A diferença salarial entre homens e mulheres no Rio Grande do Norte alcançou uma média de R$ 304 em 2018, segundo as estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo com uma evolução de renda um pouco maior que a dos homens em seis anos, as mulheres continuam ganhando menos e a diferença aumentou. A renda média entre elas é de R$ 1.724. Entre os homens, o valor é de R$ 2 mil.
A diferença salarial existe em um quadro onde as mulheres são mais qualificadas que os homens, aponta o IBGE. 44,7% das mulheres residentes no Rio Grande do Norte possuem 12 anos ou mais de estudo, 8% a mais que os homens. “As mulheres recebem menos que os homens não pelo grau de instrução, porque as mulheres em geral são mais qualificadas, mas pela discriminação do mercado no cotidiano”, afirma Flávio Queiroz, do IBGE.
Na raiz desse problema, está, na avaliação da cientista social e integrante do Centro Feminista 8 de Março, Renata Castro, o problema de uma estrutura patriarcal, como a dupla jornada que as mulheres enfrentam e a relação das mulheres com o trabalho doméstico. “As mulheres são condicionadas ao trabalho doméstico, que não geram lucros diretamente, a não ser que a sua função fora de casa seja ligada a isso. Ou você não recebe por ele ou você recebe por ele em condições precárias”, diz.
Em 2012, a diferença na renda média salarial dos dois sexos era de R$ 191. A distância aumentou até 2018, apesar da evolução salarial das mulheres ter sido maior: 87,3%, contra 82,5% dos homens. “O crescimento menor dos homens decorre de uma situação mais difícil do emprego formal. Os homens estavam bem inseridos, principalmente no interior, mas a indústria do petróleo e da construção sofreram um decréscimo da geração de renda e também houve uma perda de empregos. As mulheres atuam sobretudo no setor de serviços, que não perdeu tanto emprego quanto o setor de indústria”, explica Flávio Queiroz, do IBGE, sobre o movimento do mercado nos últimos anos.
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TRIBUNA DO NORTE

Culpa do Bolsonaro
Kkkkkkk
Na construção civil, nos militares, no garimpo, caminhoneiros e Petroleiros não existe essa diferença salarial.