Cultura

‘Não é porque é artista que não tem de prestar conta’, diz ministro da Cidadania

Enquanto tenta acalmar os ânimos da classe artística com as mudanças na Lei Rouanet, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, não foge de outras polêmicas envolvendo a sua pasta, que agrega os antigos ministérios da Cultura, Esporte e Desenvolvimento Social.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o ministro disse que “não é porque é artista que não precisa prestar contas”, que o deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP), um de seus maiores críticos, “quer nomear todo mundo no ministério” e que ele recebeu do presidente Jair Bolsonaro “liberdade de dizer não às indicações até do vice-presidente”, tanto que demitiu um apadrinhado do general Hamilton Mourão.

Sobrou até para a reforma da Previdência. “O maior programa de combate à pobreza não é a Bolsa Família nem o BPC, é a aposentadoria do trabalhador rural. Não pode mexer”. Sobre não ter reajuste para o Bolsa Família este ano, afirma: “Para que reajuste? O 13º já é um up”. A seguir os principais trechos.

A classe artística reagiu à redução do teto da Lei Rouanet de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão. A atriz Ingrid Guimarães disse ao jornal O Estado de São Paulo que “quando a lei acabar, a cultura vai parar nesse País”.

Quem é Ingrid Guimarães?

A atriz…

Ah, sim. De todos os projetos culturais aprovados pela Lei Rouanet, 85% não têm mais de R$ 1 milhão e 95% usam, no máximo, R$ 6 milhões. Hoje, poucos artistas e espetáculos tinham acesso superior a isso. Qual a razão para ser R$ 60 milhões? Não estamos limitando a doação. Estamos estabelecendo um limite na captação. O valor vai circular pelo País, sair do circuito Rio-São Paulo e disseminar pelo Nordeste, Sul, Norte. No Nordeste, onde tem 26% da população, há menos de 4% de incentivos da Lei.

A classe artística diz que está sendo criminalizada pelo governo. Como o senhor responde?

Estamos fazendo um pente-fino nas contas. Tinha muita prestação de contas ruim. Tem gente que morreu sem prestar conta. Mas isso é dinheiro público e tem de ter o mínimo de controle. Não posso dizer que só porque é artista não precisa prestar conta.

O que o senhor já identificou?

Tem um musical que arrecadou R$ 13 milhões, cobriu toda a despesa e faturou R$ 15 milhões livres. Qual foi o benefício para a população? Eles pagaram caro para assistir. Ah, mas vão dizer que tem 10% de gratuidade. Isso não funciona. Esses ingressos grátis estavam nas mãos de ONGs que nem sei quais são. Tinha uma que trocava o ingresso por lata de leite condensado.

Houve descuido das gestões anteriores?

Não estou dizendo que os ministros anteriores tiveram culpa, mas estava mal amparado. Estamos tentando dar uma modernizada, democratizá-la. A gente quer que a prefeitura faça um cadastro único, convide as pessoas e dê transporte para leva-las à peça de teatro e depois as leve de volta.

O deputado Alexandre Frota (PSL-SP) é um dos seus maiores críticos e defende a volta do Ministério da Cultura…

O problema do Alexandre é que ele quer nomear todo mundo no ministério. Ele apresentou nomes para todos os cargos. Até atendi um que achei o currículo interessante. Mas para os outros cargos eu busquei técnicos. Quem vai responder depois sou eu e não o deputado. Acho que o Alexandre tem certa inexperiência na prática política. Ele nunca foi político. Respeito o trabalho dele e acho que ele é importante na cultura, mas o ministério é responsabilidade minha.

Também há um movimento para o Esporte voltar a ser ministério. Teme o esvaziamento da sua pasta?

Os ministérios (Cultura, Esporte e Desenvolvimento Social) foram unificados, mas o operacional continua o mesmo. Não reduzimos orçamento.

O governo tem força para barrar a volta dos ministérios?

Mas por que o Congresso vai recriar os ministérios? Não há argumento, já que não está diminuindo recurso, não diminuiu a estrutura operacional. Essa tentativa de recriar as pastas é o pensamento de alguns, é o lobby corporativo.

O que o senhor identificou no pente-fino do programa Bolsa Atleta?

Isso ainda está em andamento. Mas todos os programas que têm incentivos têm rolos. Não quer dizer que todo mundo faça. Aliás, 98% não fazem, mas 2% fazem. Então temos de ter mecanismos de controle mais detalhados.

Assim como a Lei Rouanet, pode haver mudanças no Bolsa Atleta (o programa patrocina atletas de alto rendimento em competições)?

Estamos estudando isso, não significa que vá ter. A forma como acontece favorece o desvio, então o estudo que estamos fazendo é sobre o formato da concessão. A gente quer que uma pessoa pegue o recurso incentivado e que aquilo tenha algum resultado.

O governo teme que o Congresso não aprove o 13° para os beneficiários do Bolsa Família?

O deputado que não aprovar vai ficar sujeito à pressão dos beneficiários do Bolsa Família. O 13º vai ser um aumento global no final do ano de 8,3%, o que é acima da inflação. A partir de junho também vamos começar a colocar R$ 48 a mais para o jovem do Bolsa Família que esteja fazendo curso técnico. Eu peço ao Paulo Guedes (ministro da Economia) para, em vez de cortar o Sistema S, colocar para me ajudar a fazer a capacitação dos jovens nem-nem (nem trabalham nem estudam).

O 13º compensa o reajuste que não teve este ano?

Para que precisa de reajuste? O 13º já é um up. A partir do ano que vem sim, vai ter 13º e o reajuste.

A recuperação da economia ainda está acanhada…

Eu confio muito no Paulo (Guedes) e é muito importante essa liberdade que Bolsonaro nos deu de montar as equipes. Ele não pediu cargos, não loteou e deu liberdade total para escolher sem interferência de partido político. Tirando as pressões corporativas, temos liberdade para agir.

Mas o senhor tinha no ministério o general Marco Aurélio Vieira, indicado pelo vice Hamilton Mourão para a secretaria de Esportes. Por que demitiu?

Ele estava jogando para voltar o Ministério do Esporte para ele ser o ministro. Não tenho nada contra ele. E não há nada contra militares também porque ele saiu e eu botei outro militar no cargo.

O general Décio Brasil, que assumiu a vaga, é indicação de quem?

Eu conversei com (o deputado federal) Luiz Lima (PSL-RJ), que falou muito bem dele.

Foi indicação do Luiz Lima?

Não. Foram sugestões do setor. Ele está disposto a trabalhar em equipe. E qualquer cargo público é assim. Tem de ter a experiência de convívio.

O senhor avisou ao vice-presidente que iria demitir o apadrinhado dele?

Eu expliquei ao Mourão. Eu tinha liberdade de dizer não às indicações até do vice. O presidente não me impôs nada. Eu tinha achado bom o nome indicado por ele. Mas depois, no andar da carruagem, ele foi numa direção diferente. Aí, ou você toma uma atitude ou perde a autoridade.

O senhor defendeu que a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) não fosse tratado na reforma da Previdência?

No passado, convenci o presidente Michel Temer (de quem foi ministro) a deixar o BPC fora da reforma e defendi o mesmo para Paulo (Guedes) e Rogério (Marinho). Disse que não deveria entrar e que, se entrasse que fosse de uma maneira que não tenha perda. E isso já está acertado.

A aposentadoria rural também?

A rural também não pode mexer. O maior programa de combate à pobreza não é a Bolsa Família nem o BPC, é a aposentadoria do trabalhador rural. É ela que mantém uma família no sertão. E o impacto é gigantesco, de R$ 110 bilhões por ano. O Bolsa Família é de R$ 30 bilhões. Tem de ser fiscalizado, mas não pode acabar e nem fazer redução abrupta.

No ano passado, o senhor defendeu os caminhoneiros. Como o senhor viu a decisão do Bolsonaro de intervir nos preços de combustíveis da Petrobrás?

Estava começando a ter aumentos quase diários. Fica impossível o caminhoneiro trabalhar. Ele inicia uma viagem, faz contrato de frete e chega lá o preço tá diferente. O presidente se preocupou em perguntar por que era assim e se não tinha como ser diferente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Lei escrota! O próprio "doador" do nome à famigerada lei já disse que desvincular o seu nome é uma dádiva.

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Eleições 2026

DATAFOLHA: com 49% contra 29% de Haddad, Tarcísio seria reeleito no 1º turno em SP

Foto: Reprodução/Band

A nova pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11/9) mostra que Tarcísio de Freitas (Republicanos) continua na liderança da disputa em São Paulo com 49% das intenções de voto no 1º turno. Fernando Haddad (PT) aparece em 2º lugar com 29%.

Com os números, Tarcísio poderia conquistar a reeleição já no 1º turno, já que soma mais da metade (56%) dos chamados votos válidos — que excluem votos brancos e nulos — contra 32% de Haddad.

O levantamento aponta um crescimento de ambos os candidatos em relação à pesquisa anterior. Em agosto, Tarcísio tinha 45% e Haddad 27%. Os outros candidatos não passam de 3% das intenções de voto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.

Veja os dados:

Tarcísio de Freitas (Republicanos): 49%
Fernando Haddad (PT): 29%
Carlos Machado (PCB): 3%
Policial Edjane (Agir): 3%
Vera Lúcia (PSTU): 2%
Vivian Mendes (UP): 2%
Izadora Dias (PCO): 1%

Disseram que vão votar em branco, nulo ou que não votarão em nenhum candidato 8% dos entrevistados. Os indecisos são 3%.

A pesquisa foi contratada pela Folha e pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números SP-04189/2026 e BR-03904/202. Foram entrevistados 1.610 eleitores entre os dias 8 e 10 de setembro.

Tarcísio também lidera o cenário para o segundo turno, segundo o Datafolha. Neste caso, o candidato à reeleição venceria o petista, por 56% a 35%.

Com informações de Metrópoles

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Cidades

Coronel reserva da PM é nomeado novo secretário de Administração Penitenciária do RN

Foto: Divulgação/SEAP

O coronel da reserva da PMRN Raimundo Aribaldo Mendes de Souza é o novo secretário de Estado da Administração Penitenciária (Seap). A nomeação foi feita após as exonerações do ex-secretário Helton Edi e da ex-secretária-adjunta Arméli Brennand, anunciadas nessa quarta-feira e publicada na edição dessa quinta-feira (10) do Diário Oficial do Estado.

A permanência de ambos ficou insustentável, após as últimas fugas de detentos, e agravada após repercussão negativa de um vídeo da ex-secretária-adjunta negociando o retorno das visitas íntimas com líderes da facção criminosa Comando Vermelho no Presídio de Alcaçuz.

Antes de assumir a Seap, Aribaldo atuou como gerente de Segurança Institucional da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Norte (Fundase). Na função, trabalhou com planejamento, gerenciamento de riscos, coordenação de equipes e resposta a situações de crise.

Na Polícia Militar, o novo secretário também exerceu cargos de liderança. Entre as funções estão a direção do Centro de Estudos Superiores da PMRN e a participação na criação e estruturação do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), voltado para ocorrências críticas e operações de maior complexidade.

A trajetória profissional inclui ainda atividades nas áreas de inteligência, gerenciamento de crises, operações especiais, planejamento, gestão de pessoas e coordenação de grandes operações. Aribaldo também participou de capacitações no Brasil e no exterior, incluindo treinamentos de SWAT e proteção de dignitários nos Estados Unidos.

Em 2006, participou de uma missão internacional na Colômbia por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Na área de formação profissional, foi instrutor da Academia de Polícia Militar Cel. Milton Freire de Andrade e professor de Gerenciamento Integrado de Crises em um curso de especialização em Gestão de Segurança Pública e Cidadania da Escola da Assembleia.

Aribaldo ingressou na Polícia Militar do Rio Grande do Norte em 1989. É especialista em Segurança Pública e Cidadania e possui Curso Superior de Polícia e Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, além de outras capacitações na área de segurança pública.

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Política

[VÍDEO] NO APAGAR DAS LUZES: Governo Fátima anuncia retomada das obras do Centro de Tratamento de Queimados do Walfredo Gurgel, paralisadas desde 2024

Imagem: Reprodução/Instagram

Por incompetência do governo Fátima Bezerra (PT), a reforma do Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Walfredo Gurgel tinha recursos previstos desde 2019, só começaram efetivamente em junho de 2024, mas desde então ficaram travadas.

Agora, depois de anos atraso, o titular da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), Alexandre Motta, anunciou que a reforma será retomada na próxima semana. Em vídeo publicado nas redes sociais ao lado do secretário de Infraestrutura, Gustavo Coelho, ele anunciou a contratação emergencial de R$ 2,053 milhões, com prazo de 150 dias.

Prevista inicialmente para durar apenas três meses, a reforma acumulou rescisões e paralisações. Em um dos contratos, apenas 2,33% do serviço foi executado em quase 150 dias. A Justiça determinou a retomada da obra em julho e fixou multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento para o Governo do Estado.

A paralisação afetou o funcionamento do CTQ, que passou a operar com capacidade reduzida, com cerca de 12 leitos, além de ter espaços de isolamento, atendimento semi-intensivo e reabilitação comprometidos.

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Política

Rogério Marinho pede a Fachin derrubada de sigilo sobre inquéritos das Fake News, roubo dos aposentados e emendas


Foto: Waldemir Barreto

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que examine medidas para ampliar a publicidade de investigações de elevado interesse público em tramitação na Corte. O pedido alcança o Inquérito das Fake News e seus desdobramentos, como o chamado inquérito das milícias digitais, além das apurações sobre fraudes e descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os procedimentos relacionados às emendas parlamentares, sob relatoria do ministro Flávio Dino.

A iniciativa foi apresentada após a decisão de Fachin, na noite de quinta-feira (10), que resultou na ampliação da transparência das investigações relacionadas ao Banco Master. No ofício, Rogério Marinho sustenta que a publicidade dos atos processuais constitui princípio constitucional e que o sigilo deve permanecer restrito às situações em que seja necessário para preservar diligências, proteger a intimidade ou resguardar outros valores previstos na Constituição. O senador defende que parâmetro semelhante seja considerado em procedimentos de relevância pública equivalente ou superior.

Em relação aos inquéritos da Fake News e das Milícias Digitais, o senador destaca a longa duração e a repercussão dessas apurações sobre direitos fundamentais e sobre o funcionamento das instituições. Também pede máxima transparência possível nas investigações sobre descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS e nos procedimentos relativos às emendas parlamentares, especialmente quanto a investigações e providências instauradas de ofício no âmbito desses processos.

Rogério Marinho argumenta que a ampliação da publicidade também reduz o espaço para vazamentos seletivos e permite que a sociedade diferencie fatos registrados nos autos de versões ou informações fragmentadas. “A publicidade, naquilo que não prejudique a investigação, constitui também mecanismo de proteção da própria credibilidade do sistema de Justiça”, afirma no ofício. Para o senador, a aplicação coerente dos critérios de transparência fortalece o controle público, a segurança institucional e a confiança da sociedade nas decisões da Suprema Corte.

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Cidades

[VÍDEO]: ACREDITEM SE QUISER: Vejam o atentado que a Prefeitura de São Miguel do Gostoso fez na cidade

Imagem: Reprodução

As obras de repavimentação da Avenida dos Arrecifes, na altura do bairro Maceió, em São Miguel do Gostoso, estão causando transtornos e tirando a paz dos moradores da região.

Além da via ficar praticamente intransitável, os residentes relatam até dificuldade para caminhar e chegar às próprias casas.

Segundo o morador Emanuel Neri, a Prefeitura vinha executando o serviço apenas em uma faixa da via. Porém, na noite desta quinta-feira, as equipes retiraram os paralelepípedos de toda a extensão da avenida, com apoio de uma retroescavadeira, o que agravou ainda mais a situação e comprometeu a locomoção de pedestres. “Parece cena de guerra!”, disse.

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Brasil

EM MEIO À CRISE NO STF: Gilmar Mendes dá palestra na Itália, publica imagem no Instagram, mas ‘restringe’ comentários

Foto: Reprodução/Instagram @gilmarmendes

Diante da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes viajou para a Itália, onde palestrou em uma conferência na Università di Torino nesta quinta-feira (10). O decano falou sobre a influência da doutrina jurídica nas decisões da Corte brasileira.

O próprio Gilmar divulgou a participação nas redes sociais; no entanto, restringiu os comentários no post.

Na publicação no Instagram, o ministro agradeceu aos professores envolvidos no encontro e destacou integrantes do departamento de Direito da universidade.

A palestra recebeu o título A Circulação da Doutrina na Jurisprudência Constitucional: a Experiência do Supremo Federal. Durante a apresentação, Gilmar discutiu diferentes mecanismos utilizados pela Justiça constitucional.

Não foi apenas o evento acadêmico que levou o ministro ao solo italiano. Na última terça-feira (8), ele esteve no casamento da filha do empresário Marcos Molina, com quem o decano mantém anos de amizade. A cerimônia ocorreu às margens do Lago di Como.

Com informações de Pleno News

 

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Geral

CRISE PF x STF: Andrei Rodrigues nega que monitorou Mendonça e diz que relatórios de inteligência usados por Moraes são “lícitos”

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou ao presidente do STF, Edson Fachin, nesta sexta-feira (11), que os relatórios de inteligência usados pelo ministro Alexandre de Moraes foram produzidos dentro da lei.

Andrei também negou que a PF tenha feito monitoramento ilegal dos ministros André Mendonça (STF) e Jorge Messias (AGU). Ele afirmou que os documentos têm caráter analítico, não servem como prova criminal e não foram usados para restringir direitos.

“Não existiu, em absoluto, qualquer monitoramento ilícito de Ministro deste STF e tampouco do Advogado-Geral da União”, frisou Andrei Rodrigues.

O diretor-geral também negou que os relatórios de inteligência da PF seriam “apócrifos”, como afirmou Mendonça. De acordo com Andrei, essa qualificação é “equivocada”, porque os documentos “têm autoria institucional”.

A manifestação rebate diretamente Mendonça, que classificou os relatórios como ilegais e chegou a afastar Andrei do comando da PF. A decisão acabou suspensa e o delegado foi reintegrado ao cargo.

Com informações do jornal O Globo

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Geral

A COISA TÁ FEIA: Com rombo de R$ 5,6 bilhões no governo Lula, Correios entram em greve nacional

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Em meio a uma crise financeira pesada no governo Lula, trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado. A paralisação começou às 22h desta quinta-feira (10), após a categoria rejeitar a proposta de renovação do acordo coletivo.

Os Correios acumularam prejuízo de R$ 5,6 bilhões somente no primeiro semestre de 2026. Para tentar fechar as contas, a empresa busca um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com garantia do Tesouro Nacional.

Além de estar no vermelho, a estatal ainda enfrenta impasse com os funcionários sobre reajuste salarial e mudanças no plano de saúde. Os sindicatos são contra a proposta que retira dos Correios a condição de mantenedora da assistência oferecida a empregados e aposentados. A empresa afirma ter oferecido reajuste integral pelo INPC nos salários e benefícios, além da manutenção de 78 das 80 cláusulas do acordo atual. Não há previsão para o fim da greve.

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Geral

IGOR GADELHA: PF evitou Mendonça e priorizou Dino em diligências do caso Dark Horse

Foto: Reprodução/YouTube

A Polícia Federal (PF) evitou pedir diligências sobre o caso Dark Horse ao ministro do STF André Mendonça, relator original do inquérito, e concentrou as solicitações no gabinete de Flávio Dino, relator no Supremo de investigação paralela referente ao filme do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo fontes da Corte e da própria PF ouvidas pela coluna do jornalista Igor Gadelha, no Metrópoles, desde que Mendonça abriu o inquérito específico para apurar os repasses de Daniel Vorcaro ao Dark Horse, em 22 de julho, a corporação não pediu qualquer diligência relevante ao gabinete do ministro. A investigação está em sigilo.

Na decisão, Mendonça tornou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oficialmente investigado no caso, conforme a coluna revelou à época. O senador é investigado pelos supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, após negociar o patrocínio de Daniel Vorcaro à cinebiografia do pai.

Passados 50 dias da abertura do inquérito, porém, a PF não pediu diligências investigativas relevantes a Mendonça. Nesse período, contudo, a corporação solicitou diligências sobre o caso a Dino, que relata investigação sobre o uso irregular de emendas parlamentares para bancar o filme.

Na quinta-feira (10/9), por exemplo, Dino atendeu a um pedido da PF e autorizou operação de busca e apreensão contra diversos alvos da investigação. Entre eles, Karina da Gama, dona da produtora responsável pelo filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor executivo da obra.

Segundo fontes da PF ouvidas pela coluna, a decisão de não apresentar pedidos a Mendonça ocorreu por questão de estratégia e desconfiança em relação ao ministro. A corporação preferiu enviar as solicitações a Dino, considerado mais alinhado ao governo Lula e à atual cúpula da PF.

“Há diligências que independem do relator (Mendonça). Não queremos atrapalhar uma investigação com um relator (Dino) sério, que avançou muito ontem, por exemplo”, explicou um delegado da diretoria da PF.

A ausência de pedidos da PF a Mendonça no caso Dark Horse fragiliza críticas feitas por setores do governo Lula de que o ministro estaria atuando para proteger Flávio. Esse cenário, segundo apurou a coluna, tem estimulado Mendonça a abrir o sigilo do inquérito para expor a situação.

Igor Gadelha – Metrópoles

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Geral

Fachin atende pedido da PGR e dá 24 horas para Mendonça retirar sigilo total do caso Master

Foto: Wilton Júnior/Estadão

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11) que o ministro André Mendonça retire o sigilo dos documentos relacionados ao caso Master e à Operação Compliance Zero em até 24 horas, com exceção apenas de diligências em andamento ou futuras que possam ser prejudicadas pela divulgação.

A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou que a documentação disponibilizada por Mendonça estaria incompleta. A PGR afirmou que parte dos procedimentos relacionados à investigação ainda não foi incluída.

Fachin também ordenou que os documentos sejam enviados, em HD específico, à Presidência e aos gabinetes dos demais ministros do STF. O ministro Alexandre de Moraes também pediu o fim de todo o sigilo do caso, sem exceções, sob o argumento de evitar “escolha seletiva e direcionamento subjetivo”. Segundo ele, cerca de 180 documentos ainda permanecem sob sigilo. Já Cristiano Zanin solicitou acesso às mídias completas do celular de Daniel Vorcaro, incluindo o iPhone 17 Pro apreendido durante as investigações.

Com informações de UOL

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