a vida é muito mai$ um negócio pra $e vender radare$ (pardai$)? Se é para reduzir velocidade, que sejam construídas novas lombadas (quebra molas) que são muito mais baratas, duram mais. São eficazes e não dão margem a suspeitas depois de construídas. (eu disse depois, antes tudo pode acontecer com a empreiteira). Pessoal, vamos apoiar a iniciativa do Presidente Bolsonaro. Abaixo a roubalheira. Abaixo a indú$tria de multa$ plantada$ em no$$a$ rodovia$.

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Geral

O diagnóstico recebido por Vorcaro após urinar sangue na prisão e realizar exames no hospital

Foto: Reprodução/Youtube

Levado ao hospital para exames após urinar sangue na prisão, Daniel Vorcaro foi diagnosticado com uma infecção urinária, segundo apurou a coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, com fontes próximas ao dono do Banco Master.

O diagnóstico foi fechado após Vorcaro receber atendimento de um médico particular e realizar exames de sangue e de imagem na tarde de quinta-feira (23/4), no hospital DF Star, em Brasília.

Após o diagnóstico, Vorcaro já começou a tratar a infecção. O tratamento, de acordo com fontes ligadas ao banqueiro, será feito por meio de antibióticos ministrados pelos médicos que o acompanham.

Apesar da infecção, Vorcaro segue normalmente suas tratativas para a delação premiada, por meio de reuniões com seus advogados. O banqueiro quer concluir a proposta até o final de abril.

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Geral

[VÍDEO] ENGORDA DA PONTA NEGRA: A realidade dos fatos

Apesar da impressionante torcida contra, principalmente por integrantes da oposição à gestão atual da Prefeitura do Natal, de pessoas ligadas às candidaturas ao governo do Estado de Allyson Bezerra e Cadu Xavier, as imagens mostram a Praia de Ponta Negra antes e depois da obra da engorda. E se não fosse a engorda, a praia estaria destruída e o Morro do Careca comprometido por causa da erosão. Ou não se recordam?

Mas, apesar dos 110 mm de chuva em menos de 24h, aí estão as imagens que comprovam que a engorda foi muito necessária sim!

Opinião dos leitores

  1. E quem diacho foi contra a engorda da orla? A questão que o cidadão comum vê é que uma grande parte da engorda já desceu mar adentro nesses rios que formam apos as chuvas. Se o projeto da drenagem já está finalizado o problema é que o gasto com a engorda se tornará inútil devido as chuvas levarem tudo de volta pro mar.
    O ideal é que essas águas de chuva sejam jogadas direto no mar ou em alguma lagoa de captação.

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Geral

Lei limita atuação de influenciadores na eleição; fiscalização vira desafio para o TSE


Imagem: reprodução/ilustrativa

Influenciadores digitais ganharam protagonismo nas redes sociais, mas enfrentam restrições legais ao atuar em campanhas eleitorais. A legislação brasileira proíbe pagamento, contratação ou qualquer vínculo formal entre criadores de conteúdo e candidatos para fins de propaganda.

Proibição de pagamento por propaganda

Criadores de conteúdo não podem ser contratados nem remunerados para divulgar candidatos. Publicações patrocinadas pedindo votos (“publis”) são vedadas.

Manifestação apenas como cidadão

Influenciadores podem expressar apoio ou crítica, desde que de forma espontânea, como eleitores, sem vínculo com partidos ou campanhas.

Sem impulsionamento ou monetização

Mesmo conteúdos opinativos não podem ser impulsionados nem monetizados. A lei permite impulsionamento apenas por candidatos, partidos e coligações.

O que é impulsionamento

É o pagamento a plataformas como Instagram, TikTok e Facebook para ampliar o alcance de conteúdos — prática restrita aos atores oficiais da campanha.

O cenário impõe um desafio: campanhas tentam engajar influenciadores de forma orgânica, enquanto a Justiça Eleitoral precisa coibir propaganda disfarçada.

Segundo o especialista em marketing político Paulo Loiola, há uma “zona cinzenta” na aplicação das regras, especialmente na distinção entre divulgação institucional e campanha eleitoral.

Quando identificada propaganda irregular, candidatos e partidos podem sofrer multas, remoção de conteúdo, restrições e até cassação ou inelegibilidade. Influenciadores também podem ser multados e responder criminalmente em casos de desinformação.

Pessoa física x pessoa jurídica

O controle não se limita a influenciadores. Páginas de memes e entretenimento com grande alcance também entram no radar.

Segundo a especialista em Direito Eleitoral Amanda Cunha, há distinção entre a atuação individual e a de perfis que funcionam como empresas digitais. Nestes casos, além da proibição de pagamento, há vedação à participação de pessoas jurídicas em campanhas.

Pela legislação, empresas não podem financiar nem fazer propaganda eleitoral, inclusive nas redes sociais.

Fiscalização e ações do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma investir em campanhas educativas e combate à desinformação. Entre as iniciativas estão a websérie “V de Verdade” e conteúdos sobre uso de inteligência artificial, além de parcerias com plataformas digitais como Google, Kwai e Meta.

Agências de marketing e rastreio de campanhas

A intermediação por agências de marketing digital pode dificultar a identificação de responsáveis por conteúdos políticos.

Um exemplo citado é o caso envolvendo o banco Master, em que influenciadores relataram propostas para criticar o Banco Central. A Polícia Federal investiga possível uso dessas estratégias para obstrução de Justiça.

Influência, algoritmos e desinformação

Especialistas apontam que o ambiente digital favorece conteúdos com alto engajamento emocional, o que pode ampliar a circulação de desinformação.

Além disso, cresce a relevância de influenciadores de menor alcance, mas com forte conexão em comunidades específicas — os chamados microinfluenciadores.

Nesse contexto, o desafio das campanhas é estimular engajamento espontâneo dentro dos limites legais, em um ambiente onde a confiança em indivíduos tem ganhado mais peso do que em instituições.

Com informações de g1

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Geral

ALERTA DE MAIS CHUVA NO RN: após sexta caótica, Inmet prevê ventos fortes e risco neste sábado; veja detalhes

Foto: Reprodução

Após uma sexta-feira (24) marcada por alagamentos e transtornos, o RN voltou a entrar em alerta para chuvas intensas neste sábado (25). De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há previsão de precipitações entre 20 e 30 mm por hora, podendo chegar a 50 mm ao longo do dia, além de ventos que podem atingir até 60 km/h, o que aumenta o risco de novos pontos de alagamento.

Segundo o Inmet, o aviso é classificado como de perigo potencial, indicando baixo risco para ocorrências como corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, descargas elétricas e alagamentos, especialmente em áreas mais vulneráveis.

O órgão orienta que, em caso de rajadas de vento, a população evite se abrigar sob árvores e não estacione veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda. Também é recomendado evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante as chuvas.

Foto: Divulgação/Inmet

Em caso de necessidade, a orientação é acionar a Defesa Civil, pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros, pelo 193, conforme informações oficiais.

Dia de alagamentos e transtornos

As chuvas registradas na sexta (24) provocaram alagamentos e diversos transtornos em municípios da Região Metropolitana de Natal, como Parnamirim, Natal e Extremoz. Até o início da tarde, não havia registro oficial de pessoas desalojadas ou desabrigadas, segundo a Defesa Civil.

De acordo com o balanço estadual, Parnamirim acumulou cerca de 131 milímetros de chuva em 24 horas, com transbordamento de lagoas de captação. Em Extremoz, foram registrados alagamentos em ruas e a abertura de uma cratera em via pública. Já em Natal, diversas vias ficaram intransitáveis ou parcialmente obstruídas, com registros de alagamentos em áreas como o bairro das Rocas.

 

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Judiciário

Aliados de Bolsonaro começam a cumprir penas de até 26 anos; ex-diretor da PRF está entre condenados

Foto: STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o início do cumprimento das penas de cinco condenados apontados como integrantes do núcleo de articulação de uma suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. As condenações chegam a até 26 anos e 6 meses de prisão, segundo decisão já sem possibilidade de recurso.

De acordo com informações do processo, os condenados fariam parte de um grupo responsável por ações que, segundo a acusação, tinham como objetivo manter o então presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder, mesmo após o resultado das urnas.

Entre os nomes está o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, condenado a 24 anos e 6 meses. Também foram condenados o general da reserva Mário Fernandes, com pena de 26 anos e 6 meses, e o coronel Marcelo Câmara, que recebeu 21 anos de prisão. O ex-assessor Filipe Martins também foi condenado a 21 anos.

Segundo decisão do STF, todos já estavam presos preventivamente e agora passam a cumprir pena definitiva. Silvinei está detido no Complexo da Papuda, em Brasília, enquanto outros condenados cumprem prisão em unidades militares ou prisionais, conforme o caso.

A delegada Marília Ferreira de Alencar, condenada a 8 anos e 6 meses, seguirá inicialmente em prisão domiciliar por 90 dias, conforme determinação de Moraes. Em nota e conforme registros do processo, a Polícia Federal realizou buscas na residência da investigada e apreendeu documentos.

 

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Política

R$ 41 MILHÕES TRAVADOS E OBRAS AFETADAS: Nina apresenta documentos e aponta retenção de recursos do Governo Federal em Natal

Foto: Reprodução

A vereadora Nina Souza (PL) apresentou documentos oficiais que, segundo ela, apontam a retenção de cerca de R$ 41 milhões em recursos federais destinados a obras em Natal. De acordo com a Prefeitura, esses valores estão ligados a convênios nas áreas de mobilidade urbana, infraestrutura e saúde — e a demora na liberação já estaria afetando o andamento de serviços na capital.

Entre os materiais apresentados está um ofício de 73 páginas encaminhado ao Governo Federal, no qual a gestão municipal pede apoio para destravar os recursos considerados pendentes, conforme informações divulgadas pelo BNews Natal. O documento vem acompanhado de um relatório da Secretaria de Planejamento (Sempla), com o detalhamento dos convênios e dos valores envolvidos.

Foto: Reprodução

Segundo a Prefeitura, a falta de liberação tem causado atrasos e até paralisação de obras, além de aumentar o risco de elevação nos custos. Também há impactos apontados em áreas sensíveis, como mobilidade urbana e atendimento em saúde.

O assunto ganhou força após a vereadora Samanda Alves (PT) declarar, em entrevista ao Blog da Carol Ribeiro, que tinha conhecimento de apenas um caso específico de recurso não liberado. Já os documentos apresentados agora indicam que há diversos convênios com valores ainda pendentes, de acordo com as informações divulgadas.

Foto: Reprodução

Em entrevista ao BNews, Nina afirmou que obras iniciadas na gestão do ex-prefeito Álvaro Dias (PL) não foram concluídas justamente por conta da não liberação desses recursos. Ela também fez críticas a adversários políticos e disse esperar apoio institucional para viabilizar a liberação dos valores.

Opinião dos leitores

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Polícia

[VÍDEO] TENTATIVA DE FUGA EM ALCAÇUZ: detentos serram grade durante chuva e são contidos a tiros perto do muro

Imagens: Reprodução/Instagram/Via Certa Natal

Dois internos da Penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, tentaram fugir na noite desta sexta-feira (24) após aproveitarem o barulho da chuva para serrar grades e sair de uma das celas. A movimentação foi flagrada pelo sistema de videomonitoramento e os detentos acabaram contidos ainda na área interna da unidade, nas proximidades do muro.

De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária do RN (Seap), os dois foram identificados por policiais penais de plantão e pela equipe da Central de Rádio e Videomonitoramento já fora da cela, na área de ventilação. O alarme foi acionado e os agentes conseguiram impedir a fuga rapidamente.

Segundo informações do Via Certa Natal, os internos teriam usado o barulho da chuva para serrar as grades da Ala Bravo e conseguiram avançar até uma área próxima ao muro antes de serem interceptados. A Polícia Militar fez rondas ao redor da unidade durante a noite.

Durante a ação, conforme nota oficial da Seap, foram usados instrumentos de menor potencial ofensivo. Também houve disparos, segundo a pasta, com o objetivo de conter a tentativa de fuga e garantir a segurança da unidade.

A secretaria informou ainda que o plano de contingência foi ativado, com reforço de equipes especializadas e realização de contagem da população carcerária. A direção do presídio destacou que não houve fuga e que será instaurado procedimento administrativo para apurar a falta disciplinar dos internos e as circunstâncias do caso.

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Política

[VÍDEO] Greve atinge 53 universidades federais, trava serviços e pressiona governo; Zambelli dispara: “Avisamos”

Imagens: Reprodução/Instagram/Bruno Zambelli

A greve de servidores técnico-administrativos atinge ao menos 53 das 69 universidades federais do país e já compromete serviços essenciais. Apesar de as aulas seguirem, setores internos foram afetados, aumentando a pressão sobre o governo em relação a acordos considerados pendentes pela categoria.

A situação ganhou repercussão política após o deputado estadual de São Paulo, Bruno Zambelli (PL), comentar a notícia divulgada pelo SBT News. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou: “Avisamos. Não foi por falta de aviso. As universidades federais entraram em greve após Lula não cumprir as promessas”, em referência às cobranças feitas anteriormente sobre o tema.

De acordo com informações, a paralisação envolve principalmente servidores técnico-administrativos, responsáveis por áreas essenciais como emissão de documentos, funcionamento de bibliotecas e suporte a laboratórios. Com a adesão ao movimento, esses serviços já apresentam impacto em diversas unidades.

Apesar da manutenção das aulas na maior parte das universidades, estudantes relatam dificuldades no acesso a atividades básicas do dia a dia acadêmico. A paralisação, segundo fontes ligadas ao movimento, tem afetado diretamente a rotina dentro dos campi.

Segundo representantes da categoria, a greve ocorre diante da avaliação de que acordos firmados anteriormente com o governo federal não foram integralmente cumpridos, especialmente no que diz respeito à regulamentação de medidas de progressão e valorização profissional.

Em nota, o Ministério da Educação afirma que os compromissos estão sendo cumpridos ou encontram-se em fase de implementação, e que mantém diálogo com os servidores.

Opinião dos leitores

  1. Essa DESGRAÇA nessas instituições de ideologia federal foi avisada que aconteceria isso aí,agora que chupem essa manga 🥭,kkkkkkkkkk,fico aqui só assistindo.

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Política

Janja reage a fala de aliado de Trump que chamou brasileiras de ‘raça maldita’

Foto: Reprodução

A primeira-dama Janja reagiu à repercussão de declarações atribuídas a um aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teriam chamado mulheres brasileiras de “raça maldita”. A fala gerou ampla repercussão nas redes sociais e levou Janja a se manifestar publicamente, em defesa das brasileiras.

Janja repudiou o teor das declarações e afirmou que mulheres brasileiras não podem ser reduzidas a estereótipos ofensivos ou generalizações. Segundo ela, o Brasil é formado por mulheres diversas, com história, voz e dignidade.

“Não somos programadas para nada. Somos pessoas com voz, com sonhos, e lutamos diariamente para viver com dignidade e liberdade para ser quem quisermos”, afirmou.

Ela também destacou que as brasileiras enfrentam diariamente situações de violência, silenciamento e desigualdade, mas seguem resistindo. “As mulheres brasileiras, com muita força e coragem, rompem diariamente ciclos de violência e de silenciamento”, escreveu.

De acordo com a repercussão internacional do caso, a declaração atribuída ao enviado teria sido feita durante entrevista a uma emissora estrangeira, o que ampliou a reação negativa em diferentes países e nas redes sociais.

Após a manifestação de Janja, o tema ganhou ainda mais visibilidade nas redes sociais, com usuários repercutindo tanto as declarações quanto a resposta da primeira-dama. O caso também passou a ser discutido em diferentes países, especialmente em debates sobre misoginia e discurso ofensivo contra mulheres.

 

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Política

Walter Alves visita fábrica de confecções em Ielmo Marinho e reforça importância do setor produtivo

Foto: Divulgação

O pré-candidato a deputado estadual e presidente do MDB-RN Walter Alves visitou, na tarde desta sexta-feira (24), uma fábrica de confecções no município de Ielmo Marinho. A agenda foi realizada a convite do prefeito Fernando de Canto de Moça e de vereadores da cidade.

Durante a visita, Walter foi recepcionado pelo empresário Jorge Tenório, responsável pela unidade, que apresentou a estrutura da empresa e destacou a atuação no mercado. Atualmente, a fábrica conta com mais de 60 colaboradores e produz peças para marcas reconhecidas nacionalmente.

A visita também teve um significado especial para Walter Alves. Há 21 anos, ele esteve presente na inauguração da empresa, ocasião que contou com a participação do então senador Garibaldi Filho.

“É uma alegria muito grande voltar a essa empresa depois de tantos anos e ver o quanto ela cresceu, gerando emprego e renda para a população. É necessário fazer essa parceria, estimular o emprego através da iniciativa privada. Aqui, são mais de 60 empregos diretos. O emprego está aqui, as pessoas moram aqui. O dinheiro gira aqui no município. Apoiar o setor produtivo é fundamental para o desenvolvimento do nosso estado”, disse Walter.

O empresário Jorge Tenório agradeceu a presença de Walter e ressaltou a importância da visita. “Ficamos muito honrados em receber Walter novamente aqui. Ele acompanhou o início desse projeto e hoje ver de perto o resultado do nosso trabalho, que só foi possível com muito esforço e dedicação”, afirmou.

O prefeito Fernando de Canto de Moça também agradeceu a visita e destacou o apoio de Walter Alves ao município. “Quero agradecer a Walter por sempre estar presente em Ielmo Marinho, apoiando nosso município desde a época de deputado federal, com a destinação de emendas importantes que ajudaram no nosso desenvolvimento”, disse.

Além de Walter e do prefeito Fernando, a visita contou com a presença do vice-prefeito Ionaldo Silva, presidente da Câmara de Vereadores Júnior do Mercadinho, e dos vereadores João Zacarias, Galego de Messias e Pio do Frango.

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