Médicos sem cadastro regularizado junto às equipes do Programa Saúde da Família (PSF), falta de repasse da ajuda de custo aos profissionais estrangeiros e unidades com problemas estruturais. Estas são algumas das situações encontradas pela coordenação do setor de atenção básica da secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) ao analisar o Programa Mais Médicos em alguns municípios potiguares. Gestores municipais têm cerca de dois meses para se adequar às normas e evitar o descredenciamento dos profissionais.
Uma das cidades visitadas pelos técnicos da Sesap foi Ceará-Mirim, a 28 quilômetros de Natal.
O médico trabalha num posto de saúde localizado no distrito rural batizado de Projeto Santa Águeda. Lá, faltam medicamentos e a estrutura é precária. Os técnicos da Sesap conheceram o local na última quarta-feira e comprovaram a veracidade das denúncias.
Além de Ceará-Mirim, a equipe foi, durante a semana passada, aos municípios de Pau dos Ferros e Mossoró. Em ambas cidades não há médicos ligados ao programa do Governo Federal, mas são sedes das regionais de saúde definidas pela Sesap.
Da regional de Mossoró, foram coletados dados de Caraúbas, Upanema e Porto do Mangue. Da 6ª regional, cuja sede é Pau dos Ferros, foram repassadas informações de Riacho de Santana, São Miguel, Viçosa, Martins, Olho d’Água dos Borges e Vera Cruz. Além destes municípios e Ceará-Mirim, a Sesap tem dados coletados de Natal. O Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica (Provab) também está sob análise da secretaria.
Os resultados, até agora, são satisfatórios. Porém, como ocorre em Ceará-Mirim, há casos problemáticos em outros municípios. O repasse da ajuda de custo aos médicos estrangeiros – uma obrigação das prefeituras – não é cumprido corretamente.
Outros pontos problemáticos apontados durante as reuniões da coordenação da Sesap aguardam resolução por parte dos secretários municipais. Trata-se da falta de cadastro dos médicos junto às equipes de PSF e estrutura deficitária em algumas unidades de saúde. Em todos os casos, os gestores têm um prazo de até 90 dias – contados a partir do início do programa – para sanar os problemas.
Com informações da Tribuna do Norte
Foto: Reprodução/Redes sociais
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