Economia

Na Câmara, Bolsonaro votou contra reforma e por mais gastos

O candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), ganhou a simpatia do mercado financeiro graças às promessas de apoio ao ajuste fiscal.

Uma análise de seus votos em 27 anos como deputado federal no Congresso revela, porém, convicções diferentes das que ele vem sustentando.

Bolsonaro votou contra as principais tentativas de reforma da Previdência e contra as grandes privatizações, como o fim do monopólio do petróleo e o das telecomunicações nos anos 1990.

Ao mesmo tempo, apoiou benefícios aos servidores, isenções fiscais a setores específicos e medidas que elevaram o gasto público, mesmo em períodos de restrição orçamentária.

Quando questionado sobre o assunto, o candidato, que é líder nas pesquisas de intenção de voto, costuma responder que sua fama de estatizante vem de sua oposição ao Plano Real, que estabilizou a moeda em 1994.

Diz ainda que se converteu de vez após conhecer seu guru, Paulo Guedes, economista egresso da Universidade de Chicago, reduto liberal.

Mas seu histórico de votos, até mesmo mais recente, prova que não é bem assim.

Mesmo no governo Michel Temer, quando suas ambições presidenciais já estavam claras, suas posições econômicas continuaram ambíguas.

Bolsonaro votou a favor do teto de gastos em outubro de 2016, mas, um ano e meio depois, deu seu aval para o Congresso apreciar em regime de urgência a criação de centenas de municípios —medida que, se aprovada, certamente elevará as despesas públicas.

Em abril de 2017, o deputado votou a favor da reforma trabalhista, que reduziu o custo da mão de obra para o empregador, mas, em maio do ano seguinte, disse não ao cadastro positivo, outra medida importante para os economistas liberais que dizem acreditar que pode facilitar a redução da taxa de juros no país.

Bolsonaro também se posicionou contra reformas estruturais para resolver o caos das dívidas estaduais.

Ele rejeitou um projeto de lei que suspendia o pagamento dos débitos dos estados superendividados, caso do Rio de Janeiro, seu berço político, por causa das contrapartidas exigidas, como elevação da contribuição previdenciária de servidores.

“A transformação do Bolsonaro em um liberal não foi completa. Ele continuou muito ambíguo e até um pouco oportunista e amador. Esse amadorismo em temas econômicos é muito preocupante em um governo”, diz Fernando Abrucio, cientista político e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas).

As mudanças no sistema de Previdência, que são apontadas por analistas como as mais urgentes para o ajuste das contas públicas, sempre sofreram oposição do deputado, cuja base eleitoral eram os servidores, em especial os militares.

Em 2003, Bolsonaro votou contra a reforma da Previdência do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que acabou com a aposentadoria integral dos funcionários públicos que ingressavam na carreira.

Em 2012, ele se opôs à regulamentação do fundo de previdência complementar dos servidores e, em 2015, foi favorável ao fim do fator previdenciário, que desestimulava a aposentadoria precoce.

A postura do candidato em relação à Petrobras também é confusa e mudou depois dos escândalos de corrupção revelados pela Operação Lava Jato.

Ele era defensor do monopólio do petróleo em 1994 e votou a favor da capitalização da estatal no governo Lula.

Já em 2016 aprovou o fim da obrigatoriedade de a Petrobras ser a única operadora do pré-sal e deu seu aval para que a empresa venda áreas contratadas no regime de cessão onerosa.

Recém-saído do Exército, Bolsonaro chegou ao Congresso em 1991, eleito pelo Partido Democrata Cristão para defender os interesses militares.

Passou por nove partidos, como PP, PPR, PPB e PTB, e ficou conhecido por propor o porte de armas e pelo conservadorismo em temas sociais.

Ele se ausentou na votação em primeiro turno da emenda que pune o trabalho escravo e se opôs à emenda que estendeu os direitos trabalhistas para os domésticos.

Para Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central e sócio da Tendências Consultoria, a economia nunca foi uma preocupação para Bolsonaro.

“A impressão que passa é que ele seguia seus instintos e a orientação do partido em que estava. Sua visão não é liberal, mas obviamente não chega a ser de esquerda. É um político que defende corporações e funcionários públicos, e acha que o estado tem de estimular alguns setores.”

Bastante sensível a demandas setoriais, o deputado apoiou diversas isenções fiscais nas últimas duas décadas, a despeito de ter ajudado a aprovar a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) em 2000.

Um exemplo é a desoneração da folha de pagamento das empresas, instituída pelo governo Dilma Rousseff (PT) e engordada pelo Congresso, que provocou um rombo de R$ 25 bilhões nas contas públicas no seu auge em 2015.

Em julho de 2012, Bolsonaro votou a favor da ampliação do número de setores beneficiados pela medida, que chegou a atingir 56.

Em junho 2015, quando já estava claro que o governo havia cometido um erro, o deputado foi contra a tentativa do então ministro Joaquim Levy de acabar com a desoneração.

Bolsonaro aprovou a criação do InovarAuto, programa de incentivo à fabricação de veículos no Brasil, que custou R$ 5 bilhões em cinco anos aos cofres públicos e acabou condenado na OMC (Organização Mundial do Comércio).

Ele também votou a favor da extensão, por mais 50 anos, da Zona Franca de Manaus, que deve significar uma perda de arrecadação de R$ 24,7 bilhões ao governo no próximo ano.

O deputado foi seguidamente favorável ao Simples, regime tributário especial para pequenas e médias empresas, que custa cerca de R$ 87 bilhões à União por ano.

Marcos Lisboa, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, explica que defender isenções fiscais para alguns setores não é uma agenda liberal clássica, que, ao contrário, prioriza a redução de impostos de forma igualitária.

“Essa agenda corporativista é o que chamo de Brasil velho”, afirma o economista.

O levantamento feito pela Folha também revela que, em sua época de deputado, Bolsonaro votou várias vezes a favor de medidas que provocariam rombo nas contas públicas, porque eram de apelo popular ou de interesse de estados e municípios.

Em 2007, por exemplo, votou a favor do fim da CPMF, o “imposto do cheque”, que agora Paulo Guedes, indicado como seu futuro ministro da Fazenda, cogita recriar.

“Há dois Bolsonaros: o deputado cuja pauta sempre foi corporativista e que votava o restante dos temas de forma meio displicente. E o candidato que encontrou uma janela de oportunidade dentro de um liberalismo radical, que, na verdade, ele mesmo nunca professou”, diz Carlos Mello, professor do Insper.

A campanha de Jair Bolsonaro não respondeu às perguntas enviadas pela reportagem.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Ele já assumiu no Roda Viva que tinha um pensamento diferente antes e que agora o Liberalismo e a Desburocratização econômica fazem parte de suas convicções. Próxima pergunta?

  2. O Brasil está em situação financeira trágica. Não temos espaço para apostas. Aposta é loteria ganha ou perde. Nós não temos o direito de errar. Do contrário, será o caos total. Por isso, voto, sem dúvida alguma, na experiência, no mais preparado, naquele que realmente tem condições de melhorar o Brasil. Voto Geraldo Alckmin.

  3. Uma Democracia é feita de divergência e diversidade de ideias construtivas, visando o bem comum, inclusão, respeito as diferenças e igualdade no tratamento e nas oportunidades.
    Perder e ganhar fazem parte dessa dinâmica onde as eleições são apenas um dos instrumentos.
    Numa Democracia um perde e outro ganha. O ganhador governa pra todos, o perdedor faz oposição contrato do visões de mundo e de projetos.
    Será que os candidatos que defendem a Ditadura Militar publicamente, está preparada para aceitar o resultado das urnas se perder as eleições?

  4. Que direita ele é, votou todos os projetos de lei como um ultraesquerdista. Então vai ter os votos do PSOL, Pc do b e parte do pt descontente com hadódio. Rsrsrs

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Geral

O número é 555: Zenaide começa campanha na madrugada com o povo e pede disputa propositiva

A campanha de Zenaide para a reeleição ao Senado começou já no primeiro segundo após a meia noite deste domingo (16). A senadora estava ao lado do candidato a governador Allyson Bezerra, do candidato a vice Hermano Morais e do colega de chapa, também candidato ao Senado, Tércio Tinoco. Juntos adesivaram carros de pessoas que voluntariamente quiseram expressar apoio ao grupo.

Zenaide agradeceu ao povo que a incentivou a buscar a reeleição. “Gente que me parou na rua, no posto de saúde, na feira e disse: Doutora, vai de novo!”.  A senadora pediu que os potiguares esperem dela “uma campanha de compromisso”, andando por toda a Natal e pelos 167 municípios do estado, já que em todos há frutos do trabalho dela como parlamentar.

Zenaide se dirigiu também aos concorrentes. “Que a gente faça uma campanha limpa, uma campanha de propostas. Não de ataque. Que a gente discuta problemas e soluções”.

A senadora lembrou também de pautas que dependem dela para serem aprovadas como o fim da escala 6 x 1, mais financiamento para o SUS e a garantia de direitos para os trabalhadores de aplicativo.

Este domingo, primeiro dia de campanha, foi reservado por Zenaide para diversos momentos de encontro com o povo. O primeiro deles, já a partir das 8h, nas Rocas, zona leste de Natal. A senadora também tem agenda em outros bairros, além de cidades da região metropolitana.

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PF descobre que lobista do Careca do INSS comprou duas joias para ex-chefe de gabinete de Lula


Evaristo Sá / AFP

A generosidade da lobista Roberta Luchsinger com Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, se estendeu à família do ex-chefe de gabinete de Lula. As investigações da PF descobriram também que a amiga de Fábio Luiz Lula da Silva e lobista do Careca do INSS, comprou duas joias que Marcola pediu para presentear familiares no Dia das Mães de 2024.

Ele mandou por WhatsApp a foto do modelo. Roberta pagou a fatura de R$ 9,2 mil. Ao longo de 2024, a lobista repassou a Marcola um total de R$ 217 mil, entre transferências bancárias, boletos de contas que ela pagou e esses presentes.

Quatro meses atrás, depois que a PF já havia apreendido o celular de Roberta, ele devolveu R$ 249 mil — a diferença corresponderia ao total desembolsado por ela acrescidos de juros e correção monetária.

Blog do Lauro Jardim / O Globo 

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Álvaro Dias abre campanha atacando gestão Fátima e mira em candidato do PT: “Pra mudar o que tá aí”


Reprodução / Instagram Álvaro Dias

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), iniciou sua campanha eleitoral neste domingo (16), com um vídeo tecendo críticas à gestão de Fátima Bezerra (PT) e responsabilizando também o seu adversário petista, Carlos Eduardo Xavier, que integrou o executivo estadual no atual mandato ocupando os cargos de Secretário de Tributação e Secretário da Fazenda.


“Meus amigos, a campanha eleitoral começa hoje, de agora até o dia da eleição. Vamos conversar muito aqui nas redes sociais, no rádio, na TV e nas ruas, sobre o Rio Grande do Norte e sobre o Estado que queremos pra viver e o que taí depois de oito anos de governo Fátima”, disparou Álvaro Dias.

O ex-prefeito de Natal ainda reforçou as críticas ao atual governo. “O que taí é a falta de estrutura da saúde, é a insegurança das pessoas, são as crateras nas estradas e a maquiagem na educação. Vamos dizer não à Fátima e ao seu candidato, que a maior obra que fez foi aumentar o ICSM e sufocar ainda mais o orçamento das famílias e do nosso estado”, criticou o candidato.

Álvaro encerrou o vídeo ressaltando que pretende mudar a realidade do Estado. “Vamos mudar o que taí e fazer um Rio Grande do Norte diferente e melhor para todos”, concluiu.

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Geral

TSE recebe 13 registros de candidaturas à Presidência; confira os nomes


Arte / Metrópoles

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 13 pedidos de registro de candidatura à Presidência da República para as eleições de 2026. O prazo para partidos, federações e coligações apresentarem os nomes terminou às 19h desse sábado (15). A surpresa foi o nome do coach Pablo Marçal (PRTB), que disputou à Prefeitura de São Paulo em 2024 e ficou inelegível.

O protocolo do pedido, no entanto, não significa que a candidatura esteja automaticamente autorizada. Os registros ainda vão passar pela análise da Justiça Eleitoral.

O último a oficializar o registro foi Pablo Marçal (PRTB), que, apesar de inelegível, foi incluído na disputa na reta final do prazo. Horas antes, a Executiva Nacional do partido aprovou a saída de Leonardo Avalanche, até então candidato da legenda ao Palácio do Planalto, para abrir espaço ao empresário.

Marçal conseguiu neste sábado uma liminar da Justiça Eleitoral que reconheceu provisoriamente sua filiação ao PRTB com efeitos retroativos a 4 de abril, data-limite para que candidatos estivessem filiados ao partido pelo qual pretendiam concorrer. A decisão permitiu que a legenda apresentasse o pedido de registro.

A medida, porém, não suspendeu a inelegibilidade de Marçal. O empresário acumula condenações no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) relacionadas à campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024 e, atualmente, está impedido de concorrer até 2032.

A campanha eleitoral começa oficialmente neste domingo (16), quando os candidatos já podem pedir votos e realizar atos de campanha. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e, se nenhum candidato alcançar a maioria dos votos válidos, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.

Candidatos à Presidência da República

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Atual presidente da República, Lula disputa mais um mandato no Palácio do Planalto. Ex-metalúrgico e ex-líder sindical, comandou o país entre 2003 e 2010 e voltou à Presidência em 2023. Antes de chegar ao Executivo, também exerceu mandato de deputado federal por São Paulo.

Flávio Bolsonaro (PL)

Senador pelo Rio de Janeiro desde 2019, Flávio Bolsonaro é advogado, empresário e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Antes de chegar ao Senado, cumpriu quatro mandatos consecutivos como deputado estadual no Rio e disputou a Prefeitura da capital fluminense em 2016.

Ronaldo Caiado (PSD)

Médico de formação, Caiado deixou o governo de Goiás para disputar a Presidência. Ele comandou o estado entre 2019 e 2026 e tem uma longa trajetória no Congresso Nacional, onde exerceu mandatos de deputado federal e senador. Ligado historicamente ao agronegócio, migrou do União Brasil para o PSD neste ano.

Romeu Zema (Novo)

Empresário e ex-governador de Minas Gerais, Zema chegou à política eleitoral em 2018, quando venceu a disputa pelo governo mineiro. Foi reeleito em 2022 e deixou o cargo em 2026 para concorrer ao Planalto. Formado em Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV), trabalhou por quase três décadas no Grupo Zema, conglomerado fundado por sua família.

Renan Santos (Missão)

Um dos fundadores e principais dirigentes do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos é o presidente nacional do Missão, partido criado a partir do grupo e registrado pelo TSE em 2025. Empresário e ativista político, nunca exerceu cargo eletivo. Chegou a cursar Direito na Universidade de São Paulo (USP), mas não concluiu a graduação.

Augusto Cury (Avante)

Psiquiatra, escritor e empresário, Augusto Cury ficou conhecido nacionalmente pela publicação de livros voltados à psicologia e ao desenvolvimento pessoal. Autor de obras como O Vendedor de Sonhos, faz em 2026 sua estreia em uma disputa eleitoral.

Samara Martins (UP)

Dentista do Sistema Único de Saúde (SUS), Samara Martins atua em movimentos populares, de mulheres e do movimento negro. Em 2022, foi candidata a vice-presidente na chapa de Leonardo Péricles, também pela Unidade Popular. Atualmente, integra a direção nacional da legenda.

Hertz Dias (PSTU)

Professor de História, rapper e militante do movimento negro, Hertz Dias é filiado ao PSTU e já participou de outras eleições. Em 2018, concorreu à Vice-Presidência na chapa de Vera Lúcia; em 2020, disputou a Prefeitura de São Luís (MA); e, em 2022, tentou o governo do Maranhão.

Edmilson Costa (PCB)

Doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Edmilson Costa é um dos dirigentes históricos do Partido Comunista Brasileiro. Militante da legenda desde a década de 1970, também é autor de livros sobre economia e capitalismo e já disputou a vice-presidência da República, em 2010.

Rui Costa Pimenta (PCO)

Jornalista e presidente nacional do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta é um dos nomes mais recorrentes da legenda nas eleições presidenciais. Foi um dos fundadores do PT, integrou a tendência Causa Operária e, depois, participou da criação do PCO. Ele já concorreu ao Palácio do Planalto em 2002, 2010 e 2014.

Clariana Barão (DC)

Advogada de Mato Grosso, Clariana Barão preside o diretório estadual do Democracia Cristã no estado. Ela foi escolhida para a corrida presidencial depois que o partido ficou sem os nomes inicialmente cogitados para a disputa e faz sua primeira tentativa de conquistar um cargo eletivo.

Wilson Grassi (Democrata)

Veterinário, Wilson Grassi construiu sua atuação pública principalmente em torno da defesa e da proteção animal. Já disputou eleições para deputado estadual, deputado federal e vereador de São Paulo, mas nunca foi eleito. Em 2026, foi escolhido pelo Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB), para disputar a Presidência.

Pablo Marçal (PRTB)

Empresário e influenciador digital, Marçal ganhou projeção política ao disputar a Prefeitura de São Paulo em 2024. Dois anos antes, tentou concorrer à Presidência pelo Pros, mas a candidatura não chegou às urnas devido a uma disputa interna da legenda. Agora, foi escolhido pelo PRTB para substituir Leonardo Avalanche na corrida pelo Planalto, embora esteja inelegível até 2032.

Metrópoles

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Geral

Mesmo inelegível, Pablo Marçal é lançado pelo PRTB à Presidência da República


Foto: Reuteres

O Partido Renovador Trabalhista Nacional (PRTB) oficializou, neste sábado (15), o pedido de registro da candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República para o pleito de 2026. A movimentação foi viabilizada por uma liminar concedida pelo juiz Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana do Parnaíba (SP), que autorizou a desfiliação do empresário do União Brasil e sua subsequente entrada no PRTB.

Embora a decisão de primeira instância tenha equacionado a viabilidade partidária, o deferimento final do registro depende do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A expectativa é que a chapa enfrente contestação imediata de adversários políticos e do Ministério Público Eleitoral (MPE), visto que Marçal encontra-se inabilitado para disputar cargos públicos até 2032.

A sanção de inelegibilidade por oito anos foi aplicada decorrente de condenação por uso indevido dos meios de comunicação social durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo, em 2024. A defesa do influenciador buscou reverter a penalidade, mas teve os recursos rejeitados de forma unânime pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em 5 de agosto.

Questionado pela BBC News Brasil sobre o lançamento da candidatura sob a condição de inelegibilidade, Marçal declarou apenas: “O Senhor proverá”.

Com informações da BBC Brasil

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Eleições 2026

Álvaro Dias participa de Congresso de Mulheres da Igreja Quadrangular em Mossoró

Foto: Divulgação

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou do Congresso de Mulheres da Igreja do Evangelho Quadrangular, realizado em Mossoró. O encontro reuniu fiéis em um momento de fé, comunhão e oração.

Álvaro foi acolhido pelos pastores Fabrício, de Mossoró, e Adriano, de Natal. Durante o evento, também encontrou Midiany Avelino, esposa do presidente da Câmara Municipal de Natal, Eriko Jácome.

Durante a programação, Álvaro acompanhou o momento de oração e destacou a importância da fé e da união entre as pessoas. Ao final, recebeu uma oração coletiva dos participantes e agradeceu pelo carinho e pelas orações dos amigos da Igreja Quadrangular de Mossoró.

A participação no congresso também reforçou a proximidade de Álvaro com diferentes segmentos da sociedade potiguar e seu respeito às manifestações de fé e às comunidades religiosas do Estado.

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Brasil

[VÍDEO] IRONIA: “Filiaram um cara com votos num partido sem votos”, diz Flávio sobre fraude no Missão


O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ironizou a filiação fraudulenta de seu nome ao Missão: “Filiaram um cara com votos num partido sem votos”.

Flávio negou ter solicitado qualquer vínculo com a legenda e afirmou esperar que a Polícia Federal identifique e responsabilize os envolvidos. A fraude em filiação partidária é crime previsto no Código Eleitoral.

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Brasil

[VÍDEO] “IRRESPONSÁVEL”: Flávio acusa Lula de pensar na eleição ao reagir aos EUA

Flávio Bolsonaro (PL) chamou Lula (PT) de “irresponsável” e acusou o presidente de colocar interesses eleitorais acima dos interesses do país ao iniciar o processo que pode levar à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos.

A declaração foi feita neste sábado (15), durante agenda no Rio de Janeiro. “Está pensando na eleição e não na nossa nação”, afirmou Flávio.

O candidato do PL também acusou Lula de tensionar a relação com o governo de Donald Trump. Para ele, o presidente “atirou pedras” e “provocou” os Estados Unidos ao longo dos últimos meses.

Opinião dos leitores

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Brasil

ALERTA: PT atribui resultado da pesquisa Quaest a “efeito Lulinha”; campanha de Flávio vê recuperação após caso “Dark Horse”

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Waldemir Barreto/Agência Senado)

O resultado da última pesquisa Quaest antes do início oficial da campanha foi recebido com alerta no PT e otimismo no QG de Flávio Bolsonaro (PL). A distância entre Lula e o senador caiu de cinco para três pontos em uma eventual disputa de segundo turno, configurando um empate técnico.

A jornalista Jussara Soares, em seu blog no site da CNN Brasil, relata que petistas avaliam que o noticiário envolvendo Lulinha, alvo de três inquéritos da Polícia Federal, pode ter influenciado a oscilação de Lula. Já aliados de Flávio enxergam recuperação após uma pré-campanha marcada por crises, entre elas o caso “Dark Horse”.

Na Quaest, Lula oscilou de 44% para 43%, enquanto Flávio passou de 39% para 40%. As variações ocorreram dentro da margem de erro.

A pesquisa Quaest, encomendada pela Rede Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 12 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06773/2026.

Opinião dos leitores

  1. E quando Lulinha fenômeno for premiado com as pulseiras de aço? Alguém tem que se responsabilizar pelas besteiras desse meliante.

  2. Eu realmente não entendo onde estão sendo feitas essas pesquisas, o PT faz eventos e não dá ninguém, Lulis vai para algum lugar é vaiado, mas nas pesquisas o Pinóquio está na frente. Pode isso Arnaldo ? Kkkk

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Geral

Homem publica ameaça de facada contra Flávio e é levado à delegacia em Juiz de Fora-MG, cidade onde Bolsonaro sofreu atentado em 2018

Imagem: reprodução/redes sociais

A Polícia Legislativa do Senado levou à delegacia, neste sábado (15), um homem suspeito de ameaçar o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pelas redes sociais. A informação foi confirmada a CNN Brasil pela própria Polícia Legislativa do Senado, que tem feito o monitoramento preventivo de senadores que são candidatos neste ano, como é o caso de Flavio.

A ameaça foi publicada na quinta-feira (13), em um comentário no Facebook sobre a visita de Flávio a Juiz de Fora (MG), prevista para segunda-feira (17). O autor escreveu “dessa vez deixa cmg” e utilizou emojis de faca. A cidade ficou marcada pelo atentado contra Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018.

Segundo a Polícia do Senado, o autor foi identificado como Lauro Cesar Costa Junior. A Justiça autorizou uma operação de busca e apreensão, cumprida neste sábado. Ele foi encaminhado à Delegacia de Juiz de Fora para prestar esclarecimentos.

A ameaça foi identificada durante o monitoramento preventivo de candidatos realizado pela Polícia Legislativa. Após Flávio formalizar uma representação criminal, os agentes realizaram diligências, preservaram as evidências digitais e encaminharam o caso ao Ministério Público de Minas Gerais.

Ainda segundo a polícia, o homem possui registros por agressão, lesão corporal, ameaça, vias de fato e atrito verbal. A CNN Brasil informou que tenta contato com a defesa dele, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

Opinião dos leitores

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