Vacina contra dengue do Butantan inicia última fase de testes

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Foto: Roberto Stuckert Filho

Dilma reforçou a preocupação do governo com o vírus da zika, além da dengue. “O desafio é chegar à vacina contra o vírus da zika. Um dos caminhos é esse, de transformar a vacina da dengue de tetravalente em pentavalente, que cobriria também o da zika, ou desenvolver uma exclusiva para esse fim”, observou.
A ideia da vacina pentavalente é colocar o vírus da zika em um a espécie de “invólucro” do vírus da dengue e acrescentar à vacina já existente da dengue, mas a pesquisa ainda está em estágio bastante inicial.
Segundo o secretário de saúde do estado de São Paulo, David Uip, não faltarão verbas para estudos que levem ao desenvolvimento da vacina pentavalente, bem como de outros trabalhos correlatos, como os anticorpos monoclonais como tratamento da zika.
Ao todo, o governo federal anunciou que pretende investir R$ 300 milhões durante os próximos cinco anos na fase final de desenvolvimento da vacina de dengue. Um terço da verba sairá do orçamento Ministério da Saúde — acordo que foi assinado nesta segunda.
Os outros dois terços, que ainda estão sendo negociados, podem sair do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Investimento em soro contra zika
Outros R$ 8,5 milhões foram anunciados pela presidente para financiar o desenvolvimento do soro contra zika, destinado a grávidas já infectadas pelo vírus.
Segundo o médico imunologista Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantan, o desenvolvimento do soro pode ser mais rápido que o da vacina. A diferença entre a vacina e o soro é que, enquanto a vacina estimula o organismo a desenvolver anticorpos contra o vírus, o soro tem a função de neutralizar o vírus já presente no organismo da pessoa infectada. Ou seja, ele já contém os anticorpos prontos para atacar o vírus.
Kalil observa que o modo de desenvolvimento do soro anti-zika deve ser parecido com o que se usa para produzir o soro contra raiva. “Primeiro é preciso cultivar o vírus em células e inativar esse vírus. Depois, ele é usado para imunizar um cavalo, como se estivesse fazendo uma vacina no animal, que passa a produzir anticorpos contra o vírus. Em seguida, pego o plasma do sangue do cavalo com os anticorpos, trago para a fábrica e purifico para selecionar só aqueles específicos contra o vírus.”
A pesquisa da vacina contra dengue é resultado de uma parceria entre o Instituto Butantan e os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH). A vacina é feita com os próprios vírus da dengue, que foram modificados para que a pessoa desenvolva anticorpos contra os quatro sorotipos da dengue sem desenvolver os sintomas relacionados a eles.
Os testes têm mostrado que bastará uma dose para que a vacina seja eficaz. Trata-se da vacina brasileira contra dengue em fase mais avançada de desenvolvimento.
Fases da pesquisa
Nesta etapa de testes, dois terços dos voluntários receberão a vacina e um terço receberá placebo. O objetivo é verificar, depois de um período, se o grupo que foi vacinado teve uma redução considerável de casos de dengue em comparação ao grupo de controle. Isso permitirá verificar a eficácia da vacina.
Segundo estimativa do Instituto Butantan, todos os 17 mil voluntários devem ser vacinados em até um ano. A instituição acredita ser possível que a vacina esteja disponível para registro até 2018.
Até agora, 900 pessoas já receberam a vacina nas fases anteriores de testes clínicos: 600 pessoas na fase 1 e 300 na fase 2. Esses testes permitiram concluir que a vacina é segura e é capaz de induzir no organismo a produção de anticorpos contra os quatro vírus da dengue.

Fonte: G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luiz Moreira disse:

    Só falta agora desenvolver a vacina contra o lulismo e petismo, duas doenças ainda muito disseminadas e que afeta o poder de julgamento e discernimento das pessoas infectadas.

Sesap faz testes e vacina no Dia Mundial de Luta contra Hepatites Virais

O próximo domingo, 28 de julho, é o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, uma doença que ataca o fígado, um dos órgãos mais importantes do corpo humano. No Rio Grande do Norte, desde 2005, mais de 3.555 pessoas já foram acometidas pelas diferentes formas da doença. Para lembrar a data, o Ministério da Saúde promove 12 dias de Mobilização Nacional de testagem às Hepatites Virais, que acontecerá no período de 22 de julho a 02 de agosto, usando a estratégia do ‘Fique Sabendo’. O Programa Estadual DST/Aids e Hepatites Virais do Rio Grande do Norte participará da mobilização realizando 10 mil testes rápidos de HIV, 10 mil testes rápidos de sífilis, 1 mil testes de hepatite B e 1 mil testes de hepatite C.

Além dos testes, o Estado está abastecido de 200 mil doses de vacina para hepatite B. A partir de agora, homens e mulheres com até 49 anos poderão receber a vacina gratuitamente em qualquer posto de saúde. A medida beneficia um público-alvo de 150 milhões de pessoas – 75,6% da população total do Brasil. No ano passado, a idade limite para vacinação gratuita era até 29 anos. A vacina é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra a hepatite B e hepatite D. E deve ser tomada em três doses, obedecendo ao seguinte esquema: tomar a 1ª dose, com 30 dias depois tomar a 2ª dose e conclui com a 3ª dose, seis meses depois.

Através das Unidades Regionais de Saúde Pública – Ursaps, todos os municípios do estado receberam um questionário solicitando informações sobre as ações que serão realizadas no período de mobilização, mas apenas 18 municípios requisitaram testes rápidos para esta ação. Estão aptos a oferecer o serviço de testagem os Serviços de Assistência Especializada (SAE) nos municípios de Natal, Macaíba, Parnamirim, Caicó, Mossoró, Santa Cruz, São José de Mipibu e São Gonçalo, além deles os Centros de Testagem e Aconselhamento de Natal e Mossoró, e os hospitais de referência Giselda Trigueiro (Natal) e Rafael Fernandes (Mossoró).

De acordo com Sônia Cristina Lins da Silva, Coordenadora do Programa Estadual DST/Aids e Hepatites Virais, o principal objetivo é incentivar os municípios a realizar atividades de prevenção e fazer a testagem para o diagnóstico das hepatites B e C, do HIV e da sífilis. Ela explica que a campanha deste ano vai continuar com o tema trabalhado em 2012: “Hepatites. Você tem certeza que não tem? “Essa é uma forma de chamar a atenção da população sobre a doença silenciosa que ataca o fígado”, esclarece. Além de ampliar a cobertura vacinal para Hepatite B em homens e mulheres com até 49 anos, a campanha fortalece o diálogo entre gestores e Organizações da Sociedade Civil, bem como aumenta a cobertura vacinal para Hepatite B em populações vulneráveis.

2,3 MILHÕES TÊM A DOENÇA NO PAÍS

Estimativas apontam que 2,3 milhões de brasileiros são portadores das hepatites, sendo (800 mil) do tipo B e (1,5 milhão) do tipo C. No Rio Grande do Norte, segundo dados do setor de epidemiologia do Programa Estadual DST/Aids e Hepatites Virais (PE/DST/Aids e Hepatites), foram notificados 3555 casos confirmados de Hepatites Virais de 2005 a 2012, sendo 80% em Hepatite A, 12% em Hepatite B e 14% em Hepatite C.

Há vários tipos de hepatites, sendo os tipos A, B e C os mais comuns. Muitos fatores podem causar a doença que pode ser viral (quando for causada por um vírus), autoimune (quando o sistema imunológico reconhece seus próprios tecidos como estranhos, atacando-os para destruí-los) ou ainda ser causada por reação ao álcool, drogas ou medicamentos, já que é no fígado que essas substâncias são metabolizadas.

 PROGRAMAÇÃO

Antes mesmo da Mobilização do Dia “D”, a Sesap já está desenvolvendo atividades em vários municípios do estado. Juntamente com a União de Escoteiros do Brasil, o Programa Estadual DST/Aids e Hepatites Virais fará uma Oficina de Planejamento das ações nesta quinta-feira (25) e sexta (26), no Hotel Praiamar, em Natal. No dia 26, haverá atividades informativas com alunos do IFRN, em João Câmara. E no dia “D”, domingo 28, a Sesap, juntamente com Secretaria de Estado da Educação, RN Vida, GVC, APHERN e Grupo de Escoteiros, realizam ação de mobilização no Projeto Viva Costeira, das 16 às 18h, com apresentação da Banda Fanfarra da Escola estadual Josefa Sampaio e do Grupo de Teatro Circuito Arte Interativa.

No dia 30, das 8:30h às 17h, haverá Rodas de Conversas e Ações Educativas com representantes da população indígena da Comunidade do Amarelão dos Mendonças em João Câmara. E no dia 02/08, às 9 e às 15h, apresentação nas Escolas Estadual Francisco Ivo e Josefa Sampaio, do Grupo de Teatro Circuito Arte Interativa.