Saúde

Músculos bem exercitados liberam substâncias que ajudam a prevenir e controlar demências, cânceres e inflamações

Foto: Shutterstock

Os benefícios dos exercícios superam em muito a ultrapassada visão de que proporcionam apenas emagrecimento e condicionamento cardiovascular. Eles ajudam a prevenir e controlar doenças tão variadas quanto câncer, diabetes, demências, fragilidade óssea e inflamação. E por trás desse poder todo estão pelo menos 650 substâncias produzidas pelos músculos esqueléticos, quando exercitados. Elas são tão potentes que podem até mesmo melhorar a resposta do sistema imunológico à vacinação contra a Covid-19.

Algumas dessas substâncias são recém-descobertas e a função de somente 5% delas é conhecida, revela uma revisão de estudos publicada na revista científica Frontiers in Physiology. Chamada “The role of the muscle secretome in health and disease” (O papel do secretoma dos músculos em saúde e doença, em tradução livre), ela mostra o estado da arte sobre o conhecimento da complexa bioquímica dos músculos. O secretoma muscular é o conjunto das substâncias produzidas pelos músculos.

O pouco que já se descobriu maravilha cientistas e abre caminho para um uso ainda mais eficiente da atividade física na prevenção e combate das doenças, além de retardar o envelhecimento. Os músculos ativos ajudam até mesmo a tornar a pele mais saudável.

Mais do que força e sustentação, os músculos são fábricas de bálsamos para a boa vida. Estes são hormônios, fatores de crescimento, substâncias do sistema imune, toda uma gama de proteínas poderosas.

Essa fábrica funciona movida pela contração muscular feita toda vez que os músculos são exercitados. Ela produz substâncias chamadas coletivamente de miocinas. Elas fazem a comunicação dos músculos com outros órgãos, como sistema imunológico, cérebro, fígado, pâncreas, ossos, intestinos, pele, tecido adiposo (gordura) e vasos sanguíneos. Também são fundamentais para a hipertrofia, regeneração e funcionamento dos próprios músculos.

Não à toa, cientistas recomendam exercícios para pessoas com câncer, diabetes e doenças neurodegenerativas.

Combinados, os cerca de 700 músculos esqueléticos (o número varia entre 650 e 840, não há consenso na literatura científica) são o maior órgão endócrino do corpo, afirma o especialista em medicina do esporte Claudio Gil Araújo, diretor da Clínica de Medicina do Exercício (Clinimex).

Os músculos são o órgão mais pesado do corpo, correspondem a cerca de 40% do peso. Mas suas funções bioquímicas são ainda mais significativas. Eles produzem miocinas exclusivas, mas também fazem e liberam substâncias produzidas por outros órgãos.

Um exemplo dos efeitos benéficos dos músculos exercitados vem de uma recém-publicada pesquisa de cientistas brasileiros, ainda em preprint. Realizada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e de outras instituições, ela mostrou que a atividade física melhora a resposta à vacinação contra a Covid-19, mesmo em pessoas com comprometimento do sistema imunológico.

Os cientistas analisaram a diferença da resposta à CoronaVac em pessoas com doenças reumáticas autoimunes. As que eram fisicamente ativas produziram mais anticorpos do que as sedentárias, explica um dos autores do estudo, Hamilton Roschel, coordenador do Grupo de Pesquisa em Fisiologia Aplicada e Nutrição da Escola de Educação Física e da Faculdade de Medicina da USP.

— Tudo funciona melhor em que faz atividade física regular, o sistema imunológico, o cardiovascular, o metabolismo, o cérebro. Absolutamente tudo — frisa Roschel.

Nossa grande orquestra

Quando nos exercitamos, uma orquestra começa a tocar. O maestro é a contração muscular e os músicos, as miocinas. Elas tocam em resposta de umas às outras. Compõem uma melodia. Quanto mais atividade física e, portanto, contração muscular, mais os músicos tocam, liberando outras substâncias, notas musicais que dão o ritmo do organismo. Já o sedentarismo é silêncio e desarmonia, isto é, doença.

Algumas miocinas, por exemplo, captam a glicose no sangue e reduzem a glicemia. São um tratamento natural para o diabetes. Outras respondem à vasodilatação, remodelam a matriz do endotélio (o revestimento do interior dos vasos sanguíneos) e, com isso, reduzem a hipertensão.

O exercício atua sobre a morfologia cerebral. A ação é tão profunda que eles atuam sobre os microRNAs e, com isso, ajudam a regular a síntese de proteínas. E a prática regular de exercícios reduz a inflamação, um dos grandes males da vida moderna, afirma o estudioso da fisiologia dos músculos José Cesar Rosa Neto, do Laboratório de imunometabolismo do Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

Estimulados por exercícios, os músculos liberam substâncias com ação anti-inflamatória. São as interleucinas 4, 6, 10 e 13. Só há relativamente pouco tempo, a ciência descobriu que os músculos e não apenas as células do sistema imunológico produzem essas substâncias.

A interleucina 6 (IL-6) ganhou destaque na pandemia, por sua associação com o agravamento da Covid-19. Em pacientes graves de Covid-19, ela se mostra elevada e gatilho para temida tempestade de citocinas (ela própria é uma delas), um desequilíbrio inflamatório cujo desfecho pode ser a morte.

Muita IL-6 quase sempre é sinal de problemas para Covid19 e outras doenças inflamatórias. Mas não quando o exercício entra em campo. Rosa Neto diz que durante o exercício o nível de IL-6 chega a aumentar 100 vezes. Mas decai tão depressa quanto aumenta. E, nesse meio tempo, combate inflamações. É como se a IL-6 sofresse de bipolaridade. Se persistentemente elevada, caso da Covid-19 e outras doenças, ela gera inflamação grave. Já doses altas e breves têm efeito oposto e benéfico, um eficiente antiinflamatório.

A relação com a IL-6 exemplifica toda a sutileza e complexidade envolvidas na relação entre músculos e o restante do organismo. Uma relação vasta e sobre a qual se sabe pouco. Estima-se que o número de miocinas seja muito maior do que 650, com milhões de possíveis interações. É uma orquestra que toca e se renova toda vez que uma pessoa se exercita e contrai os músculos.

Nessa orquestra, intensidade e tempo do exercício dão o tom, diz Rosa Neto. Às vezes, é preciso mais tempo, provável caso da maioria das miocinas de ação antiinflamatória.

Aliadas contra o câncer

Mas em outros é a intensidade que dá a nota certa. Um exemplo é a interleucina 15, que tem ação antitumoral. Os músculos a secretam quando submetidos a exercícios intensos. A IL-15 ativa a produção dos linfócitos T Killers, assassinos em português. Essas células do sistema imunológico patrulham o organismo em busca de células infectadas ou defeituosas (caso das cancerígenas) e as matam.

— A IL-15 deixa os linfócitos killers mais atentos e eficientes. Uma coisa é certa. A atividade física regular realmente melhora a imunidade — explica Rosa Neto.

Para algumas substâncias, é preciso mais do que tempo e intensidade. É o caso do BDNF, fundamental para a sobrevivência e o bom funcionamento dos neurônios. Para que ele seja liberado, é preciso que os músculos das pernas sejam exercitados. Os dos braços não têm importância nesse caso específico, observa Rosa Neto.

— Em seu conjunto, os músculos são nosso maior órgão endócrino e são muito fáceis de estimular, basta contrair. Mas um dos grandes desafios é descobrir qual o padrão de liberação das miocinas — salienta Rosa Neto.

Sem movimento, sem saúde

Se fazer atividade física faz bem, a ausência de movimento faz mal. Mexer-se, em qualquer nível, é fundamental. A atividade física é imprescindível para manter o organismo funcionando em equilíbrio.

— O corpo é como um carro novo. Você pode ter um modelo incrível, mas ele vai estragar se ficar parado na garagem — diz Roschel.

Segundo ele, não é preciso fazer o exercício de influenciadores digitais ou obrigatoriamente ir para a academia. O importante é se mexer. Tampouco é necessário horário específico, essencial é aumentar o tempo dedicado à atividade física dentro da rotina diária, diz Roschel, que tem um projeto que investiga qual a forma mais eficiente de fazer isso.

Assim caminha a Humanidade

Os exercícios tentam compensar a falta de atividade física regular no padrão para o qual corpo humano evoluiu. O corpo não foi feito para ficar parado. Ele adoece e morre. O modelo de fábrica da natureza, diz Claudio Gil Araújo, é andar rapidamente. Foi assim que a Humanidade caminhou pela maior parte de sua jornada iniciada há mais de 300 mil anos.

Mas correr, nadar, pedalar, fazer musculação, dançar e uma série de outras atividades funcionam como paliativos em nossa época, em que passamos a maior parte de nosso tempo sentados ou deitados.

— Não serão míseras décadas de modo de vida moderno e sedentário que transformarão o organismo humano. Não à toa o sedentarismo é considerado doença — diz Araújo.

Ilusões e pílulas mágicas

Tanto Araújo quanto Rosa Neto consideram improvável que seja possível desenvolver uma pílula do exercício.

— Os músculos são acionados de muitas formas, em momentos distintos e com interações variáveis, com diferentes intervalos e dosagens. É impossível concentrar tudo isso numa droga — afirma Rosa Neto.

Consenso entre os cientistas é que por si só os exercícios são medicamento naturais e poderosos contra velhas e novas doenças.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Prezado Bruno, vou ler essa matéria reproduzida em seu blog. Os músculos, se devidamente trabalhados, são muito importantes para o bem-estar e a saúde geral.

  2. BG, não fale em musculosos não, se não alguns que fazem comentários aqui, vão ficar com aquele órgão piscando, igual árvore de natal kķkkk.

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Judiciário

Moraes determina transferência de Bolsonaro da PF para a Papudinha

Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes determinou, nesta quinta-feira (15), a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para uma Sala de Estado-Maior no Núcleo de Custódia da PM do DF, a chamada “Papudinha”, dentro do Complexo da Papuda. A decisão atende pedidos da defesa por melhores condições de custódia. LEIA AQUI a decisão.

Segundo Moraes, o novo local permite ampliar visitas familiares, garantir horários mais livres para exercícios físicos e viabilizar sessões de fisioterapia. O ministro disse que as críticas às condições na PF “não se sustentam”, mas considerou a mudança conveniente diante das novas solicitações apresentadas pelos advogados.

Bolsonaro ficará em uma cela de 54 metros quadrados, com quarto, banheiro, cozinha, lavanderia, sala e uma área externa de pouco mais de 10 metros quadrados — estrutura semelhante à usada pelo ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Sala de Estado-Maior é um tipo de custódia especial prevista em lei para autoridades.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses, em regime inicial fechado, após condenação definitiva por liderar a organização envolvida nos atos de 8 de janeiro de 2023. Moraes frisou que o tratamento diferenciado se dá pelo cargo que Bolsonaro ocupou, mas não representa privilégio fora da Lei de Execução Penal.

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Judiciário

Toffoli indica peritos da PF, mas mantém dados do Banco Master sob controle da PGR

Foto: Arquivo/STF

O ministro Dias Toffoli, do STF, decidiu retirar da Polícia Federal o acesso imediato aos celulares, computadores e outros equipamentos apreendidos na operação contra o Banco Master e entregou a custódia do material à Procuradoria-Geral da República (PGR). A medida, tomada após idas e vindas do próprio ministro, acendeu alerta entre peritos e levantou suspeitas sobre o controle da investigação, segundo informações do Metrópoles.

Para tentar conter as críticas, Toffoli indicou quatro peritos da Polícia Federal para “acompanhar” a extração dos dados dentro da PGR, com acesso liberado ao material. Na prática, a PF, que fez a operação, fica fora do comando da perícia — etapa técnica essencial para garantir a integridade das provas digitais.

O caso envolve um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master e teve 42 alvos, entre eles o dono da instituição, Daniel Vorcaro, e o empresário Nelson Tanure. Inicialmente, Toffoli mandou o material ficar lacrado no STF, depois mudou de posição e autorizou que a PGR faça a extração e análise dos dados, desde que os aparelhos permaneçam carregados e fora da internet.

A decisão gerou reação imediata da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, que alertou para o risco de perda de provas. Segundo a entidade, a perícia criminal é função técnica da PF, não do órgão acusador.

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Geral

Dino proíbe envio de emendas a ONGs e entidades vinculadas a parentes de parlamentares e seus assessores

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu nesta quinta-feira (15) o repasse de emendas parlamentares para ONGs e entidades do terceiro setor ligadas a parentes de parlamentares ou de seus assessores.

Segundo o ministro, a prática fere os princípios da impessoalidade e da moralidade e pode transformar recursos públicos em benefício pessoal ou familiar. Dino afirmou que esse tipo de destinação “desnatura” a finalidade das emendas e compromete a confiança da sociedade nas instituições.

A decisão faz parte do acompanhamento do plano aprovado pelo STF para ampliar a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares.

O ministro citou reportagens que apontam indícios de irregularidades no uso desses recursos para atender interesses privados. Ele lembrou que a lei já proíbe a contratação de parentes na administração pública e que tentativas de burlar essa regra, por meio de vínculos indiretos, podem configurar improbidade administrativa.

Dino destacou que não é aceitável, por exemplo, que uma entidade beneficiada por emenda contrate empresas formadas por parentes do parlamentar que destinou o recurso.

Para o ministro, o aumento dos repasses ao terceiro setor exige critérios rigorosos de controle. Mesmo com avanços na transparência, ele afirmou que ainda são necessários ajustes para garantir moralidade e impessoalidade.

Opinião dos leitores

  1. Besteira, é só fazer a emenda cruzada. Tem é que arrochar na fiscalização. Isso não fazem.

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Geral

Órgãos que apuram fraude no Banco Master viram alvo de pressão e inquéritos do Judiciário

Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo

Dois meses após a liquidação do Banco Master, os órgãos responsáveis pelas investigações passaram a ser alvo de críticas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Receita Federal, Coaf e Banco Central já foram formalmente acionados para explicar sua atuação. A Polícia Federal também entrou no centro das críticas após o ministro Dias Toffoli apontar “falta de empenho” e “inércia” nas investigações.

Ao autorizar a prisão de Fabiano Zettel, cunhado do dono do banco, Daniel Vorcaro, e buscas contra o empresário Nelson Tanure, Toffoli determinou que as provas ficassem sob custódia do STF. Após reação de juristas, recuou e transferiu o material para a Procuradoria-Geral da República (PGR).

No TCU, o ministro Jhonatan de Jesus tentou revisar a decisão do Banco Central que liquidou o banco, alegando possível precipitação. A iniciativa extrapolou as competências do tribunal, que não pode rever atos regulatórios.

Após reunião entre o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, ficou acertado que a inspeção será limitada, sem acesso a dados sigilosos.

Segundo a Polícia Federal, o Banco Master emitiu R$ 12 bilhões em títulos falsos. Executivos foram presos e alvos de buscas. Em uma dessas ações, foi encontrado no celular de Vorcaro um contrato de R$ 129 milhões com o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Também veio a público que um fundo ligado ao banco investiu em um resort que já pertenceu a familiares de Toffoli.

Após essas revelações, Moraes abriu investigação sigilosa para apurar possível quebra irregular de sigilo fiscal por parte da Receita Federal e do Coaf.

Receita Federal

A Receita afirma que não tem acesso a contratos privados e que qualquer consulta a dados sigilosos sem processo formal é passível de punição.

COAF

O Coaf, por sua vez, apenas monitora movimentações financeiras suspeitas e não realiza investigações nem tem acesso a contratos.

Banco Central

Já o Banco Central, responsável pela liquidação do Master, atua na fiscalização do sistema financeiro e é independente desde 2021, com mandato próprio para seus dirigentes.

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Geral

Lula tem reunião com Moraes, Receita e PF após STF abrir inquérito sobre vazamento em caso Master

Foto: Matheus Bonomi – Reuters

O presidente Lula (PT) teve uma reunião nesta quinta-feira (15) com autoridades ligadas ao caso Master e o novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, com a justificativa de conversar sobre o combate ao crime organizado.

O encontro colocou na mesma sala o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, e o diretor da Receita, Robinson Barreirinhas, dias após o magistrado abrir uma investigação para apurar eventuais vazamentos no Fisco de informações sobre sua família relacionadas ao banco Master.

Segundo o novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, foi firmado um compromisso de atuação conjunta entre as instituições, mas o caso Master não foi o foco principal da reunião.

“O tema foi tratado como uma diretriz de Estado. Não se trata de um caso específico, mas de combater todos os que se enquadram nesse perfil criminoso”, afirmou.

Também participaram da reunião os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Sidônio Palmeira (Secom), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.

O encontro ocorre em meio a debates sobre a centralização das políticas de segurança pública, tema que já gerou atritos entre o governo federal e governadores durante a discussão da PEC da Segurança.

Wellington afirmou que a cooperação respeitará a autonomia de cada órgão e negou que a reunião tenha sido motivada por conflitos internos.

“O tamanho do problema exige uma conjugação de esforços dessa escala”, disse.

O compromisso não constava na agenda oficial do presidente e foi incluído após o término da reunião. Segundo o ministro, a integração busca tornar mais eficaz o combate ao crime, com atuação coordenada entre Receita, Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário.

“Cada instituição tem seu papel. O objetivo é ajustar essa sintonia, respeitando garantias legais e a autonomia dos órgãos”, afirmou.

Ainda nesta quinta-feira, Wellington deve se reunir com secretários para discutir a ampliação da cooperação com estados e outros parceiros.

“Não há como falar em integração real sem envolver quem está na linha de frente”, concluiu.

Opinião dos leitores

  1. Dedução facil da pauta: BLINDAR OS MENINOS E MENINAS ENVOLVIDOS NAS ALGAZARRAS DO MOMENTO, TODOS SAO MENORES, POBRES, RECEBEM BOLSA FAMÍLIA E ESTÃO PROTEGIDOS PELO ECA.

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Geral

Damares divulga igrejas e pastores investigados na CPMI do INSS após Malafaia chamar senadora de ‘linguaruda’; veja lista

Foto: Agência Senado/Lula Marques

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgou os nomes de igrejas e líderes religiosos citados na CPMI que apura fraudes no INSS.

A publicação ocorreu após críticas do pastor Silas Malafaia, que a chamou de “linguaruda” por mencionar “grandes igrejas” sem revelar os envolvidos.

Segundo Damares, as informações são públicas, constam em documentos oficiais e foram aprovadas pela comissão.

Igrejas investigadas

  • Adoração Church – pedido de quebra de sigilo

  • Assembleia de Deus Ministério do Renovo – pedido de quebra de sigilo

  • Ministério Deus é Fiel Church – pedido de quebra de sigilo

  • Igreja Evangélica Campo de Anatote – pedido de quebra de sigilo

Pastores citados

  • Cesar Belucci – convidado à CPMI

  • André Machado Valadão – convidado e alvo de quebra de sigilo

  • Péricles Albino Gonçalves – convidado

  • Fabiano Campos Zettel – convidado

  • André Fernandes – convidado

Damares afirmou que a possível participação de igrejas em fraudes causa “tristeza”, mas reforçou que a CPMI tem o dever de investigar com imparcialidade e base documental.

Reação de Malafaia

Malafaia acusou a senadora de generalizar acusações e de “denegrir a Igreja Evangélica”. Em vídeo, exigiu que ela apresentasse nomes ou se calasse.

Próximos passos da CPMI

O presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), defende a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias. A CPMI já analisou 4.800 documentos, identificou 108 empresas suspeitas e pretende pedir ao STF a suspensão de 2 milhões de contratos de consignado suspeitos.

Opinião dos leitores

  1. Como sempre diz Boris Casoy. Cada vez mais temos de passar o Brasil a limpo. Corrupção quase generalizada. Que tristeza.

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Geral

PF avança em operação que investiga ex-nora de Lula e apreende fuzis

Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (15), a terceira fase da Operação Coffee Break, que investiga fraudes em licitações para fornecimento de materiais didáticos a prefeituras do interior de São Paulo.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão na capital paulista, além de medidas de bloqueio de bens autorizadas pela Justiça.

A operação apura desvios de recursos do Ministério da Educação (MEC) por meio de contratos direcionados e superfaturados.

Ex-nora de Lula no foco da investigação

Na fase anterior, a PF teve como alvo Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado do presidente Lula. Ela é suspeita de receber propina do empresário André Gonçalves Mariano, apontado como operador do esquema.

Segundo a PF, Carla teria atuado em Brasília para facilitar a liberação de recursos do FNDE em favor da empresa Life Tecnologia Educacional.

Em uma agenda apreendida, o nome dela aparece com o apelido “Nora”, em referência ao vínculo familiar com o presidente.

Esquema milionário

A empresa Life recebeu cerca de R$ 70 milhões para fornecer kits e livros escolares a três prefeituras paulistas. Os contratos, segundo a PF, foram direcionados e superfaturados, com parte do dinheiro desviada por meio de empresas de fachada.

A investigação aponta a atuação de empresários, agentes públicos, lobistas e doleiros em uma organização criminosa estruturada desde 2021.

Prisões e crimes investigados

Na fase de novembro, seis pessoas foram presas, incluindo o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB).

Os investigados podem responder por crimes como corrupção, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Com informações da coluna de Mirelle Pinheiro, Metrópoles

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  1. Eita! Entro na família tem que participar…cadê os bandidos e os mau-caráter defensores de ladrão pra dizer que é fake.

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Geral

VÍDEO: Paulinho Freire pode deixar o União Brasil

O BG comentou sobre bastidores da política potiguar no programa Meio Dia RN desta quinta-feira (15) e a possibilidade do prefeito de Natal, Paulinho Freire, deixar o União Brasil.

O BG apurou que até o momento, o prefeito Paulinho Freire e José Agripino ainda não conversaram, mas Paulinho Freire pode deixar o União Brasil, por causa do esticamento de corda de Agripino. Esta conversa entre eles deve acontecer em breve, embora o clima não seja bom.

José Agripino deu declarações em veículos da imprensa potiguar de que não liberaria filiados do União Brasil para outras legendas, postura que tem causado estranhamento em quem vive a política do RN, pela intransigência incomum. Tal fala teria sido direcionada a não intenção de liberar as vereadora Nina Souza e Camila Araújo.

Agripino também reagiu de forma negativa a uma declaração do prefeito Paulinho Freire sobre não poder ser ingrato com Rogério Marinho, Styvenson Valentim e Álvaro Dias, que o apoiaram na campanha vitoriosa para a Prefeitura de Natal.

“Agripino não pode obrigar Paulinho Freire a votar em Allyson. Allyson não fez campanha para Paulinho em Natal. Allyson era candidato em Mossoró. Quem fez campanhoa para Paulinho foi Rogério Marinho, Styvenson e Álvaro Dias. Eles serão candidatos este ano. José Agripino não é candidato”, opinou BG.

Opinião dos leitores

  1. O galego do Alecrim pensa que ainda manda, rei posto, rei morto. É melhor ele ir cuidar de suas empresas, os votos de cabresto ja era. O partido dele esta no desgoverno ptralha.

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Geral

Fátima Bezerra veta transporte intermunicipal gratuito para policiais e bombeiros

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A governadora Fátima Bezerra (PT) vetou integralmente o projeto que previa transporte intermunicipal gratuito para policiais, bombeiros, agentes socioeducativos e peritos no Rio Grande do Norte. O veto foi publicado nesta quinta-feira (15) no Diário Oficial do Estado e será analisado pela Assembleia Legislativa.

Segundo o governo, o projeto é inconstitucional por ter sido apresentado por parlamentar e por criar despesas sem indicar fonte de custeio. A proposta também geraria impacto financeiro nos contratos de concessão do transporte.

O Executivo afirma que a medida reduziria a receita das empresas sem previsão de compensação, ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal e o equilíbrio econômico dos contratos.

As secretarias da Fazenda (Sefaz) e da Infraestrutura (SIN) se posicionaram contra o projeto. Ambas apontaram falta de estimativa de custos, risco de subsídios e impacto direto nas contas públicas.

O governo também alegou que a gratuidade para categorias específicas fere o princípio da isonomia e citou decisões do STF que vedam esse tipo de benefício sem ressarcimento.

O projeto, de autoria do deputado Taveira Júnior, havia sido aprovado em dezembro de 2025. Apesar de reconhecer a relevância social da proposta, Fátima afirmou que os vícios legais impedem a sanção.

Opinião dos leitores

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Geral

[VÍDEO] BANCO MASTER: Que situação do judiciário brasileiro, lamentável

Após os novos desdobramentos e ações do ministro Dias Toffoli em relação ao escândalo envolvendo o Banco Master, Bruno Giovanni comenta e traça um panorama geral sobre o tema, e principalmente as ações de Toffoli e em que situação ele deixa o judiciário brasileiro.

O ministro do STF tentou enquadrar a Polícia Federal, e queria decretar sigilo sobre todas as provas apreendidas pela PF, sem conhecimento sequer do MP.

“O que estamos vendo no Brasil não é coisa nem de filme de ficção. O que presenciamos ontem, com esse aparente desespero do ministro Dias Toffoli com essa operação do Banco Master, não tem como o Brasil e a imprensa, nesse momento, não pensar que só existe um motivo para as ações do ministro Dias Toffoli: se preservar ou preservar pessoas muito próximas. Não tem como pensar diferente, infelizmente. Posso estar completamente equivocado e o ministro só estar preocupado com a lei brasileira, mas não é isso que 100% dos brasileiros que se pronunciam nas redes sociais, que falam sobre o assunto, articulistas, jornalistas de todos os veículos de imprensa estejam vendo diferente, se essa foi a intenção do ministro. A única leitura é de autopreservação do ministro“, comentou o BG. Para o BG, “mais do que nunca, se faz necessária uma CPMI no Congresso Nacional”

Opinião dos leitores

  1. Isso é normal, onde o presidente foi descondenado pelos roubos que fez, e tem filho, irmão e ex nora envolvidos envolvido em corrupção…os mau-caráter estão todos pianinho

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