O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte se manifestou com uma nota, nesta quarta-feira, sobre o episódio envolvendo a jornalista potiguar Micheline Borges e médicas cubanas que desembarcaram no Brasil nos últimos dias para participar do programa “Mais Médicos”. A entidade reprovou a atitude da jornalista.
Para o sindicato, Micheline teve uma “postura equivocada” e faltou com zelo e respeito com as profissionais de Cuba. A nota diz ainda que a categoria de jornalistas não admite “nenhum tipo de preconceito” e, no fim, presta solidariedade às medicas e às empregadas domésticas.
Micheline Borges ganhou repercussão nacional negativa ao postar ontem em sua página no Facebook a seguinte mensagem:
“Me perdoem se for preconceito, mas essas médicas cubanas tem uma Cara de empregada doméstica. Será que São médicas Mesmo? Afe que terrível. Médico, geralmente, tem postura, tem cara de médico, se impõe a partir da aparência…Coitada da nossa população. Será que eles entendem de dengue? Febre amarela? Deus proteja O nosso povo! (sic)”.
Por causa da reação negativa das pessoas quanto ao teor da mensagem, Micheline encerrou sua conta no Facebook e também no Twitter.
Confira a nota na íntegra do Sindjorn/RN:
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte defende irrestritamente o jornalismo responsável e o exercício livre da profissão. Priorizamos nossa atuação na vigilância constante a toda e qualquer tentativa de cercear o direito de imprensa e de opinião. Todavia, não podemos admitir nenhum tipo de preconceito, muito menos partindo de colegas.
O Sindjorn lamenta a postura equivocada, a falta de zelo e respeito da jornalista Micheline Borges no caso envolvendo as médicas cubanas. Também prestamos nossa solidariedade a estas profissionais, bem como às empregadas domésticas. Todo trabalhador merece respeito, independente da classe.
A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais.
Gráfico
Mentalidade primitiva, atrasada e idiota.
A jornalista já se desculpou publicamente quanto a esse episódio. Qualquer tentativa de execração pública contra a sua pessoa, não passa de puro sensacionalismo. Deixemos de ser hipócritas. Atire a primeira pedra quem nunca errou.
Lamentável opinião dessa jornalista! Não só demonstrou ser preconceituosa e racista como também de não possuir autocrítica – quando coloca em dúvida o conhecimento de medicinas das profissionais cubanas….por q, na minha opinião, mesmo sendo em sua página pessoal deveria ter mais cuidado com sua opinião de conteúdo discriminatórios , afinal, é uma jornalista…
O sindjorn esqueceu de dizer que ela não estava no exercício da profissão quando falou essa besteira, e que o perfil do facebook é pessoal dela, e ela tem direito de dizer o que quiser, estando preparada para as consequências.
Todas as instituições do nosso País estão doentes, inclusive a imprensa, como se vê nesse episódio.
Cadê o ministério público do RN? Cabe sim uma denúncia contra essa racista!