Saúde

MUITO FORTE: Mulher que foi "acusada de surto e comer placenta" em Hospital de Natal detona médico e equipe

Semana passa foi amplamente divulgado, inclusive por esse blog a narrativa do médico Iaperi Araújo no seu Facebook sobre o “ultimo” parto que teria feito na sua vida. Entre outras coisas o Médico narrava um caso “sui generis” que presenciou e participou como obstetra. Pois bem, ontem o blog recebeu a reportagem publicada no blog “Cientistas que virou mãe” sobre o ocorrido e o desabafo da mulher que passou por todo esse problema, é um relato forte, muito forte que a paciente narra. Segue o Link e logo em seguida a reportagem completa: http://www.cientistaqueviroumae.com.br/2014/07/nao-ela-nao-e-uma-comedora-de-placenta.html?m=1

“Sou um animal ferido, que volta destroçado e ensanguentado para o seu ninho, após sobreviver a uma tentativa quase eficaz de abate. Sou um mamífero em apuros, com sua cria no colo, chorando pelo pouco leite que sai das tetas de sua genitora. Eu. Que assustada me escondo de tudo e de todos, pois apesar de ter sobrevivido ao abate, sou agora açoitada e perseguida por meus iguais, mamíferos de mesma ordem, agora robotizados e produzidos por algum processo estranho e sintético, alheio ao processo natural de continuação da espécie, não conhecem o amor, nem o nascimento, nem a maternidade.
[…]

É incrível como na minha cabeça o desenrolar dos fatos e das emoções está cada vez mais claro, nítido, e é cada vez mais surreal a ideia de conseguir escrevê-lo.
[…]

Os flashes não me permitem dormir. O cansaço é infinito, as dores no corpo também são. Meus músculos que aos pouco se recuperam dos últimos dois dias sem dormir, juntamente com o cansaço provocado pelos momentos de tortura no hospital, meus músculos doem, doem tanto que parece que jamais vão sarar. Mas o que me dói mesmo é um canto do meu ser que não sei onde fica, não sei o que é. Sinto apenas uma sensação de vazio na existência. Uma espécie de “rombo” no meu existir, no meu ser, e que me anula por completo, me derruba como nem os meus torturadores conseguiram durante aquelas três horas e meia na sala de parto do Hospital Papi. Penso que o abate moral é um limiar entre eu me suicidar e continuar existindo, me rastejando. Fui abatida? Será que morri? Mataram-me e continuei viva, pelo meu filho que precisava ouvir as batidas do meu coração e foi arrancado violentamente de mim pelas mãos de quem desdenhava de um animal ferido cujo sangue jorrava aos montes, preso a uma mesa da qual não podia sair, pois estavam-lhe arrancando o resto de parto, de vida, que havia nela, sua placenta, tracionada e arrancada brutalmente pelas mãos do obstetra que me atendeu na urgência do hospital. Foi um verdadeiro espetáculo para quem assistiu. Pena que não foi ficção, e alguém ali estava sendo  humilhada, moralmente assassinada, fisicamente mutilada, destroçada. Se me mataram, fui então um cadáver vilipendiado.
[…]

Finalmente, exatamente dez dias após o nascimento do meu filhote, estou cá, sentada de frente ao computador, decidida a relatar o que me aconteceu. Foram dez dias de repouso e fortalecimento, mesmo com todas as críticas, com todos os comentários atrozes e as reportagens na mídia me deplorando. Fui chamada de louca, psicopata, disseram que deveriam tirar meu filho de mim (e então ter-me-iam arrancado tudo que restava, e de mim nada mais haveria além de um bolo de carne com um coração pulsante, quando então já não haveria mais o limiar do abate moral, eu já estaria morta). Foram dez dias também de intensificação de todo o sofrimento que me açoita, pois agora eu tenho de lidar com inúmeros telefonemas, mensagens, pessoas perguntando umas às outras se o absurdo da mulher que teria comido placenta, agredido médico e corrido nua por aí tinha sido eu. Infelizmente não comi minha placenta, ainda, pois ainda não tive coragem para encará-la, pegar nela, senti-la, tão cheia de mim, da minha cria, e das emoções que vivenciamos durante nove meses, e nos últimos momentos do meu bebê dentro de mim. Infelizmente também não corri nua, precisei perder alguns minutos me vestindo com roupas sujas e ensanguentadas, pois até panos limpos me foram negados. Pensando bem, eu estava com muito frio, a hemorragia incontida me enfraquecia cada vez mais, acho que foi instintivo parar para me aquecer com aquelas roupas, ainda que sujas e ensanguentadas, aliás, sangue não faria diferença, pois depois que levaram meu filho de mim injustificadamente e manifestamente contra minha vontade para o berçário para lavá-lo com sabão, tirar o vernix protetivo e embrulha-lo com fraldas descartáveis e aquecê-lo artificialmente, desdenhando de meu clamor para tê-lo em meus braços, depois disso eu devo ter lavado com meu sangue o rol da frente do berçário. Perdoe-me quem estiver lendo, os fatos vão e vem, não sei se consigo seguir uma ordem cronológica muito precisa. E por fim, infelizmente não agredi o obstetra. E sequer posso mencionar publicamente o que se passa na minha mente, nesse sentido, por dois motivos: primeiro, eu seria processada, julgada e condenada muito facilmente por algum tipo penal como ameaça, por exemplo. O judiciário não tem pena de foder com quem já está fodido. Segundo, não tenho energias para gastar com isso, preciso me concentrar no meu filhote, que precisa de mim.

Se minhas tentativas de afirmar minha autonomia e meu direito de escolha que foram sistematicamente tolhidos e aniquilados durante todo o meu atendimento naquele dia 02 de julho de 2014, se foram agressões, talvez eu o tenha agredido. E ainda assim digo isso em tom de ironia. Imagino que se as minhas tentativas de sobreviver ao massacre foram agressões, o que foi o massacre que me ocorreu naquela sala de parto? Será que um médico famoso de Natal, professor da universidade federal do RN, conhecedor de muitos juízes, promotores, respaldado pelo corporativismo médico, judiciário e elitista da região, será que ele seria sequer processado? Ou algum juiz amigo dele sentaria em cima do processo, ou mesmo enterraria o processo no quintal de casa? O que me resta é escrever um relato. É o substrato da violência patriarcal, machista, corporativista e medicalocêntrica que nos encarcera nesse projeto de civilidade que se nos impõe, rouba de nós mulheres a autonomia, a força, o parto, o nascimento e a maternidade. Uma mulher que pari e sabe a força animal que tem em si é uma grande ameaça a esse sistema, não é mesmo? 
[…]

Cheguei no hospital por volta das 20h30… Eu estava a mais de 36 horas em trabalho de parto ativo, bolsa íntegra. Quando subi para o atendimento, ouvi um velho grosseiro me gritando: “Por que não fez pré-natal??”. Eu respondi: “Primeiro, eu fiz pré-natal, mas não trouxe nada comigo, e segundo, o senhor não precisa falar assim comigo, viu?“. Ele respondeu que estava falando em tom normal, que não tinha nada a ver, e saiu sorrindo. Eu havia feito todos os exames de sangue, ultrassons, inclusive no dia 01 de julho eu havia feito uma ultra cujo diagnóstico foi excelente, meu líquido estava bom, o bebê encaixado, saudável, maduro. Quando meu pai chegou na sala de atendimento o obstetra foi logo dizendo que não ia me atender, que se precisasse fazer alguma coisa ele não ia fazer, porque estava sozinho, e assim, manifestamente e na presença de todos que comigo estavam,me violentou pela primeira vez, negando-me atendimento. Pedi a meu pai que fossemos embora, pois a coisa não ia funcionar daquele jeito. Mas ele não concordou, estava muito apreensivo, e cansado. Resolvi ficar. Não sabia que estava naquele momento assinando minha sentença de morte. Eu tinha ouvido que eu iria pro quarto. Pensei: tudo bem, eu vou parir no quarto, deve estar pertinho e eu só preciso de um quarto. Mas não tinha leito no Papi, e não me encaminharam para outro hospital. Eu deveria ficar ali mesmo, esperando. Foi então quando o doutor resolveu me examinar. Essa violência foi um pouco mais dolorosa. Ele fez um toque, rompeu minha membrana, gritei de dor. Sua mão saiu de dentro de mim lavada com meu sangue e um pouco da minha integridade, que aos poucos ele terminaria de arrancar de mim nas três horas e meia seguintes. Pedi para ficar nua, e me foi dito que eu não poderia ficar nua, pois naquele hospital eu deveria seguir os protocolos. Consegui ficar apenas com a bata cobrindo-me os peitos. Aceitei a analgesia. Não sabia eu que ali estava o ápice da dominação do meu ser, pois sem sentir as pernas eu não poderia me defender, sair andando, correndo, não poderia mais fugir do massacre, eu me tornaria um animal indefeso.

Foram chamar o anestesista. Entre uma contração e outra, que já estavam vindo de minuto em minuto e cada vez mais forte, gritei:  “Cadê o filha da puta do anestesista?”. No meu tempo ele já estava demorando muito, eu já estava desesperada, e aquilo era meu grito de socorro. Então, ironizando e debochando de mim, o doutor gritou: “Chamem aí o filha da puta do anestesista!”. A cada segundo que se passava eu percebia mais o quanto aquilo estava fadado a não dar certo, o cara era um estúpido, e não economizava seus deboches e suas grosserias. Quando ele chegou fui para a sala de parto, onde estava a mesa de parto, o aparato onde eu estaria sendo torturada pelas próximas três horas e meia. Devia ter cerca de um metro de comprimento, por uns 70cm de largura. Imagino que se eu fosse mais larga eu teria me espremido entre os ferros. O anestesista me disse para sentar com os ombros curvados, pedi então que ele aproveitasse entre uma contração e outra, pois eu não conseguiria ficar parada naquela posição durante uma contração. Eu pedia para ele ir logo, mas ele estava muito ocupado falando ao celular.
Depois disso eu tive que deitar em posição de exame ginecológico, a posição da dominação. Eu  estava completamente dominada.

Perguntei se poderia ficar em outra posição, de quatro, por exemplo, ou de lado, pois me aliviava a dor, e isso me foi de pronto rebatido com “NÃO” por todos os lados. Eu deveria ficar quieta, segurando em dois ferrinhos que tem do lado das pernas na cadeira de parto. Eu não podia sequer por as mãos nas minhas pernas, aliás, minhas tentativas foram todas frustradas, eu teria repetidamente minhas mãos encaminhadas de volta aos ferros da cadeira. Estavam comigo meu pai e Daniel, um amigo clínico geral que havia ido conosco ao hospital. Me diziam para fazer força, empurravam minha barriga, eu fazia força até sentir que ia vomitar. A orientação era essa:quando você achar que não vai aguentar e vai vomitar, pare. O anestesista pressionava meu estômago com seu polegar, era fatal. Vomitei não sei nem quantas vezes, após cada contração, após ter meu estômago pressionado repetidamente. Eu não tinha vomitado ainda, antes de ir pro hospital. Vomitei deitada, quase morri engasgada com meu próprio vômito e ninguém sequer me ajudava a me limpar. Até meu pai e Daniel cederam às ordens autoritárias do obstetra e empurraram minha barriga. Segundo o anestesista, todos deveriam obedecer ao obstetra, pois ele era professor de todos.

Eu sofria com a dor dos empurrões e da mão do obstetra dentro da minha vagina. Me senti estuprada. Diziam que era assim mesmo, e que se eu não me concentrasse ia matar meu bebê, que daquele jeito estava difícil, que eu não ia conseguir. Ouvi isso repetidamente durante as três horas e meia em que estive lá. Lembro que eu mantinha em mente sempre que eu não poderia apagar, então controlava a força até um pouco antes do meu limite, com medo de ficar inconsciente e do que poderia vir a me acontecer. Eu estava apavorada, e disposta a tudo para parir meu filho. Eu não iria pra faca, de modo algum eu me submeteria a uma cesárea, ainda com toda aquela oferta. Vi gente entrando e deixando bolsa pessoal na sala de parto, com celular tocando, vi gente entrando com walk-talking ligado. Eu reclamava que tinha muita gente e muito barulho, e que as pessoas não estavam me ajudando.

A pediatra, Lívia, disse que aquele parto era uma loucura, que eu era louca, e que tinha que ter aquela equipe toda lá dentro, disse que eu não era ninguém para discutir a necessidade ou não de todas aquelas pessoas ali. Na verdade não entendo porque era tão necessário, pois estavam todos (à exceção do obstetra que me violentava com suas mãos carniceiras e o anestesista que insistia em empurrar minha barriga) apenas observando, gritando comigo, conversando entre si e fazendo da minha vagina aberta e exposta um souvenir de apreciação. Eu implorava, aos prantos, para o obstetra tirar as mãos de dentro de mim, pois ele estava me machucando, me invadindo, e ele repetidamente se negou a me atender, disse-me que se eu tivesse procurado um  ginecologista eu não estaria ali atrapalhando a vida dele, disse-me que não estava ali para  prestar serviço algum para mim, e que minha vida pouco lhe importava, ele só se importava  com o bebê. Quando o bebê nasceu eu percebi que na verdade nem com ele o cara estava preocupado. Ele queria, assim como toda aquela equipe estúpida, que aquilo acabasse logo. Eu chorava, olhava pro meu pai e pedia ajuda, dizia que estava foda pra mim, e ele então pedia ao médico que calasse a boca, pedia a tal da Lívia que se calasse também. Eu disse que não queria que cortassem o cordão umbilical do meu filho, e o obstetra perguntou com base em quê eu dizia aquilo. Respondi que tudo que eu queria estava no meu plano de parto, que estava lá, que ele deveria ver, e que eu dizia aquilo com base na minha autonomia e no meu direito de escolha. Ele respondeu sagazmente que não aceitava plano de parto, e que nunca tinha ouvido falar naquelas coisas não, que lá aquilo não existia. A pediatra Lívia então começou a gritar comigo dizendo que tinha que examinar o bebê, medir, pesar, fazer testes, levar pro berçário, e eu disse que não deixava, ela me gritando e chamando de louca disse que eu não tinha autoridade pra decidir nada sobre o meu filho, eu respondi que o filho era meu e que ninguém o tiraria de mim. Tudo isso entre uma contração e outra. Às vezes a contração passava  enquanto eu tentava me defender de toda aquela escoriação moral. Pedi então ao meu pai para que me ajudasse pois eu precisava me focar no trabalho de parto, meu filho estava prestes a nascer. Ele pediu a ela que colaborasse, que não tinha pra que discutir aquelas coisas comigo naquele momento. Ela respondeu que não se calaria, que tinha que falar e que eu tinha que ouvir mesmo. É incrível como eu me impressiono quando lembro do horror que vivi naquela sala. Lembro que quando o doutor fez o toque eu estava com 8 cm de dilatação, ainda não tinha começado o expulsivo. Pouquíssimo tempo depois minha tortura começara, e desde a primeira contração o médico dizia: na próxima ele sai, faça força que ele vai sair, ô Márcio, empurra aí a barriga dela. Dizia: olhe, eu sou muito bom em fórceps, pena que meu equipamento não está aqui. Eu reclamava que ele estava me machucando, que tava doendo, e ele dizia: se você quisesse um parto sem dor faria uma cesárea, quer? Você não quer uma cesárea, ta vendo? Ta reclamando de que? Eu reclamava da luz, do barulho e ele respondia: eu já fiz parto humanizado, com baixa luminosidade, poucas pessoas na sala, mas aqui eu não tenho tempo pra isso não. Foi um horror ouvir aquilo, até eu queria que acabasse logo, mas eu não ia pra faca, e eu não ia ter meu corpo condicionado a uma ocitocina sintética.

Eu estava disposta a parir meu bebê, a qualquer custo, ainda que me estivesse custando a integridade moral e física. No finalzinho do processo a bolsa rompeu. O médico ouviu o coração do bebê, estava 130 bpm. O líquido estava límpido. Mas eu ouvia que o bebê estava em sofrimento. Imagino que presenciando toda aquela tortura, todo aquele tratamento desumano e degradante, meu bebê realmente estivesse sofrendo, mas em sofrimento fetal ele não estava. Eu sabia que estava tudo bem com ele. Eis que então o líquido começou a se apresentar meconioso, mas de toda forma, para que se comprovasse o sofrimento fetal ele deveria ao menos ouvir novamente o coração do bebê, mas quando indagado sobre tal, o obstetra respondeu que não iria mais ouvir, já tinha ouvido uma vez (antes da rutura da bolsa). Quando o líquido mudou de cor toda a pressão psicológica se intensificou. E então, coagida a aceitar, sob pena de “matar meu bebê”, cedi a uma episiotomia, que segundo o médico seria só um 
cortezinho pequenininho. Meu pai disse que ele cortou com a tesoura e terminou de rasgar  com a mão. Há uns dois dias tive coragem de me ver, e descobri uma episiotomia que me rasgou até o anus, e que me dói para sentar, para andar, dói muito na hora de ir no banheiro, mas a dor maior que eu sinto é na alma. Nem sei se um dia vou ter coragem de abrir as pernas de novo.

Meu bebê então nasceu, veio para o meu colo, todo lindo, roxinho, cheio de mecônio, respirando bem e chorando bravamente!!!! Viva! Eu havia conseguido!!! Eu e ele havíamos conseguido! Nosso pesadelo acabaria! Enquanto eu tentava dizer a todo mundo que ele tava bem, tava respirando, tava chorando, e que precisava ficar comigo. Disseram o obstetra e a pediatra que tinham de cortar o cordão senão o sangue voltaria e o bebê perderia sangue. Meu pai então recebeu das mãos do obstetra uma tesoura e cortou o cordão. Enquanto isso a pediatra Lívia estribuchava querendo arrancá-lo de mim, pois precisava examiná-lo, ver o que era aquela bossa na cabeça dele (por certo ela não sabe nada de parto normal, de bebês que de fato nascem, em vez de serem arrancados de suas mãos pela barriga, por certo ela não sabe que bossa é comum e não é problema algum, por certo ela também não sabe que não precisa aspirar o bebê, mesmo com presença de mecônio, desde que o bebê esteja respirando bem, e mais certo ainda que ela não sabe do meu direito de decidir sobre isso). Mas ninguém me ouviu. Sob tal terror dessa médica inescrupulosa, meu pai me olhou e disse: “Entregue o bebê senão eu vou embora”. Daniel, com cara de apavorado, corroborou a fala do meu pai. Nessa hora tive medo de ficar sozinha e ser por fim trucidada e aniquilada, e aos prantos entreguei meu bebê para que fosse examinado na sala de parto.

Pegaram ele que nem uma trouxa de panos e o aspiraram. De nada adiantou o pacto com meu pai, pois ele ainda assim se foi. Saiu  para buscar um pote para a placenta. Nessa hora olhei e vi o obstetra puxando minha placenta, o anestesista preparando uma injeção anti-hemorrágica e uma pessoa de bata azul cinicamente levando meu bebê para o berçário enquanto eu gritava para ele não ir. Desde o primeiro momento eu havia confiado a Daniel a tarefa de não deixar levá-lo, mas ele também cedeu. Essa talvez seja a parte que mais me dói. Quando minha placenta saiu eu gritei: “A placenta é minha!”. O médico ia jogá-la no lixo. Ele ainda ironizou querendo me apresentar à minha placenta, mas nessa hora eu só pensava em ir buscar meu filho. Pedi panos limpos, e me negaram. Pedi uma escada para descer da mesa. Negaram-me. O anestesista olhou pra mim e disse: “Mas você não pode andar, não sente suas pernas”. Bati com força na minha panturrilha, dei vários tapas, com força, queria sentir o sangue circular, bati nas pernas dizendo que podia sim andar, e que se não me dessem uma escada eu ia pular dali, sangrando como estava, jorrando sangue.

Eu era um animal ferido, mutilado, ensanguentado, que teve sua cria tomada. Eu estava transtornada. Queria sair dali e me recolher, eu precisava me proteger, eu iria morrer sangrando ali, ninguém me daria meu filho para que ele pudesse mamar e estancar a hemorragia. Tentaram me impedir de sair da sala de parto, pois eu estava nua. Foi então que me deram meus trapos sujos de sangue, vesti ali no corredor mesmo, e fiquei gritando na frente do berçário, de portas trancadas, gritando que queria meu filho comigo. Foi o ápice do espetáculo. Um ser abatido, lutando para ter sua cria de volta, e uma plateia imensa e inerte assistindo, me dizendo para tomar banho, me limpar, e então eu poderia ver meu filho, pois eu estava desequilibrada e ele não era propriedade minha. Eu não vou nem mencionar o quanto eu queria exterminar cada uma daquelas pessoas que se interpunham entre mim e meu filho, mas eu estava muito fraca, perdendo muito sangue.
Foi então que meu pai, que havia saído, voltou e me ouviu gritando, desesperada. Quando ele chegou à porta do berçário gritou dizendo que queria o bebê, e como resposta teve apenas o desdém de todos. Foi preciso ele ameaçar arrombar a porta para que resolvessem sensatamente entregar meu filho (a ele). Finalmente pude ter meu filho nos braços.

O que me foi arrancado jamais terei de volta.
Foi o dia mais pavoroso da minha vida.
Espero um dia poder fechar os olhos para dormir em paz, sem que os ecos dessa tortura me atormentem.
[…]
Não consigo mais remoer os fatos, escrever esse relato me trouxe à exaustão”

Opinião dos leitores

  1. Bem que dizem pra nunca ler os comentários… Eu li, já me arrependi…
    Olha, é tanta ignorância junta, que dá medo!!!
    A mulher foi rasgada, violentada, ameaçada, etc etc. E ainda tem gente dizendo que ela tá errada???? Pelamor viu…
    Por outro lado, um monstro, isso, MONSTRO, que tem um CRM e se acha um deus, ainda tem apoio das pessoas!!!
    Até qdo as pessoas vão endeusar médicos???
    A criança tá viva e bem, não pq o médico salvou, pq essa criança não tinha do que ser salva!!! Por favor né, salva de que??? Da mãe??? Do parto normal??? Parto normal não mata! Se matasse, não existia gente viva pra falar tanta merda (até teria seu lado bom).
    E tem gente mto prepotente né…. Ela se chama de mamífera, e chama ao seu filho de cria, pq é o que são! Pq o ser humano pensa que não é animal, se é???
    Enfim, minha solidariedade é a essa mulher, que sofreu tanto, tanto, só pq quis seus direitos respeitados…
    Espero que um dia os médicos parem de se achar deuses, e façam seu trabalho como devem, pq o que vejo muito por aí é médico intervindo qdo não precisa, e qdo precisa, só olham pra cara do paciente, receitam qualquer coisa, e chamam o próximo… =/

  2. 36 horas tentando parir sozinha dentro de casa é se "preocupar com a cria"? Se sabe tudo de obstetrícia certamente terá que ser responsabilizada pelos riscos a que expôs a criança. Parto humanizado não é isso. Muita vaidade e muita insanidade. Ah, e pior que ela é o bando de gente de ma fé, "batendo palma pra maluco" de olho no mercado de trabalho alheio.

    1. Como assim, responsabilizada pelo que exatamente??? Eu fiquei tb em trabalho de parto em casa, por 36 horas antes de ir pro hospital, então tb teriam de me fazer pagar por isso???
      Se o trabalho de parto tá correndo tudo bem, antes de 5 cm de dilatação, NEM O HOSPITAL aceita internação!!!
      Para de falar bobagens!!! Não há nada de vaidade em tentar ter um parto respeitoso! E quem se cala, sofre as mesmas violências!
      Se vc curte ser violentada, ótimo, que seja, mas ela não curte, então ao menos respeite a dor alheia!
      Parto humanizado não é isso. MESMO! Parto humanizado era o que ela queria e pediu até o fim!!!
      Bater palma pra maluco, é bater palma pra um médico anti ético, machista, violento, e que ainda tentou posar de santinho pq sabia que tinha feito merda!

  3. É a palavra do médico contra as marcas da violência que se encontra no corpo da mulher . Tenho o seguinte pensamento: Nada justifica a violência, e ela foi humilhada, violentada e rasgada do períneo ao ânus com a força das mãos do médico, além de ter sua barriga forçada a ponto de vomitar. Nada do que ela fez a tornaria uma louca, NADA. Ela estava defendendo seu filhote, pois estava se sentindo ameaçada depois do que fizeram com ela. E não me venham dizer se ela quisesse parir feito bicho não devia ter procurado o hospital ou que já que ela procurou a maternidade ela tem que seguir os protocolos de lá, porque não, isso não existe. É direito de toda mulher procurar uma assistência médica quando achar que é a hora e ela tem todo o direito de ser respeitada. Torno a dizer, NADA JUSTIFICA A VIOLÊNCIA QUE ELA SOFREU.

  4. Já passou da hora de discutir seriamente violência obstétrica no Brasil. O parto vaginal é um evento fisológico. A intervenção médica não precisa ser a regra. Aqui no Brasil ter informação sobre o parto transforma a mulher em bruxa da idade média, que precisa ser combatida, com a fogueira se precisar. E as pessoas que falam quase não têm informação sobre isso. Não lêem, não refletem. Esse não é um relato de parto isolado. Infelizmente.

  5. Pelo teor do desabafo, a parturiente deveria ter providenciado o parto dela com um veterinário, e não como um obstetra…

  6. Houve erro dos dois lados. O médico deveria sim estar preparado para situações como essa e não deveria de forma alguma ter exposto "na mídia" esse caso. Fora que no hospital nem tem equipe psicossocial, que poderia ter ajudado e muito. Por outro lado, vemos várias incoerências no relato dessa mulher. Se ela procurou um hospital, tem conhecimento de que pode se submeter a procedimentos médicos. Tem muita gente em Natal já realizando o "parto humanizado". Para quem se diz estar informada… ela ainda precisa de muita informação rsrs E fora que não sei de onde tirarm o termo "parto humanizado" pra mim parto humanizado é com equipe médica, ou não? kkkk a forma como essa moça descreve, só me remete a parto de animais.

    1. Não. Parto humanizado é como a parturiente deseja, baseado em evidências, e o médico só entra em cena SE for necessário. Sem procedimentos desnecessários e contra a vontade da parturiente.
      Ninguém é obrigado a se submeter a procedimentos desnecessários seja onde for, nem mesmo em ambiente hospitalar. É a mesma coisa de vc se internar por infecção urinária e colocarem sonda pra vc fazer xixi. Vc ia permitir???? Sabendo que é inútil, desnecessário, e te causa dor??? Acho que não né…
      Enfim, se vc ler um pouco sobre o assunto, talvez entenda…

  7. O profissional em questão é inexperiente, deve ter poucos partos em sua vida, é um péssimo profissional, não sei como é médico ainda. Saindo do modo irônico e voltando a realidade. Esse médico deve ter só uns 40 anos de profissão (acho que até mais), eu tenho 30 anos e nasci em suas mãos, minha mãe já era sua paciente e continua até hoje, esse povo que mete o pau no profissional deveria antes saber de quem se trata pra não falar uma merda dessas. Ótimo profissional e ótima pessoa, apesar do pouco contato que tenho com ele. Essa mulher precisa de ajuda psicológica urgentemente, percebo isso pelo relato do médico e principalmente com o relato dela mesmo.

    1. Isso mesmo, ainda mais que ala escreveu – "Sou um animal ferido", chama o bebê de cria e filhote. Infelizmente nessa família quem mais vai sofrer é essa criança.

    2. Nada causa mais morte materna e retardo mental que o parto normal complicado. Essa mulher deveria perder a guarda da criança. Se a criança está viva e saudável é graças a equipe hospitalar.

  8. Essa mulher precisa de ajuda ou acompanhamento psiquiátrico. O próprio relato do profissional e da mãe é prova da necessidade de intervenção judicial para o bem estar dessa criança, e a família que a acompanhava também necessita de acompanhamento judicial e psiquiátrico. Parto humanizado não tem relação com crenças e mitos. O que o medico (muito certo) e a equipe fez foi proteger a criança em primeiro lugar contra a crise de histeria que essa paciente teve no momento do parto (muito bem descrito pela própria paciente), e que poderia por em risco a vida da criança. Ha procedimento e padrões que devem ser seguidos, e são obrigatórios quando o parto é feito dentro de um hospital; afinal aqui não é Cuba. Se ela quisesse ter feito em casa, sem acompanhamento medico, comido a placenta com tempero, a responsabilidade seria só dela e desta família. Imagino o transtorno que essa pessoa causou no hospital assustando os demais pacientes, pondo em risco a vida de um recém nascido e de toda a equipe medica. Esse relato é a prova do crime que essa cidadã cometeu.

  9. Sem julgamentos nem condenações, vamos analisar: De um lado existe um médico cansado de tantas horas de trabalho, lidando com todos os tipos de pacientes, estressado, cheios de problemas pessoais, mas que precisa manter sua vida financeira no mesmo padrão e aceita trabalhar ganhando por produção, como numa fábrica. Do outro lado, existe um ser humano, com sua cultura, seus ideais e sonhos, com problemas pessoais e financeiros da mesma forma e que se vê numa situação de humilhação, tendo em vista a situação que se encontra não é muito bonita de se ver, principalmente para mulher que tem que deixar de lado a vergonha e se expor para uma equipe de pessoas, que às vezes, nunca viu, mas que se formaram para isso. Ninguém vai ao médico porque está bem, vai quando está mal e precisa de ajuda! Esse caso merece reflexão urgente!

  10. O alto indice de cesarianas que ocorrem anualmente no Brasil ja diz o quanto que esses obstetras tem de preparo para executar partos normais.
    Toda mulher prestes a ser mae tem seus sonhos, desejos que sao fruto de informação que pesquisou e procurou se inteirar de novas tecnicas, novos conhecimentos e novos procedimentos.
    O médico que atende essas mulheres que tem informação precisam ao minimo escuta-las. Eles podem ter segurança no ato medico propriamente dito… mas estão a anos luz de distancia de entender o que uma mae deseja para os primeiros momentos de vida com seu filho.
    Será que é mesmo uma coisa tão grave a mae querer compartilhar com seu filhos recem – saído de dentro dela – uns momentos que sonhou durante nove meses?
    Quando nao se tem argumentos, as pessoas passam a ferir a outra pessoa: com tapas, murros, e, nesse caso, desqualificando a mae com predicados pejorativos.
    O homem do genero masculino é antes de tudo im INSENSIVEL.
    Dou o meu apoio à mãe, pois somentes as mães tem noção do sofrimento que essa colega passou ….

  11. Esses doidos com essas conversa de parto humanizado deviam a voltar a idade da pedra como eles querem, parar de tomar banho, não se limpar e viver de caça, afinal isso é o "natural".

  12. Deus tenha misericórdia dessa mulher, ela precisa de Deus no coração, Dr. Iaperi Araújo, minha solidariedade ao senhor, conheço e tenho pessoas na minha família que tem esse comportamento e vivi isolado de toda família.

  13. Deus tenha misericórdia dessa mulher, ela precisar de Deus no coração, Dr. Iaperi Araújo, minha solidariedade ao senhor, conheço e tenho pessoas na minha família que tem esse comportamento e vivi isolado de toda família.

  14. A verdade é que os médicos do Brasil, além do baixo conhecimento técnico, não tem preparo para lidar com o lado humano de seus pacientes. Tratam todos com arrogância. Se acham os sacerdotes da vida. Chamar mulheres de loucas, histéricas ou possuídas para lhes negar direitos fundamentais é prática antiga, que remota a caça as bruxas da idade média. Não presencie os fatos. Mas, independentemente da condição emocional da paciente, o hospital e a equipe médica deveriam estar preparados para humanizar esse procedimento por si tão traumático. Culpar o doente é atestado de incompetência.

  15. Pelo relato vê-se, de fato, que a mulher é uma completa louca desvairada. Minha solidariedade aos médicos Iaperi Araújo, à doutora pediatra e aos demais membros desta equipe. Se esse bebê ou a mãe tivessem sofrido algum problema mais grave por causa dessas loucuras dessa mulher, certamente eles agora estariam sendo responsabilizados.

    1. A verdade é que os médicos do Brasil, além do baixo conhecimento técnico, não tem preparo para lidar com o lado humano de seus pacientes. Tratam todos com arrogância. Se acham os sacerdotes da vida. Chamar mulheres de loucas, histéricas ou possuídas para lhes negar direitos fundamentais é prática antiga, que remota a caça as bruxas da idade média. Não presencie os fatos. Mas, independentemente da condição emocional da paciente, o hospital e a equipe médica deveriam estar preparados para humanizar esse procedimento por si tão traumático. Culpar o doente é atestado de incompetência.

    2. Lamentável que pessoas no afã de defender o Dr. Iaperi, homem conceituado em Natal, ligado às Artes etc tentem tanto ofender a pessoa. Leiam mais, deixem de lado preconceitos do século passado e parem de ofender pessoas que apenas pensam diferente.
      O parto humanizado(!!!) é uma realidade do mundo todo, aqui no Brasil onde a classe médica faz um lobby imenso para tudo ter controle, cria-se o tal ato médico e esquecem que as parteiras de antigamente ensinaram muito médico a 'pegar menino', até em partos bem complicados. Estou conversando agora com 2 médicas francesas e elas estão horrorizadas com o que leram aqui, o grau de barbárie ao ponto de uma senhora sugerir que a vítima(vítima sim, de ter sua intimidade exposta via redes sociais) tivesse procurado um veterinário e não um médico.

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Brasil

[VÍDEO] Juiz se ‘chapa de vinho’ em sessão e esculacha tribunais e Moraes: “Corruptos, filhos da p…”

Foto: Reprodução

O juiz Milton Lívio Lemos Salles, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), manifestou-se após a repercussão de imagens em que aparece de bermuda, fumando e bebendo diretamente de uma garrafa durante videoconferência em sessão de julgamentos. Em um novo vídeo, o magistrado afirma estar sendo vítima de “difamação”, faz ataques a integrantes do Judiciário e acusa de corrupção determinados membros do tribunal. Com informações de Metrópoles.

“Quero deixar um depoimento sobre essa difamação que estão fazendo contra mim. Esse Tribunal de Justiça de Minas Gerais, esse STJ, o STF, o Alexandre de Moraes, são todos uns corruptos, filhos da puta. Falo como juiz com conhecimento de causa. Olha, estou cansado. Muito cansado”, afirma.

Na gravação, Salles diz conhecer supostos casos de corrupção dentro do TJMG. Ele cita nominalmente pessoas que, segundo ele, estariam envolvidas, mas não apresenta provas que sustentem as acusações feitas no vídeo.

“Estou no Rio, tomando meu café e curtindo minha mulher. Sei de muita coisa desse tribunal”, contou.

Metrópoles

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Cidades

Nísia Floresta fecha ciclo de conquistas na educação e coloca quatro escolas entre as dez melhores notas do IDEB no RN

Município se consolida entre os destaques da educação potiguar e tem escola com a terceira maior nota do Estado nos anos iniciais. Foto: Divulgação

Nísia Floresta encerra o ciclo de avaliações de 2025 com mais uma conquista de destaque na educação pública do Rio Grande do Norte. Com a divulgação do IDEB 2025, o município coloca quatro escolas entre as dez maiores notas do Estado nos anos iniciais, incluindo a Escola Municipal Leonor Maria Bezerra, que alcançou 7,3 pontos, a terceira maior nota do RN.

O resultado consolida uma trajetória de destaque construída ao longo do período. Nísia Floresta já havia conquistado importantes reconhecimentos na educação, como o Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, destaque na Avaliação de Fluência Leitora, além da Medalha Paulo Freire e da Medalha Justina Eva.

Agora, com o IDEB, a rede municipal fecha esse ciclo entre as principais referências da educação potiguar. Das dez escolas com as maiores notas do IDEB nos anos iniciais em todo o Rio Grande do Norte, quatro são de Nísia Floresta, o que representa 40% das escolas que integram esse grupo de destaque.

Além da presença no top 10 estadual, Nísia Floresta alcançou 5,5 nos anos iniciais, o melhor resultado entre os municípios da Região Metropolitana, e ficou em segundo lugar entre os municípios da 2ª DIREC.

Mais do que o crescimento da média municipal, o resultado do IDEB evidencia a presença de escolas de Nísia Floresta entre as melhores do Estado, com destaque para a terceira maior nota do RN.

Com a divulgação do IDEB, último grande resultado referente às avaliações realizadas em 2025, Nísia Floresta encerra o período acumulando conquistas e consolidando seu espaço entre os municípios que mais se destacaram na educação pública do Rio Grande do Norte.

 

 

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Política

[VÍDEO] “Colocamos uma pedra”, diz Michelle sobre brigas com Flávio Bolsonaro

Foto: Vinícius Schmidt

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comentou, nesta terça-feira (11/8), em Brasília (DF), a atual relação com o enteado e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois estiveram juntos pela primeira vez desde a reconciliação pública e gravaram vídeos para a campanha do senador. As informações são do Metrópoles.

Durante coletiva, Michelle afirmou que os dois deixaram as divergências para trás e decidiram se unir em torno da candidatura de Flávio. “Colocamos uma pedra. Conversamos, nos unimos em prol de algo muito maior para a nossa nação”, declarou Michelle.

Questionada se vai percorrer o país para ajudar na campanha, Michelle disse que ainda não sabe se a participação será presencial.

Metrópoles

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Geral

QUEDA DE 13,1%: Produção industrial do RN tem pior desempenho do país no primeiro semestre de 2026

Foto: José Paulo Lacerda/CNI

A indústria do Rio Grande do Norte teve o pior desempenho entre os 18 estados pesquisados pelo IBGE no primeiro semestre de 2026. A produção recuou 13,1% de janeiro a junho, em relação ao mesmo período de 2025.

O principal impacto veio da fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que caiu 25,8%. Também houve retração nas indústrias extrativas (-5,5%) e na fabricação de alimentos (-1,4%).

Na contramão, a produção de artigos de vestuário e acessórios avançou 48,5%.

Em junho, a produção caiu 0,9% na comparação anual, menor retração registrada no estado em nove meses.

O resultado foi influenciado pela redução da queda na produção de derivados de petróleo e biocombustíveis (-14,9%). A indústria extrativa recuou 5,4%.

Já o vestuário cresceu 67,4%, enquanto a fabricação de alimentos avançou 9,7%.

No acumulado de 12 meses até junho, a indústria do RN registrou queda de 9,4%. No país, a produção industrial cresceu 1,7% em junho.

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Geral

Indústria Salineira e Setor Produtivo do RN ganham força com proposta de Benes Leocádio para prorrogar isenção de frete portuário


Projeto de Lei Complementar de autoria do deputado federal potiguar busca garantir competitividade regional, proteger empregos e combater desigualdades econômicas diante do avanço de produtos importados.

A economia do Rio Grande do Norte e de toda a região Nordeste ganhou um importante aliado na defesa da competitividade de sua produção industrial e portuária. Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei Complementar (PLP) 80/2026, de autoria do deputado federal potiguar Benes Leocádio (União-RN). A proposta prorroga até 8 de janeiro de 2032 a isenção do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) para mercadorias com origem ou destino nos portos das regiões Norte e Nordeste.

A iniciativa legislativa liderada pelo deputado Benes Leocádio é vista pelo setor produtivo como vital para evitar um impacto devastador na economia local com grande destaque para o parque salineiro potiguar, concentrado integralmente no Rio Grande do Norte, como afirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Extração de Sal do Rio Grande do Norte, Airton Torres.

Defesa estratégica da indústria do sal potiguar

O Rio Grande do Norte abriga 35 salinas distribuídas por municípios como Grossos, Areia Branca, Mossoró, Porto do Mangue, Macau, Guamaré e Galinhos, além de dezenas de pequenas salinas artesanais em Grossos. O setor responde por cerca de 6 milhões de toneladas anuais, o equivalente a 98% da produção nacional de sal marinho.

De acordo com dados do Siesal, apresentados pelo presidente da entidade, Airton Torres, a cadeia produtiva gera cerca de 15.000 empregos diretos e permanentes no Estado, com faturamento anual em torno de R$ 1,5 bilhão e expressiva arrecadação tributária, incluindo cerca de R$ 105 milhões anuais em ICMS próprio e outros R$ 70 milhões gerados pela logística de distribuição por vias marítima e rodoviária.

Contudo, o setor enfrenta uma concorrência acirrada com o sal importado do Chile, que chega ao Brasil em volumes de 1,5 milhão a 2 milhões de toneladas por ano e conta com isenção permanente do AFRMM em acordos comerciais de exportação. Para o deputado Benes Leocádio, a aprovação do PLP 80/2026 é o único caminho para restabelecer o equilíbrio no mercado interno.

“Somente assim se estabelece uma isonomia concorrencial entre o sal brasileiro e o sal importado do Chile. Sem essa medida, outras mercadorias também serão prejudicadas”, defende Benes Leocádio.

Impacto econômico e responsabilidade fiscal

O AFRMM é uma contribuição incidente sobre o frete aquaviário operado por empresas de navegação, variando de 8% a 40% do valor do frete, e constitui a principal fonte de recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM).

A articulação do parlamentar potiguar demonstra que a manutenção do benefício fiscal não compromete o fundo federal. Segundo levantamentos técnicos citados na proposta, entre 2007 e 2017 a renúncia fiscal para o Norte e Nordeste representou cerca de R$ 2,5 bilhões (9% da arrecadação do AFRMM no período). Em contrapartida, apenas no ano de 2014, as empresas beneficiadas na área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) declararam investimentos de R$ 4,36 bilhões em suas plantas industriais, superando o valor da renúncia fiscal.

Próximos passos no Congresso Nacional

Após articulação política foi aprovado requerimento de urgência no plenário da Casa para apreciação da proposta apresentada por Benes Leocádio e agora caminha em ritmo acelerado.

O texto está pronto para análise e votação no Plenário da Câmara dos Deputados, de onde seguirá para apreciação do Senado Federal antes de virar lei.

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Geral

VÍDEO: Flávio Bolsonaro serve picanha a jornalistas ao criticar decisão de Moraes contra fonte de repórter que denunciou Dino

Imagens: Metrópoles

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aproveitou um encontro com jornalistas nesta terça-feira (11) para criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou uma operação de busca e apreensão contra uma fonte de um repórter no Maranhão.

Durante a conversa, Flávio também serviu churrasco aos jornalistas e brincou com a promessa de campanha de Lula relacionada à picanha.

“Bom churrasquinho para vocês. Já que o Lula não trouxe picanha, eu trouxe. Aqui dentro está a picanha que, infelizmente, ele não entregou”, afirmou.

Flávio disse que o churrasco servido foi uma forma de “solidariedade” aos jornalistas em razão da operação que teve como alvo Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens sobre o suposto uso de carros oficiais por familiares do ministro Flávio Dino, que nega irregularidades.

O caso é um desdobramento da investigação que já havia levado a uma busca contra o jornalista em março.

Flávio afirmou que a decisão de Moraes ameaça o sigilo da fonte e a liberdade de imprensa. O assunto é sério. Eu acho que tem que haver um momento de unidade da própria imprensa contra esse tipo de abuso, de ilegalidade, de arbitrariedade”, declarou.

O candidato à presidência também questionou o impacto da medida na relação entre jornalistas e suas fontes: Que segurança a fonte de vocês vai ter para conversar com vocês e vocês fazerem o trabalho da imprensa?”, questionou.

Flávio ainda defendeu que os demais ministros do STF se manifestem sobre o caso: “Eu acho que o momento é de todo mundo se posicionar”.

Opinião dos leitores

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Geral

Flávio Bolsonaro critica jantar de Lula e Alcolumbre na casa de Moraes e diz que o ministro do STF “virou o grande articulador político do Lula”

Foto: Reprodução/O Antagonista

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta terça-feira (11) o encontro entre Lula (PT) e Davi Alcolumbre (União-AP) realizado na casa do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em Brasília.

A reunião ocorreu em 4 de agosto e também contou com a participação do ministro Cristiano Zanin. Segundo o SBT News, Moraes e Zanin ajudaram a aproximar Lula e Alcolumbre após meses de desgaste entre o governo e o Senado.

Flávio afirmou que o encontro demonstra uma atuação política de Moraes e disse que o ministro se tornou um articulador do presidente.

“Eu lamento perceber [que] Alexandre de Moraes hoje virou o grande articulador político do Lula, promovendo encontro dentro da casa dele com outros políticos”, declarou.

O candidato também afirmou que Moraes teria entrado na esfera política e, por isso, estaria sujeito a respostas políticas.

“Alexandre de Moraes veio para a seara política, então todos os políticos estão autorizados a responder dentro da política também.”

Flávio ainda defendeu que o impeachment de Moraes seja tratado como uma pauta eleitoral e afirmou que os candidatos serão cobrados nas eleições sobre o tema.

“Então, isso virou uma pauta de campanha. Não queria que tivesse chegado nesse ponto, mas virou uma realidade”, disse.

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PESQUISA GERP: Governo Lula é desaprovado por 53% dos brasileiros

Foto: EFE/Andre Borges

Pesquisa Gerp mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 53% de desaprovação entre os eleitores brasileiros. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (11).

Segundo o instituto, 42% aprovam a gestão do petista, enquanto 5% não souberam responder ou preferiram não opinar.

A pesquisa Gerp realizou 2.400 entrevistas remotas, entre os dias 6 e 10 de agosto, com eleitores de cinco regiões do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08045/2026.

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Geral

Moraes determina busca e apreensão contra fonte de jornalista que denunciou suposto uso irregular de carros oficiais por Flávio Dino no Maranhão

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou busca e apreensão contra o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens sobre o ministro Flávio Dino. A informação é do blog do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil.

As reportagens de Luís Pablo denunciavam suposto uso irregular de carros oficiais por Dino e familiares no Maranhão. O jornalista também havia sido alvo de busca e apreensão em março, no âmbito da mesma investigação.

Segundo o advogado de Cutrim, José Berilo de Freitas Leite, a decisão teve como base a quebra do sigilo dos aparelhos do jornalista, que teria identificado o ex-secretário como responsável pelo fornecimento das informações.

A defesa de Cutrim afirma que as operações passaram a investigar a fonte e o advogado do jornalista, mas que as denúncias sobre o uso dos veículos oficiais não foram apuradas.

Cutrim é delegado aposentado da Polícia Federal, ex-secretário de Segurança do Maranhão e ex-deputado estadual. Ele é adversário político de Dino.

Aliados do ministro negam irregularidades e afirmam que o carro particular de Dino era seguido, não se tratando de uso de veículo oficial. Também dizem que o jornalista teria cobrado R$ 100 mil para publicar as reportagens.

Luís Pablo nega ter seguido Dino ou seus familiares e afirma que o uso de veículos oficiais é comprovado. Ele também nega ter recebido dinheiro para publicar as reportagens.

Com informações do blog do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Com o fim da lava jato, feito pelo governo do bozo, era previsível que isso ia acontecer, ngm agora pode denunciar crimes do alto escalão do judiciário…mas no final, eles vão se comer a si mesmos, ninguém poderoso quer comer na mão de alguém.

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Geral

PESQUISA CNT/MDA: Flávio Bolsonaro reduz vantagem de Lula no 2º turno

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado

Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (11) mostra Lula (PT) liderando em primeiro e segundo turnos contra Flávio Bolsonaro (PL).

Na pesquisa anterior, realizada em junho pelo mesmo instituto, Lula tinha 49% das intenções de voto no 2º turno, contra 37% de Flávio Bolsonaro — ou seja, uma vantagem de 12 pontos percentuais (p.p.), que caiu para 9 pontos no último levantamento divulgado nesta terça (11).

Os entrevistados responderam à pergunta: “Em uma hipótese de 2º turno para presidente do Brasil, em quem o(a) Sr.(a) votaria?“. Veja os resultados:

  • Lula (PT): 48%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 39,1%
  • Brancos/nulos: 10,6%
  • Indecisos: 2,3%

O levantamento ouviu 2.002 eleitores presencialmente, de 5 a 9 de agosto. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) e tem nível de confiança de 95%, O registro no TSE é BR-06935/2026.

Opinião dos leitores

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