Não há ajuste fiscal sem reforma da Previdência, diz secretário

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Qualquer ajuste nas contas públicas requer a aprovação de alguma reforma da Previdência Social, disse hoje (26) o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Ao comentar o resultado das contas do Governo Central em setembro, ele defendeu a prioridade na discussão da proposta em tramitação no Congresso para que outros pontos possam ser discutidos depois.

“Há alguma chance de ajuste fiscal no Brasil sem a reforma da Previdência? Não. A tendência das contas da União e dos estados é piorar se não tiver nenhuma reforma”, disse Almeida. “A atual proposta introduz idade mínima, cronograma de transição e regras para acúmulo de pensões que são medidas importantes para conter o crescimento dos gastos com a Previdência”.

Segundo o secretário, uma eventual reforma complementar que introduza a capitalização na Previdência Social é viável, desde que haja uma transição gradual. “Se for implementar [a capitalização] imediatamente, haverá um custo de transição que aumentaria a gravidade das contas fiscais. Isso traz, de fato, um custo brutal, mas, pelas propostas que tenho visto de vários economistas, muitos não ligados a campanhas eleitorais, preveem algo gradual que começará daqui a 10, 15 ou 20 anos”, disse.

No sistema atual de Previdência Social, o pagamento dos benefícios baseia-se no regime de repartição, onde os trabalhadores da ativa contribuem para a Previdência pagar as aposentadorias, auxílios e pensões atuais. No regime de capitalização, o trabalhador contribui durante a idade ativa para uma poupança individual, que financiará a aposentadoria de cada beneficiário no futuro.

No caso de uma mudança de sistema, o Tesouro Nacional teria de complementar o pagamento das aposentadorias do regime de repartição, que deixariam de receber as contribuições dos trabalhadores atuais.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. felipe sousa disse:

    tá aí como deveria ter sido sempre a aposentadoria. Destaco a frase do texto acima: "No regime de capitalização, o trabalhador contribui durante a idade ativa para uma poupança individual, que financiará a aposentadoria de cada beneficiário no futuro." Tá na hora de ser assim e logo. Nada mais justo que na aposentadoria o cara receber aquilo que ele passou a vida juntando. Injusto é como é hoje. Os que ja estao aposentados recebendo bem mais do que os que ainda vao se aposentar e o pior usando o dinheiro dos que contribuem e ainda nao sao aposentados.

  2. Roger disse:

    Não tem né seu FDP, porque não cortam mordomias como: passagens aéreas, cartão corporativo, auxilio moradia, cargos comissionados, gratificaçoes, reformas de gabinetes, mudança e carros de representação, extrapolam tetos, número de senadores, deputados, vereadores, municipios ineficiêntes. Se intervissem nesses descalabro, não necessitariam mexer com salários e benefícios de quem já está realmente sacrificado.

    • Naldinho disse:

      Interessante que não vi essa reação quando da reforma trabalhista que lascou o trabalhador. Creio que deva ser empresário.

    • Jorge disse:

      Não precisa ser empresário, basta usar o juízo. A vida inteira é de sacrifício para o trabalhador, seja na ativa ou aposentado. Agora se resolvessem realizar esses cortes propostos pelo Roger,com certeza a distribuição salarial seria bem mais equitativa, do contrário ficaremos sempre na lesma lerda, e eles sorrindo e cantando da nossa idiotisse.

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