Política

‘Nós vamos buscar o comando do Orçamento’, diz Lira em entrevista

Há duas semanas no cargo de presidente da Câmara, o alagoano Arthur Lira (PP-AL) enfrentou seu primeiro “terremoto” político com a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). Lira sabe que o caso ainda não está encerrado, mas tem outras prioridades na cabeça: aprovar medidas que garantam ao Congresso o controle do Orçamento federal, acabando com a vinculação de verbas para qualquer área, incluindo Saúde e Educação. Em entrevista ao GLOBO na residência oficial na manhã de ontem, defendeu que haja um programa de auxílio permanente que não tenha as limitações do Bolsa Família e diz que há um contexto favorável para aprovar o mais rápido possível as reformas econômicas. Lira diz ainda que o problema da gestão do ministro da Saúde, Eduardo Pazzuello, é apenas de comunicação.

Como o senhor vê o empenho do governo em relação à aprovação de pautas econômicas?
O presidente da Câmara não tem a Câmara a seu dispor e nem é arauto da verbalização. Quem ouve e discute, entrega. Quem verbaliza, não entrega. Mas tem duas mensagens muito fortes: vamos buscar o comando do Orçamento. O Congresso hoje é um carimbador do Orçamento. O Orçamento vem pronto, todo pré-fixado, com 96% de despesas carimbadas. Defendo a desvinculação total do Orçamento. Eu defendo. Se o Congresso vai votar, se não vai votar… Aí a gente tem que ter o respeito de ouvir todos. A população tem de escolher o deputado: “Ah, eu quero que tenha no Orçamento 40% para educação”. Então a população vai votar em deputados que defendam a Educação.

O que é “buscar o comando do Orçamento”? Por que o Executivo é quem tem de tocar o Orçamento…
Aí é o erro do Brasil. Onde as maiores democracias são fortes? Onde o Orçamento é do Legislativo. Quem vai executar é o Executivo. Mas quem diz onde vai executar, quanto vai executar e em que área é o Legislativo.

Vai aumentar o Orçamento impositivo?
Não. Eu quero desvincular o Orçamento. Hoje, você tem orçamento que bota 25% pra educação, 30% pra saúde, “x” para penitenciárias, vem todo carimbadinho. Então, de 100% do Orçamento, 96% você não pode mexer.

Não é perigoso? Já há casos de governos estaduais que não cumprem o mínimo constitucional na Saúde.
Hoje governadores e prefeitos são obrigados a gastar dinheiro, jogando dinheiro fora, para cumprir o mínimo constitucional. Na Saúde tem recursos demais. O problema da Saúde é gestão. Não estou dizendo que com essa medida você vai tirar dinheiro, não (da Saúde e da Educação). Estou dizendo que, quando você desvincula, você mantém o Orçamento todo para a necessidade do país naquele momento. Então se no momento o Acre precisa de ajuda para enchentes, manda dinheiro para a Defesa Civil. O problema é a pandemia? Manda para a Saúde.

O senhor defende criação de um auxílio permanente para a população sem renda?
Isso. Que é um irmão gêmeo do Bolsa Família, só que mais aprimorado. Porque o Bolsa Família só faz transferência de renda, não é inclusivo. O cara que está no Bolsa Família recebe R$ 190 e vive na clandestinidade. Ele nunca vai ter um emprego formal, porque se ele tiver, ele sai do programa. Esse novo programa que discutimos lá atrás é um pouco mais bem remunerado, com a quantidade de pessoas possível, em um determinado parâmetro, que será inclusivo.

As reformas administrativa e tributária serão votadas ainda neste ano?
Sou otimista por natureza. Todas as reformas têm que ser aprovadas em 2021. Meu calendário é o seguinte: votamos a Emergencial e o Pacto Federativo nesses próximos 30, 40 dias, tanto no Senado quanto na Câmara. A Administrativa, na semana que vem espero instalar as comissões. A Tributária, o acerto que nós fizemos foi agora, entre os dias 25 e 28, ler o relatório da comissão mista. Em qualquer perspectiva, era muito mais fácil você ter a aprovação de reformas nos dois primeiros anos do mandato. Mas esse terceiro ano está, assim, uma safra de vinho muito boa. O presidente do Senado que tem um relacionamento muito bom com o da Câmara, que tem um relacionamento muito bom com o presidente da República, que está construindo um relacionamento muito bom com o Judiciário. Qual a safra do presidente Bolsonaro de 2021? É um cara que está negando vacina? É um cara que é antidemocrático? É um cara que pensou em segurar o Banco Central? Não.

Em 2020, o presidente negava a vacina.
Em 2021, como é que está? Eu tenho que falar de 2021. Vocês sabem que o presidente tem algumas resistências com relação às reformas. Mas está extremamente democrático para ouvir. Então a safra do presidente de 2021 é extremamente agradável para que tudo isso aconteça.

O ministro Pazuello não demorou a impulsionar a compra de vacinas?
O ministro Pazuello se comunica muito mal. Eu costumo dizer que, se a gente tivesse o Mandetta comunicando e o Pazuello trabalhando, a gente tinha a dupla ideal. Quando você conversa com prefeitos e governadores, prefeitos de capitais, ninguém se queixa do Ministério da Saúde. Agora, se comunica muito mal. Para essa questão da vacina e do vírus, nós não temos uma receita de bolo. Você não pode ser condenado porque foi de um jeito ou de outro. Precisa trabalhar todo mundo junto.

Por isso o senhor diz que não é hora de abrir uma CPI para apurar a condução da pandemia pelo governo?
Eu tenho certeza de que não é. Por todas as informações que nós temos, se ela for focada no Amazonas, não vai pegar o ministério. Vai pegar o governador, o prefeito, o gestor que fez besteira, o outro que furou a fila, que desviou dinheiro. A gente vai parar o Congresso para falar de uma CPI para analisar quem está errando e para tudo. É sem cabimento, na minha visão.

Há a expectativa de, após se aliar a Bolsonaro, o Centrão reivindicar mais espaço no governo. E que o grupo defende menos espaço para os militares. Como o senhor vê?
A gente vive num governo de coalizão. O governo que chegou com mais de 50 milhões de votos faz 50 deputados, que é um número expressivo na Câmara, mas é 10% dos parlamentares. Então, o governo de coalizão é isso. De divisão de atribuição. Se o Legislativo executa e o Executivo legisla, isso não é bom. Talvez a cláusula de barreira, que foi tratada lá atrás, e deveria não ter tido a interferência que o Supremo teve, já teria resolvido esse assunto com menos partidos, menos discussões de espaço. Mas acho que a nossa atuação hoje, tenho que falar do Arthur Lira safra 2021, presidente da Câmara. Não importa a minha opinião como líder em 2020 líder ou como presidente de comissão em 2015 presidente de comissão. Qual foi a sinalização dada de que os partidos de centro querem avançar em cargos? Qual é a solicitação neste ponto? Não estamos discutindo isso. Estamos discutindo, para a surpresa de todos, a reforma tributária, administrativa, reforma emergencial, pacto federativo…

Há a indicação recente, por exemplo, do Republicanos ao Ministério da Cidadania.
Como teve um general indicado ontem (à Petrobras). Como terá amanhã um senador indicado. São cargos de indicação do presidente.

O senhor é réu em dois processos no STF. E preside a Câmara. Vai perguntar ao STF se tem direito a assumir a Presidência na vacância de Bolsonaro e de Mourão?
Vou responder juridicamente a uma coisa que a imprensa trata de maneira equivocada. A pessoa vira réu quando não tem mais nenhum tipo de decisão a ser tratada quando de uma recepção de denúncia que abre ação penal. Não tenho nenhuma ação penal instaurada no Supremo. Então não sou réu. (O STF já aceitou duas denúncias da PGR contra Lira, mas a defesa ainda contesta essas decisões).

Se Bolsonaro e o vice Mourão viajarem hoje, então o senhor pode sentar na cadeira?
Posso.

O governador do Rio, Cláudio Castro, quer que o senhor seja o “patrono” do acordo dos royalties do petróleo. A partilha entre estados produtores e não produtores é um tema espinhoso. Como pretende atuar?
Todo brasileiro tem o Rio como segunda casa. É o cartão postal do Brasil. E o estado sofre muito com essa política de ICMS. É a segunda ou terceira economia do Brasil e apenas a décima sétima em arrecadação. Então a reforma tributária pode dar chance para que isso seja revisto, além dessa discussão da partilha que está parada há muitos anos e será incluída no Pacto Federativo. É uma questão muito séria. O governador Castro merece toda a nossa atenção. E vai ter. Disse a ele que, como presidente da Câmara, vou servir de ponte nessa negociação. Tendemos a conseguir chegar a um ponto em comum entre os estados, mas não será fácil.

O GLOBO

Opinião dos leitores

    1. Eu mesmo q não boto a mão no fogo. Agora se ele pautar as PECs e principalmente de 2 instância aí eu diria q o cabra é comprometido.

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[VÍDEO] FLÁVIO BOLSONARO: “ministros do STF não podem ser agentes políticos do governo Lula”

Durante ato de campanha em Americana (SP), neste sábado (3), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a Corte precisa deixar de atuar como uma “delegacia de polícia”. Flávio acusou, sem citar nominalmente ministros, integrantes do Supremo de atuarem como “agentes políticos” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Ministros do STF não podem ser assessores, ministros do STF não podem ser agentes políticos do governo Lula e nem de nenhum outro viés ideológico”, declarou. O candidato também criticou decisões que, segundo ele, favoreceriam Lula. “Temos os amigos do Lula fazendo de tudo, dando canetada para tentar ajudar o Lula a se reeleger”, afirmou.

Flávio ainda defendeu mudanças na composição do STF e disse que, caso seja eleito, indicará ministros que, segundo ele, “respeitam a Constituição”. Ele também voltou a defender o fim da reeleição presidencial e afirmou que pretende cumprir apenas um mandato caso chegue à Presidência.

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[REVISTA OESTE] Golpe em gestação: Ministros apontam articulação de ala de Gilmar Mendes para contestar a eleição se Flávio Bolsonaro ganhar

Foto: Igo Estrela / Getty Images
Por Cristyan Costa para a Revista Oeste
 
“Independência, equilíbrio e prudência.” Nunes Marques escolheu essas três palavras para anunciar como pretendia conduzir as eleições de 2026. Era 12 de maio, e o ministro assumia a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma defesa da liberdade de expressão e uma advertência: combater ameaças à democracia não autorizava “excessos incompatíveis com o Estado democrático de Direito”. Quatro anos antes, sob Alexandre de Moraes, o tribunal havia suspendido a divulgação de um documentário da Brasil Paralelo até depois do segundo turno. Agora, o novo presidente prometia contenção. Restava saber quanto espaço teria para praticá-la.
 
No Supremo Tribunal Federal (STF), a promessa encontrou desconfiança. Segundo apurou Oeste, uma ala da Corte discutia rever decisões da Justiça Eleitoral caso considerasse insuficiente a atuação de Nunes Marques e de seu vice, André Mendonça. A convivência tinha os contornos de uma trégua sob vigilância. Em junho, no programa Roda Viva, Gilmar Mendes tornou pública a disposição do Supremo de atuar como instância revisora diante de eventual parcialidade do TSE.
 
Nos meses seguintes, aquilo que parecia uma divergência jurídica começou a ganhar forma concreta em processos, liminares e decisões contraditórias. Na reta final da campanha, porém, três ministros ouvidos pela reportagem passaram a enxergar algo maior. Para eles, uma ala do Supremo prepara as condições jurídicas e políticas para que a disputa sobre os limites da Justiça Eleitoral não termine com a apuração dos votos. Caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença Lula, a batalha seguinte poderá ser pela legitimidade do próprio resultado.
Construção da narrativa
 
Na avaliação dessas fontes, o núcleo político da eventual contestação já está à vista: a suspeita de “interferência estrangeira” na campanha brasileira. Uma iniciativa do PT ajuda a entender por quê. Em 23 de setembro, o partido pediu ao ministro Flávio Dino uma investigação sobre uma possível atuação do governo de Donald Trump em favor de Flávio Bolsonaro. O pedido não foi apresentado em uma ação eleitoral. Entrou em um processo sobre a barragem de Mariana, em Minas Gerais, que já estava sob a relatoria de Dino. A escolha do caminho não era irrelevante. Naquela mesma ação, Dino havia estabelecido meses antes que decisões judiciais estrangeiras referentes ao Brasil só poderiam produzir efeitos no país mediante autorização do Supremo — uma reação às sanções impostas com base na Lei Magnitsky. O PT pediu que essa proteção fosse transportada para a eleição presidencial e alcançasse votação, apuração, proclamação do resultado e até diplomação do vencedor pelo TSE. “São bons de narrativa”, disse a Oeste um ministro, sob reserva. “Querem uma justificativa para questionar a vitória do adversário de Lula e esvaziar o TSE.”
 
O partido também requereu a abertura de investigação pela Polícia Federal e acesso a relatórios da Agência Brasileira de Inteligência. Pediu ainda que fossem avaliadas buscas no comitê de Flávio Bolsonaro e na sede nacional do PL, além de quebras de sigilo, mediante representação policial ou requerimento do Ministério Público. A petição cita relações com a organização norte-americana Rockbridge Network, publicidade no exterior favorável ao candidato e conteúdos utilizados por estruturas ligadas ao PL. O próprio documento, contudo, reconhece que o eventual financiamento estrangeiro precisa ser comprovado. Contatos internacionais, manifestações políticas e publicações produzidas no exterior, isoladamente, não demonstram que uma candidatura recebeu recursos ilegais.
 
É precisamente nesse espaço entre suspeita e prova que está a preocupação dos ministros ouvidos por Oeste. Uma investigação pode comprovar uma irregularidade. Pode também demonstrar que ela nunca existiu. O temor das fontes é outro: que a acusação adquira força política antes de qualquer conclusão e sobreviva até depois da contagem dos votos. A hipótese dos ministros é que, diante de uma derrota de Lula, a discussão deixe de ser apenas sobre propaganda, abuso de poder ou financiamento de campanha e se transforme em uma questão de soberania nacional. Nesse cenário, a controvérsia sairia da Justiça Eleitoral e chegaria ao Supremo com uma pergunta muito mais grave: uma vitória obtida sob alegada influência estrangeira poderia ser reconhecida? É esse salto — da fiscalização da campanha para a contestação do resultado — que dá dimensão à disputa em curso.
 
Disputa de poder
 
Outros processos das últimas semanas ajudam a compreender por que os ministros levam essa hipótese a sério. Em 25 de setembro, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, determinou a retirada de publicações ligadas à informação falsa de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A ordem atingiu uma publicação do humorista Antonio Tabet. Para contestá-la, Tabet não abriu uma nova ação no TSE nem esperou o julgamento do colegiado eleitoral. Procurou Flávio Dino no Supremo e pediu que o ministro estendesse à publicação os efeitos de uma decisão tomada meses antes em outro caso — um processo envolvendo um vídeo sobre a inelegibilidade do ex-deputado Deltan Dallagnol.
 
Uma ação originada de uma disputa eleitoral no Paraná recebia, assim, um conflito da campanha presidencial. Dino acolheu o pedido e suspendeu a ordem de Mendonça antes de o TSE concluir o julgamento. A defesa de Flávio reagiu pelo mesmo caminho: recorreu a Luiz Fux em outra ação já existente no Supremo. Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a determinação da Justiça Eleitoral. Dentro do próprio STF, portanto, duas decisões individuais apontavam em sentidos opostos sobre uma controvérsia que estava sob análise do TSE.
 
O tribunal eleitoral resolveu a questão em 30 de setembro. Manteve a retirada das informações falsas, mas preservou o post de Tabet depois de Mendonça ajustar seu voto. No dia seguinte, Dino reconheceu que seu processo havia perdido o objeto. Fez, contudo, uma ressalva: em questões constitucionais, a última palavra continuaria pertencendo ao Supremo. O episódio terminou. A disputa institucional, não. Antes disso, o Bolsa Família já havia mostrado como uma questão com impacto direto na campanha poderia sair da órbita do TSE. Em 18 de setembro, a pedido da Advocacia-Geral da União, o decano do STF reconheceu a legalidade do reajuste de 15% anunciado por Lula na véspera. Faltavam pouco mais de duas semanas para o primeiro turno. Gilmar decidiu dentro de um processo sobre a implementação da renda básica. Considerou que o aumento cumpria determinação anterior do Supremo e recompunha a inflação. Segundo apurou Oeste, integrantes da cúpula do TSE se irritaram com a iniciativa por entender que uma discussão sobre os limites eleitorais do reajuste deveria ocorrer na Justiça Eleitoral. O padrão se repetia: uma controvérsia surgida no meio da campanha era levada ao Supremo por meio de um processo aberto originalmente para discutir outro assunto.
 
Movimentos semelhantes apareceram nos Estados. Em Roraima, uma decisão de Dino sobre prazos de desincompatibilização afetou o registro de Arthur Henrique, candidato do PL apoiado por Flávio Bolsonaro. No Rio de Janeiro, um impasse no Supremo interferiu na sucessão temporária do governo estadual. No Ceará, Floriano de Azevedo Marques impôs restrições a adversários do governador petista Elmano de Freitas, decisão posteriormente suspensa por Mendonça. Os casos têm objetos, personagens e fundamentos diferentes. Não demonstram, isoladamente, uma articulação nacional. Para os três ministros ouvidos por Oeste, porém, ajudam a revelar algo que consideram decisivo: o Supremo já encontrou caminhos processuais para interferir em controvérsias eleitorais enquanto elas ainda estavam submetidas ao TSE.
 
Depois das urnas
 
É aqui que a preocupação muda de escala. Até agora, as intervenções atingiram publicações, registro de candidatura, acesso a recursos partidários, propaganda eleitoral e decisões administrativas com consequência política. A hipótese discutida nos bastidores do Supremo é que o mesmo mecanismo seja utilizado, depois da votação, sobre um objeto incomparavelmente maior: o resultado da eleição presidencial.
 
Na avaliação das fontes, a narrativa de interferência estrangeira daria o fundamento político dessa mudança. A disposição do STF de rever atos do TSE forneceria o caminho jurídico. Os pedidos já apresentados ao Supremo proporcionariam os processos. Faltaria o fato capaz de reunir essas peças: uma derrota de Lula. Se Flávio vencer, dizem os ministros ouvidos pela reportagem, a alegação de ingerência norte-americana poderia deslocar a discussão da contagem dos votos para as condições em que eles foram conquistados. O argumento deixaria de ser apenas o de proteger uma campanha contra uma ameaça estrangeira. Poderia servir para questionar a legitimidade da vitória do adversário.
 
Esse ponto é importante porque uma eleição presidencial não pode ser anulada apenas por suspeitas políticas. Seria necessário transformar a acusação em questão jurídica, apontar fatos, estabelecer nexo com a campanha e demonstrar consequência suficiente para comprometer a legitimidade do pleito. É justamente essa distância entre o discurso político e a consequência jurídica que torna decisivo o que ocorrerá depois do primeiro turno. Os três ministros consultados por Oeste não dizem que exista, hoje, uma decisão tomada para impedir a posse de Flávio Bolsonaro. O que afirmam é que estão sendo construídos argumentos, precedentes e vias processuais que poderiam ser acionados caso Lula seja derrotado.
 
Essa distinção precisa permanecer clara. A petição do PT não comprova uma operação para invalidar as eleições. As decisões de Dino, Gilmar ou outros ministros tampouco demonstram, isoladamente, uma ação coordenada. O alerta decorre da combinação desses movimentos e da leitura feita por integrantes da própria Corte sobre onde eles podem desembocar.
 
Na posse de maio, Nunes Marques prometeu independência, equilíbrio e prudência. Às vésperas da votação, porém, a disputa já ultrapassa os limites de sua presidência no TSE. O que está em jogo, na avaliação dos ministros ouvidos por Oeste, é saber se a autoridade da Justiça Eleitoral continuará valendo quando proclamar um vencedor que uma ala do Supremo não deseja. Se a hipótese dessas fontes se confirmar, a intervenção terá mudado de natureza. Deixará de servir apenas para rever decisões tomadas durante a campanha e alcançará a própria escolha feita nas urnas. A suspeita de interferência estrangeira poderá fornecer o argumento; os processos já abertos, o caminho; e o Supremo, a instância encarregada de decidir até onde vale o resultado proclamado pelo TSE. Nesse cenário, a eleição não terminaria com a contagem dos votos. O eleitor elegeria o presidente, mas a escolha permaneceria sujeita à aprovação de ministros que não receberam um único voto. A vontade popular deixaria de ser soberana. Entre a decisão das urnas e o exercício do poder, estaria a toga.
Revista Oeste

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Caravana 22 reúne Álvaro Dias, Paulinho Freire, Styvenson e lideranças em grande mobilização na Zona Norte de Natal

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), percorreu, neste sábado (3), bairros da Zona Norte de Natal em mais uma grande mobilização da Caravana 22. A carreata, formada por carros e motocicletas, saiu da Avenida Itapetinga, em frente à Lagoa de Santarém, e percorreu ruas e avenidas da região reunindo apoiadores, candidatos e lideranças políticas.

A mobilização contou com a presença do prefeito de Natal, Paulinho Freire; da vice-prefeita Joanna Guerra; do senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim; do presidente eleito da Câmara Municipal de Natal, Aldo Clemente; das candidatas a deputada federal Nina Souza, Carla Dickson e Gabi Trajano; dos candidatos a deputado estadual Anne Lagartixa, Eriko Jácome, Léo Souza, Sargento Manassés e Davi Fernandes; além dos vereadores Irapoã Nóbrega, Kleber Fernandes, Luciano Nascimento, Subtenente Eliabe, Herberth Sena, Daniel Santiago e Preto Aquino.

A passagem da Caravana 22 pela Zona Norte marcou mais um ato de rua de Álvaro na reta final da campanha. Ainda neste sábado, o candidato segue para Mossoró, onde participa, às 18h22, da tradicional Descida do Alto de São Manoel, ao lado de Styvenson Valentim e do candidato ao Senado Coronel Hélio.

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Hospital Municipal de Natal São Padre Pio inicia acolhimento em enfermaria adulta

A partir desta sexta-feira (2), o Hospital Municipal de Natal São Padre Pio iniciou uma nova etapa nos seus atendimentos com a abertura dos leitos de enfermaria clínica médica adulta. As admissões são um marco para a rede de Urgência e Emergência da capital, o que vai auxiliar no fluxo, principalmente dos pacientes aguardando transferências nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) da capital.

A estrutura conta com 17 leitos de enfermaria clínica médica adulta, que auxiliam na internação de pacientes não graves, mas que precisam de cuidados médicos e de enfermagem contínuos.

Nesse primeiro momento foram admitidos os três primeiros pacientes, transferidos das UPAs Potengi e Satélite. A partir deste sábado (3), novos pacientes começam a dar entrada no bocal e a previsão é que as próximas transferências aconteçam de forma contínua, de acordo com a capacidade do hospital.

O prefeito Paulinho Freire reforça a importância do novo equipamento. “É uma alegria enorme ver os pacientes natalenses sendo bem assistidos em um equipamento grandioso como o nosso novo hospital. Esse é um marco histórico e vamos cada vez mais atuar para ampliar a assistência à população”, disse.

Para o secretário Municipal de Saúde de Natal, Geraldo Pinho, o momento é um grande marco para a saúde da capital. “Ontem, por volta das 23h, recebemos os primeiros pacientes adultos no hospital. Quero dizer que a população fique orgulhosa e esperançosa de que o novo hospital está funcionando e, em breve, estaremos com os leitos de UTI e realizando cirurgias também, o que vai melhorar ainda mais a saúde na capital”, falou.

O secretário reforça que, neste primeiro momento, o hospital funciona totalmente de porta fechada. Todos os pacientes que estão no local, seja para internação de enfermaria, ou os pacientes que estão entrando para fazer exames eletivos, estão sendo admitidos por regulação. “A regulação municipal chama os pacientes que estão nas UPAs, como também chama os pacientes eletivos para fazer seus exames”, explicou.

Hospital Municipal de Natal São Padre Pio

O Hospital Municipal de Natal São Padre Pio começou a receber pacientes de forma gradual. Na primeira etapa, funcionaram a enfermaria pediátrica e o Centro de Diagnóstico por Imagem, com realização de exames de ecocardiograma e ultrassonografia para pacientes regulados o que já contribuiu para zerar a fila de espera ecocardiogramas pediátricos para crianças e adolescentes de até 15 anos.

Entre as próximas etapas está a abertura dos leitos de UTI, além da instalação de equipamentos como tomógrafo e aparelho de raio-X fixo e posteriormente as atividades do centro cirúrgico.

A expectativa é que a primeira etapa de implantação do hospital seja concluída até o fim do mês de outubro.

Quando estiver em pleno funcionamento, a estrutura contará com diferentes serviços e especialidades, incluindo atendimento neonatal, ginecológico e obstétrico, centro cirúrgico, centro de diagnóstico e atendimento 24 horas para situações de maior complexidade.

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Faltando 24 horas: Pesquisa ITEM coloca Taveira Júnior entre os 24 mais citados para deputado estadual

O deputado estadual e candidato à reeleição Taveira Júnior (PSDB) aparece entre os 24 nomes mais citados para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em pesquisa do ITEM divulgada pela Rádio Difusora de Mossoró. No levantamento espontâneo, Taveira registra 1,4% das intenções de voto e ocupa a 22ª colocação.

A pesquisa ouviu 1.250 eleitores em 60 municípios, distribuídos pelas 12 macrorregiões do Rio Grande do Norte, entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de 2,77 pontos percentuais.

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PESQUISA CNT-MDA/VOTOS VÁLIDOS: Lula tem 47,8% e Flávio Bolsonaro cresce 7 pontos percentuais e chega a 42,1% no 1º turno

Fotos: Estadão Conteúdo / Senado

A nova pesquisa CNT/MDA mostra Lula (PT) com 47,8% dos votos válidos no primeiro turno da eleição presidencial, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 42,1%.

Em relação ao levantamento realizado pelo instituto em setembro, Lula avançou 1 ponto percentual, enquanto Flávio cresceu 7 pontos.

Na sequência aparecem Augusto Cury (Avante), com 3,6%, Ronaldo Caiado (PSD), com 3,4%, Renan Santos (Missão), com 1,7%, e Romeu Zema (Novo), com 0,9%. Os demais candidatos, somados, representam 0,6% e foram agrupados na categoria “Outros”.

A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 eleitores, entre os dias 29 de setembro e 02 de outubro, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Confederação Nacional do Transporte e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04756/2026.

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PESQUISA CNT/MDA: Lula tem 47,3% contra 43,1% de Flávio no 2º turno

Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado

Na véspera do primeiro turno, uma nova pesquisa CNT/MDA aponta Lula (PT) com 47,3% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 43,1%. A pesquisa foi divulgada neste sábado (3).

A diferença é de 4,2 pontos percentuais. Como a margem de erro é de 2,2 pontos, o cenário configura empate técnico. Segundo o levantamento, 7,6% dos entrevistados votariam em branco ou nulo, enquanto 1,9% não soube ou não respondeu.

A CNT/MDA entrevistou 2.007 eleitores em todo o país, entre os dias 30 de setembro e 02 de outubro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04756/2026.

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PESQUISA GERP: Flávio Bolsonaro tem 49% contra 44% de Lula no 2º turno

Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado/Ricardo Stuckert/PR

Pesquisa Gerp divulgada neste sábado (3) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 49% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aparece com 44%.

Outros 6% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois, enquanto 1% não soube ou não respondeu.

No primeiro turno, considerando os votos válidos, Flávio aparece com 46% e Lula com 44%, segundo o instituto. Os 2 estão tecnicamente empatados nesse recorte.

Primeiro turno (votos válidos):

  • Flávio Bolsonaro (PL) – 46%;
  • Lula (PT) – 44%;
  • Augusto Cury (Avante) – 4%;
  • Ronaldo Caiado (PSD) – 3%;
  • Renan Santos (Missão) – 2%;
  • Samara Martins (UP) – 1%;
  • Edmilson Costa (PCB) – 0%;
  • Rui Costa Pimenta (PCO) – 0%;
  • Romeu Zema (Novo) – 0%;
  • Leonardo Avalanche (PRTB) – 0%;
  • Hertz Dias (PSTU) – 0%;
  • Wilson Grassi (Democrata) – 0%;
  • Clariana Barão (DC) – 0%.

A Gerp entrevistou 2.400 eleitores de 30 de setembro a 2 de outubro de 2026 em todo o país. A pesquisa foi realizada por telefone e tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95,55%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00509/2026. A pesquisa custou R$ 20.000 e foi paga com recursos próprios.

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Getúlio Rêgo agradece apoio dos potiguares e reafirma compromisso com a população na reta final da campanha

Na véspera da eleição, candidato destaca trajetória na medicina e no Parlamento e garante que manterá o atendimento direto aos cidadãos

Na reta final da campanha para deputado estadual, Getúlio Rêgo agradeceu as manifestações de carinho e apoio recebidas ao longo das últimas semanas e reafirmou seu compromisso com a população potiguar. Ao avaliar a caminhada até a eleição deste domingo (4), destacou que a confiança construída durante sua trajetória como médico e parlamentar é o principal patrimônio de sua vida pública.

Os encontros nas ruas, os abraços e os apertos de mão marcaram uma campanha sustentada, segundo Getúlio, pelo reconhecimento do trabalho realizado. Com 55 anos de atuação na medicina e uma trajetória de 40 anos como deputado, ele ressaltou os vínculos de amizade e a presença permanente junto às famílias, especialmente na região Oeste.

A proximidade com a população foi um dos pontos centrais de sua avaliação. Getúlio lembrou que sempre manteve contato direto com os cidadãos, incluindo moradores das comunidades rurais mais distantes. O diálogo, antes realizado principalmente por telefone, ganhou também o alcance das redes sociais, pelas quais recebe demandas e responde às mensagens conforme a disponibilidade entre os atendimentos e compromissos.

Para o candidato, essa relação representa uma responsabilidade que se renova a cada manifestação de confiança. Getúlio destacou que nunca deixou de exercer a medicina e que continua com disposição para atender no consultório e na sala de cirurgia, mantendo o cuidado com as pessoas como parte de sua rotina.

“O povo é credor, e eu vou ser sempre devedor. O mandato que você vai me dar vai pertencer a você”, afirmou.

Ao dirigir sua mensagem aos eleitores que ainda estão indecisos, Getúlio pediu que considerem sua trajetória, sua experiência e o compromisso de manter as portas abertas à população. Reafirmou que, caso eleito, o gabinete na Assembleia Legislativa será um espaço de acolhimento, diálogo e encaminhamento das necessidades dos potiguares.

Getúlio encerrou sua avaliação agradecendo a confiança recebida e reforçando que pretende continuar trabalhando com integridade, honestidade e disposição, tanto na atividade médica quanto na representação política.

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Robson Carvalho chega à reta final como a campanha que mais cresce na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do RN

Últimas pesquisas reforçam avanço da candidatura, que ganha força em todo o Rio Grande do Norte e transforma o sentimento das ruas em crescimento nas intenções de voto.

Nas vésperas da eleição, a campanha de Robson Carvalho entra na reta final embalada por um forte movimento de crescimento em todo o Rio Grande do Norte. As duas pesquisas mais recentes divulgadas sobre a disputa para deputado estadual colocam o candidato entre os nomes de maior destaque, fortalecendo uma percepção que já vinha sendo sentida durante as agendas de campanha: Robson cresce, amplia sua presença no Estado e chega a um crescimento extraordinário aos momentos decisivos da eleição.

Na pesquisa Exatus/Agora RN, Robson Carvalho aparece entre os nomes mais citados para deputado estadual, com 2,48% das intenções espontâneas, figurando numericamente na 5ª colocação geral.

O resultado se soma à sequência de pesquisas do Instituto Media/O Potengi que já vinha mostrando Robson entre os primeiros colocados. Na rodada realizada entre 21 e 25 de setembro, ele apareceu com 2,90%, entre os quatro maiores percentuais numéricos registrados naquele levantamento. Uma semana antes, havia alcançado 3% das citações espontâneas e na mais recente atinge a surpreendente marca de 2º colocado no geral.

Para a campanha, os números traduzem aquilo que vem sendo percebido nas ruas durante as últimas semanas: um sentimento crescente de confiança, renovação e desejo de levar para todo o Rio Grande do Norte um trabalho que já apresenta resultados em Natal.

Nas caminhadas, reuniões e encontros realizados pelo Estado, a recepção à candidatura ganhou intensidade. É esse movimento que a campanha define como “a campanha que mais cresce nesta reta final” impulsionada principalmente pela mobilização espontânea de apoiadores e pela multiplicação do voto.

“Por onde a gente passa, o sentimento é o mesmo. As pessoas conhecem o nosso trabalho, acreditam no que construímos e querem que ele chegue a todo o Rio Grande do Norte. As pesquisas começam a refletir aquilo que a gente já vinha sentindo nas ruas. Mas não existe eleição ganha. Agora é hora de multiplicar ainda mais, conversar com a família, com os amigos, com os vizinhos e lutar por cada voto até o último segundo”, afirma Robson Carvalho.”

A candidatura tem apresentado como principais bandeiras a causa animal, a geração de oportunidades para jovens para seu primeiro emprego, a inclusão, a atenção às pessoas que mais precisam e a ampliação para todo o Estado de iniciativas defendidas durante sua atuação política.

Na reta final, a estratégia é intensificar a mobilização nas ruas e principalmente nas redes sociais. A avaliação da campanha é de que, diante de candidaturas apoiadas por estruturas políticas tradicionais, a força de Robson está justamente na participação das pessoas e na capacidade de transformar cada apoiador em um multiplicador.

Chegamos até aqui com muito trabalho, pé no chão e com as pessoas acreditando nesse projeto. Agora precisamos transformar todo esse sentimento das ruas em voto. É multiplicar até o último segundo. Vamos fazer história com o apoio popular”, reforça Robson Carvalho.

Dados das pesquisas: A pesquisa Exatus/Agora RN ouviu 1.500 eleitores entre os dias 28 e 30 de setembro de 2026, com margem de erro de 2,53 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números RN-08811/2026 e BR-00242/2026. Já a pesquisa Media/O Potengi ouviu 2.000 eleitores entre os dias 21 e 25 de setembro de 2026, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, registrada sob o número RN-05948/2026. O Potengi.

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