O Globo
A Procuradoria Geral de Justiça pediu nesta sexta-feira a quebra do sigilo bancário e fiscal do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez (PSDB) nas investigações da máfia da merenda. Por meio do esquema de corrupção, uma cooperativa pagava propinas a funcionários públicos e políticos paulistas para conseguir contratos de venda de suco de laranja com o poder público. Além do governo estadual, 22 prefeituras são investigadas.
O nome de Capez foi citado por ex-dirigentes da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), que foram presos pela Polícia Civil em janeiro. Ex-promotor de Justiça, Capez nega todas as acusações. Ele afirmou que entregou seus dados bancários à Justiça na segunda-feira e que já pediu para ser ouvido. O deputado se comprometeu a trabalhar para que seja instaurada, na Assembleia, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) proposta pelo PT para apurar o funcionamento do esquema na Secretaria de Educação.
Além de Capez, também tiveram o pedido de quebra de sigilo pedido pela Procuradoria paulista dois ex-chefes de gabinete de secretarias do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Estão sendo investigados o ex-chefe de gabinete da Casa Civil, Luiz Roberto dos Santos, o “Moita”, e o ex-chefe de gabinete da Secretaria de Educação, Fernando Padula. Os dois são apontados por delatores como contatos do esquema da Coaf dentro do governo paulista.

Presidente da Câmara de SP é de qual Partido mesmo?
Será que não tem partido?
Ou será do bloco dos inocentes protegidos pelas manipulações das manchetes e das publicações?