Se você acha que o experiente Silvio Luiz ou o global Milton Leite são irônicos na narração, deve dar uma olhada em uma narrador mexicano antes para aí sim ver o que é sátira e humor negro em uma partida de futebol ao vivo na TV. Ele é o jovem Christian Martinoli, 38 anos, da TV Azteca, considerada a segunda mais importante do México.
A emissora tem linha em seu país parecida com a Band no Brasil, com transmissões mais divertidas e que fogem do padrão mais sério (a Televisa, a maior, é similar à Globo). Christian costuma ficar excitado nos gols e em alguns momentos é até filmado como um louco que parece que está passando mal. Grita, levanta e mexe as cadeiras com caras e bocas.
Esculhamba quando os atletas erram e costuma pedir até que façam filhos com ele quando vê um gol muito bonito. É amado e odiado em seu país. “Sou sarcástico e gosto do humor negro. Desmitifico o jogador de futebol. Tenho respeito por ele e não tenho respeito ao mesmo tempo. Pra mim não são super heróis. Tem gente que odeia o que faço e não me pode ver, mas há outros que gostam”, disse, em entrevista ao UOL Esporte.
Difícil é explicar o que quer dizer com “faz um filho comigo” quando vê um lance genial. “Tenho duas filhas, e uma das coisas mais legais que se pode ter na vida é ter filhos. Dizer é isso, é que o melhor que fez foi tão bom o que você fez, que alegrou tanto meu dia por uma boa jogada e quero tanto você como isso. É um jogo de palavras que algumas pessoas não gostam, e outras se divertem. Quero tirar a pressão do jogo pras pessoas se divertirem. É um entretenimento”, falou.
Quando questionado sobre como vê nas narrações e comentários brasileiros na TV, o mexicano se estendeu e falou sobre a cultura do torcedor em si do país pentacampeão mundial de ser muito exigente e crítico com a seleção pelos inúmeros craques que já atuaram com a camisa amarela. Entende que há um exagero na falta de paciência com a seleção.
“No Brasil (os narradores) são muito mais sérios no geral. Os programas têm mais análises. As pessoas no México amam a seleção, mas não gostam muito de tática e análises mais profundas. No canal que trabalho as pessoas querem mais entretenimento e sentir que pertencem ao jogo e à seleção. No Brasil muita análise, no Brasil não gostam de perder muito, porque não estão acostumados a perder. O Brasil perde pouco e quando está a ponto de perder, as pessoas parecem que estão em uma novela da Globo, chorando, rezando, porque não acreditam naquilo. O brasileiro fica louco quando perde e me divirto com isso”, afirmou.
Com o jeitão debochado e ao mesmo tempo em que fala seriamente, Christian lembrou os craques brasileiros do passado e fez uma ironia com alguns atletas da atual geração brasileira.
“O que passa é que você tem que ser brasileiro pra entender. Tiveram Pelé, Rivellino, Zico…Zico não ganhou um Mundial! Zico é um Deus e não ganhou Copa. Vocês tiveram Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldo, e hoje têm Hulk e Fred. É uma diferença abismal. Vocês têm um parâmetro de comparação muito duro”, declarou.
“Comparam Daniel Alves e Marcelo com Cafu e Branco. Tem caras que a maioria do mundo diz que são grandes jogadores, e aqui no Brasil falam que não gostam. Daniel Alves? Ganhou tudo no Barcelona. Não é um morto de qualquer equipe. Fred, por exemplo, foi bem na França. Mas não é Ronaldo”.
O Brasil sempre teve deuses, e hoje tem mortais. Neymar não é Zico, Ronaldinho, Romário ou Pelé. Por isso os brasileiros são críticos e não gostam de perder. Porque sempre ganharam com grandes figuras. E analisam mais os defeitos do que as qualidades”, finalizou.
Este narrador FALOU TUDO! O brasileiro gosta de dramatizar como novela as coisas, até jogo de futebol. A televisão fica teorizando de forma chata as coisas. Vamo jogar bola, ser mais objetivos. Vamos torcer até quando tá perdendo. Vamos mudar.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de baixa umidade para 76 cidades do Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (3). O aviso é de perigo potencial, o menor grau de severidade na escala do órgão, e é válido a partir das 10h às 21h.
Segundo o Inmet, a umidade relativa do ar deve variar entre 30% e 20% nas áreas atingidas. A condição representa baixo risco de incêndios florestais e de impactos à saúde.
Entre os municípios incluídos no alerta estão Mossoró, Caicó, Açu, Apodi, Pau dos Ferros, São Miguel, Patu, Martins, Portalegre, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, Serra Negra do Norte, Alexandria, Umarizal e Luís Gomes.
O órgão recomenda que a população aumente a ingestão de líquidos, evite atividades físicas intensas durante os períodos de menor umidade e reduza a exposição ao sol nas horas mais quentes do dia.
Em caso de necessidade, a orientação é buscar informações junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, ou ao Corpo de Bombeiros, pelo 193.
O entorno do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), avalia que o ex-ministro e adversário Ciro Gomes tem ao menos uma vantagem clara sobre o petista: o debate sobre segurança pública e combate ao crime organizado.
Na avaliação de aliados de Elmano, Ciro projeta imagem de linha-dura ao tratar do tema. Outra característica apontada é a capacidade do ex-governador de comunicar de forma mais clara suas propostas para enfrentar o crime organizado no estado.
Como exemplo, pessoas próximas a Elmano citam o evento em que Ciro confundiu um gesto feito por um apoiador com um símbolo associado à facção criminosa Comando Vermelho e pediu que ele fosse preso. “Meu irmão, você tá querendo ser preso? Vai começar aqui. O cara tá fazendo o símbolo do Comando Vermelho ali. Prende ele”, disse Ciro.
O episódio ocorreu durante o lançamento de sua pré-candidatura ao governo do Ceará no dia 16 de maio. Na ocasião, Ciro foi imediatamente corrigido por pessoas da plateia e por sua esposa, Giselle Bezerra, e pediu desculpa ao apoiador.
À época, o próprio Ciro publicou vídeo nas redes sociais dizendo que, entre os apoiadores, a reação foi interpretada como sinal de sua “obsessão de combater a criminalidade”, já entre a oposição, um indicativo de que a “impulsividade” o domina.
Prédio do Ministério da Fazenda e Receita Federal na avenida Prestes Maia, em São Paulo • ITACI BATISTA/AE/ESTADÃO CONTEÚDO
O crescimento da dívida pública para o mesmo patamar da época da Covid-19 vai exigir a negociação de medidas ainda neste ano pelo próximo presidente eleito para entrarem em vigor nos primeiros três meses de 2027.
A avaliação de economistas ouvidos pela Folha é que o salto de quase 11 pontos percentuais da dívida bruta durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva torna urgente a discussão das medidas robustas de ajuste nas contas públicas pelos candidatos que disputam o Palácio do Planalto.
O diagnóstico dos especialistas é que o tema não terá influência direta na escolha do voto dos eleitores no pleito de outubro, mas será usado pela oposição para pressionar Lula.
Os adversários do petista têm criticado a política fiscal do governo e o aumento do endividamento público, mas até agora ainda não apresentaram nada de concreto.
O estoque da dívida bruta saltou de 71,7% em dezembro de 2022 para 81,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em junho deste ano, alcançando R$ 10,8 trilhões. Um incremento de 10,2 pontos percentuais ao longo de três anos e meio do governo Lula 3.
Na época da Covid-19, os gastos do governo federal aumentaram para fazer frente ao impacto da emergência sanitária na economia e na vida dos brasileiros.
Ao contrário de 2022, quando a equipe do presidente Lula negociou a chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que elevou em cerca de R$ 168 bilhões as despesas do Orçamento da União, agora o sinal terá que ser o contrário: de aperto com corte das despesas obrigatórias.
A IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão técnico vinculado ao Senado que promove a transparência das contas públicas, projeta que a dívida bruta deve chegar a 95,7% do PIB no último ano do próximo governo e ultrapassar o patamar de 100% em 2032, se nada for feito para conter o crescimento das despesas.
Daqui a dez anos, o endividamento do país estaria em 115% do PIB. A probabilidade de o estoque da dívida ultrapassar 90%, entre 2026 e 2030, é de 80%, de acordo com a IFI.
“Às vezes as pessoas não conectam as coisas. O sinal maior disso tudo são as próprias taxas de juros. O maior devedor da economia é o governo e isso põe pressão nas taxas de juros, que se manifesta também no dia a dia da política fiscal expansionista”, diz o economista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central.
Para ele, o problema não é somente o tamanho da dívida, mas o fato de ela estar crescendo muito rápido, sem a realização de superávit primários nas contas do governo, o que acaba refletindo em taxas de juros de 8%, 9% em termos reais.
“A relação dívida e PIB só vai crescer e isso é um fator de grande estresse em potencial. Mas neste momento, como as coisas da economia andam bem, desemprego muito baixo, o país cresceu de fato nos últimos três anos, acho que está encomendada uma decepção, um susto quando esse assunto começar a aparecer, e as tensões do mercado continuarem a aumentar”, ponderou.
A economia brasileira, afirma ele, já vive um quadro “no mundo do crédito” extremamente delicado, tanto para as pessoas físicas, quanto para as empresas, além do próprio governo.
Na sua avaliação, o governo Lula, favorito para ganhar as eleições, está dando todos os sinais de que não está muito preocupado, apesar das indicações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, a representantes do mercado, de reforço no arcabouço fiscal em 2027. Como mostrou a Folha, o movimento do ministro recebeu críticas nos bastidores de uma ala do governo e do PT.
Fraga diz que a sinalização precisa partir do presidente Lula. “Ele [Durigan] fez alguns comentários, eu acho que pelo menos isso, mas a experiência mostra que enquanto não vem lá de cima fica difícil acreditar que vai acontecer na intensidade necessária. Isso pode mudar, mas no momento não há elementos.”
META FISCAL PURA
O diretor-executivo da IFI, Marcus Pestana, prevê que o próximo presidente eleito terá que fazer o ajuste no primeiro trimestre, sem tempo a esperar. “Qualquer que seja o presidente, ele vai ter que chegar com medidas [depois das eleições] para o primeiro trimestre, apresentar um plano de voo para o país e construir maioria para levar”, diz.
“Tem que ter uma reforma que está contratada para o primeiro trimestre, que era um conjunto de medidas que passa por revisar gastos tributários, revisitar a questão da Previdência, fazer a reforma administrativa não tanto para ganho fiscal.”
Ele defende a manutenção do arcabouço fiscal pelo próximo governo, mas com a adoção “meta fiscal pura” de resultado das contas públicas sem os descontos e abatimentos. Ou seja, o governo assume o compromisso de fechar as contas no valor exato prometido, sem descontar gastos que normalmente ficam de fora das regras fiscais.
“A vida com ela é”, afirma ele ao fazer uma comparação com a série de contos de Nelson Rodrigues.
Pestana diz que as projeções da IFI apontam que em 2027, sem mudanças, o Orçamento da União já estará 100% engessado.
O Brasil, ressalta o executivo da IFI, convive há 13 anos com déficit primário —uma trajetória hoje a ser corrigida. O chefe da IFI inclui nessa conta o último ano do governo Bolsonaro, quando as contas públicas registraram pequeno superávit. “Havia vários passivos para baixo do tapete”.
Segundo ele, economistas, especialistas, gerentes de fundo, fundos de investimento que conversam com a IFI não prestam mais atenção nas metas fiscais, mas na curva da dívida, o que confirmaria que na análise econômica não importa tanto a foto, mas o filme.
“Seja lá quem for o vencedor, será importante que ele se debruce e adote medidas ainda em novembro, dezembro, por exemplo, para afetar o salário mínimo de 2027”, diz Fábio Giambiagi, especialista em contas públicas da FGV (Fundação Getulio Vargas).
Ele avalia que o tema endividamento público e medidas fiscais não fará parte de um debate profundo na eleição, mas ponderou que o momento de fazer o ajuste é primeiro ano de governo.
Para Giambiagi, o presidente Lula, se eleito, se quiser de fato poderá tomar as medidas de ajuste fiscal, que não fez no seu terceiro mandato. “O presidente Lula faz o que ele quiser. E o PT vai ter que aceitar. O que o presidente pedir do partido, o PT vai dar”, diz ele ao comentar as resistências.
Além de mudanças no Fundeb e na correção do salário mínimo, Giambiagi defende a revisão do BPC (Benefício de Prestação Continuada). “Esse é um debate difícil, mas imprescindível de ser dado, porque não é possível que o benefício continue aumentando mais de 10% ao ano num país cuja população aumenta em números redondos em 1% ao ano”, diz.
Informações sobre a origem da Covid-19 foram divulgadas a partir do diário pessoal de Anthony Fauci, principal conselheiro médico do presidente Biden durante a pandemia (Foto: EFE/EPA/MICHAEL REYNOLDS)
O senador republicano Rand Paul divulgou milhares de páginas do diário pessoal do médico Anthony Fauci, que atuou como um dos principais conselheiros do presidente Donald Trump e do ex-presidente Joe Biden na resposta à Covid-19. As revelações detalham a disputa política no período da pandemia, entre 2019 a 2022, e as possíveis origens da doença.
A divulgação ocorreu antes do cientista participar nesta quarta-feira (29) de uma audiência no Senado sobre suas ações durante esse perído. Informações divulgadas pela emissora CNN apontam que Fauci invocou seu direito à Quinta Emenda da Constituição americana, que protege contra a autoincriminação.
O senador republicano Rand Paul, que atua como presidente do Comitê de Segurança Interna do Senado, intimou o ex-conselheiro de saúde a comparecer na audiência como parte da investigação do painel sobre as origens do vírus que provocou a pandemia.
O congressista defende a teoria de que a doença surgiu de um vazamento no Instituto de Virologia de Wuhan, na China, em vez de ter sido transmitido naturalmente de animais para humanos. Ao lado de aliados, ele acusa Fauci e outros funcionários do governo democrata de enganarem o público e o Congresso sobre a origem do surto ao não darem espaço para a hipótese.
Relação tensa com Trump e obsessão com a imprensa
Entre os trechos do diário extraídos estão críticas ao presidente Donald Trump. A pandemia teve início ainda durante seu primeiro mandato, o que permitiu a Fauci trabalhar ao lado de Trump durante o primeiro ano do surto.
O cientista do Instituto Nacional de Saúde reclamou em particular das “conversas desconexas” que teve com o líder republicano, além de ter ficado com uma certa obsessão pela cobertura midiática sobre seu papel nesse período.
No primeiro contato que tiveram, na Sala de Situação, em 29 de janeiro de 2020, o cientista relata que o presidente Trump o tratou respeitosamente, com elogios.
Ele escreveu: “O Presidente entrou e a primeira coisa que disse ao me olhar foi: ‘Anthony, você é realmente uma pessoa famosa. Meu bom amigo Lou Dobbs… me disse que você é uma das pessoas mais inteligentes, experientes e excepcionais que ele conhece.’ Ele então ficou por 20 minutos e me fez a maioria das perguntas. Fiquei surpreso e muito satisfeito, e os assessores ficaram claramente impressionados e admirados.”
Em fevereiro, no entanto, a situação começou a mudar. Ele escreveu que Trump o havia telefonado para falar sobre a situação da covid, e Fauci disse que o “encorajou a não minimizar a gravidade da situação, pois, se piorasse, pareceria que ele estava acobertando algo. … Achei que ele tivesse entendido o que eu disse, mas, no dia seguinte, ele minimizou a situação novamente.”
Em dois escritos posteriores, Fauci escreveu sobre estar cada vez mais cansado dos “discursos desconexos” de Trump. Além de alternar entre elogios e críticas ao presidente, o médico demonstrou uma certa obsessão com a mídia. O médico fez anotações sobre as inúmeras entrevistas e aparições que concedeu durante a pandemia. Ele chegou a usar o temo “Fauci 5”, uma referência a quando apareceu em todos os cinco principais telejornais matinais de domingo.
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou, na tarde deste domingo, da tradicional Procissão de Sant’Ana, em Caicó. A celebração marca o encerramento da Festa de Sant’Ana e reúne milhares de fiéis que percorrem as principais ruas da cidade.
Durante o percurso, Álvaro caminhou ao lado dos fiéis e acompanhou um dos momentos mais tradicionais do calendário religioso do Seridó. Ao longo da tarde, também concedeu entrevistas e falou sobre o significado da celebração para a história e a cultura da região.
“Mais um ano retorno ao encerramento da Festa de Sant’Ana, participando desta procissão tão tradicional. Hoje é um dia especial para renovar a minha fé e celebrar uma tradição que faz parte da história de Caicó e do Seridó”, ressaltou.
A Procissão de Sant’Ana encerra a programação religiosa da festa, considerada uma das mais tradicionais do Rio Grande do Norte. O evento reúne, anualmente, milhares de fiéis, moradores e visitantes, consolidando-se como um dos principais acontecimentos do calendário religioso e cultural do estado.
Montagem com fotos de Stuckert, Luis Nova e Kebec Nogueira
A Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança numérica sobre seus adversários na corrida pela Presidência da República no que diz respeito ao primeiro e ao segundo turnos das eleições. É o primeiro levantamento divulgado após as convenções partidários que oficializaram as candidaturas dos principais nomes para as eleições 2026.
Nas projeções para o primeiro turno, o petista supera o seu principal concorrente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), por 41% a 37%, e mostra uma recuperação do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). É a menor distância entre ambos desde abril, segundo a série histórica do instituto.
Enquanto Lula caiu um ponto percentual em relação à amostra anterior, de 27 de julho, Flávio subiu 4 pontos. A diferença, que era de 9 pontos percentuais, caiu para 4 pontos e configura empate técnico, dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
No 2º turno
Já no segundo turno, Lula mantém a dianteira, mas empata tecnicamente com Flávio, com 46% a 45% (era 47% a 43%), e com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 46% a 42% (era 45% a 43%).
O petista abre distância para o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 46% a 40% (era 46% a 42%). Contra o líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato pelo partido Missão, Renan Santos, Lula mantém praticamente a diferença da pesquisa anterior, com 47% a 37% (era 47% a 39%).
Metodologia
Foram ouvidos 2.002 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa BTG Pactual/Nexus está registrada no TSE sob o número BR-02874/2026.
Três condutores foram presos por embriaguez ao volante durante uma fiscalização da Operação Zero Álcool, realizada na noite deste sábado (1º), em Extremoz, na Grande Natal. A ação ocorreu na Avenida Pedro Vasconcelos e foi conduzida pelo Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE).
Entre os flagrantes, um homem de 27 anos foi abordado enquanto conduzia uma motocicleta com sinais de adulteração. Segundo o CPRE, ele também não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O motociclista foi submetido ao teste do etilômetro, que apontou índice de 0,67 mg/l de álcool por litro de ar alveolar. O valor configura crime de trânsito, conforme o Código de Trânsito Brasileiro.
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar o presidenteLuiz Inácio Lula da Silva neste domingo, 2, uma semana depois de declarações do argentino provocarem uma crise diplomática entre os dois países. Em entrevista ao canal LN+, Milei chamou Lula de “ladrão”, “corrupto” e “presidiário”.
“É um ladrão, é um corrupto, foi condenado por ser ladrão e corrupto, ficou preso, por isso também é verdade o que disse sobre ser presidiário”, afirmou. Milei alegou ainda que Lula teria sido libertado por uma “falha administrativa do processo” e não por ser inocente.
As condenações de Lula na Operação Lava Jato foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021, após a Corte concluir que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos. Com isso, o petista recuperou os direitos políticos. O STF também reconheceu a parcialidade do então juiz Sergio Moro no processo do tríplex do Guarujá.
Ao ser questionado sobre as declarações feitas anteriormente contra Lula, Milei voltou a sustentar as acusações. “A pergunta é: eu menti?”, disse.
Os primeiros ataques ocorreram durante a oficialização da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência do Brasil, em evento realizado em São Paulo. O senador enfrentará Lula nas eleições de outubro.
As falas levaram o governo brasileiro a chamar para consultas o embaixador do País em Buenos Aires. O Itamaraty também convocou o representante argentino em Brasília para manifestar “repúdio” e cobrar explicações pelas declarações contra Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Durante a semana, o governo argentino tentou reduzir a tensão. O ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, afirmou que não havia possibilidade de rompimento das relações com o Brasil, principal parceiro comercial da Argentina.
Neste domingo, porém, Milei retomou os ataques e acusou Lula, sem apresentar provas, de promover “interferência política” na Argentina e em outros países da região.
O argentino também reclamou das reações às suas declarações e afirmou que críticas feitas a ele pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e pelo primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, não provocaram repúdio semelhante.
“Quando me insultam, está tudo bem. Agora, se eu respondo, está errado. O pior é que eles acusam com mentiras, e eu respondo com verdades”, declarou.
Lula, de 80 anos, oficializou neste domingo sua candidatura a um quarto e último mandato. Milei ainda não lançou formalmente sua candidatura à reeleição, mas tem intensificado o discurso de confronto antes da disputa presidencial argentina, marcada para outubro de 2027.
Roberta Luchsinger esteve em mais de 40 reuniões em órgãos do governo federal
Foto: @RoLuchsinger via X
Sem registros oficiais, a lobista Roberta Luchsinger fez mais de 40 visitas a órgãos do governo federal desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023. Por lei, reuniões com autoridades precisam ser informadas nas agendas dos agentes públicos que participam dos encontros.
Em duas oportunidades, a lobista esteve no Palácio do Planalto e no gabinete do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, acompanhada do então sócio de Lulinha. Os encontros não foram registrados nas agendas oficiais.
Fábio Luís é alvo de inquérito aberto nesta quinta-feira, 30, a pedido da PF, que apura se ele utilizou a influência do pai para defender interesses empresariais com a administração pública. Segundo a Polícia Federal, a atuação dele contou com a ajuda de Luchsinger e se concentrou no Ministério da Saúde e no gabinete da Presidência.
Em nota, a defesa de Luchsinger afirmou que ela representa, de forma regular, seus clientes em órgãos e agências da administração pública federal, estadual e municipal. A defesa de Lulinha disse que o filho do presidente não obteve nenhum pagamento por negócios de empresários com o governo Lula.
Levantamento feito pelo Estadão com base na Lei de Acesso à Informação mostra que, do início do terceiro mandato de Lula até abril de 2024, a lobista esteve 42 vezes em órgãos do governo federal — 41 fora da agenda. Não há registo de visitas depois desse período. O então sócio de Lulinha, Fernando Bittar, participou de dois deles. Em outras 13 oportunidades, ela esteve acompanhada de executivos da Duosystem, do Grupo Bringel, da World Cannabis e da Unigel (nesta última, se apresentou como namorada do diretor de relações governamentais e nora do presidente do conselho de administração da companhia). Nas demais, foi sozinha.
A Unigel afirmou que nunca contratou a lobista e que ela não tem parentesco com integrantes da empresa (leia mais abaixo). Duosystem e Grupo Bringel não responderam à reportagem.
O governo nega ter havido desdobramentos contratuais a partir de reuniões de Luchsinger. O Estadão tentou contato com Bittar por meio do advogado Marco Aurélio Carvalho, que afirmou tê-lo contatado e informou que ele não falaria à reportagem. A defesa de Roberta Luchsinger disse que ela e Bittar “nunca firmaram qualquer negócio juntos”.
O gabinete de Wellington Dias foi o local do governo mais frequentado por Luchsinger. Foram 17 visitas no período. No dia 9 de março de 2023, a empresária foi sozinha à pasta e levou presentes ao ministro. Apesar de o encontro não ter sido incluído na agenda oficial, o momento foi fotografado pelo cerimonial.
Nas imagens, é possível vê-la entregar ao chefe da pasta uma caixa de bombons da marca suíça Sprüngli e uma cópia do livro O Alquimista, do escritor Paulo Coelho. A edição de colecionador, em capa de couro e desenhos dourados, é rara e contém o autógrafo original do autor.
Quatro visitas de Luchsinger ao gabinete de Dias foram acompanhadas por Efrain Saavedra, gerente comercial da Duosystem.
De acordo com pessoas que participaram de agendas com a lobista, ela trabalhou para implantar os serviços da Duosystem no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), gerido pelo Ministério do Desenvolvimento Social.
Trocas de mensagens obtidas por investigadores indicam que Luchsinger e Ribas de Oliveira mantinham relação comercial.
Em abril de 2024, ela retornou ao gabinete de Dias na companhia de Fernando Bittar, então sócio de Lulinha. Eles passaram pela catraca privativa de acesso à sede do ministério às 15h52 e saíram às 16h43. Segundo a pasta, “a pauta tratou de uma apresentação de propostas sobre sistemas integrados para o aperfeiçoamento dos serviços prestados pelo ministério”, mas negou ter havido algum desdobramento administrativo.
Apenas uma reunião de Luchsinger em órgãos do governo federal foi registrada em agenda oficial, em outubro de 2023, quando ela levou o presidente e o diretor comercial de um de seus clientes, a Duosystem, para exibirem um programa de gestão digital de leitos hospitalares na Secretaria de Atenção Primária à Saúde. O objetivo era incorporá-lo ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Assistiram à apresentação o então chefe do órgão Nésio Fernandes, a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, e o então secretário-executivo adjunto Elton Bandeira.
Fora da agenda oficial, Luchsinger foi ao Ministério da Saúde outras 16 vezes. Os locais em que foi mais assídua nas visitas à pasta foram os gabinetes de Fernandes e do então secretário-executivo do ministério Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, com quem ela se reuniu, em março de 2024, na companhia de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
Nesse encontro, o “Careca do INSS” tratou dos negócios da World Cannabis, por meio da qual ele pretendia comercializar medicamentos produzidos a partir do canabidiol. A advogada Vitória Bragança Senergio, que atuava para o empresário, e a ex-diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Alessandra Soares também participaram.
Uma das linhas de investigação da PF é que Lulinha atuou para que o governo autorizasse a comercialização de cannabis medicinal. Na representação, a Polícia Federal fala em acesso ao gabinete presidencial.
Investigadores também apuram a natureza da relação comercial de Luchsinger com o “Careca” no âmbito da Operação Sem Desconto. Uma das empresas dela, a RL Consultoria, recebeu R$ 1,5 milhão do empresário, que está preso. A força-tarefa apura ainda se parte dos valores repassados a ela teve Lulinha como beneficiário.
Em diálogo extraído por investigadores de um celular, o “Careca do INSS” pede a um funcionário o repasse de R$ 300 mil a Roberta Luchsinger a título de pagamento para “o filho do rapaz”, possível alusão a Lulinha, segundo a PF.
Amiga de Lulinha leva empresário ao Ministério da Saúde
Outra visita de Luchsinger ao Ministério da Saúde, realizada em setembro de 2023, tinha como objetivo levar Sergio Roberto Bringel, CEO do Grupo Bringel, à Secretaria de Atenção Primária.
O empresário, com quem ela também foi três vezes ao Planalto, tem contratos com o governo federal desde 2010. Desde 2023, as companhias do conglomerado de Bringel firmaram R$ 7,8 milhões em contratos na Saúde. Atualmente, seu maior cliente no governo federal é o Grupo Hospitalar Conceição (GHC). A estatal, vinculada ao Ministério da Saúde, administra hospitais federais no Rio Grande do Sul e fez dois contratos no valor de R$ 3 milhões com a MIC Steriliza, controlada por uma holding da família Bringel, a partir do início do atual mandato de Lula.
O empresário também foi com Luchsinger ao Planalto três vezes. As visitas de Bringel com Luchsinger ao Planalto começaram em 9 de março de 2023, quando foram ao gabinete de Alexandre Padilha, então ministro da Secretaria de Relações Institucionais. As outras duas ocorreram no dia 22 daquele mês e no dia 17 de abril de 2024. Contudo, não há informações de qual autoridade os recebeu nas ocasiões.
A empresária também passou pelo gabinete do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em julho de 2023 sem que seu nome constasse em qualquer agenda oficial. De acordo com a assessoria do banco, ela participou de reunião com executivos da Unigel, uma gigante do setor químico, em que foi discutido possível apoio financeiro à construção de uma fábrica de hidrogênio verde. O projeto, no entanto, não foi adiante.
“O financiamento não avançou e, portanto, não houve qualquer investimento do BNDES no projeto. Como banco de desenvolvimento, faz parte da rotina da instituição a realização de reuniões com empresas para a discussão sobre financiamentos. A senhora Roberta Luchsinger acompanhou a comitiva da empresa Unigel, na condição de familiar de um dos dirigentes da empresa”, disse a estatal em nota.
Ela se apresentou como namorada do diretor de relações governamentais, Leo Slezynger, e nora do presidente do conselho de administração da companhia, Henri Slezynger.
O que dizem os citados
A Unigel afirmou à reportagem que Luchsinger não tem parentesco com membros da empresa e negou tê-la contratado para prestar quaisquer serviços.
“A Unigel esclarece que a Sra. Roberta Luchsinger nunca manteve qualquer relação contratual com a companhia, jamais a representou institucionalmente e nunca recebeu qualquer remuneração da empresa. Da mesma forma, a Unigel nunca contratou serviços de relações governamentais prestados pela Sra. Roberta Luchsinger”, disse, por nota.
A Duosystem não se manifestou até a conclusão da reportagem. O Estadão tentou contato com o Grupo Bringel pelos telefones da empresa, mas não obteve retorno.
Procurada, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) afirmou que as agendas no Planalto “não produziram qualquer desdobramento administrativo, contratual ou regulatório decorrente desses encontros”.
A defesa de Roberta Luchsinger afirmou que ela e Bittar nunca firmaram qualquer negócio juntos. Sustentou que “eventuais presenças de terceiros em agendas de trabalho se relacionam ao exercício de sua atividade profissional de representação institucional, não havendo nada de irregular a esclarecer quanto a esse ponto”.
Informou ainda que a empresária representa seus clientes em órgãos e agências da administração pública federal, estadual e municipal. “É natural e esperado que uma profissional dessa área mantenha contato recorrente com diferentes ministérios, autarquias e entidades públicas, no exercício regular de sua atividade e no interesse legítimo dos clientes que representa.”
O Ministério da Saúde disse, em nota, que seus integrantes “recebem, em acordo com as regras da administração pública, representantes de diversos setores da saúde para apresentação de novas tecnologias e soluções” e negou ter havido desdobramentos contratuais a partir das reuniões com Luchsinger.
Afirmou que o Grupo Bringel já havia firmado contratos com o GHC em governos anteriores. “Os contratos foram celebrados diretamente pelas unidades, por meio de pregão do tipo menor preço, sem a participação da área de compras do Ministério da Saúde”, disse.
O Ministério do Desenvolvimento Social ressaltou que nenhuma reunião de Wellington Dias com Roberta Luchsinger resultou em qualquer ato administrativo. Destacou que o chefe da pasta mantém com ela “relação de amizade de longa data”.
Segundo a assessoria do ministério, a visitas dela “ocorreram, em sua maioria, durante passagens por Brasília para outros compromissos, quando fazia visitas breves de caráter pessoal ao ministro”.
Morreu neste domingo (2), em Natal, aos 98 anos, Ana de Sena Medeiros, mãe do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB-RN), Aldo Medeiros. A informação foi divulgada pelo próprio filho nas redes sociais.
Na publicação, ele informou que a mãe faleceu às 17h25 deste domingo e agradeceu, em nome dos irmãos Ana Débora, José Arnaldo, Hilda e Luiz, as manifestações de solidariedade. O velório será realizado nesta segunda-feira (3), em Parelhas, no Seridó potiguar, onde Ana de Sena Medeiros também será sepultada. O horário ainda será definido.
Aldo Medeiros é advogado há mais de 30 anos, graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e em Economia pela PUC-RJ. Ele presidiu a OAB/RN nos triênios 2019-2021 e 2022-2024.
Atualmente, Aldo Medeiros é conselheiro federal da OAB e presidente da Comissão Nacional de Exame de Ordem do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Na trajetória institucional, também integrou o Tribunal de Ética e Disciplina, foi conselheiro estadual e vice-presidente da OAB/RN.
Este narrador FALOU TUDO! O brasileiro gosta de dramatizar como novela as coisas, até jogo de futebol. A televisão fica teorizando de forma chata as coisas. Vamo jogar bola, ser mais objetivos. Vamos torcer até quando tá perdendo. Vamos mudar.
Enquanto este idiota critica o mexico já foi despachado !!!
Vai pra casa padilha !!!