Saúde

NÍNGUEM ACERTOU: Com 100 mil mortos, pandemia desmoralizou previsões conservadoras e exageradas

Com a marcha acelerada da Covid-19, que chega agora a 100 mil mortes, economistas e meteorologistas ganharam companhia no ramo das previsões furadas.

A escalada da pandemia derrubou estimativas feitas no início da crise por políticos, médicos, cientistas, empresários e palpiteiros em geral sobre sua intensidade e duração.

A maioria das apostas acabou se revelando conservadora, mesmo as que eram consideradas pessimistas. Houve, em menor número, exageros no outro extremo, com previsões apocalípticas que acabaram não se confirmando.

“Ninguém acertou. Você cria cenários, mas ter certeza está sendo muito difícil nessa pandemia”, diz o infectologista David Uip, que coordenou o Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo até maio.

Ele previu, em uma entrevista à Folha, em 15 de abril, que o pico no estado ocorreria em maio. O mês terminou, vieram junho e julho, e a curva da Covid-19 seguiu sem freios, com casos no interior compensando a queda na capital.

Uip diz que, independentemente dos números, o estado se preparou para grande volume de infectados e de mortos.

“O centro de contingência fez uma avaliação de que teríamos no estado de 1% a 2% de infectados. E 20% destes iam precisar de atendimento, sendo 5% de UTI”, afirma. O adiamento do pico, para ele, teve um lado positivo: tornou a curva mais suave, o que deu mais tempo para os sistemas hospitalares se prepararem.

O próprio presidente Jair Bolsonaro, para quem a doença é uma “gripezinha”, não resistiu a dar seu chute.
Em 22 de março, ele disse, em entrevista à TV Record, que esperava um número de mortos inferior às 796 causadas pela gripe H1N1 em 2019. Sua bola de cristal durou apenas 17 dias. Em 8 de abril, as mortes já superavam 800.

O presidente foi influenciado em seu otimismo pelas projeções róseas feitas por seu ex-ministro da Cidadania, Osmar Terra, que conquistou o posto de guru de bolsonaristas logo no início da pandemia. Em um áudio compartilhado entre apoiadores do presidente, em março, ele faz uma série de afirmações categóricas que foram naufragando uma a uma.

“No Brasil a gente está estimando que possa chegar a 30 mil, 40 mil casos. E o número de mortos deve ficar em mil e poucos, 2.000”, afirmou.

Brandindo a autoridade de quem foi secretário de Saúde do Rio Grande do Sul durante a crise da H1N1, em 2009, ele disse que a Covid-19 seguiria um padrão “matemático”.

“Todas as epidemias duram em torno de 13 semanas e depois regridem, desaparecem”.

Pelas contas de Terra, o atual surto, iniciado no final de fevereiro no Brasil, deveria entrar em declínio na segunda metade de maio. Mas àquela altura, o país já registrava mais de mil mortes diárias.

Procurado pela Folha, Terra admite que fez uma projeção otimista na época, baseada nos casos da China, que havia tido 4.000 mortes em uma população de 1,4 bilhão, e da Coreia do Sul, com 200
mortos em 51 milhões.

“O vírus mostrou uma velocidade maior depois disso, também por conta de erros no combate à pandemia”, afirma.

Segundo ele, não houve achatamento das curvas, nem diminuição de doentes e mortes com a quarentena.

“Reduzir a crítica a uma projeção numérica é uma forma de tentar desqualificar o que venho pregando na essência: fazer quarentena e ‘lockdown’ foi um erro, tanto que devemos chegar à triste e trágica marca de 100 mil mortes”, afirmou.

Sucessor de Terra na pasta da Cidadania, Onyx Lorenzoni arriscou previsão um pouco menos modesta em conversa entre eles em abril, captada pela CNN. Falou em 4.000 mortos.

Entre empresários, números voaram livremente. Junior Durski, da rede Madero, causou furor em março ao dizer que não se podia parar a economia por causa de “5 ou 7.000 pessoas que vão morrer”.

Helio Beltrão, do Instituto Mises Brasil e colunista da Folha, apostou em total de mortos inferior a 10 mil, enquanto Luciano Hang, da Havan, cravou em junho que o pico da doença já havia passado.

Médicos tampouco se saíram muito melhor. Em 12 de março, circulou um áudio do toxicologista Anthony Wong, do Hospital das Clínicas, em que ele falava em no máximo 1.500 casos de contaminação.

“Dentro de dois, no máximo três meses, o surto vai acabar, vai diminuir acentuadamente. O Brasil vai chegar a 1.000 casos? Muito provavelmente. A 1.500? É possível. Mas mesmo assim, até agora não teve nenhuma morte. Então, gente, fiquem sossegados”, disse.

Procurado pela Folha, Wong fez um mea culpa. “Realmente, nós erramos na quantidade. Mas todo mundo errou, a OMS errou, na Inglaterra aquele [pesquisador] Neil Ferguson [do Imperial College] errou pra caramba. Essa maldita pandemia está surpreendendo todo mundo e levou a extremos de todos os lados”, afirmou.

Curiosamente, o áudio de Wong era para responder a outro que havia circulado horas antes, do cardiologista Fábio Jatene, do Incor (Instituto do Coração), que citou estimativas de médicos de 45 mil casos na Grande São Paulo em quatro meses, ou seja, até 12 de julho.

Considerada alarmista, a previsão de Jatene acabou se mostrando tímida. Em 12 de julho, já eram 228 mil os casos confirmados na região metropolitana de São Paulo.

Para o médico Drauzio Varella, colunista da Folha, houve uma mistura de otimismo e negação coletiva nos primeiros meses do ano.

“Quando começou na China, o mundo permaneceu otimista. Eu inclusive”, diz. “Com os dados que a gente recebia, não havia como fazer uma previsão mais próxima da realidade que se estabeleceu depois”.

Drauzio gravou um vídeo no final de janeiro minimizando o risco. Afirmou que não havia motivo para pânico e que ninguém precisava alterar a rotina. Em março, tirou o vídeo antigo do ar e gravou outro se corrigindo. “Era o mínimo que eu poderia fazer”, afirma.

Para Drauzio, houve uma série de fatores que ajudaram no processo de escalada da doença acima de qualquer projeção inicial. “Quando a doença chegou, deveríamos ter tido uma coordenação central do
Ministério da Saúde. E deveria ter um comitê de crise para avaliar as necessidades”, afirma.

Outros erros cometidos foram a demora na universalização do uso de máscaras, a relutância em decretar “lockdowns” e os problemas na testagem, ainda não completamente solucionados.

Em março, por exemplo, uma diretriz do governo recomendou que apenas casos com sintomas graves fossem testados, o que contraria recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Depois, com os números se avolumando no país, a orientação foi alterada.

Houve ainda problemas mais gerais, que atrapalharam o combate à pandemia. A começar pela relutância da OMS de decretar uma emergência global, o que foi feito apenas no final de janeiro. Também gastou-se tempo, energia e dinheiro com a insistência pelo governo brasileiro em usar cloroquina no tratamento, um medicamento sem eficácia comprovada.

No outro extremo, foram divulgados cenários ainda piores que também não se confirmaram. O que causou mais barulho foi o do biólogo Atila Iamarino, colunista da Folha, numa live em seu canal no YouTube em 20 de março, quando citou a possibilidade de 1 milhão de mortos ou mais até o fim de agosto.

Com base em um estudo do Imperial College britânico, que tratava da doença nos EUA e no Reino Unido, ele citou dois cenários: o de “mitigação”, com fechamento parcial da economia, e o de “supressão”, com interdição total.

“A mitigação é o que a gente está fazendo no Brasil, parar escola, faculdade, transporte, trabalho. Supressão é o que a China fez: ninguém sai de casa, circula na rua, ninguém faz nada”, afirmou.

Segundo ele, “se o Brasil só adotar medidas de mitigação, em que a gente restringe a circulação em alguns lugares, fecha algumas coisas, mas não adota um cenário completo, o que a gente vê pela frente aqui é 1 milhão de pessoas mortas ou mais até o final de agosto”, completou. Procurado, Iamarino não quis se manifestar.

Em 27 de março, o próprio Imperial College divulgou um estudo específico sobre o Brasil, em que afirma que uma estratégia baseada apenas em distanciamento social deixaria 627 mil mortos. Acrescentando o isolamento de idosos, o número cairia para 530 mil.

Embora o Brasil não tenha adotado o modelo de fechamento completo, o número de mortes ao fim de agosto deve se situar ao redor de 120 mil —uma calamidade, mas bem distante das piores previsões feitas para o país.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Bolsonaro teve culpa sim,mas não só êle. Teve porque deu maus exemplos,indo varias vezes em bairros do DF ,sem mascaras,promoveu aglomeraçoes,entrou em choque com ministros da saúde,a ajuda de 600,00 reais foi fruto do congresso,promeveu discórdia com governadores,lenbram aquela pri.eira reunião,mas junto a êle,varios que passaram e não melhoraram a mobilidade urbana,saneamento,moradias.

  2. Impressiona a dificuldade de algumas pessoas aceitarem a dura e catastrófica realidade que a pabdemia nos impos no Brasil. Essa do STF é mera desculpa. Importanye contextualizar que a decisão do STF se deu exatamente porque o governo central não agiu quando precisava e o presidente ficou politizado com os governadores de SP e RJ, tentando apontar culpados quando se revelou um incapaz de conduzir o país para uma ação em favor da saúde dos brasileiros se convençam que, infelizmente, Bolsonaro tem sim parte nesse problema que a simples gripe inha provocou ao Brasil e a seu povo. Mais 100 mortes wm menos de 5 meses vamos parar de hipocrisia.

  3. O erro foi, e continua sendo, o protocolo adotado pelas secretarias de saúde ao negar tratamento precoce para as pessoas sintomáticas, mandando-as ficar em casa e só voltar ao hospital quando estiver a beira da morte. E se você descontar as "falsas" mortes de covid, óbitos registrados como SUSPEITA, quantos foram confirmados ou negados?

  4. Que comentário ridículo. Não sou fã de Bolsonaro – não tem lastro para presidir o Brasil – mas colocar na conta dele os o obtuários do Covid é um atentado a inteligência dos outros. O Brasil está cheio de engenheiros de obras prontas, todo mundo tem uma opinião sobre o que deveria ter sido feito para o enfretamento a essa Pandemia, diante desse fato cabe uma pergunta a esses 'suprassumos" da ciência: PORQUE VOCÊS NÃO NOS ORIENTARAM ANTES? Por favor, deixem de ser hipócritas, nos respeitem, nós não somos idiotas.

  5. Desde o início dessa pandemia o STF deu autonomia a estados e municípios, portanto a conta não é só do governo federal é de todos…. inclusive o nosso aqui RN, comprou respiradores que não chegaram ainda….e o dinheiro sumiu.

  6. Na realidade a culpa foi do STF que botou a responsabilidade de uma diretriz na condução da doença a governadores e prefeitos, que ficaram perdidos com o fique em casa e dos médicos onde alguns receitavam dipirona e, só venham ao hospital quando estiver com vários sintomas e até hoje não existe um protocolo de medicamentos para tratar as pessoas no início . Os médicos agem por conta própria.
    Se estiver errado quanto ao tratamento precoce, me informem e digam os nomes médicos que fazem tal tratamento.
    Sem contar óbvio esses que defendem a cloroquina e são massacrados pelas mídias e os "estudiosos da pandemia" .

  7. VERDADE , realmente houve muitos erros nas previsões tanto catastróficas como as que falavam em poucos mortos . A única certeza de toda essa catástrofe é a culpa clara e cristalina do TONHO DA LUA , que governa esse país . Esse sim tinha que mostrar responsabilidade e senso público e se comportar com exemplo para s nação . As 100 mil vidas e outras mais que possam aparecer são exclusivas desse incompetente . Tenho dito .

    1. O ódio e a insensatez faz parte dos opositores deste governo, honesto e que trabalha , não ROUBA, como na era do ladrao Mor , o molusco 9dedos.
      Culpar o Presidente pelas 100 mil mortes é o desespero de quem não entende que o STF proibiu o governo federal de administrar o combate ao covid-19, mesmo o governo federal despejando milhões de reais para cada estado , não faltou dinheiro, houve sim desvios e atos irresponsáveis dos gestores ( governo e municípios ) que ocasionaram muitas mortes .
      A lavagem cerebral foi grande nesses 14 anos de corrupção ! Acabou-se as têtas !

    2. 100 mil Jonas ! 100 mil ! Tu ainda estás no bucho da baleia ? criatura .

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Podcast “Todas Nós” estreia nesta quinta-feira (17) no YouTube da 96 FM, apresentado pela jornalista Suzy Noronha

Estreia nesta quinta-feira (17), às 17h, no YouTube da 96 FM, o podcast “Todas Nós”, idealizado e apresentado pela jornalista Suzy Noronha. O programa será exibido semanalmente, sempre às quintas-feiras.

Com o conceito “Muitas histórias. Uma voz de cada vez”, o podcast receberá mulheres de diferentes áreas e trajetórias para conversas sobre carreira, escolhas, desafios, conquistas e experiências de vida.

“O Todas Nós nasce para ouvir mulheres reais. Acredito que, quando uma mulher conta sua história de verdade, alguma parte dela encontra a história de outra mulher”, afirma Suzy Noronha.

O primeiro episódio recebe Arméli Marques Brennand, ex-secretária-adjunta da Administração Penitenciária do RN. Em uma conversa aberta, ela fala sobre sua trajetória e a realidade e os problemas do sistema prisional potiguar, além dos desafios enfrentados durante sua atuação na gestão pública.

O projeto é realizado em parceria com a 96 FM, com direção e produção de Arthur Peres.

Todas Nós — Muitas histórias. Uma voz de cada vez.
Quintas-feiras, às 17h, no YouTube da 96 FM.

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Expo Meia do Sol Sicredi reúne esporte, experiências e solidariedade em Natal

Maior feira ligada ao segmento esportivo do Norte e Nordeste marca o início da experiência dos corredores com a Meia Maratona do Sol Sicredi

A Meia Maratona do Sol Sicredi começa antes mesmo da largada. De 17 a 20 de setembro, a Arena das Dunas recebe a Expo Meia do Sol Sicredi, considerada a maior feira ligada ao segmento esportivo do Norte e Nordeste. O espaço reúne a programação que antecede e acompanha a corrida, com retirada dos kits dos atletas, ativações dos patrocinadores, shows, palestras com especialistas e plantão de informações para os participantes.

A retirada dos kits será realizada nos dias 17, 18 e 19 de setembro, das 9h às 20h, no setor de Hospitalidade da Arena das Dunas. Durante esse período, a Sicredi RN também promove uma ação de solidariedade em benefício de pessoas em situação de vulnerabilidade social no Rio Grande do Norte. Os atletas que adquiriram o ingresso Meia Solidária devem lembrar de levar, no momento da retirada do kit, os 2 kg de alimentos não perecíveis previstos no regulamento.

A Sicredi RN também convida os demais atletas que desejarem participar dessa corrente do bem a fazer a doação voluntária de alimentos. As doações serão destinadas a iniciativas sociais no estado.

Para o presidente da Sicredi RN, Damião Monteiro, a iniciativa reforça o compromisso da instituição financeira cooperativa com a comunidade potiguar. “A Meia Maratona do Sol Sicredi é um momento de celebração do esporte, mas também uma oportunidade de exercitarmos a cooperação e a solidariedade. Ao trazer os alimentos no momento da retirada do kit, cada corredor contribui para levar um pouco mais de dignidade a quem precisa”, afirma.

Depois de receber mais de 60 mil visitantes na edição passada, a Expo Meia do Sol Sicredi tem expectativa de superar 80 mil visitantes neste ano. A programação amplia a experiência proporcionada pela Meia Maratona do Sol Sicredi, reunindo atletas, familiares, parceiros e público em torno do esporte, do lazer e da solidariedade.

A Meia Maratona do Sol Sicredi, maior corrida de rua do Norte-Nordeste, será realizada nos dias 19 e 20 de setembro, em Natal, com largada e chegada na Arena das Dunas. A expectativa é reunir mais de 20 mil atletas nas provas de 21 km, 10 km e 5 km, além da Meia do Sol Sicredi Kids, no dia 20, voltada para crianças e famílias. Ao todo, serão distribuídos mais de R$ 115 mil em premiações.

SERVIÇO — EXPO MEIA DO SOL SICREDI

Local: Arena das Dunas – setor de Hospitalidade
17, 18 e 19 de setembro: das 9h às 20h
20 de setembro: das 4h às 11h
Retirada dos kits: 17, 18 e 19 de setembro, das 9h às 20h
Ação solidária: doação voluntária de 2 kg de alimentos não perecíveis pelos atletas no momento da retirada do kit.

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Moraes é mencionado em 72,8% das publicações sobre caso Master nas redes durante sessão no STF

Foto: Reprodução/YouTube

Alexandre de Moraes concentrou 72,8% das publicações sobre o caso Master nas redes sociais durante a sessão do STF em 15 de setembro. Do total de menções, 55% tiveram tom crítico, classificado pelo estudo como “exposição adversa”. O levantamento foi realizado pelo DSC LAB, laboratório de dados, comunicação e comportamento digital da Descomplica, com base em conteúdos do Instagram e Facebook.

Ao todo, Moraes foi citado em 12.952 publicações relacionadas aos 13 eixos do caso, volume 529% maior que o registrado em 8 de setembro. Parte dos questionamentos envolveu suspeitas relacionadas a contratos de prestação de serviços do escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes.

André Mendonça apareceu em 7.652 publicações, equivalentes a 43% das menções do dia, sendo que 19,9% continham críticas diretas ao ministro.

A discussão sobre a relatoria, o sigilo e o trâmite conduzido por Mendonça foi o tema de maior alcance, presente em 8.112 posts, ou 45,6% do universo analisado. Mensagens e minutas relacionadas a Moraes somaram 6.291 publicações, 35,3% do total, enquanto pedidos de investigação, afastamento ou impeachment chegaram a 710 posts, 4,0%. Já o debate sobre a entrega de dados telefônicos e o acesso por gabinetes somou 399 publicações, 2,2%.

No mesmo dia, Lula registrou 692 menções nas duas plataformas da Meta, enquanto Flávio Bolsonaro teve 407. No acumulado de 15 dias, Flávio somou 14.811 citações, contra 13.002 de Lula. Na medição de reputação negativa do estudo, em escala de 0 a 100, Flávio marcou 80,8 e Lula, 68,7.

O levantamento analisou 153.485 publicações entre 31 de agosto e 16 de setembro de 2026, envolvendo 20.090 contas ativas no Instagram e Facebook. Os conteúdos acumularam 274 milhões de interações e 4,74 bilhões de visualizações. Do total, 76.754 publicações foram feitas no Instagram, por 12.409 contas, e 76.731 no Facebook, por 7.681 contas.

Com informações de Poder 360

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Carga de Mounjaro que nunca foi entregue teria sido a motivação para execução de empresário sequestrado em São Gonçalo do Amarante

Foto: Reprodução

A execução do empresário Marcelo Silva de Oliveira, de 29 anos, que havia sido sequestrado quando chegava em casa no dia 29 de agosto em São Gonçalo do Amarante, estaria relacionada a uma carga de tirzepatida, substância que é o princípio ativo comercialmente conhecido como Mounjaro.

Marcelo teria vendido a carga da substância a um grupo de empresários e não teria realizado a entrega nem devolvido o dinheiro pago pela compra. Diante do impasse, os compradores passaram a pressionar o empresário e a fazer ameaças, cobrando uma solução para o problema. As cobranças e ameaças teriam se intensificado e motivado os crimes praticados contra Marcelo.

Este grupo teria instalado um rastreador no veículo de Marcelo como parte do plano de sequestro e execução. O corpo dele foi encontrado em 1º de setembro, enterrado em uma cova de cerca de quatro metros de profundidade em uma granja de Macaíba.

Entre as quatro pessoas presas em operações realizadas nos dias 15 e 17 de setembro, estaria um ex-candidato a vereador, suspeito de participar diretamente na execução de Marcelo. O outro homem, preso em Fortaleza(CE), teria participado do crime viabilizando a logística.

Dois dos investigados que foram presos no dia 15, já haviam deixado o Rio Grande do Norte e pretendiam sair do Brasil com destino ao Paraguai, de acordo com a Polícia Civil. Eles foram interceptados no Paraná com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar do Paraná (PMPR).

LEIA TAMBÉM: Polícia prende suspeitos de participação no sequestro e morte de empresário em São Gonçalo do Amarante

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CÁLCULO POLÍTICO: Flávio é orientado a não questionar reajuste do Bolsa Família no TSE

Foto: Beto Barata/PL Nacional

O senador Rogério Marinho (PL-RN), principal coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), vai orientar o candidato à Presidência da República a não recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula (PT) a apenas 17 dias do primeiro turno.

De acordo com Marinho, existe o temor de que uma ação seja interpretada pelos eleitores como uma tentativa de Flávio de impedir o aumento do benefício. “Se ele me ouvir, não vamos entrar na Justiça”, afirmou o senador.

Apesar da cautela, o coordenador classificou o reajuste como sinal de “puro desespero” de Lula diante do avanço de Flávio nas pesquisas. “Ele já deu subsídio para óleo diesel, o Durigan está falando em terceiro Desenrola. Agora dizem que vão acabar com bets, já acabaram com a taxa das blusinhas”, disparou.

O governo anunciou aumento de 15% no Bolsa Família. O piso passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. Segundo o ministro Bruno Moretti, o índice corresponde à inflação acumulada desde o início do programa até agosto de 2026.

Com informações do Metrópoles

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Indicado pela deputada Isolda Dantas (PT), supervisor do Detran-RN em Mossoró é afastado em operação que apura esquema de corrupção no órgão

oto: Reprodução

O supervisor do Detran-RN em Mossoró, Hans Ronieli Cardoso Ferreira de Willegaignon, foi afastado do cargo nesta quinta-feira (17), durante a segunda fase da Operação Agrado, que investiga um suposto esquema de corrupção e favorecimento ilícito no órgão.

Hans Ronieli possui ligação política com a deputada Isolda Dantas (PT) e teria sido indicado por ela para o cargo, de acordo com informações do Blog Saulo Vale. A nomeação de Hans foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) em setembro de 2024.

Além do afastamento de cinco servidores, entre eles Hans Ronieli, a Justiça determinou monitoramento eletrônico de quatro investigados e outras medidas cautelares.

Operação Agrado

A investigação apura suspeitas de corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos, falsidade ideológica e organização criminosa. Entre as suspeitas está a liberação irregular de veículos mediante pagamento de vantagens. Durante a operação realizada nesta quinta-feira (17), celulares, computadores, documentos e outros equipamentos também foram apreendidos para análise.

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Quarta pesquisa Perfil/BG aponta crescimento de Zenaide, com empate técnico na liderança e distante do 3º lugar

Senadora obteve maior percentual na série das quatro pesquisas do instituto

A quarta pesquisa consecutiva do Instituto Perfil em parceria com o Blog do BG mostra Zenaide Maia em empate técnico na liderança da disputa pelo Senado no Rio Grande do Norte. Na soma do primeiro e do segundo voto, Zenaide aparece com 13,97%. A diferença em relação ao primeiro colocado, Styvenson Valentim, que tem 16,72%, é de 2,75 pontos percentuais e está dentro da margem de erro de 2,45 pontos para mais e para menos.

O novo levantamento também mostra crescimento de Zenaide ao longo da série do Perfil/BG. Em julho, a senadora tinha 12,06%. Em agosto, passou para 13,44%. Na pesquisa divulgada no início de setembro, registrou 12,81%. Agora, chegou a 13,97% — seu maior percentual nas quatro pesquisas do instituto. No mesmo período, a vantagem sobre o terceiro colocado também aumentou: era de 3,31 pontos em julho e agora chega a 5,06 pontos.

Na nova rodada, Samanda aparece com 8,91%, Rafael Motta com 7,06% e Coronel Hélio com 4,78%. Como duas das três cadeiras do Senado pelo Rio Grande do Norte estarão em disputa em 2026, cada eleitor poderá escolher dois candidatos.

A pesquisa ouviu 1.600 eleitores em todas as regiões do estado, entre os dias 12 e 15 de setembro, com margem de erro de 2,45 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-02304/2026 e no TRE-RN sob o número RN-08335/2026.

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Fachin adia julgamento sobre atuação de Mendonça no caso Master; nova data será definida “oportunamente”

Foto: Alejandro Zambrana/STF

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, adiou o julgamento que analisaria a atuação do ministro André Mendonça nos casos envolvendo o Banco Master e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A análise estava prevista para a próxima quarta-feira (23), ainda não tem nova data e será definida “oportunamente” pelo presidente do STF.

A decisão ocorreu em razão do pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino na sessão da última terça-feira (15), que discutia a possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por causa de mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Durante a sessão, o ministro Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem para que os casos envolvendo Moraes e Mendonça fossem analisados conjuntamente, sob o argumento de que fazem parte do mesmo cenário fático.

Fachin afirmou que essas questões precisam ser resolvidas antes da análise do procedimento envolvendo Mendonça, inclusive por haver questionamentos sobre a própria relatoria.

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PESQUISA BG/PERFIL – APROVAÇÃO DO GOVERNO LULA: 65,19% dos potiguares aprovam e 27,00% desaprovam a gestão do presidente


A pesquisa do Instituto Perfil, em parceria com o Blog do BG, também avaliou a aprovação da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os eleitores do Rio Grande do Norte.

De acordo com o levantamento, 65,19% dos entrevistados aprovam o governo Lula. Outros 27,00% desaprovam a gestão do petista, enquanto 7,81% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 1.600 eleitores, em todas as regiões do Rio Grande do Norte, entre os dias 12 e 15 de setembro de 2026, com margem de erro de 2,45 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números TSE BR-02304/2026 e TRE-RN RN-08335/2026.

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PESQUISA BG/PERFIL – APROVAÇÃO DO GOVERNO FÁTIMA: 56,19% dos potiguares desaprovam e 33,81% aprovam a gestão da governadora


O novo levantamento do Instituto Perfil, realizado em parceria com o Blog do BG, também mediu a avaliação da administração da governadora Fátima Bezerra (PT) entre os eleitores potiguares.

De acordo com a pesquisa, 56,19% desaprovam o governo Fátima. Já 33,81% afirmam aprovar a gestão da petista, enquanto 10,00% não souberam ou preferiram não responder.

A pesquisa ouviu 1.600 eleitores, em todas as regiões do Rio Grande do Norte, entre os dias 12 e 15 de setembro de 2026, com margem de erro de 2,45 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números TSE BR-02304/2026 e TRE-RN RN-08335/2026.

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