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‘Nova Guerra Fria’: alta da tensão EUA-China envolve consulados, vacinas e até TikTok

Bandeira dos Estados Unidos cobre parte de um retrato do ex-presidente chinês Mao Tsé-Tung diante da Porta de Tiananmen durante visita do presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim, na China — Foto: Damir Sagolj/Reuters

A determinação dos Estados Unidos em 22 de julho de fechamento do consulado da China na cidade de Houston, no Texas, e a consequente ordem de Pequim em 24 de julho para fechar o consulado norte-americano na cidade de Chengdu, no sudoeste do país asiático, são o mais recente desentendimento entre os dois países. A ofensiva mútua é parte de uma série de disputas econômicas e políticas que têm ocorrido nos últimos anos e meses entre as duas potências.

As tensões aumentam quase diariamente, e especialistas chegam a falar em uma “nova Guerra Fria” desde que administração do presidente Donald Trump se tornou mais agressiva com os chineses. Os estudiosos veem diferenças históricas importantes na comparação com a disputa entre os EUA e a União Soviética do pós-Segunda Guerra, mas acreditam que Estados Unidos e China estão entrando em território perigoso.

Relembre desentendimentos recentes entre os dois países:

Fechamento de consulados

Em 22 de julho, os Estados Unidos determinaram o fechamento do consulado da China em Houston, no Texas, no prazo de até 72 horas. O Departamento de Estado americano afirmou que a medida tinha o objetivo de proteger a “propriedade intelectual e as informações privadas dos americanos”, um dia após denúncia de que hackers chineses tentaram roubar informações sobre a vacina para Covid-19. Pequim considerou a medida “sem precedentes” e , dois dias depois, em 24 de julho, determinou o fechamento do consulado norte-americano em Chengdu, sudoeste do país asiático.

Acusação de roubo sobre vacina para Covid-19

Nesta terça-feira (21), o Departamento de Justiça norte-americano denunciou dois hackers chineses suspeitos de roubar informações sobre projetos de vacinas para Covid-19. Os acusados trabalhavam para o Ministério da Segurança de Estado da China, segundo a promotoria norte-americana. O presidente dos EUA, Donald Trump, já culpou a China pela pandemia de Covid-19. Ele se refere ao Sars-Cov-2 como “o vírus chinês”. Os dois países fazem parte de uma corrida mundial para desenvolver primeiro vacinas que combatam a doença.

EUA quer banir TikTok e outras redes chinesas

No início de julho, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, afirmou em entrevista à rede de TV Fox News que o país está considerando banir aplicativos de redes sociais chinesas, incluindo o TikTok. Pompeo chegou a afirmar que as pessoas só devem baixar o aplicativo “se quiserem suas informações pessoais nas mãos do Partido Comunista Chinês”. O aplicativo pertence à chinesa ByteDance, que já afirmou anteriormente que opera de maneira separada e que suas centrais de dados ficam localizadas fora da China, não estando submetidas às leis chinesas.

Disputas tarifárias

Os dois países travaram uma batalha no comércio global nos primeiros anos do governo de Donald Trump. O presidente norte-americano impôs tarifas sobre produtos importados do país asiático para torná-los mais caros para os consumidores americanos, o que estimularia a produção interna nos EUA. A China, por sua vez, respondeu com aumento de taxas sobre produtos norte-americanos. Em janeiro de 2020, os dois assinaram um acordo pelo qual a China se comprometeu a comprar mais produtos dos EUA para reduzir o déficit comercial bilateral dos norte-americanos.

Fim do status especial de Hong Kong

A China recebeu Hong Kong de volta do Reino Unido em 1997 e deveria seguir a lógica de “um país, dois sistemas”. Isso significa dizer que esse território tem uma semiautonomia. No entanto, a China tem tentado aumentar o controle que exerce em Hong Kong. O último ato foi uma lei de segurança imposta pela China, que aumenta a influência de Pequim sobre o território e pode barrar sua autonomia judicial. Os EUA tinham regras de comércio e de imigração específicas para Hong Kong, por ser uma região com uma relativa autonomia. No entanto, com a interferência crescente da China, o presidente Donald Trump retirou o status especial do território.

Disputa pelo 5G e a pressão dos EUA sobre a Huawei

Em maio, os norte-americanos impuseram sanções para cortar o acesso da empresa privada chinesa a semicondutores fabricados com componentes americanos. Entre os americanos, há suspeita que a Huawei espione para o governo de Pequim. A Huawei perdeu contratos no Reino Unido, e os chineses culpam os EUA por uma campanha contra a empresa. Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, disse que ” única falha da Huawei é ser chinesa”.

A Huawei fornece tecnologia de comunicação 5G. É uma evolução que permitirá uma conexão mais rápida. Ela inclui centros, onde as informações ficam armazenadas, e equipamentos periféricos. Os americanos alegam que as redes 5G da empresa chinesa podem ser usadas pelo governo de Pequim para espionagem ou sabotagem.

Divergência sobre Mar do Sul da China

A China reivindica os recursos marítimos de 90% do Mar do Sul da China, que é potencialmente rico em recursos energéticos. Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã também dizem ter partes da soberania do mar. Os EUA rejeitam a pretensão dos chineses. Com frequência, enviam navios de guerra à rota marítima estratégica.

Corrida espacial

A China se prepara para lançar sua primeira missão a Marte, usando uma sonda e um pequeno robô teleguiado. O lançamento deve ocorrer até 25 de julho na Ilha Hainan. Outros países, como os Estados Unidos e os Emirados Árabes Unidos, aproveitam a situação atual, em que há uma distância reduzida entre a Terra e o planeta vermelho, para lançar suas próprias sondas.

Perseguição a minoria muçulmana

Os EUA, como outras nações ocidentais e várias organizações de direitos humanos, acusam a China de confinar pelo menos um milhão de muçulmanos uigures na região da província de Xinjiang. Os uigures são uma etnia majoritariamente muçulmana que vive no país asiático. Pequim nega todas as acusações. Os americanos puniram empresas que participariam da perseguição à minoria étnica.

Tema das eleições presidenciais nos EUA

Trump transformou o país asiático em um tema de campanha das eleições de novembro, mas parece improvável que a relação bilateral mude radicalmente se o democrata Joe Biden vencer.

Stephen Walt, professor de Relações Internacionais da Universidade de Harvard, disse à France Presse que as duas maiores potências econômicas do mundo competem a longo prazo por “visões estratégicas incompatíveis”, como o desejo da China de dominar a Ásia.

A China vê Trump como um “líder fraco e propenso a erros” e provavelmente acredita que a resposta “desastrosa” dos Estados Unidos à pandemia de coronavírus oferece oportunidades, apontou o estudioso.

“Parece a Guerra Fria soviético-americana em alguns aspectos, mas ainda não é tão perigosa quanto a rivalidade anterior”, disse Walt.

“Uma diferença fundamental é que os dois estados ainda estão fortemente conectados economicamente, embora esse relacionamento esteja agora sob considerável tensão”.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, que lança regularmente advertências contra Pequim, não rejeitou a comparação com a Guerra Fria em uma entrevista recente.

Pompeo também observou que os Estados Unidos nunca tiveram tantos laços econômicos com a União Soviética quanto com a China e que, portanto, o Ocidente precisava se separar de Pequim, especialmente na frente tecnológica, um setor que Washington teme que o país asiático use para espionar.

Em uma mudança com relação há alguns anos, as empresas americanas, afetadas pelo que consideram um roubo desenfreado de propriedade intelectual, raramente pedem uma desescalada do conflito com a China.

Os Estados Unidos também atacaram Pequim por sua repressão em Hong Kong e a prisão em massa de muçulmanos uigures.

Antes da pandemia do novo coronavírus, Trump acreditava que poderia manter boas relações comerciais com a China, especialmente depois que Pequim prometeu aumentar as compras de produtos americanos.

Mas os dois lados sabiam que a China não estava em condições de cumprir tudo o que foi acordado com Washington, disse Shi Yinhong, professor de relações internacionais da Universidade Renmin em Pequim. Shi acredita que as relações vão continuar a se deteriorar.

“A antiga Guerra Fria foi um confronto e competição muito feroz entre duas grandes potências, impulsionadas pela ideologia e estratégia”, enfatizou. Agora, os Estados Unidos e a China estão “se desprendendo” seletivamente, mas rapidamente, observou.

“Usando essa definição, pode-se dizer que a China e os Estados Unidos começaram a entrar em uma nova Guerra Fria”, concluiu o analista asiático.

Não há consenso entre especialistas

Oriana Skylar Mastro, professora assistente da Universidade de Georgetown e pesquisadora no American Enterprise Institute, disse que é perigoso falar sobre uma Guerra Fria com a China.

“A situação com a China não se parece com a Guerra Fria”, afirmou.

“No lado positivo, temos um amplo compromisso. No lado negativo, há uma possibilidade real de uma guerra quente entre os dois lados em um grau que nunca existiu com a União Soviética”.

Ela observou que a comparação com a Guerra Fria leva a respostas ineficazes, incluindo que Washington percebe erroneamente Pequim como uma ameaça ideológica.

Mastro disse que a China tem muitas opções para aliviar as preocupações dos Estados Unidos, como a retirada dos sistemas de armas no Mar da China Meridional.

“Mas Pequim não fará isso, principalmente porque entende mal os propulsores da política americana. Acredita que os Estados Unidos estão respondendo ao seu próprio declínio e os atacará, independentemente de como agirem”, sustentou.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. "Nova guerra fria", "novo normal", "novo coronavírus"… Haja coisa nova. E novidade que bom, nenhuma.

  2. Os dois sabem que precisam um do outro. Por isto deveriam ter vergonha e não ficarem com esse jogo besta de ? e ?.

  3. Daqui há alguns dias nós vamos ter que escolher entre o nosso maior parceiro comercial, ou o nosso maior explorador comercial. A balança comercial é fundamental.

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20 mil vidas em dois meses: o crescimento do Viver Saúde

Em pouco mais de 60 dias de atuação nos mercados de Natal e da Região Metropolitana, o Viver Saúde ultrapassou a marca de 20 mil vidas ativas, consolidando uma trajetória de crescimento acelerado no setor de saúde suplementar do Rio Grande do Norte.

O desempenho refletiu-se diretamente nos indicadores de mercado. Em menos de dois meses de operação, a operadora alcançou o 6º lugar em market share, posicionando-se entre as principais empresas do segmento na região, em um ambiente altamente competitivo e regulado.

Segundo a operadora, os resultados evidenciam a rápida adesão dos beneficiários a um modelo assistencial estruturado com foco em governança, previsibilidade e acessibilidade, sustentado por práticas de medicina preventiva, gestão do cuidado e relacionamento contínuo com o beneficiário.

Entre os fatores que contribuíram para o desempenho estão a qualificação da rede credenciada, a otimização dos fluxos de marcação de consultas, a eficiência operacional e a atuação de corpos clínicos tecnicamente capacitados, aspectos que impactam diretamente a experiência assistencial e os indicadores de resolutividade.

O crescimento acelerado também reforça a confiança de parceiros, prestadores de serviços de saúde e do mercado em um plano genuinamente potiguar, desenvolvido com foco em segurança assistencial, sustentabilidade do modelo de negócio e promoção da qualidade de vida.

Com mais de 20 mil vidas em pouco mais de dois meses de operação, o Viver Saúde consolida seu posicionamento como uma operadora relevante no ecossistema da saúde suplementar do Rio Grande do Norte, demonstrando que é possível aliar expansão, eficiência operacional e propósito institucional.

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RN registra mais de 18 mil casos de violência contra a mulher em 2025; aumento de 6,1% em relação a 2024

Foto: iStock

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte divulgou nesta segunda-feira (26) dados que mostram aumento de 6,1% nos crimes de violência contra a mulher enquadrados na Lei Maria da Penha.

Os registros passaram de 17.262 em 2024 para 18.311 em 2025, segundo levantamento da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE).

Os dados apontam ainda aumento nas tentativas de feminicídio, que passaram de 67 para 77 casos, e nos feminicídios consumados, de 19 para 21 registros.

Ameaça segue como o crime mais registrado, com 5.581 ocorrências em 2025, alta de 2,1%.

Lesão corporal somou 3.445 casos, praticamente estável, enquanto injúria teve crescimento expressivo de 16,7%, chegando a 3.254 registros.

Também houve avanço significativo nos crimes de perseguição (stalking), com alta de 24%, e de vias de fato, que cresceram 14,3%.

Calúnia foi o crime com maior aumento percentual, subindo 76,1%.

Entre os crimes sexuais, os estupros cresceram 5,7%, enquanto estupro de vulnerável e importunação sexual apresentaram queda.

Pela primeira vez, o levantamento registrou 18 casos de violência psicológica cometida com uso de tecnologia ou inteligência artificial.

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Gilmar Mendes defende que Toffoli permaneça com caso Master e diz que PGR deu aval à conduta do ministro

Foto: Andressa Anholete/SCO/STF

O decano do STF, Gilmar Mendes, saiu em defesa da permanência do ministro Dias Toffoli no caso do Banco Master, nesta segunda-feira (26) e afirmou que a Procuradoria-Geral da República já analisou o tema e considerou regular a permanência de Toffoli na relatoria.

Em publicação na rede X, Gilmar destacou a trajetória de Toffoli, disse que sua atuação segue o devido processo legal e afirmou que a PGR deu aval à continuidade do magistrado no caso. Segundo ele, a preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são essenciais para a confiança nas instituições.

Nos bastidores do Supremo, a relatoria de Toffoli passou a ser questionada após decisões consideradas atípicas e pela pressão de setores da Polícia Federal e da política, o que gerou desgaste interno. Aliados do ministro afirmam que não há base jurídica para seu afastamento e defendem que críticas sejam tratadas pelos canais institucionais.

Opinião dos leitores

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Lula sugere a Trump em ligação que Conselho da Paz se limite a Gaza e defende ‘estabilidade’ na Venezuela

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone nesta segunda-feira (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sugeriu que o Conselho da Paz criado pelos americanos tenha atuação restrita à Faixa de Gaza e inclua a Palestina como membro.

Segundo o Palácio do Planalto, a ligação durou cerca de 50 minutos e tratou da relação bilateral e de temas da agenda global. Ao comentar o convite para que o Brasil integre o conselho — que já reúne cerca de 35 países — Lula defendeu limites claros ao escopo do órgão e voltou a cobrar uma reforma ampla da ONU, com ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança.

Embora Trump tenha citado Gaza como foco central, o território não aparece explicitamente no estatuto do novo conselho. Auxiliares de Lula afirmam que o Brasil só considera aderir se a atuação ficar restrita à crise em Gaza, evitando dar um “cheque em branco” aos EUA e enfraquecer a ONU.

Durante a conversa, Lula e Trump também combinaram uma visita do presidente brasileiro a Washington após viagens à Índia e à Coreia do Sul. A data ainda será definida.

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SUSTENTABILIDADE: Energia solar é implantada em 17 escolas municipais de São Gonçalo

A creche Maria Lala da Costa é uma das 17 unidades escolares do município que receberam a instalação de módulos e placas solares, tornando-se autossuficiente na geração de energia limpa.

Na manhã desta segunda-feira (26), o prefeito Jaime Calado realizou uma visita técnica ao CMEI, que agora conta com esse recurso.

Durante a visita, o prefeito destacou o objetivo da iniciativa. “O nosso objetivo é reduzir os custos com energia e viabilizar a climatização das escolas, garantindo mais conforto para alunos e profissionais da educação.”

Segundo o engenheiro da Secretaria, Patrício Pascoal, além de atender às demandas das unidades escolares, a energia gerada também abastecerá a sede da Secretaria Municipal de Educação.

O município foi beneficiado com 17 projetos em prédios distintos. As unidades contempladas foram a Escola Dr. Varela Barca, Escola Roberto Bezerra, Escola Maria da Cruz, Escola Monsenhor Walfredo Gurgel, Secretaria de Educação, Creche Padre Tiago Theisen, Creche Aida dos Santos, Escola Dr. Nilton Pessoa, Creche Maria Lalá, Escola Cosmo Alves, Escola Maria de Lourdes de Souza, Escola Cantinho do Saber, Escola Jéssica Débora, Escola Luiz de França Lima, Escola Aido Mendes, Escola Genésio Cabral e Escola Alfredo Mesquita.

Ao todo, foram instalados 897 módulos, totalizando uma potência de 573,58 kWp, com capacidade de produzir aproximadamente 74.990 kWh por mês. A geração representa uma economia estimada em R$ 65.590 por mês, o que resulta em cerca de R$ 787.080 por ano na conta de energia elétrica.

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Déficit nas contas externas do Brasil atinge US$ 68,8 bilhões em 2025, pior resultado desde 2014

Foto: Dimas Ardian/Bloomberg

O déficit nas contas externas do Brasil somou US$ 68,8 bilhões em 2025, o equivalente a 3,02% do PIB, o pior resultado nominal desde 2014, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (26).

Em 2024, o déficit havia sido de US$ 66,2 bilhões (3,03% do PIB). O aumento foi de 3,9%. De acordo com o BC, o avanço do rombo foi provocado principalmente pela redução do superávit da balança comercial, parcialmente compensada pela queda no déficit de serviços e pelo aumento do superávit de renda secundária.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, afirmou que o déficit ficou estável ao longo de 2025 e passou a recuar no fim do ano, movimento associado à desaceleração da economia causada pelos juros elevados.

Apesar do resultado negativo, as contas externas foram integralmente financiadas pela entrada de investimentos diretos no país, que somaram US$ 77,7 bilhões (3,41% do PIB), acima do déficit registrado. Investimentos estrangeiros em carteira também ajudaram, com ingresso líquido de US$ 15,3 bilhões, após saída em 2024.

O BC destacou que o cenário externo do país permanece sólido. Para 2026, a autoridade monetária projeta déficit em transações correntes de US$ 60 bilhões e entrada líquida de investimentos diretos de US$ 70 bilhões.

Opinião dos leitores

  1. FAZ O LÊ JUMENTÊ! 🫏🫏🫏🫏🫏💩😭😭👉pior resultado nominal desde 2014😭👺

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Gastos de brasileiros no exterior alcançam US$ 21,7 bilhões em 2025; maior patamar desde 2014

Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Imagem ilustrativa

Os gastos de brasileiros no exterior totalizaram US$ 21,7 bilhões em 2025. Aumentou 10,4% em comparação a 2024, quando essas despesas somaram US$ 19,7 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (26).

Veja a série histórica:

2014: US$ 25,6 bilhões;
2015: US$ 17,35 bilhões;
2016: US$ 14,5 bilhões;
2017: US$ 19 bilhões;
2018: US$ 18,3 bilhões;
2019: US$ 17,6 bilhões;
2020: US$ 5,4 bilhões;
2021: US$ 5,2 bilhões;
2022: US$ 13,45 bilhões;
2023: US$ 17,9 bilhões;
2024: US$ 19,67 bilhões;
2025: US$ 21,7 bilhões.

Somente no mês de dezembro, as despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 1,855 bilhão.

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Fachin busca ex-ministros por apoio a código de conduta para STF


Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Em meio a críticas à atuação individual de ministros e à imagem do STF, o presidente da Corte, Edson Fachin, articula fora do plenário a criação de um código de conduta para os magistrados.

Na última quinta-feira (22), Fachin se reuniu em São Paulo com o ex-ministro Celso de Mello e também tem mantido diálogo com outros ex-integrantes do Supremo, como Carlos Ayres Britto e Ellen Gracie, para discutir parâmetros de atuação pública e institucional.

Dentro do STF, parte dos ministros avalia que a proposta não deve avançar neste ano e pode acabar isolando Fachin. Em entrevista ao Estadão, ele reconheceu que o debate pode ser freado por causa das eleições, mas disse acreditar que há maioria favorável.

O decano Gilmar Mendes já se posicionou contra a ideia, afirmando que as regras atuais — Constituição, Loman e normas internas — já são suficientes. Ainda assim, aliados de Fachin dizem que o objetivo é abrir diálogo e amadurecer a proposta, mesmo sem aprovação imediata, buscando reduzir tensões internas e fortalecer consensos.

Opinião dos leitores

  1. Isso é um absurdo, eles deveriam cumprir o que rege a constituição federal, pois não são crianças nem adolescentes, ah se acham semideuses, isso é uma falta de vergonha.

  2. O problema dos ministros do STF não é código de conduta, o problema dos ministros do STF é vergonha na cara.

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Petrobras anuncia redução de 5,2% no preço da gasolina para distribuidoras

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (26) que reduzirá o preço de venda da gasolina A para as distribuidoras em 5,2%. A medida valerá a partir de terça-feira (27).

Dessa forma, o preço médio de venda da companhia para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, o que significa redução de R$ 0,14 por litro.

Em nota, a Petrobras disse que vai manter os preços de venda do diesel para a distribuidoras. A empresa apontou que o combustível teve redução de 36,3% nos preços desde dezembro de 2022. Já a gasolina caiu 26,9% no período, considerando a inflação desde então.

CNN 

Opinião dos leitores

  1. VAMOS AGUARDAR A ATUAÇÃO DO PROCON E EXIGIR A REDUÇÃO DOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS, PRINCIPALMENTE A REFINARIA CLARA CAMARÃO, PRIVATIZADA PELO BOZO, EM GUAMARÉ

    1. 👉O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, em uma reunião no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024, não registrada em agenda oficial. O encontro ocorreu no gabinete de Lula e durou cerca de uma hora e meia.💩💩💩 SÓ VOLTOU A CENA DO CRIME, JUMENTO MAFRA💩💩

    2. Em terra de cego, quem tem um olho é rei kkkkk governo que não faz nada, qualquer porcaria é motivo para babão fazer festa.

  2. Os postos do Natal nunca repassa a redução pra seus clientes! Precisamos de postos 100% da Petrobrás.

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Arena comemora hoje 12 anos e registra em 2025 o maior público da sua história

Inaugurada em 26 de janeiro de 2014 para sediar jogos da Copa do Mundo FIFA, a Casa de Apostas Arena das Dunas celebra 12 anos de sucesso e transformação, consolidando-se como uma das principais arenas multiuso do Brasil.

Em 2025, superou a marca de 1,1 milhão de visitantes, recebendo um total de 182 eventos ao longo do ano e atingindo uma taxa de ocupação de 187 dias.

Com uma área total de 114 mil m² e localização privilegiada no coração de Natal, o complexo tornou-se o principal centro de esporte, lazer e cultura da região. Ao longo de sua trajetória, já registrou 2.256 dias de ocupação, sendo sede de 378 partidas de futebol e mais de 1.000 eventos de pequeno, médio e grande porte.

No mês de maio, dando sequência ao seu plano de modernização e expansão tecnológica, a Arena realizou a aquisição de dois novos telões de alta resolução, substituindo os painéis instalados em 2014.

Ainda no 1º semestre, a Arena inaugurou o Rooftop Dunas, um camarote com serviços exclusivos e vista panorâmica para o gramado. Já no segundo semestre, foi a vez do novo Lounge Bossa Nova, um salão amplo e sofisticado que foi totalmente renovado, equipado com quatro grandes painéis de LED de alta definição, sistema de sonorização JBL de última geração, além de palco, iluminação e decoração especiais.

Em 2025, a Arena também reinaugurou seu novo auditório, um espaço com 350 m² de área total e capacidade para 320 pessoas sentadas. No mesmo período, foi reinaugurado o Lounge Hospitalidade, que conta com 1.718 m² de área totalmente climatizada, além de uma varanda de 320,27 m².

Reforçando seu compromisso com o esporte potiguar, a Arena patrocinou em 2025 os dois maiores clubes do estado, ABC e América, além da equipe de futebol feminino Sociedade Esportiva União.

No final do ano, a Arena incorporou ao seu mall de áreas comerciais uma unidade da rede de academias Selfit, com mais de 1.200 m² de área e capacidade para atender mais de 4 mil alunos por dia. Além da entrada da Selfit, o número de empresas instaladas no Arena Office subiu de 41 para 51, alcançando 100% de ocupação e uma longa fila de espera.

A Arena se destaca também por sua gestão de excelência, sendo a única arena multiuso no Brasil a possuir o selo ISO 55001, certificação internacional que atesta a alta qualidade na gestão e manutenção de seus ativos.
Além dos investimentos e dos novos espaços inaugurados, a Arena recebeu em julho o selo Great Place to Work (GPTW), que reconhece sua excelência na gestão de pessoas e na construção de uma cultura organizacional positiva.

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