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Muitos alunos não sabem contra o que protestam, diz Inep

inep-maria-ines-finiMaria Inês Fini: presidente do Inep afirma que alunos com prova adiada terão perguntas com mesmo nível de dificuldade que os demais (Wilson Dias/Agência Brasil)

Com escolas ocupadas desde o último 3 de outubro contra a PEC do Teto, o Ministério da Educação (MEC) tomou uma medida drástica nesta semana: adiou a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para 191 mil estudantes, e foi alvo de uma série de críticas pela falta de habilidade para contornar o problema.

Em entrevista a EXAME.com, Maria Inês Fini, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e criadora da primeira versão do Enem , afirmou que o governo federal não encabeçou as negociações com os manifestantes porque os espaços escolares “não estão na governabilidade” do Executivo federal, mas sob responsabilidade das secretarias de educação.

“Como vamos interferir em um espaço que não é nosso?”, disse. Ela fez ainda críticas ao propósito dos protestos: “Eles estão reivindicando o direito de manifestação contra algumas medidas que muitos deles nem sabem o que significa”.

Maria Inês conversou com EXAME.com na quinta-feira à noite, minutos após a liminar que pedia o cancelamento do exame ser negada na Justiça. Ela garantiu que a data da prova continua a mesma para a maior parte dos alunos: este sábado e domingo.

O ministério havia determinado o último dia 31 de outubro como o prazo máximo para os estudantes desocuparem as escolas a fim de que o Enem ocorresse sem alterações. Diante da negativa de mais de 300 ocupações de locais de prova, a aplicação do certame nesses espaços foi adiada. Nesta sexta-feira (4), o MEC vai divulgar a lista definitiva de locais que terão a prova adiada.

Os alunos que fariam o Enem nessas escolas ocupadas farão o exame nos dias 3 e 4 de dezembro. Segundo Maria Inês, não há a possibilidade de mudança de data, mesmo que haja conflito com outros vestibulares.

Veja a entrevista completa concedida a EXAME.com:

EXAME.com: Como vai ficar o Enem no fim de semana? O MEC vai divulgar uma nova lista de escolas em que a aplicação do exame será adiada?

Maria Inês Fini: A lista só será acertada se novas ocupações ocorrerem e nós formos informados oficialmente. E esse balanço nós estamos fazendo e, nesta sexta, às 11 horas, o ministro vai dar uma coletiva e vai anunciar então as novas ocupações. Mesmo que tenha havido já escolas desocupadas, por questão de segurança nós não conseguimos preparar os locais de prova ainda para poder fazer o exame neste final de semana. Então eu acredito que a grande maioria fará o exame agora e os demais farão em dezembro.

Novas ocupações foram detectadas e podem levar a mais adiamentos?

Por enquanto, o número é de 191 mil [alunos que terão o Enem adiado]. No entanto, não descarto, de jeito nenhum, que esse número possa aumentar. A gente tem recebido muitos avisos no 0800, muitos trotes, infelizmente, algumas indicações por e-mail. Nós estamos verificando tudo isso com os nossos coordenadores de local de prova para poder monitorar pelas forças de segurança para a gente poder ter um bom levantamento para poder divulgar. É tudo prematuro porque vem de todas as fontes possíveis que você possa imaginar. E ainda tem gente que quer brincar com o assunto e quer tumultuar mais ainda a organização. Mas estamos monitorando direitinho.

Essa é a prova anual mais importante do Brasil e a segunda mais importante do mundo, só perde para a da China. Por que o Inep não tomou antes medidas para aplicar a prova para todos já que o governo sabia das ocupações desde o dia 3 de outubro? Por que não foram encontrados locais alternativos de prova?

Esse movimento é extremamente dinâmico. Hoje nós tínhamos dez [ocupações] e desocuparam várias escolas. Você não pode substituir simplesmente a escola A por uma escola B, por exemplo. A escola B tem que ter o mesmo número de salas, o mesmo número de perspectiva de atendimento especializado para cadeirantes, para provas que tem mais uma hora de duração, provas em braile. Você não tira de um espaço físico e coloca no outro. Além do que todas as perspectivas de segurança têm que estar garantidas. Então não foi possível trocar uma coisa pela outra. Em algumas localidades nós não tínhamos nem outra opção. Além do que tínhamos sempre aviso ou de diretores ou até de prefeitos que estavam fazendo um esforço pela desocupação. Então ficou algo extremamente volátil para nós tomarmos essa decisão.

Os alunos afirmaram que iam desocupar se as pautas deles fossem atendidas, mas não houve negociação. O MEC não ouviu os estudantes?

Veja bem, a gestão desses espaços escolares é da secretaria de educação, dos diretores, etc e tal. Eu não posso entrar lá para negociar algo que não está na nossa governabilidade. Eles estão reivindicando o direito de manifestação contra algumas medidas que muitos deles nem sabem o que significa. Alguns jornalistas foram entrevistar os jovens para perguntar se eles sabem o que é a reforma do ensino médio e eles dizem que eles querem uma escola melhor, mas que eles não sabiam nem mesmo da PEC 241.

Como nós vamos interferir em um espaço que não é nosso, que não está na nossa governabilidade? Então, nós conversamos com os diretores, professores, e eles tentaram de fato mostrar para esses alunos a importância de que outros fizessem provas ali. Os que conseguiram desocuparam até o dia 31 [de outubro]. Os demais infelizmente vamos ter que dividir esse ônus com as pessoas que causaram essa questão. Não tem como não fazer isso.

A alegação do procurador Oscar Costa Filho, que pediu o cancelamento no Enem, era de que esse adiamento fere a isonomia da prova, especialmente no que se refere à redação. A senhora acha que os alunos que não fizerem a prova agora serão prejudicados?

Não acho. Não é o tema da redação que garante a isonomia, mas as categorias linguísticas que permitem que a correção da prova seja absolutamente equivalente. Senão nós não poderíamos comparar o tema do ano passado com o desse ano, o do PPL [Enem para pessoas que estão na prisão] com os alunos que não são privados de liberdade. Enfim, há toda uma metodologia que vem sendo desenvolvida desde 1998, quando nós fizemos o primeiro Enem, e que garante essa isonomia.

O procurador chegou a propor que apenas a nota da redação fosse desconsiderada. É possível que isso seja feito?

Não tenho essa informação. E isso não é possível porque, veja bem, no dia 19 de janeiro, todas as análises da teoria de resposta ao item, todas as provas têm que estar absolutamente corrigidas, e o cálculo das notas pronto para a gente poder entregar para que o Sisu [Sistema de Seleção Unificado] faça a sua listagem classificatória para os alunos poderem escolher as vagas e os outros que vão se beneficiar com programas de bolsa, seja Fies ou ProUni, possam fazer isso nesse tempo com matrícula na universidade para começar em março.

Não há possibilidade de nós esperarmos mais tempo para fazer o exame. O limite máximo que nós tínhamos era até o dia 3 e 4 de dezembro, até para preparar a logística da outra prova a partir do número exato que nós teremos depois desse domingo. Não seria possível esperar o resultado da redação, deixar para depois, porque ela também entra no cômputo da nota do aluno.

Mas e o psicológico dessas crianças? São estudantes que estão disputando o ingresso no ensino superior, o que determina o futuro deles.

Isso é terrível. Infelizmente, esse custo emocional vai ficar por conta dos alunos, dos jovens. O que nós podíamos fazer era garantir que eles tenham direito igual e garantido. Mas é lamentável, porque eles não têm culpa de terem sido destinados a esses locais de prova e acabam assumindo um efeito de uma medida que não foram eles que tomaram. Então, eu acho lamentável. O nível de ansiedade é muito grande, esperar mais um pouco. É lamentável. Eu lamento profundamente isso.

A data do próximo Enem vai coincidir com a de outros vestibulares. Como o MEC vai garantir que esses estudantes não serão prejudicados?

Eu não tenho outra data possível para fazer o exame. Eu lamento profundamente, mas não fomos nós que provocamos essa situação. Lamento muito, mas não tenho como fazer em outra data. Nem antes é possível nem depois em função de processar os resultados.

Por que o MEC não cancela para todos?

Por quê? Para quê? Toda a operação logística está montada. Todas as rotas do correio garantidas, faltando apenas a última milha. Todos os coordenadores estão absolutamente mobilizados. Para processar os resultados, em torno de 200 mil até o cálculo dos resultados finais, eu posso. Dos 8 milhões, eu não consigo processar todos os resultados e as análises a tempo de não comprometer o Sisu.

O governo já fechou a conta de quanto ficará fazer dias adicionais de prova?

Não fechamos porque não temos o número exato de alunos. Enquanto estávamos com 191 mil, era em torno de 12 milhões de reais. Mas o que eu tenho explicado é que essa última milha dos Correios que nós ainda precisamos fazer para o lugar que vai ter prova neste fim de semana será substituída para uma compensação de gastos para a gente poder apurar o gasto final ainda. Então pode ser que [o gasto] seja menos ou mais.

Diante dessa dimensão que o Enem tomou ao longo dos anos, virando um vestibular e não apenas uma avaliação do ensino médio, ele vai passar a ter um novo formato no ano que vem, com a reforma do ensino médio? Ele vai deixar de ser vestibular?

Essa é a pergunta que vale um milhão de dólares. Nós só vamos falar disso depois do Enem de 2016. Eu estou pedindo aos jornalistas, por favor, que aguardem, para a gente não tumultuar mais ainda.

Mas há possibilidade de reforma?

Falaremos disso oportunamente.

Neste ano, pelo menos, será o formato normal da prova?

Sim, normal. Eu, pessoalmente, como educadora, mãe, avó, não gostaria que nenhum dos nossos jovens dessa geração perdessem qualquer vantagem que eles adquiriram com o Enem, que foi o exame que eu criei, com extremo carinho e muito profissionalismo. Então, não gostaria que qualquer modificação no Enem pudesse impedir a vantagem que ele trouxe para esses jovens.

Exame

 

Opinião dos leitores

  1. Verdade, tem gente que não sabe também que Temer participava do governo que ele mesmo traiu, ou seja, cada um sabe o que quer

  2. NAS FAVELAS NO SENADO SUJEIRA PARA TODOS LADOS NINGUÉM RESPEITA A CONSTITUIÇÃO MAS TODOS DEFENDEM E ACREDITA NO FUTURO DA NAÇÃO QUE PAÍS E ESSE ???????????????????????????????

  3. Não sabe nem o significa PEC. Um vergonha jovens tolos os filhos desses que incentivam, estão nos colégios particulares tendo aula. Deviam incentivar para os protestos nas mudanças de mordomia nas assembleias. .senados..planalto.

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Política

Flávio convoca apoiadores para ato de 7 de Setembro em SP: “O Brasil vai vencer!”

Foto: Reuters

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), convocou apoiadores na terça-feira 25, para uma manifestação no dia 7 de setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo. A concentração está prevista para começar às 15h.

Flávio publicou um vídeo nas redes sociais e pediu mobilização direta dos eleitores. Ele também solicitou que lideranças políticas, religiosas e comunitárias gravem vídeos para convocar o público.

“Você, que é uma liderança política, religiosa, que é candidato ou não, que é uma liderança na sua cidade, na sua família, grave um vídeo convidando a todos para estarem presentes nesse grande ato do 7 de Setembro de 2026″, declarou Flávio. “É muito importante a mobilização de todo mundo para a gente mudar de vez esse rumo triste da história do Brasil.”

Com informações da Revista Oeste

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Política

[VÍDEO] Vereador diz que “advogados estudam para roubar” e OAB repudia

Imagem: Reprodução

O vereador Amaral Bittencourt, de Criciúma (SC), afirmou durante sessão da Câmara Municipal que “50% dos advogados estudam para roubar o pobre”. A declaração provocou reação da Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC) e da subseção de Criciúma, que repudiaram a fala.

A declaração ocorreu na noite de segunda-feira (24), durante a discussão do projeto de lei municipal 77/2026, em tramitação na Câmara de Criciúma.

A proposta previa tornar obrigatória a divulgação dos currículos de ocupantes de cargos comissionados dos Poderes Executivo e Legislativo do município.

Ao defender a rejeição e o arquivamento do projeto, Bittencourt argumentou que a exposição dos currículos poderia ser discriminatória. Foi nesse contexto que passou a falar sobre a advocacia.

“50% dos advogados estudam para roubar o pobre. Eu vou botar uma taxa bem baixa, até para não ofender os bons advogados. Eles estudam para roubar aqueles coitadinhos do INSS que estão para receber a aposentadoria.”

Antes da declaração, Bittencourt citou a própria trajetória acadêmica e exemplos de pessoas que, segundo relatou, alcançaram sucesso mesmo sem elevado grau de escolaridade formal.

Na sequência, relacionou sua crítica a profissionais que atendem pessoas em busca de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O vereador apresentou uma situação hipotética em que um advogado esconderia de uma cliente o valor efetivamente obtido em uma ação judicial.

Com informações de Congresso em Foco

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Brasil

INSTAGRAM: Lobista amiga de Lulinha ostenta fotos com Lula e togados do STF

Foto: Reprodução

A lobista Roberta Luchsinger acumulou, nos últimos anos, vários registros ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), integrantes da gestão do petista, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras personalidades. As imagens, postadas em seu perfil no Instagram, incluem encontros não somente com nomes da política, mas até de fora dela, normalmente com alinhamento ideológico com a esquerda.

Em diversas ocasiões, Roberta não apenas registrou os encontros, mas também publicou mensagens de apoio e elogios às pessoas fotografadas. As publicações se concentram principalmente entre 2022 e 2023, período que inclui a campanha presidencial de Lula, a transição de governo e a formação da atual administração federal.

Entre os registros estão fotografias com ministros e ex-ministros do STF. Em 23 de novembro de 2023, Roberta publicou uma imagem ao lado de Luís Roberto Barroso, então presidente da Corte. Na legenda, declarou apoio ao Supremo e atribuiu ao tribunal papel central na defesa da democracia.

– A democracia que hoje está viva e fortalecida, é fruto das decisões corajosas do Supremo. Não podemos esquecer que foi o STF que barrou o golpismo no Brasil e que vem punindo a todos que atentaram contra o estado democrático de direito – escreveu.

Com informações de Pleno News

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Eleições 2026

FUNDO ELEITORAL: Flávio lidera em doações a candidatos ao Planalto; Lula é 2º

Foto: Divulgação/PL

O senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, é quem mais recebeu doações em 10 dias de campanha entre os nomes que disputam o Planalto em 2026. Sua campanha declarou ter recebido R$ 42 milhões. Os dados são do TSE e foram consultados pelo Poder360 às 9h desta 4ª feira.

A maior doação veio do próprio PL, com R$ 42 milhões. Flávio recebeu outros R$ 6,01 de pessoas físicas.

Na sequência está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com R$ 35,2 milhões.

Desse montante, o PT doou R$ 35.150.000. Outros R$ 20.600,90 vieram de pessoas físicas.

Os dados do TSE podem não bater com as informações divulgadas pelas campanhas por causa de atualizações no sistema da Corte Eleitoral. O site da vaquinha do PT contabiliza R$ 50.304 em doações individuais de pessoas físicas.

Esse dinheiro doado pelos partidos vem do Fundo Eleitoral, bancado por todos os pagadores de impostos.

Com informações do Poder 360

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Cidades

PontoCom.RN emite Nota de Repúdio contra abuso e tentativa de intimidação a veículo de imprensa cometido pelo presidente da Câmara de Parnamirim

Foto: Divulgação

A associação de veículos digitais do RN, a PontoCom.RN repudia a conduta do presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, vereador César Maia, diante de fatos que apontam para possível constrangimento, intimidação e retaliação contra um veículo de comunicação do município.

O parlamentar apresentou requerimento solicitando à Prefeitura de Parnamirim informações detalhadas sobre publicidade institucional exclusivamente do Blog da Iva, incluindo contratos, Pedidos de Inserção, notas fiscais, empenhos e pagamentos desde janeiro de 2025.

Fiscalizar recursos públicos é legítimo e dever do legislativo e dos Edis. O que não é aceitável é a utilização da autoridade e dos instrumentos do Poder Legislativo para promover uma investigação seletiva contra um veículo com o qual o agente público mantém divergências.

A PontoCom.RN questiona: se a preocupação é com transparência, por que a fiscalização se concentra exclusivamente em um veículo? E justamente aquele que diverge do parlamentar?

Defendemos fiscalização com impessoalidade, isonomia e interesse público, mas repudiamos qualquer tentativa de utilizar a função pública para pressionar, deslegitimar ou retaliar profissionais e veículos de comunicação.

Fiscalizar é prerrogativa. Intimidar ou retaliar por meio da função pública, não. A PontoCom.RN reafirma seu compromisso com a liberdade de imprensa e na defesa do livre exercício da atividade jornalística.

Ponto.com.RN

Associação dos Portais, Blogs e Comunicadores Digitais do Rio Grande do Norte

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Eleições 2026

Investigados no caso Master, Nogueira e Jaques Wagner recebem R$ 3,4 mi dos fundos partidário e eleitoral

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

As campanhas dos senadores e candidatos à reeleição Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA), ambos investigados pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Compliance Zero, informaram à Justiça Eleitoral que receberam, ao todo, 3,43 milhões de reais dos fundos partidário e eleitoral, até o momento.

Presidente nacional do PP, Ciro Nogueira recebeu 200 mil do fundo eleitoral e 512,47 mil reais do fundo partidário do Progressistas, entre os dias 18 e 24 de agosto. Já Jaques Wagner, ex-líder do governo Lula (PT) no Senado, recebeu 2,66 milhões do fundo eleitoral e 50 mil do fundo partidário do PT, entre os dias 17 e 24.

Os dois senadores têm chances reais de atingirem seus objetivos nas eleições de 2026, mesmo suspeitos de envolvimento em esquema de corrupção, pelo que indicam as pesquisas de intenção de voto.

Com informações de O Antagonista

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Política

PESQUISA: Mais de 80% dos ateus e agnósticos dizem votar em Lula; maioria dos cristãos está com Flávio

Foto: Ricardo Stuckert

Um dos cenários da pesquisa nacional mais recente do instituto AtlasIntel com as intenções de voto para a Presidência da República apontam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reúne as intenções de voto de quatro em cada cinco eleitores que se dizem ateus ou agnósticos. O levantamento em questão foi publicado no fim de julho, ainda antes do início da campanha eleitoral.

De acordo com a pesquisa, Lula tem 81,5% das intenções de voto entre os ateus e agnósticos, contra apenas 5,6% de seu principal rival, o senador Flávio Bolsonaro (PL). O segundo colocado com o maior índice de votos entre essa parcela da população é o candidato do Missão, Renan Santos, com 9%. Ainda pontuaram os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), com 1,3%, e Romeu Zema (Novo), com 0,4%.

Por outro lado, entre os evangélicos, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto, com 55,9%, contra 22,9% de Lula. Renan Santos (10,3%), Caiado (6,3%) e Zema (3,7%) completam a lista.

A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 27 de julho com 5.021 entrevistados. A margem de erro registrada foi de um ponto percentual para mais ou para menos com um índice de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.

Com informações de Pleno News

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Política

Paulinho Freire apresenta unidade móvel que vai reduzir fila de exames de imagem em Natal

Foto: Roberto Galhardo

A Prefeitura do Natal recebeu a primeira unidade móvel destinada à realização de exames de tomografia e ultrassonografia na capital. O equipamento vai percorrer os cinco Distritos Sanitários do município, ampliando a oferta de procedimentos de diagnóstico por imagem e contribuindo para reduzir a demanda reprimida da rede municipal.

O novo equipamento foi apresentado à imprensa nesta quarta-feira (26), pelo prefeito Paulinho Freire. A unidade terá capacidade estimada para realizar cerca de mil tomografias e mil ultrassonografias por mês e permanecerá em Natal durante um ano.

“Esse momento é fruto de um trabalho que a gente vem fazendo na saúde para diminuir as filas de espera para procedimentos no nosso município. Essa carreta vai permanecer durante um ano percorrendo toda a capital e garantindo que essas pessoas possam ter o atendimento que merecem”, afirmou o prefeito.

A previsão é que os atendimentos comecem no início de setembro pela Zona Norte, região que concentra mais da metade da demanda reprimida do município. A unidade será deslocada posteriormente para os demais Distritos Sanitários, conforme o planejamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

O equipamento de tomografia possui 16 canais e permite a realização de diferentes tipos de exames. A unidade também oferece ultrassonografia, incluindo exames com Doppler e ultrassonografias obstétrica e gestacional, além de ultrassom 3D.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, a estrutura permitirá ampliar a capacidade de diagnóstico e reduzir o tempo de espera dos usuários.

“É uma alegria grande hoje estar aqui na nossa unidade de diagnóstico por imagem, que vai desafogar essa demanda reprimida de exames de imagem na capital. Apesar de a tomografia, que é um exame de imagem de alta complexidade, ser de responsabilidade do Estado, o prefeito percebeu essa necessidade e articulou esses equipamentos para não deixar a população desassistida. Vamos começar a fornecer os diagnósticos mais rápidos e esperamos, dentro desse primeiro ano, zerar as filas para acelerarmos o tratamento e salvar vidas”, explicou.

Atualmente, a demanda reprimida para tomografias na Grande Natal é de aproximadamente 4.143 exames, sendo cerca de 2.038 de usuários da capital. Em relação às ultrassonografias, aproximadamente 23.408 pessoas aguardam na fila de regulação em Natal.

O acesso aos exames será realizado pela regulação municipal, de acordo com os critérios e encaminhamentos da rede de saúde. Inicialmente, serão priorizados casos mais graves e de urgência, seguidos pela ordem cronológica de inserção no sistema.

Ao todo, serão recebidas duas unidades móveis, viabilizadas por emenda parlamentar indicada pelo mandato do senador Styvenson Valentim, em parceria com a Prefeitura do Natal, com investimento total superior a R$ 12 milhões. Uma das estruturas será destinada exclusivamente aos usuários de Natal, enquanto a segunda atenderá os demais municípios da Região Metropolitana.

As unidades móveis contam com estrutura de acessibilidade, recepção, sala de ultrassonografia, sala de tomografia e consultório, além dos equipamentos necessários para a realização dos procedimentos de diagnóstico por imagem.

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Política

[VÍDEO] “Não existe feminicídio, tirem da cabeça”, diz candidato ao Senado

Imagem: Reprodução

O candidato ao Senado por Minas Gerais Marco Antônio Superman (Novo) afirmou que o feminicídio “não existe” e defendeu a retirada do crime do Código Penal. A declaração foi feita durante a Semana Eleitoral Milton Campos, realizada em parceria com a TV Banqueta.

Durante a participação no evento, Superman repetiu três vezes que o feminicídio não existe e desafiou os presentes a explicarem o conceito.

“Não existe feminicídio, tirem isso da cabeça. Não existe feminicídio, tirem isso da cabeça. Não existe feminicídio, tirem isso da cabeça. Misoginia estrutural e patriarcado opressor é discurso de gente da extrema esquerda.”

O candidato também afirmou que divergências sobre o tema devem ser enfrentadas por meio do debate público.

“Como que você combate qualquer fala? Com mais fala, com livro, com debate, com leitura, com isso que a gente está fazendo aqui. Nunca com a polícia ou com um delegado de polícia ou com o Alexandre de Moraes.”

Com informações de Congresso em Foco

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Brasil

Economistas afirmam que STF vive em ‘bolha’ e defendem debate sobre impeachment de ministros


Foto: Divulgação/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) vive distante da realidade do país e precisa enfrentar o debate sobre a possibilidade de impeachment de seus ministros. A avaliação é dos economistas Elena Landau e Luiz Carlos Mendonça de Barros, em análise publicada pelo Estadão.

Para os dois, o STF passou a ocupar um espaço cada vez maior na política brasileira, acumulando decisões e protagonismo que ampliaram os conflitos com os demais Poderes. Na opinião de Landau e Mendonça de Barros, discutir o impeachment de ministros não significa defender uma ruptura institucional, mas reconhecer que o mecanismo existe e pode ser utilizado dentro das regras previstas na legislação e na Constituição.

A crítica central é que o STF funcionaria em uma espécie de “bolha”, afastado da percepção da sociedade e dos efeitos políticos de suas decisões. Para os economistas, ignorar esse debate pode ampliar ainda mais a distância entre a sociedade e o Supremo. O ponto central, segundo eles, é discutir limites, responsabilidade e mecanismos de controle sobre quem exerce o poder no topo do Judiciário.

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