Polêmica

Mourão: “Se ele não me quiser, pego as coisas e vou embora”

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Já faz um tempo que o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, vem sendo alvo de críticas do filho de Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro. O general parece cada vez mais incomodado com a falta de proteção por parte do próprio presidente – que não contraria os ataques do filho – e, no último domingo (21), acabou desabafando para a imprensa: “Se ele (Bolsonaro) não me quer, é só me dizer. Pego as coisas e vou embora”. As informações são da revista Veja.

Em público, vice e presidente assumem uma postura de que tudo está bem e, inclusive, usam a metáfora de um casamento para classificar a relação. Em café da manhã com a imprensa, na última quinta-feira (25), no Palácio do Planalto, Bolsonaro brincou: “Esse casamento é até 2022, no mínimo. Continuamos dormindo na mesma cama, só tem briga para saber quem vai arrumar a cozinha”. Mourão complementou a brincadeira: “Ou quem vai cortar a grama”.

Porém não é segredo que, nos bastidores, há uma grande crise acontecendo entre os dois. Quem expôs as divergências entre Bolsonaro e Mourão foi o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro. O filho do presidente postou um vídeo na conta do pai, no Youtube, em que Olavo de Carvalho aparece tecendo duras críticas aos militares, classificando-os como “incultos e presunçosos”. O guru do governo bolsonarista claramente se referia a Mourão, a quem já chamou anteriormente de “adolescente desqualificado”.

O vídeo foi retirado do ar, mas Carlos continuou atacando o vice-presidente por meio de sua conta no Twitter. Ele acusou Mourão de querer tirar seu pai do poder, afirmando que o general se opõe às propostas do presidente, faz alianças com adversários, se aproxima de empresários importantes, bajula a imprensa e se apresenta como “sensato” e “transigente”, tudo visando assumir o cargo que é de Bolsonaro.

Mas a questão principal para Mourão é o fato de o próprio Bolsonaro dar aval para que o filho siga acusando-o de conspiração. O presidente já afirmou não concordar com tudo que é dito, mas disse que “algumas críticas são justas”, sem especificar quais seriam elas.

No domingo, Mourão estava quieto, abalado e teve picos de pressão. Rodeado de familiares, ele afirmou que se a situação continuasse, ele não descartaria a possibilidade de renunciar ao cargo. “Se ele (Bolsonaro) não me quer, é só me dizer. Pego as coisas e vou embora”, desabafou. Afirmando ser um soldado a serviço da nação, o general garantiu que tudo que faz é tentar ajudar o presidente. “O presidente nunca me disse para parar, para não falar com essa ou aquela pessoa. Então, entendo que não estou fazendo nada de errado. Mas se ele quiser que eu pare…”, finalizou.

Bolsonaro, por outro lado, já deu diversos sinais de que não acredita fielmente nas boas intenções de seu vice. Na terça-feira (23), durante uma reunião do Conselho de Governo, o presidente foi elogiado por ter vencido uma eleição difícil sozinho, sem ajuda de outros políticos. Bolsonaro respondeu ironicamente: “Não, teve Mourão comigo”.

Semanas antes, o presidente havia censurado algumas atitudes do vice. “O negócio é o seguinte: o Mourão é general lá no Exército. Aqui quem manda sou eu. Eu sou o presidente”, afirmou, visivelmente irritado.

O outro filho de Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro, também aproveitou para dar sua opinião sobre o general. “O Mourão não foi eleito para ficar dando declarações contrárias às do presidente ou para agradar a uma parte da opinião pública. A função do vice é substituir o presidente em uma eventual ausência dele. Tem de ser um soldado na porta do quartel. Nada mais”.

No começo de abril, Mourão recebeu o líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), em seu gabinete. O general foi acionado pela assessoria do parlamentar, que pediu o encontro. Opositor feroz ao governo, o senador explicou que procurou Mourão, e não Bolsonaro, para debater uma agenda de melhorias de infraestrutura no estado: “Nós conversamos com quem tem sensatez para conversar”. Após a conversa, o vice-presidente passou seu contato pessoal a Randolfe e se colocou à disposição do parlamentar.

Na segunda-feira (22), foi a vez da deputada Perpétua Almeida, do PCdoB, se encontrar com Mourão. O motivo do encontro foi o pedido do apoio do general, para aumentar a proteção nas fronteiras do Acre e para ajudar a destravar a proposta de criação de um escritório do Banco do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) no Brasil. O general mostrou-se extremamente receptivo, e confidenciou ter uma prima, Arminda Mourão, ex-filiada ao PCdoB, que já tentou convencê-lo a ingressar no partido. Em entrevista à revista VEJA, Perpétua afirmou: “O vice-presidente entende a liturgia do cargo que está ocupando. É um democrata”.

Os próprios aliados do governo, que têm encontrado dificuldades para falar com ministros e com o próprio presidente, estão recorrendo à Mourão. O deputado Márcio Labre (PSL-RJ) foi até o vice para informá-lo de que era seu fã. Durante a conversa, os dois chegaram a comentar algumas declarações do vice-presidente, que explicou ao parlamentar que, ao entrar no Exército, foi instruído a ser sincero e a sempre falar o que pensava. “Com o Bolsonaro é a mesma coisa. Enquanto não recebo uma diretriz, mantenho pública a minha opinião pessoal”, declarou.

Em um governo extremamente intolerante a oposições, a postura de Mourão soa não só como provocação, mas como conspiração. Inclusive, há duas semanas, o deputado Marco Feliciano (PODE-SP), vice-líder do governo, fez algo inusitado na política e pediu o impeachment de Mourão. Curiosamente, ele mesmo admite não querer a cassação do vice. “Foi um tiro de alerta. Eu não mirei o coração do Mourão. Eu mirei os ouvidos — os dele e os de todos os que estão com ele. Agora, aqueles que frequentam o gabinete podem ser vistos como conspiradores”, afirmou Feliciano.

Antes de apresentar o pedido, o parlamentar consultou Bolsonaro sobre sua intenção. O general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional e amigo de Mourão, acompanhava a audiência, que tratava da reforma da Previdência. Antes de entrar no assunto central, Feliciano pediu para ficar a sós com o presidente.

“Nos 100 dias de governo foram 100 dias de vice alfinetando o presidente”, disse Feliciano. Bolsonaro não fez nenhum comentário, o que ficou subentendido como consentimento. O pedido de impeachment, porém, já foi devidamente arquivado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Na quinta-feira, durante o café da manhã para a imprensa, Bolsonaro e Mourão sentaram-se lado a lado, mantendo as aparências. Ambos comentaram que Carlos tem o direito de expressar sua opinião e o general chegou a dizer que o fato de Carlos ser filho do presidente não o obriga a “ficar de bico calado”.

Na história da política brasileira, não é raro haver conflitos entre titular e vice. O primeiro presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca, desconfiava, com razão, de Floriano Peixoto – que assumiria seu lugar nove meses depois da posse. Café Filho conspirava contra Getúlio Vargas. João Goulart, contra Jânio Quadros. Na redemocratização, Itamar Franco voltou-se contra Fernando Collor. E, no caso mais recente, Dilma Rousseff acreditava que Michel Temer era o vice mais discreto e servil com quem um presidente poderia contar.

Yahoo Notícias

 

Opinião dos leitores

  1. Esse pessoal que votou em Bolsonaro está igual aos petistas, não pode falar nada dos seus ídolos que pega logo ar, não esqueçamos que Bolsonado foi militar durante 17 anos e politico 20, não são inocentes, nenhum deles.

  2. Já vi muitos governos serem bombardeados, mas igual o de Bolsonaro nunca, a esquerda tinha certeza que iria se perpetuar no poder, não se prepararam para perder, estar igual a um marido que não aceita perder a mulher, preferi mata-la, assim estar a esquerda no Brasil, torce para que tudo dê errado, estão pouco preocupados com o país, sonham a qualquer custo voltar ao poder e continuar na teta do estado, pois trabalhar eles não sabem, gostam dos altos salários pagos por quem trabalham. Vergonha

  3. Bg, está cristalino nos seus repliques, pois você prefere replicar, que você é Petista, assim sendo, tenta potencializar, matérias negativas quando envolve Bolsonaro.

    1. Discordo , vc que ja ta chato e repetitivo, deixe de mimimimi, tem q publicar sim aqui e um blog para atualizar a todos e nao so a vc ok

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LUTO NA MÚSICA: Morre de câncer aos 60 anos o cantor Netinho, ícone do axé

Foto: Reprodução

O cantor Netinho, um dos principais nomes da axé music, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em decorrência de um câncer. A morte foi confirmada pela assessoria do artista em comunicado publicado nas redes sociais.

Segundo a equipe, Netinho enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos. O cantor estava em tratamento médico em Salvador e havia retomado as sessões de quimioterapia, com previsão de passar por um transplante autólogo de medula óssea.

Em nota, a assessoria destacou a trajetória do artista e reproduziu uma declaração que ele costumava fazer durante os últimos meses de tratamento: “Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte.”

Por desejo do próprio cantor, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em cerimônia restrita a familiares e amigos próximos. A equipe também pediu respeito à privacidade da família neste momento.

Netinho havia se afastado das redes sociais para se dedicar ao tratamento. Sua última publicação no Instagram ocorreu em 30 de agosto. A última apresentação aconteceu em 25 de outubro de 2025, na cidade de Coronel Fabriciano, em Minas Gerais.

Nascido em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, Netinho ganhou projeção nacional como vocalista da Banda Beijo, que integrou a partir de 1988. Em 1993, iniciou carreira solo com o álbum Um Beijo Pra Você e consolidou seu sucesso com músicas como “Milla”, “Beijo na Boca”, “Capricho dos Deuses” e “Preciso de Você”.

O cantor também marcou a história do axé ao levar um trio elétrico à Itália durante a Copa do Mundo de 1990. Em 1998, realizou cinco apresentações com ingressos esgotados no Coliseu de Lisboa, em Portugal.

Nos últimos anos, Netinho também participou da política. Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, filiou-se ao Partido Liberal (PL) em 2022 e disputou uma vaga de deputado federal pela Bahia. Recebeu 31.448 votos, mas não foi eleito.

Em 2013, o artista já havia enfrentado graves problemas de saúde, após complicações que resultaram em internação prolongada e tratamento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

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TSE: Nunes Marques volta a suspender canal “Exército do Lula” no WhatsApp

Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou novamente, nesta terça-feira (13), a suspensão das atualizações do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. O espaço reúne cerca de 4,1 milhões de seguidores.

A decisão condiciona a retomada das publicações à comunicação formal do endereço eletrônico do canal à Justiça Eleitoral e ao cumprimento do prazo de regularização de 48 horas previsto nas normas eleitorais.

Nunes Marques também determinou que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, faça o acompanhamento proativo das publicações em canais públicos de grande alcance vinculados às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

A fiscalização deverá identificar e remover conteúdos idênticos ou substancialmente semelhantes a publicações que já tenham sido proibidas pela Justiça Eleitoral. A medida não abrange conversas privadas dos usuários.

O canal “Exército do Lula” havia sido suspenso inicialmente no domingo (11), após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusou o grupo de disseminar informações falsas contra o candidato. A decisão foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou seu funcionamento provisório.

A nova determinação considera informações técnicas da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE sobre a estrutura e o funcionamento do canal, que combina administração centralizada e distribuição de tarefas entre os participantes.

O presidente do TSE também marcou uma reunião com representantes das campanhas de Lula e Flávio para esta terça-feira, às 15h30. O objetivo é discutir regras para a atuação dos canais digitais e tentar estabelecer um acordo para combater a disseminação de informações falsas durante o 2º turno.

 

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Papa Leão 14 é internado em Roma para cirurgia de retirada de nódulo no pulmão

Foto: Benoit Tessier/AFP

O papa Leão XIV, de 71 anos, deu entrada nesta terça-feira (13) no Hospital Agostino Gemelli, em Roma, na Itália, para passar por uma cirurgia de retirada de um nódulo no pulmão. O procedimento está previsto para a tarde, no horário local, segundo informações divulgadas pelo Vaticano.

O pontífice anunciou no domingo (11), durante a oração do Angelus, na Praça de São Pedro, que exames médicos recentes identificaram um nódulo pulmonar em estágio inicial. Segundo ele, a lesão está bem localizada e os médicos recomendaram sua remoção.

A cirurgia será realizada por uma equipe de cirurgia torácica liderada pelo médico Stefano Margaritora. O Vaticano informou que a recuperação deve durar aproximadamente uma semana e cancelou os compromissos públicos do papa até 20 de outubro.

Leão XIV chegou ao hospital nesta terça-feira e foi recebido por fiéis que aguardavam sua entrada. O Hospital Gemelli é tradicionalmente utilizado para o tratamento de pontífices e também recebeu o papa Francisco durante suas internações.

Esta é a primeira questão de saúde significativa divulgada desde que Leão XIV assumiu o comando da Igreja Católica, em maio de 2025. Até então, o pontífice não apresentava problemas de saúde conhecidos e mantinha uma rotina de atividades físicas, incluindo tênis e natação.

Os médicos ainda não informaram a natureza do nódulo. Lesões desse tipo podem ser benignas ou malignas, e a análise do tecido retirado deverá ajudar a esclarecer o diagnóstico.

O papa tem uma viagem programada para novembro ao Uruguai, à Argentina e ao Peru. Até o momento, os compromissos internacionais permanecem previstos na agenda oficial.

Com informações de O Globo

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Ministro de Lula já conversa com possível sucessor em eventual governo Flávio

Foto: Ricardo Stuckert e Charles Vieira

Um ministro do governo Lula já iniciou conversas com seu possível substituto em uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro (PL). A informação foi publicada nesta terça-feira (13) pela jornalista Andreza Matais, em sua coluna no Metrópoles.

Segundo a colunista, o diálogo envolve uma área considerada sensível do governo federal, atualmente comandada por um ministro que não pertence ao PT. Os nomes dos envolvidos e a pasta não foram divulgados.

A movimentação ocorre em meio ao 2º turno da eleição presidencial. De acordo com a reportagem, a expectativa de vitória de Flávio, apontada por levantamentos eleitorais, levou à antecipação de conversas sobre uma possível transição de governo.

A coluna apurou com um ministro que, neste momento, o contato tem como objetivo conhecer a situação da pasta e estabelecer condições para uma eventual transição pacífica.

As conversas não representam uma mudança oficial de governo, já que o resultado da eleição presidencial será definido no 2º turno, marcado para 25 de outubro.

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MUDANÇA DE POSIÇÃO: Direita decide votar a favor do fim da escala 6×1; Flávio deve acompanhar

Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

A direita e a oposição no Senado decidiram mudar de posição e devem votar a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) também deve seguir essa orientação. A informação foi divulgada pela CNN Brasil nesta terça-feira (13).

Segundo o jornalista Daniel Rittner, a mudança ocorre após aliados de Flávio avaliarem que um voto contrário à proposta poderia provocar desgaste eleitoral durante o 2º turno da disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Até a semana passada, a estratégia da oposição era tentar adiar a votação para depois das eleições, marcadas para 25 de outubro. Caso não conseguisse impedir a análise, o grupo pretendia apresentar emendas para modificar o texto e obrigar seu retorno à Câmara dos Deputados.

A avaliação inicial era de que a aprovação da proposta antes da eleição poderia beneficiar politicamente Lula. No entanto, integrantes da campanha de Flávio passaram a considerar que a rejeição da medida poderia ter consequências eleitorais ainda maiores.

De acordo com Rittner, existe preocupação entre os aliados do senador com a repercussão de um eventual voto contrário nas redes sociais, especialmente pela dificuldade de explicar ao eleitorado as divergências sobre a proposta e a defesa de modelos mais flexíveis de jornada de trabalho.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comprometeu-se a colocar a PEC em votação. Embora a análise estivesse inicialmente prevista para quarta-feira (14), integrantes do governo e da oposição avaliam que a votação poderá ocorrer na quinta-feira (15).

A proposta prevê a substituição da escala de seis dias de trabalho por um de descanso por um modelo de cinco dias de trabalho e dois de folga, com redução gradual da jornada semanal para 40 horas, sem redução salarial.

Com informações da CNN Brasil

Opinião dos leitores

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2º TURNO: Pesquisas internas de Flávio e Lula divergem sobre disputa presidencial

Fotos:  Agência Senado e Palácio do Planalto

As pesquisas internas das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentam resultados diferentes sobre a disputa presidencial no 2º turno. Enquanto aliados do senador apontam uma vantagem de dez pontos percentuais sobre o presidente, a equipe petista afirma que a diferença diminuiu e que os candidatos estão tecnicamente empatados.

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (13) pelo jornalista Pedro Venceslau, da CNN Brasil, com base em fontes das duas campanhas.

Segundo integrantes do comando da campanha de Flávio, os levantamentos internos, conhecidos como trackings, indicam que o senador teria uma votação superior à registrada no 1º turno caso a eleição fosse realizada agora.

A avaliação do PL é que o desempenho de Flávio no 1º turno impulsionou uma nova mobilização do eleitorado de direita, que também teria alcançado a região Nordeste.

Já a campanha de Lula trabalha com números diferentes. De acordo com o deputado Pastor Henrique (Psol-RJ), os levantamentos internos mostram uma redução da distância entre os candidatos, que teria passado de quatro a seis pontos percentuais para uma diferença entre um e três pontos.

A equipe petista atribui a mudança às manifestações de apoio a Lula realizadas nos últimos dias, que, na avaliação dos aliados, estariam contribuindo para a recuperação do presidente na disputa.

Os números apresentados pelas campanhas são de levantamentos internos, sem divulgação de informações sobre amostra, metodologia ou margem de erro, o que impede uma comparação técnica independente dos resultados.

 

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PODERDATA/AYA: Flávio tem 51% contra 49% de Lula no 2º turno

Foto: Ricardo Stuckert e Carlos Moura/Agência Senado

Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta terça-feira (13) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos no 2º turno da eleição presidencial, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 1,8 ponto percentual.

Em relação ao levantamento anterior, divulgado em 8 de outubro, Flávio oscilou dois pontos percentuais para baixo, passando de 53% para 51%. Lula registrou movimento contrário, subindo de 47% para 49%. Com isso, a diferença entre os candidatos caiu de seis para dois pontos percentuais em cinco dias.

No 1º turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. A diferença entre os dois candidatos nas urnas foi de 1,87 ponto percentual.

O levantamento também apresenta dados por segmentos do eleitorado. Entre as mulheres, Lula registra 53% das intenções de voto, contra 39% de Flávio. O senador apresenta seus maiores percentuais regionais no Sul, com 61%, e no Centro-Oeste, com 55%. Entre os eleitores com ensino médio, Flávio alcança 52%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 12 de outubro de 2026, com 3 mil eleitores de 686 municípios das 27 unidades da Federação. As entrevistas foram feitas por telefone, utilizando o sistema de resposta audível automatizada.

A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do PoderData, em parceria de divulgação com o Aya Bancah, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01209/2026.

Com informações do Poder360

Opinião dos leitores

  1. Essa mesma pesquisa mostrava Lula com 45% e Flávio com 42, na última antes do segundo turno e o resultado foi bem diferente.
    Pesquisa sem utilidade, ou de utilidade questionável.

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TSE dá 24 horas para fórum sindical apagar publicações contra Flávio Bolsonaro

Foto: Raul Spinassé/Divulgação

O ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze determinou que o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) retire, em até 24 horas, publicações contra o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) feitas no Instagram. A decisão, tomada nesta segunda-feira (12), atende a um pedido da campanha do senador.

Bellizze considerou que as postagens configuram propaganda eleitoral irregular em perfil institucional. Embora o Fonasefe não tenha personalidade jurídica própria, o ministro entendeu que a página funciona como canal oficial das entidades sindicais e associativas que integram o fórum.

A legislação eleitoral proíbe a veiculação de propaganda eleitoral em perfis de pessoas jurídicas, mesmo quando realizada gratuitamente. A campanha de Flávio identificou pelo menos 17 publicações contrárias ao candidato.

As postagens faziam críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e a uma possível reforma administrativa atribuída a Flávio. Em uma delas, o fórum classificou a proposta como prejudicial ao serviço público. A campanha alegou que a entidade utilizou sua estrutura institucional para estimular a rejeição ao candidato e divulgou informações falsas ou descontextualizadas.

O ministro, no entanto, rejeitou o pedido para proibir preventivamente novas publicações eleitorais do Fonasefe. Segundo Bellizze, a medida representaria controle prévio de conteúdo, e eventuais irregularidades futuras deverão ser analisadas individualmente.

A decisão também determina que a Meta, responsável pelo Instagram, remova as publicações caso o fórum não cumpra o prazo estabelecido. A empresa deverá preservar dados de alcance, visualizações, compartilhamentos e eventual impulsionamento, além de fornecer informações cadastrais dos responsáveis pelo perfil.

A determinação não analisou a veracidade das afirmações divulgadas pelo fórum e ainda será submetida ao plenário do TSE.

Com informações do UOL

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GERP: 53% dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum; 42% rejeitam Flávio

Foto: Ricardo Stuckert/Estadão Conteúdo

Pesquisa Gerp divulgada nesta terça-feira (13) aponta que 53% dos eleitores brasileiros rejeitam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no cenário estimulado do 2º turno das eleições presidenciais. O senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 42% de rejeição, uma diferença de 11 pontos percentuais.

O levantamento perguntou aos entrevistados em qual dos dois candidatos não votariam de jeito nenhum. Os resultados mostram ainda que 1% rejeita ambos os candidatos, enquanto outro 1% afirma que poderia votar em qualquer um deles. Outros 3% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 2.400 eleitores em todo o país, por telefone, nos dias 8, 9 e 12 de outubro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%.

O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto Gerp e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07877/2026.

Com informações da CNN Brasil

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Geral

BTG/NEXUS: Nova pesquisa mostra para onde vão os votos de Cury, Caiado, Renan e Zema no 2º turno

Fotos: Reprodução

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira (13) mostra como os eleitores de candidatos derrotados no 1º turno estão distribuindo suas intenções de voto entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os eleitores de Romeu Zema, 80% declaram voto em Flávio. No grupo que votou em Ronaldo Caiado, o percentual é de 55%.

Entre os entrevistados que afirmaram ter votado em Zema, nenhum declarou intenção de votar em Lula. Outros 12% pretendem votar em branco ou nulo e 8% não souberam ou não responderam.

No eleitorado de Caiado, Flávio registra 55% das intenções de voto, contra 27% de Lula. Outros 11% afirmam que votarão em branco ou nulo, enquanto 7% estão indecisos ou não responderam.

Entre os eleitores de Renan Santos, Flávio aparece com 37% e Lula com 30%. Nesse grupo, 33% declaram intenção de votar em branco ou nulo.

Já entre os que votaram em Augusto Cury, os percentuais são de 43% para Flávio e 41% para Lula. Outros 13% pretendem votar em branco ou nulo e 4% não souberam ou não responderam.

O levantamento também mostra que os dois candidatos mantêm 98% dos eleitores que declararam ter votado neles no 1º turno. Entre os eleitores de Lula, 1% declara agora voto em Flávio. Entre os de Flávio, 2% afirmam que votarão no presidente.

A pesquisa ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 10 e 12 de outubro de 2026. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07997/2026. As margens de erro específicas dos subgrupos não foram informadas na reportagem.

Com informações da Veja

Opinião dos leitores

  1. lógico que 95% dos eleitores de Caiado, Zema, Augusto Cury e Renal vão para Flávio o resto vota nulo mas esses bandidos fazem questão de mentir para favorecer o bandido do Lula e mais 6 partidos apoiam Flávio

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