Política

No RN, 81 candidatos a prefeito tentam reeleição

Os encantos do poder. Dos 414 candidatos a prefeito inscritos no pleito deste ano, 81 deles já ocupam a cadeira no Executivo dos seus respectivos municípios. A informação é dada na edição de hoje da Tribuna do Norte, que conta também ser esse número correspondente a 81% daqueles que, seguindo a legislação eleitoral, poderiam tentar a recondução ao cargo. A média nacional é de 74,8%.

Segundo dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), dos que tiveram suas candidaturas confimardas pelos órgãos eleitorais, 25 deles já foram prefeitos no período de 1996 a 1999; 41 representaram o executivo municipal de 2000 a 2005; e, 25 desempenharam a atividade de 2005 a 2008.

A ONG Transparência Brasil avaliou que tal comportamento não é nocivo à sociedade, exceto nos casos em que ilustra a presença de oligarquias políticas nos municípios.

Segue matéria na íntegra:

Com 414 candidatos à prefeito, nestas eleições, o Rio Grande do Norte é o quarto estado da Federação com maior número de candidatos à reeleição. No poder, 81 prefeitos estão na disputa tentando garantir um novo mandato – o que representa 81% do total de prefeitos que poderiam se candidatar, de acordo com as regras eleitorais. Dos atuais 167 prefeitos, 100 poderiam concorrer à releição. A média do RN é maior do que a nacional, que é de 74,8%. Do total de candidatos inscritos nestas eleições, 19,5% estão pleitando a reeleição.

Fora isso, em todos os estados da Federação, o quantitativo de candidatos a prefeito que já exerceu o cargo nos anos de 1994, 2000 e 2004 é significativo. No caso do Rio Grande do Norte, dos atuais candidatos inscritos, 25 foram prefeitos de 1996 a 1999; 41 comandaram as prefeituras de 2000 a 2004; e 23 exerceram o cargo de 2005 a 2008. Os dados estão no estudo realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Ao comparar as eleições de 2000, a primeira com vigência da emenda constitucional da reeleição, e a deste ano, verifica-se que apesar da queda nos números absolutos, houve crescimento percentual no número de inscritos. Este ano, o percentual de candidatos à reeleição, nos municípios brasileiros, está cerca de doze pontos percentuais acima do que foi registrado na eleição de 2000, quando 62% dos prefeitos no cargo disputaram um segundo mandato.

Em termos absolutos, no entanto, a eleição de 2000 registrou – 3.448 prefeitos candidatos à releição, dos 5.558 que poderiam concorrer ao cargo. Atualmente, dos 3.659 prefeitos que podem disputar a reeleição, 2.736 registraram suas candidaturas e estão concorrendo. Em relação ao pleito de 2008, houve redução na quantidade de registros. Naquele ano, 78,6% dos prefeitos que poderiam disputar a reeleição, 4.368 um total de 3.435 se inscreveram.

Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o percentual de prefeitos que tentará a reeleição é um dado relevante, que pode refletir a melhoria dos indicadores fiscais e de gestão dos municípios. “Os prefeitos sanearam as contas, no último mandato e, por isso, presumem que poderão se planejar melhor num segundo mandato e concluir as obras e projetos iniciados”, acredita Ziulkoski. Ele considera baixo o índice de reeleição e de tentativas de retorno ao poder.

Segundo ele ainda há “um número considerável de prefeitos que desiste de concorrer, em virtude da fiscalização ostensiva e – até certo ponto – desigual que sofrem do Ministério Público”. A coordenadora do Movimento Articulado Contra a Corrupção (Marcco), Ohara Fernandes, vê com preocupação o alto índice de reeleição. “A possibilidade de o prefeito retornar”, disse ela, “é benéfica. A gente precisa de gestores com experiência e qualificados. O problema que vejo é o uso da máquina pública a favor da reeleição”.

Isso, segundo ela, fragiliza a democracia. “Como não temos controle interno eficiente, o que tenho observado, cada vez mais crescente, é o envolvimento de prefeitos com desvio de verbas públicas e sendo processados, tanto criminalmente, como civilmente. Isso pra mim é o que preocupa”. O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), João Gomes, destacou que a reeleição é um direito, “uma opção, que depende de vontade própria do candidato, do desejo de seu grupo e de como ele está avaliado”.

“Alguns desistem por questões pessoais ou por terem outras atividades que o incompatibilizam”, disse ele, “outros por desânimo, outros não se identificam com a gestão pública. Mas há os que desenvolvem um trabalho em suas cidades e desejam ver a continuidade”. Este ano, em Natal, com índice de rejeição de 87%, segundo pesquisas recentes, a atual prefeita Micarla de Souza, desistiu da tentativa de reeleição.

Ele disse que muitos disputam pela primeira vez e chegam a exercer o cargo, se desencantam “com as coisas da política, com a morosidade natural da máquina pública”. “O tempo das coisas na iniciativa privada é totalmente diferente do tempo das coisas na gestão pública. Além disso, a forma de fazer política é diferente, as regras na administração pública são diferentes e os problemas das cidades são cada vez mais complexos, exigindo, a cada eleição, alguém mais qualificado e com disponibilidade para dedicação exclusiva aos municípios”.

‘Transparência’ não vê empecilho

O diretor executivo da ONG Transparência Brasil, Claúdio Weber Abramo, especialista no tema corrupção, não vê problema no alto índice de reeleição e de tentativas para voltar ao poder por parte de quem já comandou prefeituras municipais. Para ele, essa dinâmica eleitoral é normal.

No entanto, ao comentar o assunto para a TRIBUNA DO NORTE, ele fez algumas ressalvas. “Exceto nos municípios onde há predomínio de oligarquias”, afirmou Abramo, “isso gera certa preocupação, mas não se pode ter um olhar generalista nessa questão. É preciso uma observação mais aprofundada porque as realidades regionais do país são bastante diferentes”.

No Brasil, comentou Abramo, o índice de rejeição dos prefeitos que tentam reeleição é muito baixo. “Na maioria das vezes, os que vêm exercendo mandato são reeleitos”, observou o especialista.

Em relação às eleições deste ano, Abramo disse ter expectativas pessimistas, quanto ao empenho que os novos gestores terão para fazer avançar a transparência. “A divulgação de informação não tem melhorado quantitativa e qualitativamente, voluntariamente. Os governos, sejam eles, municipais, estaduais e federal, só melhoram a transparência se forem cobrados”, enfatizou Cláudio Abramo.

Questionado se a pressão da sociedade civil não teria aumentado nos últimos anos, ele disse que “conta-se nos dedos as ONGs que coletam informações para análises”. A maioria delas, reforçou Abramo, cumprem o seu papel, mas “têm sido inúteis quanto a esse ponto de vista”.

Formiga e Tinoco se afastaram da vida pública

Prefeitos de Natal, em tempos passados, Marcos Formiga (1983-1985) e Aldo Tinoco Filho (1993-1996) fogem à regra. Encerrados seus mandatos, os dois – por razões diferentes – esqueceram as disputas eleitorais para o Executivo Municipal. O ex-prefeito Marcos Formiga disse que sua trajetória política – a partir de 1986 o distanciou de Natal e da política local. “Fiquei dois mandatos como deputado federal. Foi muito tempo em Brasília e não tive vontade de disputar cargo na prefeitura”, disse ele.

Formiga exerceu o primeiro mandato na Câmara Federal em 1988 e o segundo em 1994. Nos dois estava na suplência e assumir por afastamento dos eleitos. A partir de 1995, foi convidado a ser chefe de gabinete da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cujo presidente era Fernando Bezerra, e onde ficou até 2004. “Nessa época, voltei a Natal, mas a longa permanência em Brasília não me dava condições de entrar numa disputa”, afirmou.

Ele comentou que terminou se desfiliando do partido ao qual era vinculado “para não ter tentação de voltar a se candidatar”. “Exercer o cargo de prefeito”, observou Formiga, “foi uma experiência muito rica para minha vida, mas a atividade na CNI me envolveu muito e me conquistou, tanto que, agora, mesmo aposentado, estou na Fiern”. Formiga deixou a Prefeitura do Natal bem avaliado à época.

Longe da política partidária desde 1996, o ex-prefeito Aldo Tinoco Filho afirmou quer distância de cargo público. “Acho que a política não exige, necessariamente”, disse Tinoco, “estar à frente do Executivo. Posso na minha formação técnica contribuir, independente de partido político”. Na gestão à frente da Prefeitura, Aldo Tinoco saiu com um índice de rejeição que girava entre 20% e 25%. Mas chegou a ser considerado um dos administradores que mais investiu em saneamento básico na capital. “Hoje não quero ser candidato a nenhum cargo público, nem mesmo ser secretário”, disse Tinoco.

Fonte: Tribuna do Norte

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Cidades

Obras na Rua João Pessoa avançam para nova etapa a partir desta segunda-feira (10)

Foto: Divulgação

As obras de requalificação da Rua João Pessoa, na Cidade Alta, entram em uma nova fase a partir desta segunda-feira (10). A Prefeitura de Natal vai intensificar os serviços no trecho entre a Rua Princesa Isabel e a Avenida Rio Branco, com o objetivo de acelerar o cronograma da obra, que tem conclusão prevista para dezembro.

Nesta fase, as equipes vão retomar a instalação da rede subterrânea de energia e telecomunicações e avançar na recuperação das calçadas, com a implantação do piso intertravado e acessível. A etapa da rede elétrica deve durar cerca de 15 dias.

Depois disso, a concessionária de energia instalará uma subestação para atender os imóveis da região e fará a retirada dos postes que ainda sustentam a rede antiga. Só então a obra seguirá para a fase final.

Segundo a Prefeitura, a intervenção faz parte do projeto de revitalização da Cidade Alta, um dos principais polos comerciais e históricos de Natal.

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Geral

Ex-presidente dos Correios depõe à PF por suposta fraude em eleições

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ex-presidente dos Correios Fabiano Silva dos Santos (foto em destaque) prestou depoimento à Polícia Federal, em 9 de julho, em um inquérito que investiga suposta interferência na eleição de 2024 do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco).

A investigação foi instaurada a pedido do procurador Athayde Ribeiro Costa, que fez parte do núcleo duro da finada Operação Lava Jato. Em despacho obtido pela coluna, ele apontou “indícios mínimos” de corrupção, prevaricação e falsidade ideológica na relação entre a estatal e dirigentes do Sindifisco, que representa os servidores de uma das categorias mais bem pagas do país.

À coluna, o advogado Michel Saliba, que representa o ex-presidente dos Correios, afirmou que Athayde age por “vingança” (Fabiano é uma das principais lideranças do Grupo Prerrogativas, crítico da Lava Jato).

O Sindifisco afirma que a investigação representa uma nova tentativa de sustentar uma acusação de fraude que foi rejeitada em diferentes instâncias. Os Correios informaram que ainda não foram oficialmente notificados sobre o caso e que adotarão as medidas administrativas e legais cabíveis quando isso ocorrer.

O caso começou com uma acusação feita por George Alex Lima de Souza, candidato derrotado na disputa pelo comando do Sindifisco.

A denúncia sustenta que os Correios interferiram na eleição ao adotar um procedimento especial para receber cartas-respostas utilizadas na votação. A acusação percorreu diferentes instâncias desde então — e, segundo o Sindifisco, esta é agora a oitava frente aberta pelo candidato derrotado para tentar sustentar a mesma tese.

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Geral

Pesquisa BTG/Nexus aponta que 49% dos eleitores desaprovam o presidente Lula

Ricardo Stuckert

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem desaprovação de 49% dos eleitores, de acordo com nova rodada de pesquisa da BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (10). O levantamento aponta ainda que o índice de aprovação é 46%.

De acordo com os dados, a percepção sobre o governo atual sofreu leve oscilação em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 3 de agosto. Naquela rodada da pesquisa, a aprovação era 47% e a desaprovação somava 48%.

No detalhamento qualitativo do governo federal, 34% dos entrevistados avaliam a administração petista como “ótima ou boa”, ao passo que 44% a classificam como “ruim ou péssima”. A parcela de eleitores que considera o desempenho da gestão “regular” soma 21%.

Rejeição dos candidatos

A pesquisa Nexus/BTG mostra que o senador Flávio Bolsonaro está numericamente à frente do presidente Lula no quesito rejeição entre o eleitorado brasileiro: 50% a 48%. Em relação à última pesquisa do instituto, o petista teve queda de 1 ponto percentual na taxa de rejeição, enquanto o adversário subiu o mesmo número.

  • Flávio Bolsonaro — 50%
  • Luiz Inácio Lula da Silva — 48%
  • Ronaldo Caiado (PSD) — 32%
  • Romeu Zema (Novo) — 31%
  • Renan Santos (Missão) — 29%

A corrida presidencial

A nova rodada da pesquisa BTG/Nexus aponta vantagem do presidente Lula sobre Flávio Bolsonaro nas intenções de voto no primeiro turno e empate técnico entre ambos os candidatos no segundo turno, na disputa pela Presidência da República.

Com informações do Metrópoles 

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Geral

Reforma muda tributação das bets no Brasil

Mulher usa plataforma de apostas online, conhecidas como bets, dentro de metrô, em São Paulo – Laryssa Toratti / Folhapress

A reforma tributária criou um regime específico para as bets. Também determinou que o Imposto Seletivo, tributo criado para incidir sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, faça parte da base de cálculo do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que serão cobrados a partir de 2027.

A nova tributação foi tema do Curso Reforma Tributária do Consumo, realizado pela Receita Federal em parceria com o CFC (Conselho Federal de Contabilidade), em um momento de expansão do mercado de apostas no país.

Estudo divulgado pelo Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda) aponta que as bets movimentaram R$ 350,97 bilhões em transferências via Pix em 2025, ano em que foram regulamentadas, enquanto as famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões líquidos para as plataformas de apostas esportivas no mesmo período.

Com a cobrança efetiva dos novos tributos criados pela reforma (IBS e CBS) no próximo ano, as casas de apostas passarão a seguir o regime específico dos chamados concursos de prognósticos, categoria que inclui apostas de quota fixa —como as bets—, loterias, sorteios, corridas de cavalo, fantasy sports (jogos baseados na escalação de times virtuais com jogadores reais) e outras modalidades de aposta, realizadas tanto em meio físico quanto virtual.

A tributação sobre o consumo dessas empresas não terá como base todo o volume movimentado pelos apostadores, mas a chamada receita própria. Seu cálculo considera o total arrecadado nas apostas com a exclusão dos valores pagos em prêmios e das destinações legais obrigatórias (previstas para órgãos, fundos públicos e outros beneficiários), e acréscimo do Imposto Seletivo.

Na prática, portanto, a tributação segue esta ordem: primeiro são consideradas as receitas da operação; depois são aplicadas as deduções previstas; em seguida é calculado o Imposto Seletivo; por fim, IBS e CBS incidem sobre a base já acrescida desse tributo.

Segundo a Receita, o ponto principal a ser observado no regime é que o Imposto Seletivo, cuja alíquota ainda não foi definida, não será apenas um tributo adicional sobre as bets, mas um componente do cálculo dos novos tributos sobre consumo. Isso significa que IBS e CBS incidirão sobre um valor que já inclui o próprio Imposto Seletivo, aumentando o montante sobre o qual serão calculados.

Em uma situação hipotética, há R$ 100 mil de receita total da venda de apostas, R$ 40 mil de premiações pagas, R$ 10 mil de destinações legais e R$ 2 mil de PIS, Cofins e ISS. Após os descontos das premiações, das destinações legais e de PIS, Cofins e ISS, que são dedutíveis, a base de cálculo do Imposto Seletivo seria de R$ 48 mil (R$ 100 mil – R$ 62 mil).

Imaginando uma alíquota de 15%, o Imposto Seletivo seria de R$ 7,2 mil (15% de R$ 48 mil). Esse valor seria então incorporado à base do IBS e da CBS (R$ 48 mil), elevando-a para R$ 55,2 mil (R$ 48 mil + R$ 7,2 mil). Supondo a alíquota de referência de 28% para CBS e IBS, estimada pelo Comitê Gestor do IBS no fim de julho deste ano, a tributação total seria de R$ 15.456 (28% de R$ 55,2 mil).

Durante o curso, a Receita esclareceu que, no que se refere aos prêmios, a dedução somente é possível quando eles forem efetivamente pagos ao apostador. Um prêmio concedido, mas não retirado pelo ganhador, portanto, permanecerá na receita da empresa e não poderá ser utilizado como dedução para reduzir a tributação.

Atualmente, sobre as bets autorizadas a operar no Brasil incidem os tributos corporativos tradicionais (IRPJ, CSLL), PIS, Cofins, ISS e a contribuição de 13% sobre GGR (Receita Bruta dos Jogos), destinada à seguridade Social, educação, segurança e outras finalidades.

Em 2027, à carga tributária atual das casas de apostas serão somados IBS e CBS (que substituirão PIS e Cofins), Imposto Seletivo e haverá majoração da contribuição sobre o GGR para 14% —a partir de 2028, o percentual será de 15%.

Segundo o estudo do Comsefaz, até meados de 2024, os pagamentos de pessoas físicas para empresas do setor de artes, cultura, esporte e recreação e os valores transferidos de volta por essas empresas permaneciam em níveis relativamente próximos. A partir de 2025, porém, os pagamentos destinados ao setor cresceram de forma expressiva, enquanto as transferências no sentido contrário aumentaram em ritmo muito mais moderado.

“Esse comportamento indica que o setor passou a absorver um volume substancial de recursos das famílias sem devolução proporcional, característica típica dos mercados de apostas, nos quais apenas uma parcela dos valores apostados retorna aos jogadores na forma de premiações”, diz o documento.

Folha de São Paulo

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Geral

Guerra contra o Irã esgota estoques de armamento dos EUA e alarma autoridades

Centro de pesquisa espacial iraniano, um dos locais atingidos durante a guerra, em Teerã, em 6 de julho de 2026 – Foto: Emile Ducke /NYT

A guerra do presidente Donald Trump contra o Irã esgotou os estoques de armamentos dos EUA a níveis preocupantes, desviando suprimentos da Ásia e da Europa, segundo autoridades.

O suprimento em rápido declínio de mísseis de defesa aérea e outros armamentos na Europa e na Ásia não apenas deixa o Exército americano menos equipado, mas também poderia deixar Rússia e China mais confiantes caso considerem um potencial conflito com os Estados Unidos, disseram especialistas.

Bombardear o Irã consumiu milhares de mísseis que contêm peças de precisão vindas de uma rede global de fornecedores —e que podem levar anos para serem produzidos. Defender-se das barragens de retaliação do Irã desgastou os estoques americanos de mísseis de defesa aérea a um ponto que alarmou, em particular, autoridades de alto escalão do governo Trump, e levou os EUA a atrasar entregas a clientes europeus e asiáticos.

A campanha contra o Irã forçou o Pentágono a deslocar às pressas navios, aeronaves e unidades de defesa aérea de toda a Europa e Ásia para o Oriente Médio, um esforço com consequências em cascata para a manutenção de equipamentos e o moral das tropas, disseram autoridades americanas.

O resultado é uma erosão significativa do poder de fogo dos EUA nessas regiões, uma mudança com implicações de longo prazo que é uma preocupação crescente nas comunidades militar e de inteligência, disseram autoridades dos EUA e do Ocidente.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que os EUA têm “poder de fogo mais do que suficiente para realizar qualquer operação que o presidente ordenar, a qualquer momento e lugar”. Mas especialistas dizem que é quase certo que a crise de munições —parte da qual Trump herdou do presidente Joe Biden — vai perdurar além de sua Presidência.

Tom Karako, membro sênior do Center for Strategic and International Studies, em Washington, disse que o esgotamento de munições representa uma “aniquilação geracional dos meios de dissuasão convencional”. O impacto sobre como as decisões são tomadas em Pequim e Moscou, segundo ele, pode ressoar por anos.

“É impossível que isso não tenha um efeito significativo no cálculo decisório da Rússia e da China”, disse Karako, que vem acompanhando os estoques de armamentos dos EUA. “Eles podem fazer algo bastante deliberado, no momento que escolherem, porque não se esqueçam, vamos levar anos para reconstituir os estoques.”

Em reuniões que antecederam a guerra contra o Irã, o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, informou o presidente sobre os riscos de recorrer ainda mais aos estoques já reduzidos, segundo duas autoridades com conhecimento das conversas. Ainda assim, Trump decidiu seguir em frente, acreditando que a guerra terminaria rapidamente. Um porta-voz de Caine se recusou a comentar suas conversas privadas com o presidente.

Depois de atacar o Irã ao lado de Israel em 28 de fevereiro, Trump prometeu várias vezes a vitória em poucas semanas. Mais de cinco meses depois, ele continua incapaz de dobrar Teerã à sua vontade, ou de encontrar uma forma de encerrar a guerra.

Diz-se que a escassez de munições teve um papel em convencer Trump a adiar uma grande campanha de bombardeios no fim do mês passado. Mas isso também mostra como a decisão do presidente de atacar o Irã deixou os EUA e seus aliados mais vulneráveis a outras ameaças.

O governo Trump tem trabalhado com fornecedores militares para tentar acelerar e expandir a produção. Mas mesmo levando em conta esses esforços, pode levar mais de dois anos para os EUA reporem os mais de 1.500 mísseis interceptadores de defesa aérea Patriot usados na guerra contra o Irã. O estoque atual desses mísseis é de menos de 1.700, segundo duas pessoas informadas sobre o aasunto que falaram sob condição de anonimato para discutir detalhes militares sensíveis.

Trump ficou enfurecido com as reportagens sobre a escassez de munições. Ele ordenou uma ampla caçada a vazamentos em todo o governo e está exigindo processos criminais. Ele disse a assessores, em privado, que qualquer discussão sobre a crise de munições sinaliza fraqueza aos inimigos do país, e continua, em público, a minimizar o problema, negar que ele exista ou culpar seu antecessor.

“Nossas empresas de defesa estão fabricando mais munições do que nunca, ao mesmo tempo em que expandem rapidamente suas fábricas e equipamentos em níveis recordes”, escreveu Leavitt em comunicado. “Qualquer pessoa que tenha acesso a informações militares sigilosas e as vaze para a imprensa está traindo essa confiança e violando a lei federal, e deve ser processada com todo o rigor.”

Sean Parnell, principal porta-voz do Pentágono, disse que as reportagens sobre escassez de armamentos são falsas, acrescentando que os EUA têm “tudo o que é necessário para atacar no momento e no lugar escolhidos pelo presidente”.

Estadão

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BTG/Nexus: Lula empata com Flávio e Caiado em projeção de 2° turno

 Montagem com fotos de Stuckert, Luis Nova e Kebec Nogueira

Nova rodada da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (10) aponta vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto no primeiro turno e um empate técnico entre ambos os candidatos no segundo turno, na disputa pela Presidência da República. O petista também empata tecnicamente em projeção de 2° turno com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

No primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 35%. A diferença entre os dois está fora da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento mostra estabilidade, dentro da margem de erro, entre os principais candidatos na comparação com a rodada anterior, divulgada em 3 de agosto, quando estavam tecnicamente empatados.

Naquela ocasião, Lula tinha 41% das intenções de voto (oscilou 1 ponto percentual para baixo na pesquisa desta segunda), contra 37% de Flávio Bolsonaro (2 pontos percentuais para baixo).

Em uma eventual disputa de segundo turno, o petista registra 47% das intenções de voto, contra 44% do candidato do PL – empate técnico. Lula também empata tecnicamente com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD): 46% x 42%.

Com informações do Metrópoles 

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Geral

O assessor do Planalto que abriu o Ministério da Saúde para Luchsinger

 Secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, o Berge era o 2° na hierarquia da pasta. Franklin Paz/Ministério da Saúde

Um episódio do começo de 2025 mostra como atuava no Ministério da Saúde a lobista Roberta Luchsinger, amiga do empresário e biólogo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Lula (PT). Segundo pessoas que conviveram com ela na pasta, Roberta se reunia com frequência com o então secretário-executivo do ministério, Swedenberger Barbosa, o Berge, e alegava ter influência sobre a liberação de recursos da saúde para Estados e municípios.

Berge foi o nº 2 na hierarquia do Ministério da Saúde de janeiro de 2023, no começo do terceiro mandato de Lula, até março de 2025, quando se tornou assessor da Presidência da República, despachando dentro do Palácio do Planalto.

Em março de 2025, pouco depois da posse de Alexandre Padilha como ministro da Saúde, um assessor dele foi procurado por um aliado do governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), a respeito de uma verba de R$ 40 milhões destinada ao Fundo Estadual de Saúde local.

O dinheiro estava retido porque a Comissão Intergestores Bipartite (CIB) local não tinha emitido a resolução necessária à liberação. Esse tipo de resolução é um acordo entre gestores estaduais e municipais sobre como será usado o dinheiro.

A verba tinha sido pedida a Padilha ainda em 2024, quando ele estava na Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência. O dinheiro foi empenhado (isto é, reservado), mas não tinha sido pago por conta da pendência. O empenho estava prestes a ser cancelado, pondo a verba a perder.

Ainda em março, o problema na CIB foi resolvido. A verba — uma parcela única destinada a procedimentos de média e alta complexidade — foi salva. O pagamento caiu na conta do Fundo Estadual maranhense no dia 4 de agosto de 2025.

Swedenberger Barbosa entra na história pouco depois disso. Segundo duas fontes ouvidas pela coluna, ele ligou para o governador Carlos Brandão — de dentro do gabinete da Presidência da República, onde já atuava — para informar que foi ele quem “liberou” os R$ 40 milhões. Segundo ele, a verba só saiu por causa dele e de Roberta Luchsinger. Procurado pela coluna, Carlos Brandão foi evasivo. Disse não ter “conhecimento sobre esse assunto”.

Enquanto esteve no Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa atuou para favorecer cidades governadas por prefeitos do PT ou de partidos aliados na distribuição de verbas da saúde.

Além de Swedenberger Barbosa, outro ex-assessor próximo de Lula que atuou na liberação das verbas foi Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Ex-chefe de gabinete de Lula, Marcola teve despesas pessoais suas pagas por Roberta Luchsinger. Ele nega irregularidades e diz que o dinheiro era parte de um empréstimo pessoal da lobista.

Metrópoles

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Sem Lula em debate, Flávio vira vidraça e PL veta participação

Foto: Wilton Junior/Estadão

A arena dos debates na TV começou neste domingo com os embates nos estados. Já na corrida presidencial, a largada será no próximo dia 23. No entanto, o confronto direto entre os dois principais adversários da disputa presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), não deve ocorrer no primeiro turno.

Teoricamente, o maior interesse em comparecer aos estúdios é da oposição, que necessita de espaço na mídia para desgastar a gestão atual. Mas, por ora, o PL veta, nos bastidores, a participação do filho “zero um” do ex-presidente Jair Bolsonaro se o petista não estiver presente.

A ausência do rival cria pontos de tensão para o grupo conservador. A análise é a seguinte: Com o presidente Lula presente, os holofotes se voltam contra a gestão atual, restando a Flávio Bolsonaro apenas alguns confrontos diretos com os outros postulantes ao cargo.

Sem Lula na bancada, o parlamentar fluminense pode atacar o governo livremente. Por outro lado, porém, passa a ser a principal vitrine do programa.

Concorrentes na corrida ao Planalto como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) podem mirar suas baterias contra o congressista do PL, cobrando inclusive o legado do governo de seu pai.

Outra observação levantada é que os outros opositores estão com pontuação baixa na pesquisa, sem chegar aos dois dígitos. Não haveria, portanto, uma necessidade de entrar neste confronto, até porque Flávio pode precisar de todos no segundo turno.

Até chegar o momento de Lula participar de debates, a expectativa é de que Flávio também já esteja mais treinado. Há uma preocupação sobre o preparo físico e emocional do candidato do PL para suportar a pressão do embate ao vivo.

Em 2016, Flávio passou mal e quase desmaiou durante um debate pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Dez anos depois, ele está mais calejado na política. No entanto, ainda não foi submetido a um teste de tamanha tensão nacional.

Passar mal novamente na televisão seria um vexame para a campanha. Sua ausência, contudo, geraria risco de transmitir sinal de fraqueza.

Para a candidatura de Lula, a ausência gera menor desgaste político. Embora a falta continue sendo um desrespeito ao eleitor, que merece o confronto de ideias para decidir seu voto.

Além disso, há um histórico consolidado de ausências. O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro faltou a encontros no primeiro turno de 2022, o que limita a margem para que o filho “Zero Um” explore a ausência do petista.

A pragmática história do boicote ao 1º turno

A recusa de candidatos à reeleição em participar de confrontos na TV no primeiro turno é uma tática consolidada no País desde a aprovação da emenda da reeleição, em 1997. O objetivo é sempre o mesmo: preservar a vantagem nas pesquisas e evitar servir de escada para os concorrentes.

  • Fernando Henrique Cardoso (1998): Ausentou-se de todos os debates no primeiro turno. A eleição foi liquidada sem a necessidade de um segundo turno.
  • Luiz Inácio Lula da Silva (2006): Faltou a todos os confrontos da primeira fase da campanha, inclusive aos promovidos por grandes redes como Band e TV Globo, retornando aos estúdios apenas no segundo turno.
  • Dilma Rousseff (2014): Quebrou o padrão dos antecessores e participou dos principais debates no primeiro e no segundo turno.
  • Jair Bolsonaro (2022): Adotou um modelo híbrido. Esteve presente nos debates da TV Bandeirantes e da TV Globo no primeiro turno, mas faltou aos confrontos organizados por pools de imprensa (como Veja/SBT/CNN e TV Aparecida). No segundo turno, compareceu a todos os embates.

    Estadão

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METRÓPOLES: Alfinetada de Robério Paulino dizendo que Allyson Bezerra é um ator e que quer “farmar aura” vira destaque nacional

Foto: Reprodução / Imagem Band RN

A alfinetada do professor Robério Paulino (PSol) dizendo que Allyson Bezerra (União Brasil) quer governar o Rio Grande do Norte “farmando aura” e fazendo “pirotecnia”, durante o debate na Band RN, neste domingo (9), foi destaque na imprensa nacional.

 

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O portal Metrópoles destacou o embate entre os dois candidatos. Robério Paulino também disse que Allyson Bezerra “é uma fantasia, um personagem e um ator sem propostas reais”.

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Eleições 2026

[VÍDEO] Álvaro afirma que Allyson fugiu de perguntas e vai ficar conhecido como “candidato da ilegalidade”

Imagem: Reprodução

No debate entre os candidatos a governador na Band RN, neste domingo (9), Álvaro Dias criticou Allyson Bezerra afirmando que o adversário deixou a maioria das perguntas sem resposta, principalmente quando questionado por que não forneceu as senhas dos celulares apreendidos pela Polícia Federal na casa dele em Mossoró durante a deflagração da Operação Mederi.

“Lamentar aqui o candidato Allyson não ter respondido às perguntas que nós fizemos e mais uma vez ter tergiversado, fugido das perguntas que nós fizemos. Quando perguntamos a ele sobre a senha do celular que ele negou à Polícia Federal, dentro da investigação da Operação Mederi, que é um dos maiores escândalos de corrupção da história do Rio Grande do Norte. Então, infelizmente, ele vai ficar conhecido como candidato da ilegalidade, porque recentemente cinco perfis foram derrubados porque faziam a propaganda antecipada do candidato”, criticou.

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