Neto de Fittipaldi pode ser piloto reserva da F1 ainda em 2018

Eles são brasileiros, têm reflexos rápidos, costumam entender de mecânica e sabem conduzir carros velozes com grande habilidade. São os Fittipaldi, família que não para de produzir talentos para disputar as pistas mais concorridas do planeta. O mais novo membro desse clã do automobilismo a se destacar é Pietro Fittipaldi, de 21 anos, neto de Emerson, que frequenta as pistas de kart desde os 4 anos, e acaba de fechar um acordo para disputar pela escuderia Dale Coyne sete corridas na Fórmula Indy, incluindo a tradicional 500 milhas de Indianápolis, conquistada duas vezes pelo seu avô.

Pietro também negocia um contrato para ser piloto de testes da Fórmula 1, ainda em 2018. O nome da equipe ainda não pode ser divulgado, mas na semana passada as conversas chegaram bem perto de um bom termo. Pietro cumpre os pré-requisitos e é hoje o brasileiro com mais chances de entrar na principal categoria do automobilismo mundial. ”Meu sonho desde pequeno sempre foi correr na Indy, especialmente em Indianápolis, que é uma corrida incrível”, diz. “As coisas estão acontecendo naturalmente e vejo a Fórmula 1 só como uma questão de tempo.”

tro morou os últimos cinco anos na Europa. Passou 2017 na Itália junto com o irmão Enzo, de 16 anos, outro Fittipaldi talentoso que está na academia da Ferrari e corre na Fórmula 4 italiana e alemã. O currículo de Pietro impressiona. Ele foi o primeiro latino-americano a conquistar um campeonato na Nascar, em 2011, com 15 anos. No ano passado, foi campeão da fórmula World Series 3.5 V8, conquistando dez pole positions e seis vitórias. O título da World Series garantiu a pontuação necessária para a obtenção da superlicença da Fórmula 1.

Atualmente Pietro faz parte da escuderia Telmex e estampa nos seus uniformes as marcas Claro, Embratel e Baterias Moura. Mas seu desafio, atualmente, é encontrar novos patrocinadores para trilhar o caminho da Fórmula 1, onde se buscam pilotos rápidos que tenham também apoio financeiro. Com o dinheiro do avô, que vive uma grave crise em seus negócios, ele não conta. Fica apenas com os conselhos. “Ter o Emerson como avô é muito especial”, diz. “Ele entende muito de automobilismo e sempre me liga depois das corridas para fazer algum comentário.” A tradição da velocidade na família começou com o bisavô de Pietro, Wilson Fittipaldi, o Barão. Depois dele vieram seus filhos, Emerson e Wilsinho. A terceira geração é a de Christian, filho de Wilsinho, que atualmente disputa campeonatos nos Estados Unidos e venceu, no final de janeiro, as 24 horas de Daytona. O futuro dos Fittipaldi pertence agora a Pietro e Enzo.

 

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