‘Não recebemos nada do DiCaprio’, dizem brigadistas de Alter do Chão

Em entrevista coletiva na tarde deste domingo (1), os quatro brigadistas presos pela polícia paraense em Alter do Chão suspeitos de incendiar uma área florestal dizem estar recebendo ameaças. Após sua libertação , o grupo buscou esclarecer rumores que estão circulando na internet que estão alimentando ideias de conspiração internacional, como o boato de que o ator Leonardo DiCaprio estaria financiando o grupo.

— Realmente a gente não recebeu nada do Leonardo DiCaprio — afirmou Marcelo Aron Cwerver, um dos voluntários soltos após decisão judicial prliminar na quinta-feira (28), confirmando afirmação do próprio ator.

— Essas fake news e esses ataques de prejulgamento estão deixando a gente em risco — afirmou Daniel Gutierrez Govino, líder da brigada. — O portão da minha casa foi arrombado, e recebemos ameaças diárias nos grupos de WhatsApp de Alter do Chão. Realmente isso dá medo.

Falando a jornalistas por cerca de uma hora, os brigadistas contaram como foi a operação de prisão e sua permanência em cela, que durou três dias. O áudio da entrevista foi distribuído à imprensa no fim desta tarde.

Questionados sobre se sofreram agressão física ou verbal, os quatro voluntários de combate a incêndio afirmam que “não houve excesso” por parte da polícia, mas relataram detalhes que podem colocar o procedimento policial sob questionamento.

Ação da polícia

Os brigadistas relatam ter fornecido fotografias à polícia sem serem informados de que estavam sendo investigados como suspeitos, dizem que a polícia arrombou portões das casas sem tocar a campainha durante as prisões, que forneceram senhas de celular antes de serem informados de que seriam detidos e, uma vez presos, tiveram barba e cabelo raspados.

— A gente foi supersolícito porque a gente sabia da nossa inocência. Então, tudo o que pediram para a gente, a gente acatou, para que se esclarecesse da forma mais rápida possível — conta João Victor Pereira Romano, outro dos quatro voluntários presos.

— Quando a polícia chegou na nossa casa era bem cedo, minha esposa e meus filhos ainda estavam dormindo, no começo eu achei que se tratava de alguma coisa que estava acontecendo na rua e que os policiais estavam entrando para me pedir algum tipo de auxílio — conta Cwerver. — Até perguntei para eles se estava aberto o meu portão. Eles disseram: “Não. A gente arrombou porque a gente tem um mandado de busca e apreensão”. Foi extremamente revoltante perceber que a gente estava sendo suspeito e, pior, preso de surpresa sem nem saber por quê.

Os brigadistas dizem ter estranhado bastante a acusação por terem trabalhado debelando incêndios sempre em parceria com policiais e bombeiros e por terem o trabalho conhecido e apoiado pela comunidade local.

Fotografias

Segundo Gutierrez, quando a polícia pediu a colaboração do grupo para investigar um grande incêndio que havia ocorrido na área de Capadócia, também às margens do rio Tapajós, em 14 de setembro, os brigadistas ofereceram farto material.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. J.Dantas disse:

    Se existem pessoas honestas, que não gostam de dinheiro fácil e
    são trabalhadoras de verdade desse país, são as ONGs e os Sindicatos…….. Talvez só percam para alguns funcionários públicos.

    • Marcos disse:

      Honestos neste país são somente os empresários e funcionários da JBS, Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, etc.
      Onde há corrupção e desvio, há empresários e funcionários públicos envolvidos, pois uma mão não bate palma sozinha .

  2. Romero disse:

    Só um leigo / desinformado acredita que não há criminosos causando incêndios para que suas ONG's continuem recebendo dinheiro estrangeiro dos que querem proteger a Selva da Amazônia . Artistas e famosos , doadores de dinheiro para preservação , podem ser facilmente enganados . A imprensa podre distorce a fala do Presidente que só luta para reparar os danos promovidos ao país pela esquerda que não aceite a derrota nas urnas.

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