O grupo de vereadores rebelados da bancada governista na Câmara Municipal de Mossoró deu mais um passo para deixar o governismo. Alex do Frango (PV), Genilson Alves (PTN) e Tassyo Mardony (PSDB) deixaram os cargos comissionados à disposição do prefeito Silveira Júnior (PSD) e devem adotar uma postura de independência a partir de agora no parlamento mossoroense.
A continuidade dos três na sustentação do prefeito tem uma exigência: o retorno de Celso Lanches (PV) aos quadros do governismo.
Celso foi expulso da bancada por exigência do presidente da Casa, Jório Nogueira (PSD), que não gostou de ver Celso e mais quatro vereadores da situação se juntar a oposição para defender a criação de um conselho para gerir a Fundação Aldenor Nogueira. Ele queria (e conseguiu) ser o presidente da instituição.
Alvo da operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (28), a gestora REAG Investimentos mantém presença intensa em Brasília. Há apenas duas semanas, no dia 11 de agosto, o presidente do Conselho de Administração da empresa, João Carlos Falpo Mansur, esteve reunido com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo.
Além de Galípolo, também consta na reunião o nome de seu chefe de gabinete, Julio Cesar Costa Pinto. O encontro, realizado no fim da tarde, está registrado na agenda oficial de Galípolo.
Para os investigadores, Mansur teria estruturado e administrado fundos de investimento usados pelo empresário Mohamad Hussein Mourad, dono da refinaria Copape, para lavar dinheiro. Mourad é o principal alvo da Carbono Oculto (leia mais abaixo).
Foto: Reprodução
Como presidente do BC, encontros como este fazem parte das atribuições de Galípolo. A REAG se apresenta como a maior gestora de investimentos “independente” (não ligada a bancos) do país e é listada na B3, a bolsa de valores de São Paulo. Fundada em 2012, a firma afirma ter atualmente R$ 299 bilhões sob gestão.
Na ferramenta Agenda Transparente, desenvolvida pela ONG Fiquem Sabendo, os gestores da REAG aparecem em contatos com agentes do governo federal pelo menos desde maio de 2024.
Há registros de reuniões com o Ministério dos Transportes em várias ocasiões; com o Desenvolvimento Agrário (junho de 2025); e com a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (novembro de 2024).
Esta última contou com a presença do então titular da pasta, o ministro Alexandre Padilha, atual ministro da Saúde. O encontro foi com o presidente da Associação de Mineração da China, Zeng Zhirong. A REAG esteve representada por Manoel Damasceno e Lina Xu, ambos do departamento de China da empresa.
Além de integrantes do governo, a REAG também aparece em várias agendas de agências reguladoras, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep).
A princípio, reuniões como essas são legítimas, dado o porte da empresa e seus interesses em diversos setores da economia. A coluna procurou Galípolo para comentários, mas ainda não houve resposta. O espaço segue aberto.
Em nota à coluna, Padilha disse que a reunião sobre mineração era um encontro preparatório à vinda do presidente chinês, Xi Jinping, ao Brasil, no fim do ano passado.
“A reunião com a Associação de Mineração da China, devidamente registrada no e-Agendas, integra uma série de encontros do governo federal com instituições chinesas no marco da vinda do presidente Xi Jiping ao Brasil em novembro de 2024”, disse ele, em nota.
Como a REAG aparece no esquema da Carbono Oculto
Segundo os investigadores do Gaeco do MPSP, João Carlos Falpo Mansur teria estruturado e administrado fundos de investimento que foram usados por Mohamad Hussein Mourad, dono da refinaria Copape, para lavar dinheiro. Os fundos seriam o Mabruk II, o Anna e o Hans 95.
Numa decisão judicial à qual o Metrópoles teve acesso, Mansur figura como responsável pelo fundo Hans 95, que, por sua vez, seria o sócio majoritário do fundo Mabruk II.
“O Hans 95 é cotista majoritário do fundo Anna, que, por sua vez, é cotista do Mabruk II. João Carlos Mansur, da REAG, é o responsável pelo Hans 95 e está implicado na ocultação de valores sem origem usando o BK Bank (outra fintech investigada na Carbono Oculto)”.
A relação de Mansur com os fundos de investimento foi revelada pelo site jornalístico O Bastidor e confirmada pelo Metrópoles.
Após a operação desta quinta-feira, a REAG divulgou um “fato relevante” ao mercado, informando os acionistas sobre o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
“Trata-se de procedimento investigativo em curso. As companhias esclarecem que estão colaborando integralmente com as autoridades competentes, fornecendo as informações e documentos solicitados, e permanecerão à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários”, diz um trecho.
O escritor Luis Fernando Veríssimo morreu aos 88 anos, neste sábado (30), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Ele estava internado na UTI do Hospital Moinhos de Vento há cerca de três semanas com princípio de pneumonia. A informação foi confirmada por familiares.
Verissimo tinha Parkinson e problemas cardíacos – em 2016, implantou um marcapasso. Em 2021, o escritor sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), e segundo a família, enfrentava dificuldades motoras e de comunicação.
O escritor deixa a mulher, Lúcia Helena Massa, três filhos e dois netos.
Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.
Verissimo dizia ter herdado informalidade do pai, Erico
Veríssimo nasceu em Porto Alegre, em 26 de setembro de 1936. Viveu parte da infância nos Estados Unidos porque o pai, o escritor Erico Verissimo, um dos maiores nomes da literatura nacional, autor de obras como “O Tempo e o Vento”, dava aulas de literatura brasileira nas universidades de Berkeley e de Oakland.
“O pai foi um dos primeiros escritores brasileiros a escrever de uma maneira mais informal. E eu acho que herdei um pouco isso. Essa informalidade na maneira de escrever”, disse sobre o pai.
Luis Fernando Verissimo vendeu 5,6 milhões de livros
A carreira começou no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde começou como revisor em 1966. No Rio de Janeiro, trabalhou como tradutor.
O primeiro livro, “O Popular”, foi publicado em 1973. Ao todo, Verissimo teve mais de 70 livros publicados e 5,6 milhões de cópias vendidas, entre crônicas, romances, contos e quadrinhos.
O escritor também escrevia colunas para os jornais “O Estado de S.Paulo”, “O Globo” e “Zero Hora”.
Discreto nos hábitos e nas declarações, Verissimo ainda vivia na casa onde cresceu depois do retorno ao Brasil. O imóvel no Bairro Petrópolis, em Porto Alegre, foi comprado em 1941 pelo pai.
O escritório onde Erico trabalhava é conservado intacto pela família. Cercado de livros, Luis Fernando tinha o costume de escrever em outro cômodo da casa, onde também guardava o saxofone e dezenas de discos e CDs de jazz.
Metódico, só interrompia o trabalho quando a mulher, Lúcia, o chamava para o almoço. Já à noite, parava para assistir ao Jornal Nacional. Quando queria curtir seu estilo de música preferido, o fazia sem distrações. “Música é sentar e ouvir”, disse em entrevista em 2012.
A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) realizou as primeiras oitivas nesta semana. Embora apreciados diversos requerimentos, a convocação de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ficou de fora.
Frei Chico é vice-presidente do Sindnap (Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical), entidade suspeita de envolvimento em esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas. A oposição, entretanto, não desistiu do depoimento e traça estratégias para convocá-lo.
O irmão de Lula é alvo de ao menos 12 requerimentos protocolados na CPMI. Os pedidos incluem demandas por convocação para prestar depoimento ao colegiado, quebra de sigilo bancário e fiscal e requerimento de relatório de inteligência financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
Em um momento inicial, o colegiado, em acordo, aprovou requerimentos de oitivas a nomes de destaque, como dez ex-presidentes do INSS e ex-ministros. A CPMI também tomará depoimento de presidentes de entidades que firmaram acordos de cooperação técnica com o INSS.
Frei Chico, por sua vez, ficou de fora dessa leva de aprovações por não ser presidente da associação, mas apenas vice. Parlamentares de oposição, por outro lado, consideram primordial o depoimento pelo potencial de desgastar o governo.
“Após passar essa fase, os requerimentos apresentados serão deliberados e há centenas de requerimentos, dentre os quais o de convocação do irmão do Lula, Frei Chico. Sem dúvida nenhuma a oposição vai defender que ele seja convocado”, afirmou Marcel Van Hattem (Novo-RS).
A Polícia Federal indiciou senador Marcos do Val (Podemos-ES) por obstrução de investigação de organização criminosa e incitação ao crime. A informação em decisão desta sexta-feira (29) do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogou as medidas cautelares impostas a Do Val.
O indiciamento aconteceu no último dia 13 de agosto, em relatório que permanece em sigilo.
Do Val é investigado por obstrução de Justiça após publicar, nas redes sociais, dados pessoais do delegado da PF Fábio Schor, que atua em investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros nomes do bolsonarismo.
A PF também indiciou blogueiros Allan Lopes dos Santos, Oswaldo Eustáquio Filho e Ednardo D’Avila Mello Raposo.
Moraes e Do Val
Moraes revogou parcialmente, nesta sexta-feira (29) as medidas cautelares impostas contra o senador Marcos do Val (Podemos-ES). As contas bancárias foram desbloqueadas e ele terá a tornozeleira eletrônica retirada, por exemplo.
O senador estava usando tornozeleira e teve as contas bancárias e verba de gabinete bloqueadas. A decisão se dá após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, solicitar que a Advocacia Geral do Senado entrar com um recurso no STF para atenuar as cautelares impostas a Do Val.
“A Presidência do Senado Federal encaminhou pedido de reconsideração de medidas cautelares alternativas à prisão em relação ao Senador Marcos do Val, em virtude de fato novo e superveniente consistente no pedido de licença temporária do cargo de Senador da República. Anexou, ainda, laudo médico “que comprova a necessidade de afastamento da função parlamentar para tratamento de sua saúde”, diz Moraes.
Moraes atendeu o pedido e determinou o desbloqueio do salário e verbas de gabinete do senador, contas bancárias e a dispensa do uso da tornozeleira, proibição das redes sociais e o recolhimento no período noturno.
Por outro lado, as medidas cautelares de proibição de ausentar-se do país e apreensão dos passaportes ficam mantidas, pois “continuam presentes os requisitos exigidos pelo art. 319 do Código de Processo Penal”
O ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA), afirmou na sexta-feira que não há decisão sobre sua saída do governo, mesmo com o aumento da pressão da cúpula da sigla para desembarcar da gestão petista. A relação do partido com o Planalto piorou ainda mais após críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente do União, Antonio Rueda, em reunião ministerial.
— Nada foi decidido, nenhuma saída foi conversada. Inclusive, estou hoje (ontem) inaugurando obras relativas à COP 30, continuando meus trabalhos — afirmou o ministro.
Segundo dirigentes do partido, Sabino procurou Rueda na quinta-feira, para tentar convencê-lo a dar aval para a permanência no governo. O presidente do partido não atendeu o pedido do ministro e disse que, se ele não sair do governo, será expulso da sigla.
A aliados, o ministro reafirma a intenção de permanecer tanto no governo quanto no partido e que acredita ainda ser possível reverter o ultimato recebido do presidente do União Brasil.
‘Cota Alcolumbre’
A Executiva Nacional do União tem reunião marcada para a próxima quarta-feira, quando pretende aprovar uma resolução para impedir que filiados ocupem cargos no governo Lula. A decisão pouparia as principais indicações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que apadrinhou os ministros Frederico Siqueira (Comunicações) e Waldez Góes (Integração Nacional), mas que não são filiados ao partido.
A cúpula do União Brasil considera que ter um filiado como ministro é insustentável após ele deixar claro a indisposição pessoal com Rueda. Já havia uma movimentação para desembarcar da Esplanada até o fim do ano, após a federação com o PP ser aprovada pela Justiça Eleitoral, mas a decisão deve ser adiantada para semana que vem depois da fala do presidente na reunião ministerial.
A pressão de Lula para que os ministros do Centrão defendam mais o governo das críticas dos dirigentes de seus partidos provocou insatisfação em parte das legendas. A decisão do União Brasil vai ser centrada no ministro do Turismo, Celso Sabino, que é o único formalmente filiado à legenda no primeiro escalão.
Segundo relatos de integrantes do partido, o assunto ganhou força com cobranças dos governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, e de Mato Grosso, Mauro Mendes, em um grupo de WhatsApp do partido após as falas de Lula. Ainda de acordo com integrantes da legenda, Sabino mandou diversas mensagens no grupo reclamando da pressão pela saída e defendendo o governo, mas estava em minoria.
Com exceção dos votos contrários de Sabino e de outros poucos nomes da Executiva, como Alcolumbre e o ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho, o União espera amplo apoio para aprovar o desembarque.
Na reunião ministerial de terça-feira, além de cobrar uma defesa mais contundente do governo aos ministros, Lula disse acreditar que não vai ter o apoio do União Brasil em 2026 e que não gosta pessoalmente do presidente do partido, Antonio Rueda. Em resposta, o dirigente afirmou nas redes sociais que “na democracia, o convívio institucional não se mede por afinidades pessoais, mas pelo respeito às instituições e às responsabilidades de cada um”.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta em aumento de gastos com investimentos e programas sociais no Orçamento de 2026, ano de eleições presidenciais, mas com uma série de receitas incertas, despesas obrigatórias crescendo e “buracos” na peça orçamentária do ano que vem.
O Poder Executivo envia nesta sexta-feira, 29, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, com a estimativa de arrecadação e todas as despesas previstas para o ano que vem. O Orçamento total é de R$ 6,530 trilhões, sendo R$ 3,2 trilhões em despesas do dia a dia, aposentadorias, benefícios sociais, programas assistenciais, investimentos e emendas parlamentares.
O governo enviou o projeto com uma previsão de superávit de R$ 34,5 bilhões nas contas públicas (a meta fiscal é de R$ 34,3 bilhões), ou seja, 0,25% do PIB. Mas, na prática, há uma margem de tolerância que permite déficit zero. O arcabouço fiscal tem uma margem de tolerância de 0,25 ponto porcentual do PIB para mais ou para menos.
Além disso, algumas despesas estão fora dessa contabilidade, como parte do pagamento de precatórios (dívidas judiciais da União). Considerando todos os gastos e receitas, haverá um déficit real de R$ 23,3 bilhões no ano que vem, de acordo com as projeções do governo.
O Bolsa Família terá um orçamento de R$ 158,6 bilhões, o mesmo valor de 2025, sem previsão de reajuste no benefício, mas o governo quer turbinar outros programas sociais. O Auxílio Gás ficou com R$ 5,1 bilhões, acima dos R$ 3,6 bilhões deste ano, mas abaixo da ampliação anunciada e prestes a ser lançada, com atendimento de 17 milhões de famílias e gastos superior a R$ 10 bilhões. Para colocar esses valores no Orçamento, a peça terá de ser ajustada.
De acordo com a equipe econômica, o valor de R$ 5,1 bilhões atende ao desenho que está sendo feito pelo governo e que ainda estava em processo de discussão antes da finalização da peça orçamentária. Os técnicos garantiram que a despesa estará dentro do Orçamento, mas que o programa terá uma dinâmica diferente, atendendo famílias de acordo com a quantidade de pessoas e vinculado diretamente à compra do botijão de gás, e não como um dinheiro livre na conta.
O governo reservou R$ 52,9 bilhões para o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em 2026. No total, serão R$ 83 bilhões em investimentos públicos, um aumento de R$ 11,7 bilhões em relação ao ano anterior.
O Pé-de-Meia, que voltará para o Orçamento, após o Tribunal de Contas da União (TCU) condenar os gastos paralelos do programa de incentivo à permanência no Ensino Médio, tem uma previsão de R$ 12 bilhões em despesas.
As emendas parlamentares somaram R$ 40,8 bilhões no Orçamento de 2026, mas o valor diz respeito apenas às emendas impositivas (obrigatórias), indicadas pelos deputados e senadores (individuais) e pelos grupos estaduais do Congresso (bancada). O Congresso deverá incluir R$ 12,1 bilhões em emendas de comissão, herdeiras do orçamento secreto, esquema revelado pelo Estadão. Para isso, terá de cortar despesas do Poder Executivo para abrigar os recursos.
Além disso, o governo reservou R$ 1 bilhão para o fundo eleitoral, que bancará os candidatos na eleição de 2026 – valor menor do que os R$ 5 bilhões destinados nas eleições de 2022 e 2024. Se o Congresso quiser aumentar a cifra, deverá cortar das emendas de bancada, como prevê a legislação.
O salário mínimo será de R$ 1.631 em 2026, conforme os parâmetros do Orçamento. O valor representa um aumento de 7,44% em relação ao piso atual, de R$ 1.518. A quantia impacta no pagamento de aposentadorias e benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
No total, as despesas previdenciárias vão chegar a R$ 1,1 trilhão. O total de despesas obrigatórias do governo, é de R$ 2,952 trilhões, o equivalente a 92,4% do Orçamento.
“Isso é decorrente basicamente da variação do valor salário mínimo e que afeta diretamente a despesa com benefícios previdenciários”, disse o secretário de Orçamento Federal, Clayton Luiz Montes, ao falar dos gastos com Previdência Social.
Papo de Fogão Sabor e Tradição – Feito Potiguar: onde cada receita tem o gosto da nossa história e do nosso povo. Direto de Caicó! Dona Gertrudes, da Queijeira Gertrudes, vai mostrar como faz o queijo de coalho do jeitinho que aprendeu há mais de 50 anos. E ainda tem a dica rápida com a geleia de mangaba da Fernanda Câmara do Sabores da Vivenda, de Ceará-Mirim. Está simplesmente imperdível!
SÁBADO
BAND MARANHÃO e PIAUÍ – 8h
PARAÍBA
TV CORREIO/RECORD, 13h30
DOMINGO
RIO GRANDE DO NORTE – TV TROPICAL/RECORD, 10h
O Ministério do Trabalho e Emprego – de Luiz Marinho (foto, ao lado de Lula) – autorizou o afastamento do país do superintendente regional da pasta no Distrito Federal, Jackson da Silva Ázara, para integrar uma missão técnica em Nápoles, na Itália. A viagem será realizada entre 26 de outubro e 2 de novembro de 2025, segundo portaria publicada pela secretaria-executiva do ministério em 21 de agosto.
Ázara participará como conselheiro do Senac-DF na missão “Aprendizagem da Verdadeira Pizza Napoletana”, promovida pela Associação da Verdadeira Pizza Napoletana (AVPN). O objetivo do evento é promover intercâmbio de conhecimentos em áreas como segurança alimentar, sustentabilidade, inovação social e desenvolvimento comunitário.
De acordo com a portaria, a participação do servidor terá “ônus limitado” para o governo federal, ou seja, parte das despesas não será custeada pela União. O processo administrativo que autoriza a viagem está registrado sob o número 19964.206980/2024-78. Na prática, o governo Lula está custeando parte de uma viagem para que um servidor aprenda os segredos da “Pizza Napoletana”.
Pelo texto no Diário Oficial, a autorização para participação nessa missão especial foi dada pelo Secretário Executivo da Pasta: Francisco Macena da Silva.
Para além da pizza no governo Lula
A missão também a troca de experiências voltadas ao combate ao desperdício de alimentos e à articulação em rede entre instituições públicas e privadas.
A chamada “Pizza Napolitana” é considerada uma das expressões mais tradicionais da culinária italiana e surgiu em Nápoles no século 18. A receita, preparada com massa de fermentação lenta, molho de tomate fresco, mussarela de búfala e manjericão, simboliza as cores da bandeira italiana.
Reconhecida por sua simplicidade e rigor técnico, a pizza de Nápoles recebeu em 2009 o selo de Especialidade Tradicional Garantida pela União Europeia e, em 2017, o modo de preparo foi inscrito na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco.
Nota do MTE
“O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) esclarece que a missão técnica em Nápoles, Itália, mencionada em reportagem, não é organizada nem financiada pelo governo federal.
O evento é promovido e custeado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). O superintendente regional do MTE no Distrito Federal, Jackson da Silva Ázara, foi convidado pelo Senac a participar, na condição de conselheiro da instituição.
A participação do servidor foi apenas autorizada administrativamente, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, sem qualquer ônus financeiro para o MTE.”
A Polícia Federal avalia que Jair Bolsonaro pode escapar de sua residência pulando o muro dos fundos, entrar na casa de um vizinho e sair em um carro não fiscalizado em direção à embaixada dos Estados Unidos, onde pediria asilo. A informação foi publicada inicialmente por Mônica Bergamo, na Folha de SP.
O estudo foi feito com base em imagens aéreas captadas por drones. A parte traseira do imóvel não é monitorada pela segurança externa, o que permitiria ao ex-presidente sair sem ser visto, segundo croquis anexados ao relatório da PF.
Uma vez no carro de um vizinho, Bolsonaro poderia se abaixar no banco traseiro e cruzar a portaria do condomínio sem qualquer revista. A embaixada americana fica a cerca de 10 minutos do local.
Diante do risco, a PF solicitou ao ministro Alexandre de Moraes a presença de agentes dentro da casa de Bolsonaro 24 horas por dia. A Procuradoria-Geral da República, no entanto, discordou.
Para o procurador-geral Paulo Gonet, a prisão domiciliar e a vigilância externa são suficientes. “Não se aponta situação crítica de segurança no interior da casa”, afirmou a PGR ao Supremo Tribunal Federal.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ser chamado de “falso humilde”pelo chefe do Executivo federal durante entrevista à Itatiaia na manhã desta sexta-feira (29).
Em publicação nas redes sociais, Zema compartilhou uma foto em que Lula aparece usando um tênis da grife italiana Zegna, avaliado em R$ 10.550.
Na legenda, o governador rebateu a fala do presidente e afirmou: “As atitudes falam por si. Eu prefiro falar menos e mostrar mais”. Antes, Lula havia dito: “É por isso que eu acho ele um falso humilde. Vai chegar a hora da verdade de ver quem fez o que.”
Ainda na entrevista à Itatiaia, Lula também disse que Zema é uma figura “caricata”, que “tenta ser algo que ele não é”, além de dizer que o governador de Minas pautou o seu mandato, que irá terminar no final de 2026, “fazendo críticas ao [ex-] governador [Fernando] Pimentel. Tentando dizer que o Pimentel tinha destruído o estado e ele recuperou”.
De acordo com o presidente, Zema deveria ter mais honestidade e reconhecer que Minas Gerais recebeu mais recurso público no governo atual do que no de Jair Bolsonaro (PL).
Em discurso no dia 16 de agosto, o governador falou em “varrer o PT do mapa” e criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Lula afirmou não ver “nenhum problema” na candidatura de Zema e disse que quanto mais candidatos, melhor.
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