Economia

No primeiro semestre sob Bolsonaro, educação, ambiente e saude se deterioraram e economia equilibrada

A compilação de quase 90 indicadores nacionais, que vão da economia ao meio ambiente, mostra que a maioria deles regrediu nos primeiros seis meses da gestão de Jair Bolsonaro (PSL).

Folha analisou 87 estatísticas oficiais e de estudiosos que têm números atualizados até algum ponto do primeiro semestre de 2019 e as cruzou com os dados de 2018. Desse total, 44 pioraram, 15 permaneceram estáveis e 28 apresentaram alguma melhora.

Entre os indicadores que mais apresentam deterioração estão os de educação, saúde e meio ambiente. Os dados oficiais reunidos pelo Ministério da Justiça apontam melhora nos índices de criminalidade. Na economia, há um equilíbrio.

Folha trabalhou com dados oficiais de ministérios, do IBGE, de órgão de estudos e pesquisa e organizações tradicionais ligadas a determinadas áreas, como o ISA (Instituto Socioambiental), na questão indígena.

Em parte devido ao curto espaço de tempo e, em parte, à complexidade das áreas abordadas, os indicadores variam não necessariamente em função da gestão federal. Na segurança pública, por exemplo, a maior responsabilidade cabe aos governos estaduais. Na economia, vários indicadores são influenciados por conjunto de ações ao longo dos anos e que extrapolam fronteiras.

Além disso, há temas relevantes cuja variação não pode ser medida neste momento tendo em vista que os dados são colhidos em uma periodicidade mais elástica, como desempenho escolar, ou divulgados com defasagem maior, como números da desigualdade.

Ainda sob limitado efeito prático da orientação liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes, os indicadores econômicos apresentaram equivalência entre os dados que pioraram e os que melhoraram.
Dos 47 indicadores econômicos analisados, houve piora em 20 e melhora também em 20. Outros sete permaneceram estáveis.

Na fatia negativa dos dados, se destaca o comportamento na área de comércio exterior, indústria e endividamento das famílias.

Do outro lado, observa-se melhora nos índices de inflação e da Bolsa de Valores, bem como ligeiro avanço nos resultados do emprego no país.

Ao assumir a Presidência, Bolsonaro delegou a Guedes a tarefa de ajustar uma economia que vinha se recuperando lentamente de uma recessão, com as contas públicas em situação crítica e um total de 12 milhões de desempregados.

Nos primeiros meses do ano, a economia seguiu sem vigor. O PIB do primeiro trimestre —dado mais recente disponibilizado pelo IBGE— teve retração de 0,2% em relação ao trimestre anterior.

Na balança comercial, a diferença entre o que o Brasil exportou e importou gerou um saldo positivo de US$ 26 bilhões no semestre, valor menor do que o resultado do mesmo período de 2018 (US$ 30 bilhões). O valor das exportações caiu 3,5%.

No semestre, a produção industrial medida pelo IBGE recuou 1,6% na comparação com os seis primeiros meses do ano passado.

Uma melhora generalizada foi observada no comportamento da inflação. Os principais índices que medem a variação dos preços na economia brasileira ficaram mais baixos que no ano anterior.

Na avaliação do economista Simão Silber, que é professor da USP e membro do conselho da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o desempenho da economia neste ano pouco tem a ver com a gestão Bolsonaro.

“Ainda não deu tempo de sentir o efeito do novo governo. Temos uma tendência de recuperação lenta que está entrando no quarto ano”, disse.

O professor afirma que há limitações para a recuperação econômica em diversas frentes. Com a regra do teto de gastos, que impede que as despesas do governo cresçam acima da inflação, o setor público não é mais uma fonte de estímulo da atividade. Empresas e famílias também estão em condições limitadas de gerar esse impulso.

Na tentativa de ativar a economia, o governo anunciou a liberação de saques das contas do FGTS e do Pis/Pasep. A medida tem potencial de colocar R$ 63 bilhões na economia.

Silber sugere que a retomada viria mais rápido com um empenho do governo na realização de obras. “O governo federal está com milhares de obras paradas. Teria que fazer uma triagem das que não são um fracasso para concluir, além de acelerar um pouco o programa Minha Casa Minha Vida”, afirmou.

Na saúde, o levantamento dos dados foi feito com base em indicadores monitorados em sistemas do Datasus, do Ministério da Saúde.

Folha consultou os especialistas Fátima Marinho, do Instituto de Estudos Avançados da USP, Adriano Massuda, médico sanitarista e pesquisador-visitante no Departamento de Saúde Global e Populações da Harvard T.H. Chan School of Public Health, Gulnar Azevedo, presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), e Luis Eugênio de Souza, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia.

Os dados apontam piora na oferta de assistência na atenção básica, área que representa a porta de entrada para o SUS. Um exemplo é a queda no número de médicos que atuam nas unidades básicas de saúde, locais que, no parâmetro ideal, deveriam resolver até 80% dos casos que chegam ao sistema. Antes em crescimento, o número de profissionais passou de 30 mil, segundo dados de junho do último ano, para 26 mil neste ano.

Para especialistas, a situação está atrelada ao desmonte do programa Mais Médicos. A estimativa até junho era que houvesse mais de 3.800 postos vazios. O ministério não tem fornecido dados atualizados sobre as vagas desocupadas.

PARA CONTINUAR LENDO SÓ CLICAR AQUI: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/08/no-primeiro-semestre-sob-bolsonaro-44-indicadores-pioram-e-28-melhoram.shtml

Opinião dos leitores

  1. A realidade é uma só, esse desgoverno tá afundando o Brasil no caos. Como os bolsominions não acreditam em números oficiais, dados científicos e afins, devem culpar o veículo que pública..
    ah, uma jaula!!

    1. Faço assim também, amigo. Se for da "Foice" de São Paulo então…

  2. Verdade. A ideologização tendenciosa, o sindicalismo, a falta de vocação para o magistério intensificaram a deterioração do ensina brasileiro, nos três níveis. Isto tomou corpo em de 1985 e, desgraçadamente, a partir de de 2003. "Ajudando" a crise veio a deterioração das relações familiares, crianças criadas sem a presença de pais, influência de programas LIXO nos canais de televisão, o incentivo ao "quenguismo", degeneração social, enfim. Culpar o Presidente Bolsonaro por estes fatos e um "forçamento" de barra. Mas, se a economia melhorar parte, repito, parte dos problemas começará a ser revertida.

    1. Tudo isso que você descreveu amigo, se você estudar um pouquinho, vai perceber que é um efeito colateral estrutural do próprio capitalismo num dado estágio. Todos os todos os países capitalistas do mundo, em determinada fase do desenvolvimento entram no processo de desestruturação da família por valorizar mais o lucro, as aparências, o consumismo, o resultado imediato e o produto; mercantilizando as relações humanas, desprezando os valores humanos e relegando a moral, a ética e as virtudes ao segundo plano. Afinal, "O IMPORTANTE É LEVAR VANTAGEM!"
      Não é mesmo?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Nikolas compara Bolsonaro a Messi e diz que direita está desfalcada

Foto: Reprodução

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comparou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao jogador argentino Lionel Messi ao afirmar que as restrições impostas ao ex-chefe do Executivo desfalcam a direita nas eleições de 2026. A declaração foi dada nesta quinta-feira (16), durante entrevista ao programa The News Morning.

Segundo Nikolas, as medidas que afastam Bolsonaro da disputa eleitoral e limitam sua participação na campanha não prejudicam apenas o ex-presidente, mas também os eleitores que gostariam de votar nele e os candidatos que poderiam receber seu apoio.

“Não é que o Bolsonaro está sendo prejudicado, não. São milhões de pessoas que foram prejudicadas de não poder escolher, por exemplo, o Jair Bolsonaro.”

O deputado citou ainda a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para Nikolas, o ex-presidente poderia viajar pelos estados para apoiar o filho e reforçar as candidaturas de aliados aos governos estaduais, ao Senado e à Câmara dos Deputados.

Ele lembrou que recebeu o apoio de Bolsonaro em suas campanhas para vereador de Belo Horizonte e para deputado federal.

“Melhor jogador do time”

Para ilustrar o peso político de Bolsonaro, Nikolas comparou o ex-presidente à principal estrela da equipe de futebol argetino.

“Será que tirar o melhor jogador do time não desfalca o time? O que aconteceria se o Messi agora fosse retirado?”
Na sequência, o parlamentar também citou Lamine Yamal, jogador do Barcelona e da seleção espanhola, e afirmou que retirar um dos principais atletas comprometeria o desempenho de toda a equipe.

“Não desfalcaria o time? Então é isso que as pessoas precisam compreender”, disse.

Nikolas encerrou o trecho com críticas à condução do processo eleitoral e das instituições. Segundo ele, tanto o processo eleitoral quanto a democracia estariam sendo conduzidos por um “falso guia”.

Congresso em Foco

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Governo prevê que tarifaço atinja 18% das exportações aos EUA e anuncia programa de auxílio

Foto: Júlio César Silva/MDIC

O governo federal estima que o novo tarifaço dos Estados Unidos deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para o país. De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias, em relação ao período de 2024, os números correspondem a US$ 7,4 bilhões.

“Com essa nova tarifa, nós vamos ter cerca de 18% das nossas exportações atingidas, o que corresponde a US$ 7,4 bilhões de dólares, isso considerando o período de 2024. Se considerarmos 2025, já com as tarifas, cai para 15%”, afirmou.

Para reduzir os impactos das tarifas, o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o governo federal vai lançar um programa de apoio para os setores econômicos que forem prejudicados pela medida. O programa será uma resposta a decisão do governo do presidente Donald Trump, que vai aplicar uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 22 de julho.

“O governo terá um programa de apoio aos que aqui estão labutando, trabalhando e que tenham problemas”, afirmou Alckmin em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (16/7).

Além de Alckmin, participaram da coletiva os ministros Márcio Elias (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Dario Durigan (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores), João Paulo Capobianco (Meia Ambiente), a secretária de Justiça, Maria Rosa Guimarães, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Alckmin ainda classificou a medida como “injusta e descabida”. “A medida é injusta e descabida. Injusta porque se pegarmos os dados, nos últimos 15 anos os EUA tiveram superávit na balança comercial e não déficit”, afirmou o vice-presidente.

Alckmin informou que o governo estuda aplicar a Lei da Reciprocidade contra os EUA — que permite ao Brasil adotar medidas equivalentes contra países que imponham barreiras unilaterais a produtos nacionais.

“Nós temos uma lei (da Reciprocidade), aprovada por unanimidade no Congresso Nacional e que o governo, no momento adequado, saberá implementá-la”, afirmou.

 

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

PRF prende homem em Mossoró com fuzil mais usado por grupos terroristas no mundo

Foto: Divulgação/PRF

Um caminhoneiro foi preso pela Polícia Rodoviária Federal, em um posto de combustíveis às margens da BR-304, em Mossoró, na tarde desta quinta-feira (16). Com ele, os policiais encontraram um fuzil, que possivelmente é um AK47.

De acordo com a PRF, o homem disse que teria recebido R$ 1 mil para transportar o fuzil para o estado do Pará. Ainda segundo os policiais, uma denúncia de violência sexual infantil havia sido repassada e, durante a ação no local, o motorista acabou confessando que estava com a arma.

A PRF pontuou ainda que comprimidos de anfetamina, substância utilizada ilegalmente para evitar o sono durante a viagem. O caminhoneiro foi preso em flagrante e a ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil, em Mossoró.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Elton John perde a paciência com pedidos de dinheiro do príncipe Harry: ‘Não sou caixa eletrônico’

Foto: Getty

A amizade de décadas entre Elton John e o príncipe Harry parece estar passando por uma crise. Conhecido por ser um porto seguro para o filho caçula de Lady Di, o cantor britânico teria perdido a paciência com os recorrentes pedidos de ajuda financeira feitos pelo duque de Sussex, que abdicou de suas funções e privilégios na família real britânica.

De acordo com informações reveladas pela jornalista Paula Froelich, a paciência do artista esgotou após a insistência do príncipe por dinheiro. Sem papas na língua, Elton John teria dado uma chamada no amigo: “Eu não sou um caixa eletrônico”.

Fontes ligadas ao cantor apontam que ele cansou do comportamento “impulsivo e difícil” adotado por Harry nos últimos tempos. O distanciamento chama atenção, já que Elton sempre funcionou como uma espécie de padrinho e conselheiro para o príncipe após a trágica morte de sua mãe, a princesa Diana, em 1997.

A proximidade entre os dois sempre foi muito pública. Elton John não apenas cantou no casamento de Harry com Meghan Markle, em 2018, como também foi um dos poucos aliados que defendeu publicamente a decisão do casal de se afastar da monarquia.

No ano seguinte, em 2019, o cantor chegou a ceder seu jatinho particular para que a família passasse férias luxuosas no sul da França e em Ibiza. Além dos transportes exclusivos, o cantor também teria contribuído financeiramente para manter de pé os projetos do casal, incluindo a Fundação Archewell, iniciativa que atualmente já não está mais ativa.

Correio 24h

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Antes de tarifaço de 25%, Brasil fez 30 reuniões e duas defesas escritas para tentar frear ofensiva de Trump nos EUA, diz Itamaraty

Foto: Reprodução

O governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de novas tarifas de 25% contra os produtos brasileiros, como desdobramento de uma investigação unilateral baseada na chamada Seção 301. Em pronunciamento oficial, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, condenou duramente a decisão americana, afirmando que não existe qualquer justificativa técnica ou comercial para a imposição dessas taxas.

Para tentar evitar esse impacto sobre os exportadores nacionais, o governo brasileiro adotou uma postura ativa de negociação desde o primeiro momento.

A reação de Brasília ocorre após Rubio publicar críticas nas redes sociais a respeito das barreiras tarifárias e da postura do governo brasileiro na mesa de negociações. Vieira e Rubio se encontraram em fevereiro, em Washington (EUA), e já tiveram boa relação.

Receba as principais notícias de política e eleições

Itamaraty diz que fez 30 reuniões buscando acordo contra tarifaço dos EUA
As tentativas de acordo começaram antes do primeiro anúncio de tarifas feito por Washington. Desde março de 2025, o Brasil realizou mais de 30 reuniões com representantes dos EUA, alternando entre encontros presenciais, virtuais e telefonemas nos níveis técnico, ministerial e presidencial.

Com o Representante de Comércio, Jamieson Greer, e com o Secretário de Estado, Marco Rubio, foram 11 contatos diretos. O esforço brasileiro também incluiu o envio de duas defesas formais por escrito ao governo americano, em agosto e setembro de 2025, além de uma missão diplomática de alto nível enviada a Washington em abril de 2026.

Mauro Vieira fala em retaliação política e exigências desproporcionais

De acordo com o chanceler Mauro Vieira, a investigação da Seção 301 foi usada politicamente pelo governo americano para compensar uma derrota legal sofrida pela gestão Trump na Suprema Corte dos EUA, que barrou a aplicação de tarifas unilaterais globais.

A escalada da tensão ocorreu após uma carta enviada por Donald Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em julho de 2025. Na mensagem, Trump ameaçou impor tarifas de 50% ao Brasil caso o processo judicial contra o ex-presidente da República não fosse suspenso imediatamente. Diante da recusa do Brasil em aceitar interferências em seu Poder Judiciário, os EUA deram início à investigação comercial.

Durante as rodadas de negociação, os EUA exigiram uma capitulação do mercado brasileiro. Os representantes americanos demandaram a abertura total, irrestrita e exclusiva de setores inteiros da economia do Brasil para as empresas americanas, sem oferecer nenhuma contrapartida para os produtos brasileiros.

Desequilíbrio comercial e justificativas contestadas

O ministro brasileiro destacou o forte desequilíbrio na relação comercial entre os dois países, lembrando que os EUA acumularam um superávit de US$ 424 bilhões com o Brasil nos últimos 15 anos. Além disso, em 2025, 76% de todas as importações vindas dos EUA entraram no mercado brasileiro totalmente livres de impostos.

O Brasil também rebateu as acusações americanas que tentavam usar o sistema de pagamentos PIX e o desmatamento como pretextos para as tarifas. O governo esclareceu que o PIX é uma ferramenta pública e neutra gerida pelo Banco Central, e ressaltou que o desmatamento na Amazônia e no Cerrado registra quedas consistentes desde 2022.

O Itamaraty classificou as recentes manifestações de Marco Rubio nas redes sociais como ofensivas e arrogantes, repudiando os ataques direcionados ao chefe de Estado brasileiro.

Portal NDMais

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

VEM BARULHO AÍ: Boulos diz que “porta-vozes do Lula” têm missão de se opor ao tarifaço

Foto: AFP

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), divulgou um áudio em grupos dos “porta-vozes de Lula” em que afirma que os apoiadores do presidente têm a “missão de colocar a narrativa real do que está acontecendo, de quem está a favor do Brasil, quem é patriota de verdade e quem é traidor da pátria”.

No áudio, Boulos pede que apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestem “nas redes sociais, nos comentários, nos grupos de Zap, no ônibus, na igreja, na escola, onde for”.

O ministro também responsabilizou o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pela tarifa de 25% sobre produtos brasileiros oficializada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), na 4ª feira (15.jul.2026). “O tarifaço tem 2 pais. Um pai é o Trump, agindo na Casa Branca pelo interesse colonialista dos Estados Unidos. O outro pai se chama Flávio Bolsonaro, agindo por interesse eleitoral, por traição à Pátria”, disse.

Boulos afirmou que Lula reagiu de “maneira altiva” e que acionará a Lei da Reciprocidade. O ministro também contestou a declaração do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, de que o governo brasileiro teria negociado de “má-fé”. “Mentira. O que nós não topamos foi negociar terras-raras, o que nós não topamos foi negociar PIX, o que nós não topamos foi negociar ajoelhado, que é como os Estados Unidos queriam e como a família Bolsonaro sempre fez batendo continência”, declarou.

Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “o dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”.

Portal 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Deolane acredita que só deixará a cadeia “depois da eleição”, diz mãe

Foto: Reprodução/Redes sociais

A influenciadora Deolane Bezerra, presa desde maio na Cadeia Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, acredita que deixará a prisão apenas “após a eleição”. A revelação foi feita por Solange Bezerra, mãe da advogada, nas redes sociais.

Deolane Bezerra foi presa preventivamente durante a Operação Vérnix da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo a investigação, entre 2018 e 2021, ela recebeu mais de R$ 1 milhão, dinheiro que seria incompatível com sua renda formal.

Nos stories do Instagram, no entanto, Solange Bezerra tentou vincular a prisão da filha a uma questão eleitoral.

“A Deolane é muito forte, ela é quem nos dá força. Eu chego lá [na cadeia] muito abatida, muito angustiada, e ela [fala]: ‘Mãe, se acalme, põe uma coisa no seu coração que eu já pus no meu, eu só saio daqui depois das eleições’”, disse Solange nas redes sociais.

A fala da mãe de Deolane gerou reações e polêmica. “Gostaria de saber o que tem a ver eleições com lavagem.de dinheiro ao PCC?”, apontou Kátia Paes. “Realmente, eu não enxergo ligação entre a sua prisão e o processo eleitoral”, concordou Andreia Cesarre. “Eu fico besta com a importância que elas se dão, juro”, ironizou Johane Ramos.

Essa não é a primeira vez que Solange Bezerra gera treta ao falar sobre a prisão da filha. No começo do mês, a mãe de Deolane detonou Maria Corsato, da Polícia Civil de São Paulo, disse que a delegada “protege bandidos” e que usa o cargo para “receber propina”.

Nos stories do Instagram, Solange se revoltou e fez uma série de ataques contra a delegada. “Uma pessoa que devia proteger os cidadões [sic], mas que, na verdade, usa seu cargo para extorquir, para receber propina e para proteger bandidos, assassinos e estupradores. É essa a função dela como delegada de polícia”, disse.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Médicos do Hospital Rio Grande concluem com sucesso transplante de coração em homem de 67 anos em Natal

Foto: Divulgação

O Hospital Rio Grande comunica que foi realizado, com sucesso, mais um transplante de coração na instituição, nesta quinta-feira..

O paciente, um homem de 67 anos, morador de Natal, apresentava uma cardiopatia grave, em estágio avançado, sem possibilidade de tratamento clínico ou cirúrgico, tendo o transplante como única alternativa para garantir a continuidade da vida.

O procedimento cirúrgico transcorreu conforme o esperado e foi concluído com êxito. Neste momento, o paciente será transferido para uma Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica (UTI) , onde receberá acompanhamento intensivo da equipe multiprofissional.

As primeiras horas após o transplante são consideradas decisivas e exigem monitoramento contínuo. O paciente já possuía outras doenças associadas em função da insuficiência cardíaca e, por isso, a sua evolução clínica será acompanhada diariamente, não sendo possível, neste momento, estimar o tempo de internação.

Como ocorre em todos os transplantes cardíacos, o paciente iniciará o tratamento imunossupressor, indispensável para prevenir a rejeição do novo órgão e garantir a melhor evolução possível.

O Hospital Rio Grande reafirma seu compromisso com a excelência na assistência e agradece à família do doador pelo gesto de solidariedade que tornou possível oferecer uma nova oportunidade de vida ao paciente transplantado.

O órgão foi transportado pelo helicóptero Potiguar 02, da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Norte, que pousou no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, na capital. De lá, o coração seguiu sob escolta de batedores da STTU até o hospital.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Mais de 2 mil produtos ficam de fora de nova taxação dos EUA

Foto: Ilustração

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou nesta quarta-feira (15) novas tarifas sobre produtos brasileiros. O órgão também publicou uma lista com mais de 2 mil produtos que ficaram isentos da taxação

O governo norte-americano justifica a isenção afirmando que os insumos são matérias-primas que poderiam levar à indisponibilidade de oferta doméstica e causar “perturbações” na economia do país caso fossem submetidas à nova tarifa.

Além de carne bovina, café, laranja e suco de laranja, que já constavam da lista divulgada pelo USTR quando a investigação foi aberta, em junho, itens como mel orgânico, hidróxido de alumínio, sucata de ferro e de aço, peixes e frutos do mar, couros, alguns produtos de madeira, medicamentos e insumos farmacêuticos foram incluídos na lista de exceções.

O governo americano disse que rejeitou solicitações de pedidos de isenção para outros produtos, como vestuário, calçados e máquinas agrícolas e industriais.

O USTR diz também que, nas audiências públicas, houve a defesa de alternativas às tarifas, como a realização de negociações bilaterais ou multilaterais. Parte dos participantes das audiências disse que qualquer tarifa, mesmo abaixo de 25%, seria inadequada e poderia frustrar os objetivos do governo americano.

Pleno News

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Polícia Federal encontra haxixe dentro de air fryer nos Correios em Natal

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal, com apoio dos Correios e da Secretaria Estadual de Fazenda, apreendeu drogas que estavam escondidas em duas encomendas durante fiscalização de rotina no Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas, no bairro Lagoa Nova, na zona Sul de Natal.

Na ação, o cão detector de drogas indicou a presença de substâncias nas encomendas. Durante a inspeção, os policiais encontraram 292 gramas de haxixe. O que chama a atenção é que a droga estava escondida dentro de uma air fryer.

Em outro pacote, os policiais localizaram dois tabletes de maconha, totalizando aproximadamente 979 gramas. As drogas foram apreendidas e encaminhadas para os procedimentos de polícia judiciária. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar os responsáveis pelo envio e pelo recebimento das encomendas ilícitas.

Portal da Tropical

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *